Mini-casas do interior de SP atraem hóspedes para uma experiência de minimalismo em meio à natureza

Mini-casas do interior de SP atraem hóspedes para uma experiência de minimalismo em meio à natureza

A pandemia acentuou o desejo de muitas pessoas por uma vida mais enxuta e autossuficiente. Não surpreende que, nos últimos dois anos, os olhos do mundo tenham se voltado a projetos arquitetônicos que seguem à risca a máxima de que “menos é mais”. É esse o caso das chamadas “tiny houses” (em português, “casas minúsculas”/”mini-casas”).

Com menos de 40 m² de área útil e cômodos integrados, essas habitações se erguem a partir de soluções econômicas e sustentáveis. Compactas, geram menos despesas para os donos e menos resíduos para o meio ambiente – e, não por acaso, já são febre em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. No Brasil, ainda é difícil conseguir autorização legal para construir e morar em uma tiny houses, mas já é possível experimentar alguns momentos nesses mini-mundos em hospedagens sedutoras no interior paulista.

 

Faixada da Holy House - Foto divulgação

Faixada da Holy House – Foto divulgação

 

A apenas 40 minutos de Campinas, a Holy House, em Jundiaí, parece uma casa de bonecas. Artesanalmente construído com materiais encontrados na natureza, o local tem design rústico inspirado nas habitações místicas dos “hobbits” – personagens da série literária de ficção “O Senhor dos Anéis”, de J. R. R. Tolkien – e pode ser alugado por meio da plataforma Airbnb, para estadia de até duas pessoas. Além de banheiro, cozinha e um mini-escritório com wi-fi, a cabana conta com cama queen size, lareira e ofurô. Na área externa, os hóspedes podem assistir ao pôr-do-sol de um charmoso deque de madeira com vista para a Serra do Japi, ou aproveitar a noite sendo aquecidos por um fogo de chão.

 

Interior da mini-casa/ Holy House - Foto divulgação

Interior da Holy House – Foto divulgação

 

Já na Cabana da Bolha, no município de Araçoiaba da Serra (a 107 km de Campinas), o minimalismo é aliado ao glamour de uma vista panorâmica das estrelas. O espaço faz parte do complexo Cabana Home, hub de hospedagem comandado pelo ator paulistano Felipe Titto, e o primeiro do Brasil a investir no conceito de “camping de luxo”. Lá, os visitantes dormem e acordam sob a imensidão do céu interiorano, dentro de uma semiesfera de vinil 100% transparente estrategicamente posicionada no meio da Mata Atlântica. A estrutura do local ainda inclui banheira ao ar livre com água de mina, fogão à lenha e TV com acesso a plataformas de streaming.

 

Cabana da Bolha - Foto divulgação

Cabana da Bolha – Foto divulgação

 

Holy House
Diária: R$ 1.124
Reservas e consulta de endereço e disponibilidade no Instagram @holyhousebrazil

Cabana da Bolha
Estrada Dr Celso Charuri Jundiaquara – Araçoiaba da Serra/SP
Diária: R$2.400 (disponíveis a partir de fevereiro de 2022)
Reservas pelo Whatsapp 15 99720-4016

10 dicas sustentáveis para se mover e viver com mais saúde em 2022

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Confira dez resoluções sustentáveis e saudáveis para se mover e viver com mais bem-estar no próximo ano

Em 2021, ficou evidente que a crise ambiental requer a mobilização de toda a sociedade, já que os impactos causados pelas pessoas vêm se intensificando em uma velocidade espantosa. De acordo com a Global Footprint Network (GFN), instituição internacional responsável pelo cálculo da pegada de carbono no mundo, houve um aumento de 6,6% na emissão de carbono em relação a 2020. No Brasil, a degradação da Amazônia colaborou para isso, já que o país atingiu recordes de desmatamento em meio à pandemia, e pesa na conta a falta de investimento em transporte verde, como a bicicleta, a caminhada e os modais elétricos.

 

Foto iStockPhoto | Johnny Greig

Foto iStockPhoto | Johnny Greig

 

Para atenuar esse cenário, confira dez ações que podem fazer a diferença:

  1. Experimente a bicicleta. Se tiver dificuldades para pedalar, contate o Bike Anjo (www.bikeanjo.org.br), comunidade de ciclistas voluntários que oferece ajuda gratuita.
  2. Saia para caminhar e coloque esse hábito no seu dia a dia. Andar fortifica o corpo como um todo, ajusta e regula o organismo e “areja as ideias”.
  3. Dê férias para o seu carro. Desapegue de preconceitos, de velhas ideias e da (falsa) sensação de conforto que o carro parece trazer. Entre em 2022 com os dois pés no chão.
  4. Mude a rotina com os filhos. Na volta às aulas, não engrosse as filas de carro na porta da escola, que poluem e tumultuam o entorno, dando um mau exemplo para as crianças.
  5. Aproveite o transporte coletivo. Durante a pandemia, os procedimentos de segurança e limpeza em metrôs e ônibus melhoraram bastante; mantenha o uso de máscara e álcool gel e aproveite as facilidades dos modais coletivos.
  6. Use apps de transporte. Há vários aplicativos gratuitos que mostram a localização dos ônibus e trens em tempo real, indicando itinerários, horários de partida e localização. Moovit e Quicko são exemplos e contam com “alertas de lotação”.
  7. Adote a ESG. A sigla em inglês ficou conhecida neste ano no mundo dos negócios, e se refere a três fatores (ambiental, social e governança) que medem o índice de sustentabilidade e o impacto social de uma organização. Este conceito também pode ser levado para a casa, com um estilo de vida que favoreça a sustentabilidade, a empatia e a solidariedade.
  8. Faça compras com a bicicleta. Em São Paulo, são vários os shoppings que contam com bicicletários, como o Iguatemi, o Eldorado, o JK Iguatemi e o Pátio Paulista.
  9. Dê carona. Para os seus colegas de trabalho, para os vizinhos e para os colegas de seus filhos. Significa menos carros nas ruas e um ar um pouco melhor para todos.
  10. Mude para o elétrico. Eles têm crescido no mundo todo e estão ganhando terreno também no Brasil. De janeiro a outubro de 2021, as vendas de carros elétricos chegaram a 27.097 unidades, aumento de 74% em relação a 2020.

 

COP26 reúne líderes de 200 países para debater a crise climática e rever as metas de redução da emissão de carbono

COP26 reúne líderes de 200 países para debater a crise climática e rever as metas de redução da emissão de carbono

Até o dia 12 de novembro acontece em Glasgow, na Escócia, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP26, que reúne líderes de 200 países para debater a crise climática e rever as metas de redução da emissão de carbono.

O objetivo do encontro é discutir novos compromissos para mitigar a emergência climática. Conforme definido no Acordo de Paris, em 2015, o aumento da temperatura média global deve ser limitado em 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.

O ano chave para que haja essa redução, 2030, está logo aí. Por isso, espera-se que os países tornem suas metas mais ambiciosas para alcançar a marca de 1,5°C, evitando uma catástrofe no clima. Hoje, já convivemos com alterações bruscas de temperatura, fenômenos naturais cada vez mais frequentes, como furacões e tempestades, e geleiras derretendo mais rápido que o previsto.

A pauta da mobilidade é central nessa conferência, pois o setor é um dos principais emissores de gases de efeito estufa: 80% da energia utilizada para veículos têm origem na queima de combustíveis fósseis. Assim, o objetivo é reduzir drasticamente o uso do carro, que deverá ter zero emissões ao longo de 14 e 19 anos. Além do carro elétrico, investimento no metrô, no ônibus elétrico e nos meios de transporte ativo são medidas importantes.

 

Foto Istockphoto | Oleaksandr Filon  Ônibus sem emissões de carbono / Carbono Zero

 

No início de outubro, Maria Teresa Diniz, assessora técnica da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito de São Paulo, anunciou o planejamento da eletrificação da frota de ônibus e colocou como meta implantar mais 300 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas na capital paulista, que hoje conta com uma malha cicloviária de 684 quilômetros. A prefeitura também apresentou o Aquático – transporte hidroviário que será implantado na represa Billings, interligando diferentes modais com pagamento da tarifa por Bilhete Único.

Para o ambientalista Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), a mobilidade urbana precisará passar por uma grande mudança para reduzir a emissão de combustíveis fósseis. Ele destaca o estímulo ao uso da bicicleta e a implantação de áreas só para pedestres e ciclistas, a fim de manter polos de ar limpo. Além disso, acredita que a pandemia evidenciou, mesmo que de forma difícil para a sociedade, que nossos deslocamentos não eram tão necessários como imaginávamos. “Muita gente vem conseguindo trabalhar de casa, dar conta de suas tarefas profissionais e pessoais sem ter que empreender longos trajetos. E sabemos que deslocamentos pela cidade implicam mais poluição, perda de tempo, perda do convívio familiar. Então, nesse cenário, o teletrabalho é uma sábia alternativa.”

Resort Ponta dos Ganchos oferece imersão na natureza, privacidade e experiências gastronômicas únicas

Resort Ponta dos Ganchos oferece imersão na natureza, privacidade e experiências gastronômicas únicas

Resort Ponta dos Ganchos combina imersão na natureza, privacidade em quartos com design sofisticado, e experiências gastronômicas únicas.

Em uma área de 80 mil metros quadrados, no município Governador Celso Ramos, o Ponta dos Ganchos oferece exclusividade e perfeito distanciamento em 25 sofisticados e amplos bangalôs para casais, repletos de conforto, serviço impecável e uma vista inesquecível para o mar da Costa Esmeralda, no norte do estado catarinense. A apenas 65 quilômetros do Aeroporto de Florianópolis, o refúgio foi reconhecido como o melhor resort das Américas pela The Leading Hotels of the World e está entre os dez melhores hotéis do mundo também pela consagrada chancela.

Tanto reconhecimento não é à toa. Funcionários sempre atenciosos garantem uma experiência sem preocupações e de puro relaxamento. As diárias incluem um delicioso café da manhã em 10 tempos, sem horário para terminar e que muda todos os dias. Destaque para o ovo benedict e en cocotte com creme de tomate, bacon crocante e torrada de pão italiano; o sanduíche quente de brie com presunto cru e pesto; e o iogurte com uvas, quinoa e mel.

 

Visão aérea da praia privativa e da ilhota do hotel, onde acontecem jantares românticos. - Foto: Divulgação

Visão aérea da praia privativa e da ilhota do hotel, onde acontecem jantares românticos. – Foto: Divulgação

 

À beira da praia, com vista privilegiada e sob comando do chef José Nero, o restaurante do hotel apresenta uma cozinha contemporânea e serve almoço, petiscos pé na areia e jantar – com valores à parte da reserva. No menu, os frutos do mar reinam. Salada de figos caramelizados com queijo boursin de Nova Trento, vinagrete de vinho do Porto e pistache; e as vieiras grelhadas com velouté de pupunha gremolata e maracujá encantam entre as entradas. Para os pratos principais, opções como polvo grelhado com purê de mandioquinha, ervilha torta e molho hoisin, e o fettucine fresco de açafrão com frutos do mar al limone, tomate e manjericão proporcionam uma experiência completa.

Por falar em sensações únicas, o jantar também pode ser servido na pequena ilha em frente ao restaurante, que se liga ao resort por uma ponte verdadeiramente instagramável. Ali, a vista do pôr-do-sol é indescritível e, durante o outono e o inverno, é o ambiente perfeito para um café ou chá de fim de tarde à luz de velas.

Àqueles que preferem acompanhar bons momentos com vinho, o local sempre conta com as harmonizações do sommelier argentino German Bergondo. O Ponta dos Ganchos ainda possui um vinho produzido exclusivamente para o hotel, pela Fattoria Lavacchio, da região italiana da Toscana –, o blend de Merlot e Syrah surpreende com seu sabor aveludado.

 

Piquenique no Ponta dos Ganchos. - Foto: Divulgação

Piquenique no Ponta dos Ganchos. – Foto: Divulgação

 

Charme natural

Privacidade e descanso são possíveis em todas as seis categorias de hospedagem no Ponta dos Ganchos. O bangalô Vila, com aproximadamente 130 metros quadrados, dispõe de toalete duplo, sauna seca e uma jacuzzi cercada por portas e telhado de vidro, permitindo uma bela iluminação natural. Na área externa, o belo jardim emoldura uma deliciosa piscina climatizada de borda infinita ideal para vivenciar as belezas da região.

 

Área interna do bangalô Especial Esmeralda. - Foto: Divulgação

Área interna do bangalô Especial Esmeralda. – Foto: Divulgação

 

Para uma imersão ainda mais intensa na natureza da região, há duas trilhas dentro das dependências do hotel – a Trilha do Casqueiro e a Trilha da Veleza, ambas autoguiadas e sem grandes desafios, com cerca de 500 metros. Aos sábados, um guia acompanha os hóspedes pela Trilha da Praia de Fora, que acaba em uma praia deserta, que conta com 100 metros de areia brancas e água cristalina, de onde se pode avistar a Ilha Grande e a Praia de Palmas. Conhecido por ser o lugar onde pode-se observar o nascer-do-sol mais bonito da Costa, nos meses de junho e julho ao raiar do dia e no fim de tarde é possível ver a pesca artesanal da tainha .

 

Piscina com borda infinita. - Foto: Divulgação

Piscina com borda infinita. – Foto: Divulgação

 

O spa do Ponta dos Ganchos conta com produtos da grife Sisley Paris e oferece uma série de tratamentos para rosto e corpo que associam toda a parte sensorial dos óleos essenciais e extratos vegetais da marca ao poder da aromaterapia. Para o inverno, o resort abriu duas novas salas de spa e apresenta seu novo tratamento facial, o Huile Précieuse à lá Rose Noire, que protege a pele seca ou madura, combate ao estresse e hidrata. É necessário agendar as massagens relaxantes, assim como o período na ampla piscina aquecida do hotel e na academia – agora reservados em horários exclusivos para cada bangalô devido às medidas sanitárias da pandemia.

O cuidado com o meio ambiente faz parte da essência do Ponta dos Ganchos, que além de tratamento de esgoto, capta água da chuva para ser utilizada na jardinagem e recicla 100% do lixo. Os resíduos orgânicos passam por um processo de compostagem e depois são usados como adubo na horta do hotel. O reflorestamento é feito em 8% do terreno do resort, onde já foram plantadas mais de dez mil mudas de árvores nativas. Além disso, 90% da mão de obra do Ponta dos Ganchos são moradores locais.

 

Experiência pé na areia do Ponta dos Ganchos. - Foto: Divulgação

Experiência pé na areia do Ponta dos Ganchos. – Foto: Divulgação

Brechós: a salvação do pós-consumo na moda

Brechós: a salvação do pós-consumo na moda

A compra de peças usadas ganha espaço e a geração Z já entende a prática como alternativa de consumo consciente.

Em tempos de sustentabilidade, de termos como “Ambiental, Social e Governança” (ASG ou ESG em inglês), que são assimilados pelas empresas e marcas, e consumidores cada vez mais curiosos e questionadores, comprar objetos e roupas de segunda mão deixou de ser uma opção apenas para quem quer gastar menos. Segundo o ThredUp 2020 Resale Report com dados da Global Data, o mercado de usados será maior que o do fast fashion até 2029.

Os brechós – estabelecimentos comerciais que vendem roupas e acessórios de segunda mão – vêm ganhando espaço no mercado da moda e no dia a dia das pessoas. Esse setor, em plena expansão, deve atingir 64 bilhões de dólares nos próximos cinco anos. E, segundo a Forbes, mesmo com os efeitos da pandemia e a queda no setor de varejo –, com lucros inferiores aos esperados – a venda de usados, ou a revenda, está explodindo.

Outro dado importante é o perfil dos usuários de brechós. De acordo com a consultoria McKinsey & Company, a geração Z representa 40% dos consumidores globais de brechós. Essas pessoas – nascidas entre 1990 e 2010 – compram com propósito e entenderam muito bem que consumir peças de segunda mão é uma alternativa de consumo consciente.
Como resposta a uma enorme quantidade de roupas descartadas sem destinação correta, o varejo de moda se voltou para o mercado de revenda e grandes marcas firmaram parcerias com brechós para promover discussões sobre a etapa do pós-consumo. Um bom exemplo é a Malwee, com seu projeto “Moda Sem Ponto Final”, que valoriza roupas mais atemporais e duráveis e agregou ao conceito uma parceria com o Repassa, site de vendas de roupas usadas.

Essa iniciativa – que promove o aumento da vida útil das peças – funciona da seguinte forma: clientes Malwee têm desconto de 50% na aquisição da “Sacola do Bem” da Repassa, ou podem retirar o produto gratuitamente em algumas lojas físicas da marca. Nessas sacolas, os usuários podem colocar as roupas que não usam mais e receber 60% do valor das vendas no site. E os clientes do Repassa têm como benefício utilizar o crédito do que venderam em compras no e-commerce da Malwee, com 10% de desconto.

Os brechós significam uma excelente oportunidade na etapa do pós-consumo e representam uma destinação correta para peças que seriam jogadas em aterros com grande impacto ao meio ambiente e à sociedade. Hoje, mais do que nunca, a maneira como me visto diz muito sobre mim e as roupas de brechó carregam boas histórias sobre as pessoas e o planeta.

 

Foto: onur bahcivancilar | Unsplash

Foto: Onur Bahcivancilar | Unsplash