Na economia criativa, marketing e eventos caminham juntos

Na economia criativa, marketing e eventos caminham juntos

Diferentes equipes de produção e agência podem trabalhar em sintonia para entregas completas e diversificadas para clientes em grandes encontros e ativações

Ao celebrar 25 anos de mercado, com mais de 20 labels no portfólio, festivais de música brasileira entre os maiores do país e uma base sólida de clientes corporativos, percebo o quanto a internalização do marketing e a criação de uma agência própria — com um time experiente e criativo “in house” — foi decisivo para nos tornarmos o que somos hoje, uma empresa que planeja, executa, realiza e cria experiências por meio da música.  

Montar uma agência de publicidade dentro de uma produtora de eventos nos exigiu muito mais do que boas ideias: foi preciso empenho para integrar processos, criar uma dinâmica fluida entre todos os setores, redesenhar fluxos e colocar, lado a lado, as equipes de marketing, programação artística, planejamento e produção, trabalhando em sintonia, sob a supervisão da direção de arte. Todos conectados e com um olhar estratégico!  

 

Festival de Inverno Rio 2025, na Marina da Glória – foto divulgação

 

É um movimento natural de quem entende que, na economia criativa, conteúdo e contexto precisam estar alinhados desde o início. Em um mercado em que os espaços costumam ser simplesmente vendidos, sem a visão estratégica do todo, seguimos em outra direção: a marca entra no projeto com tudo estruturado. Pensamos no “live marketing” como experiência integrada, uma parte essencial da engrenagem. A cenografia, o storytelling, a comunicação digital e as ações de branding conversam entre si. 

Além de idealizar, produzir e realizar os festivais de música, a Peck cria e desenvolve toda a concepção do projeto e o 360º de oportunidades para as marcas, sejam elas patrocinadoras ou apoiadoras. Nossos clientes recebem soluções integradas, já pensadas em ações digitais, ativações de estande, construção de photo opportunity, estratégias de captação de leads ou mídia OOH. Tudo criado aqui dentro, o que nos possibilita uma entrega com agilidade, impacto, relevância e, acima de tudo, conectada aos pilares ESG.

A gestão que implementamos valoriza ainda o marketing de influência e as ativações de marca já estão incluídas na cota de patrocínio. A 8ª edição do Enel Festival de Inverno Rio, que realizamos recentemente, ilustra bem esse conceito. Criamos um Pavilhão de Experiências para reunir marcas que mantêm suas identidades, se integram em uma narrativa comum e estão alinhadas aos objetivos do evento: sustentabilidade, entretenimento e emoção. Pensar na forma mais inteligente e completa de entregar valor é o que nos move.

*Andrea Mecenas é Diretora de Comunicação e Marketing da produtora e agência carioca Peck.

Paulo Ricardo celebra 40 anos de carreira com show na Qualistage

Paulo Ricardo celebra 40 anos de carreira com show na Qualistage

Show na Qualistage celebra os 40 anos de carreira de Paulo Ricardo, roqueiro conhecido por seu jeitão de galã, seus megahits e sua inconfundível voz rouca

Dia 8 de agosto, a atração no Qualistage é o show da turnê Paulo Ricardo XL, que celebra os 40 anos de carreira desse ícone do pop rock nacional. O espetáculo é uma viagem sonora e afetiva por quatro décadas de música, arte e emoção, com um roteiro que atravessa gerações e estilos. Do estouro nos anos 1980 à frente do RPM, com hinos como “Louras Geladas” e “Olhar 43”, até sucessos de sua carreira solo, como “Vida Real”, o tema de abertura do reality show “Big Brother Brasil”.

Com sua voz inconfundível, sua presença de palco magnética e sua assinatura estética que mistura elegância, intensidade e arrojo, o carioca Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros, aos 62 anos, mostra que ainda está em plena forma e entrega um espetáculo grandioso, com recursos audiovisuais de ponta, figurinos icônicos e um repertório que toca, emociona e eletriza.

 

Paulo Ricardo – foto divulgação

 

Qualistage
Avenida Ayrton Senna, 3.000 (Via Parque Shopping), Barra da Tijuca.
Ingressos de R$ 60 a R$ 290.

Cantoras contemporâneas exaltam a diversidade de estilos na música brasileira

Cantoras contemporâneas exaltam a diversidade de estilos na música brasileira

Pérolas negras da música contemporânea lançam álbuns que são verdadeiras poesias melódicas

“Num país de Ataulfos… o mínimo é ser diferente”. Disse o mestre Itamar Assumpção se referindo ao grande compositor Ataulfo Alves, autor de “Laranja Madura”, “Na Cadência do Samba” e outros clássicos. Não por acaso o autor da frase é pai de Anelis Assumpção, que herdou a inquietação e o suingue, mas que tem seus próprios predicados. Anelis traz em sua música a tão falada mistura antropofágica que ganha tons universais.

Um timbre delicioso, voz de acalanto e sexy ao mesmo tempo. Anelis Assumpção poderia só cantar se quisesse, mas também compõe. É daqui, é de São Paulo, é do mundo. Tem reggae, tem samba, tem soul, tem dub, tem aquela linha de baixo, tem tambor de terreiro, tem a originalidade dos temas: amor, sexo, família, gente que é pra brilhar. Nada óbvia, nada comum. Desses sons que se identifica ao ouvir os primeiros acordes e isso é precioso. Muito raro.  

 

Luedji Luna, cantora e compositora baiana – foto Henrique Falci

 

Outra pérola negra da música contemporânea é a baiana Luedji Luna. Desde seu disco de estreia chamado “Um Corpo no Mundo”, ela tem chamado a atenção pelo timbre lindo de sua voz e pelas escolhas musicais muito ligadas à tradição do spitirual, do jazz e ao som das guitarras africanas contemporâneas. As letras são excelentes. A poesia sempre está ali ao lado das questões femininas universais e cotidianas. Luedji acaba de lançar dois trabalhos de uma vez, dois discos lindos depois de uma temporada cantando o repertório de outra grande dama chamada Sade Adu.

Destaque também nesta pequena seleção para Mahmundi – cantora, compositora e instrumentista nascida no subúrbio do Rio e que acaba de lançar mais um álbum depois do tributo ao poeta que dá nome à esta coluna. Ela foi responsável pelo projeto que juntou Anelis Assumpção, Sandra Sá, Criolo, Mart’nalia, Liniker e Zezé Motta em torno da obra de Luiz Melodia. Em seu disco de estreia foi comparada à Marina Lima pelo uso inteligente e sofisticado dos eletrônicos em seus arranjos.

Para terminar, como já cantou Paulinho da Viola, “quando penso no futuro não me esqueço do passado”, vamos juntar na mesma playlist a genial Dolores Duran, a divina Elizeth e Elza Soares. Mulheres lindas, poderosas, vozes que formam as estruturas de nossa cultura diversa e original. Boa escuta!

Festival de Inverno acontece em julho e agosto na Marina da Glória

Festival de Inverno acontece em julho e agosto na Marina da Glória

Festival de Inverno reúne artistas de variados estilos em encontros que prometem ser memoráveis. Line-up passeia de Liniker a Caetano Veloso, passando por Paulinho da Viola e Marina Sena

Nos dias 11, 12 e 13 de julho, e 1, 2 e 3 de agosto, acontece na Marina da Glória a 8ª edição do Enel Festival de Inverno Rio, que promove encontros notáveis que prometem aquecer as noites da estação mais fria do ano. A programação começa quente, com um line-up que inclui Gloria Groove, Duda Beat e Marina Sena na sexta-feira, dia 11 de julho. Na sequência, no sábado (12), sobem ao palco João Gomes, Alceu Valença e Zé Ramalho, numa noite de identidade bem nordestina. No domingo, dia 13, o rock de Biquini, CPM22 e Charlie Brown fecha o primeiro fim de semana do festival.

No segundo tempo, que começa na sexta-feira, dia 1º de agosto, acontece um mix escalafobético de Liniker com Ferrugem e Pedro Sampaio. O luxuoso sábado (2 de agosto) reúne Paulinho da Viola, Teresa Cristina e Vanessa da Mata, e o domingo, dia 3, encerra a festa, com apresentações dos gigantes Caetano Veloso, Alcione e Frejat.

 

Liniker – foto divulgação

 

Marina da Glória
Avenida Infante Dom Henrique, s/ nº, Glória.
Ingressos de R$ 160 a R$ 640.