Bate e volta refrescante em cachoeiras próximas a São Paulo para quem gosta de imersão na natureza

Bate e volta refrescante em cachoeiras próximas a São Paulo para quem gosta de imersão na natureza

Cachoeiras próximas a São Paulo oferecem a dose de natureza e frescor necessária para enfrentar o calor de janeiro

Ótimas alternativas para quem gosta de imersão na natureza e de água corrente para se refrescar nesse começo de ano são as várias cachoeiras que temos a menos de uma hora de carro do calorão da selva de pedra. É o programa ideal para fazer um bate-e-volta e ainda chegar em casa com as energias renovadas.

Todos nós sabemos o poder que a água corrente tem sobre o corpo, principalmente perto de sua fonte. São mais de cem cachoeiras consideradas altas (com queda de mais de 30 metros) apenas no estado de São Paulo. 

Indico, a seguir, algumas cascatas que valem muito a pena por ordem crescente de distância do centro da capital paulista.

 

Cachoeira Véu da Noiva, no Parque Ecológico Perequê, em Cubatão – foto divulgação

 

Cachoeira do Engordador, no Parque da Cantareira, a 25 km do centro de São Paulo, tem uma trilha de nível tranquilo de 3 km. Quem procura um percurso mais intenso, pode optar pelo núcleo do Cabuçu, no mesmo parque, mas no município de Guarulhos.

Cachoeira Poço das Virgens, em Parelheiros, a 35 km da capital. Trilha tranquila, com queda pequena e poço perfeito para a família.

Cachoeira do Jamil, a 50 km de São Paulo, na confluência dos rios Monos e Capivari, está imersa em plena Mata Atlântica e conta com várias lagoas. A trilha é considerada intensa.

Cachoeira do Sagui, na estrada Engenho Marsilac, dentro da fazenda Maravilha, a 50 km da capital. O percurso é tranquilo (1,2 km), ideal para a família, tem estrutura boa e até um restaurante, que precisa de reserva antecipada.

Cachoeira do Marsilac, a mais fácil de se alcançar, já que você pode chegar de carro e a queda se encontra na área de proteção ambiental Capivari- Monos, a 55 km de São Paulo. No poço de águas calmas, é possível fazer canoagem e stand up paddle.

Cachoeira Véu da Noiva, a mais estruturada, tanto em relação à trilha de 8 km – considerada de nível leve, com vários pit stops para banho – quanto ao transporte a partir da capital. A cachoeira é o principal atrativo do Parque Ecológico do Perequê, na cidade de Cubatão. A região faz limite com o Parque Estadual da Serra do Mar e está a cerca de 65 km de São Paulo.  A Véu da Noiva tem impressionantes 80 metros de altura e conta ainda com outras cachoeiras menores pelo caminho.

Não se esqueça de levar uma mochila com água e comidas leves, como frutas e barrinhas de cereal, para comer caso a trilha seja um pouco mais longa.

Bom banho e um 2024 mais leve. Até!

Oásis sensoriais na selva de pedra proporcionam experiências que vão além do tradicional spa

Oásis sensoriais na selva de pedra proporcionam experiências que vão além do tradicional spa

Novos centros de bem-estar na capital vão além das massagens tradicionais dos spas e apresentam verdadeiras experiências integradas

Esqueça aquela ideia de que o spa é apenas um local para fazer massagem. Hoje, alguns centros de bem-estar proporcionam experiências que trabalham em sintonia mente, corpo e alma. É o caso do Sommos Spa, inaugurado este ano pela médica infectologista Tatiana Santana, que participou do desenvolvimento da vacina da Covid-19 no Instituto Butantan. 

O refúgio, localizado na zona sul de São Paulo, oferece um cuidado integral por meio de terapias holísticas orientais, gregas e indígenas que despertam os sentidos com sons – criados por uma equipe de musicoterapeutas – cores, aromas, chás e toques. “Trouxe para o projeto a ideia de um portal para essa conexão, para o resgate com a ancestralidade, com formas orgânicas e da natureza”, explica. 

 

Área de descanso do Sommos Spa – foto Edu Viana

 

A maioria das experiências começa com o ritual do escalda-pés – em que os clientes são convidados a participar do preparo escolhendo e macerando as próprias ervas – e termina com o chá preparado com os mesmos blends utilizados no tratamento. Além das tradicionais massagens e banhos, o spa traz terapias sensoriais inovadoras como flutuação, sauna infravermelha e cabine binaural (ondas sonoras). 

 

Escalda-pés do Sommos Spa – foto Edu Viana

 

Seguindo a mesma linha de medicina integrada, a clínica Awake Health, inaugurada em 2022, desenvolveu tratamentos personalizados que visam aumentar a performance física e mental. Nesse oásis no meio da cidade, você encontra médicos, nutricionistas, terapeutas, equipamentos de última geração e o Café Awake, de gastronomia funcional e orgânica. Para quem busca relaxamento, autoconhecimento e bem-estar, o local disponibiliza ainda meditação guiada, terapias energéticas, cinco técnicas de massagem – pedras quentes, Abhyanga (feita com óleos e ervas), linfática, desportiva e relaxante –, acupuntura, terapia sonora, e muito mais. 

 

Awake Health – foto divulgação

 

Outra novidade na área de wellness é o Lancôme Absolue Spa, dentro do luxuoso Palácio Tangará. Lançado em julho deste ano, é o primeiro spa da marca francesa na América Latina e disponibiliza opções exclusivas de massagens e cuidados faciais, unindo o creme Absolue L’Extrait, de sua linha premium Absolue, e o gadget Absolue Cryo Sculptor. Para quem deseja fazer mais de um procedimento, vale a pena investir nos pacotes de Day Spa, que permitem acesso às áreas de lazer do hotel, como piscinas climatizadas, banheira de hidromassagem e academia.

 

Ambiente do Lancôme Spa, no Tangará – foto divulgação

 

Sommos Spa
Rua das Rosas, 494, Mirandópolis.
Tel. 2577-9011.

Awake Health
Rua Colômbia, 271, Jardim Paulista.
Tel. 3181- 6055. 

Lancôme Absolue Spa
Rua Dep. Laércio Corte, 1501, Panamby.
Tel. 4904-4001.

Conheça o Destino Veredas, em Minas Gerais, famoso pelo museu Inhotim

Conheça o Destino Veredas, em Minas Gerais, famoso pelo museu Inhotim

A região turística de Veredas é famosa pelo Instituto Inhotim, mas vai muito além do museu. Oferece também o melhor da cultura mineira em arte, gastronomia e hotelaria

No texto “Minas Gerais”, publicado na revista “O Cruzeiro” em 1957, o escritor mineiro Guimarães Rosa faz uma declaração de amor a esse estado brasileiro. “Sobre o que, em seu território, ela ajunta de tudo, os extremos, delimita, aproxima, propõe transição, une ou mistura: no clima, na flora, na fauna, nos costumes, na geografia, lá se dão encontro, concordemente, as diferentes partes do Brasil. Seu orbe é uma pequena síntese, uma encruzilhada; pois Minas Gerais é muitas. São, pelo menos, várias Minas”. De fato, cada viagem a Minas pode ser única. Há muito para desbravar e absorver, como a tradicional culinária de dar água na boca e as muitas cidades históricas.

 

A icônica obra do artista Hélio Oiticica, exposta no Inhotim – FOTO mario gogh | Unsplash

 

Uma das grandes joias do território mineiro é o Instituto Inhotim – maior museu de arte contemporânea a céu aberto do mundo, inaugurado em 2006. Localizado entre os biomas da Mata Atlântica e do Cerrado, é também um jardim botânico belíssimo, com mais de 4 mil espécies de plantas de todos os continentes. Em seus 140 hectares de visitação, estão cerca de 700 obras de mais de 60 artistas do Brasil e do mundo, distribuídas ao ar livre e em galerias, como a de Adriana Varejão e a recém-inaugurada da artista japonesa Yayoi Kusama, ambas permanentes.

O icônico museu fica em Brumadinho, município a cerca de 60 km da capital mineira e que faz parte do Destino Veredas – uma região turística surpreendente, com natureza abundante e experiências únicas que merecem a descoberta. Por lá, é possível encontrar vários tipos de hospedagem, mas caso o desejo seja investir em um lugar mais exclusivo, no estilo boutique, a pedida ideal é a pousada Villa Rica. Imersa na natureza e com uma pegada rústica, conta com suítes e chalés aconchegantes e charmosos, perfeitos para curtir em casal ou em família. O estabelecimento preza pelos detalhes, como a mesa de café da manhã posta com pratos pintados à mão com imagens que retratam a cidade.

 

Os chalés da pousada Villa Rica – FOTO Vivian Monicci

 

Para quem ama o cheirinho de lavanda e suas propriedades terapêuticas, vale a pena tirar uma manhã para visitar a Vila da Lavanda. O refúgio fica na Serra da Moeda e conta com uma plantação dessa erva aromática, oferece atividades ao ar livre e dispõe ainda de duas opções de hospedagem – o chalé e a cabana, ambos integrados à natureza. Não deixe de se deliciar com o brunch servido no jardim, perfeito para iniciar o dia em grande estilo.

 

Brunch na Vila da Lavanda – foto Vivian Monicci

 

Também no quesito experiências gastronômicas, há outras ótimas opções em Veredas. Em São Joaquim de Bicas, o Casa do Rei Bistrô é parada obrigatória. Comandado pelo chef Reinaldo Mendes, o local serve a tradicional culinária mineira em pratos contemporâneos e oferece uma divertida degustação guiada às cegas. Igualmente recomendável é a Alquimia dos Quintais: Jantar de Drinques, com a mixologista Marcela Azevedo. Especialista em cachaça, ela prepara pratos de gastronomia molecular, infusionados com a bebida – diferente de tudo o que você já experimentou! Os apaixonados por cerveja, especialmente artesanal, devem incluir a Cervejaria Bebrum no roteiro. Além de provar os diferentes tipos de cerveja, por ali se conhece o processo de fabricação do produto.

 

Jantar de Drinques com a mixologista Marcela Azevedo – foto Vivian Monicci

 

Como a região de Veredas respira arte, é claro que não faltam experiências artísticas inesquecíveis, que são, na verdade, terapias lúdicas que ajudam a relaxar e a desconectar da correria do dia a dia. Uma delas é a “Coração em Branco”, em que você pinta um coração humano feito em biscuit pelo artista plástico Renan Florindo, em seu ateliê em Brumadinho. Outra atividade muito bacana é a Experiência Barro Contemporâneo com o Ateliê Urucum, na pousada Villa Domaso. Nela, aprende-se a trabalhar com o barro e há a possibilidade de criar um objeto único de cerâmica.

 

Experiência “Coração em Branco, com o artista Renan Florindo – foto Divulgação

 

Antes de encerrar a viagem e voltar para casa, não deixe de fazer uma parada no mirante do Parque Estadual Serra do Rola Moça, de onde avista-se Belo Horizonte e se eterniza a paisagem em belos cliques.

MECA Inhotim 2023

De 4 a 6 de agosto, acontece o festival MECA Inhotim, que conta com mais de 50 horas de programação cultural de shows, DJ sets, palestras, workshops, vivências e feira de marcas independentes, dentro do museu. No line-up musical, estão confirmadas artistas como Daniela Mercury, Adriana Calcanhotto e Luedji Luna. O passaporte para os três dias custa R$ 790.

Inhotim
Rua B, 20, Inhotim, Brumadinho.
Tel. 31 3571-9700.
Ingressos a partir de R$ 25 (entrada gratuita às quartas-feiras e no último domingo de cada mês).

Villa Rica Pousada Boutique
Rua Francisco dos Santos, 272, Palhano, Piedade do Paraopeba, Brumadinho.
Tel. 31 99519-6452.
Diárias a partir de R$ 500 (café da manhã incluso).

Receptivos oficiais
Brumatur – 31 99566-3451.
HT Happy Travel – 31 99764-8175.

 

Sydney e Melbourne são destinos imperdíveis e complementares na Austrália

Sydney e Melbourne são destinos imperdíveis e complementares na Austrália

Cidades australianas que recebem este mês alguns jogos da Copa do Mundo de Futebol Feminino possuem perfis bem diferentes, mas são igualmente modernas, dinâmicas e ricas em opções culturais, experiências gastronômicas e atrações em meio à natureza

A história se repete no mundo todo – todo grande país tem duas cidades que dividem a atenção e a preferência dos viajantes: nos Estados Unidos, a disputa é entre a urbana Nova York e a solar Los Angeles; na Itália, o centro financeiro de Milão é o outro lado da moeda representado pela hedonista Roma; na Espanha, a sobriedade de Madri é totalmente antagônica à descontração típica de Barcelona; enquanto na África do Sul a nervosa e sufocante Joanesburgo é o oposto da relaxada e exuberante Cidade do Cabo. Até no Brasil essa dicotomia se manifesta no confronto entre a organização e a riqueza de São Paulo ao caos e o charme natural do Rio de Janeiro.

Na Austrália, não tinha como ser diferente: Sydney é a cidade que mais parece uma comunidade de loiros de olhos azuis que surfam e velejam entre as bonitas construções que remetem a uma “Londres dos trópicos”; já Melbourne é uma metrópole hiper cosmopolita onde indianos, coreanos, chineses e japoneses parecem ser mais numerosos que os descendentes dos britânicos. Até os aborígenes parecem ter uma presença maior em Melbourne do que em Sydney.

 

Royal Botanic Gardens com o skyline de Melbourne ao fundo – foto Divulgação

 

Melbourne é uma das cidades com mais área verde por habitante no planeta, e é também uma metrópole muito bem conservada e gerida. No quadrilátero conhecido como CBD (Central Business District), a maioria das ruas não é aberta ao tráfego de carros e motos, apenas bondes circulam por lá – e de graça! Nessa região, onde ficam praticamente todos os grandes hotéis, a oferta de restaurantes de comida asiática é absurda: microunidades da rede Sushi Hub vendem delícias japonesas em quase todas saídas do metrô; a cada esquina, é possível encontrar pelo menos uma casa de lamen chinês ou de churrasquinho coreano; aqui e ali, indianos e tailandeses ocupam os espaços que sobram. Na minúscula Degraves Lane, de frente para estação de trens de Flinders Street, uma lanchonete serve hambúrgueres feitos com carne de avestruz e de… canguru!

Mas a maior atração gastronômica da cidade não é nenhum restaurante, bar ou lanchonete, é o Queen Victoria Market, o mercadão municipal da cidade. Espalhado por vários galpões em estilo vitoriano (claro!), é um paraíso para quem adora experimentar os mais frescos e variados queijos, frios, frutas, pães e antipastos. Na seção de peixes e frutos do mar, dá para comprar por apenas 12 dólares australianos (menos de R$ 40) uma bandejinha com 12 ostras frescas abertas na hora e prontas para serem devoradas. Quem for ao Mork’s terá a oportunidade de provar o chocolate quente mais cremoso do universo, que pode ser acompanhado por tentadores s’mores (marshmallows maçaricados).

 

Ostras frescas do Queen Victoria Market – foto Kike Martins da Costa

 

No lado oposto do CBD, a National Gallery of Victoria apresenta até o dia 20 de agosto a megaexposição “Melbourne Now” – uma espécie de Bienal com a produção de 200 artistas locais. Perto dali, ficam o Royal Botanic Garden e o Albert Park – onde todo ano são realizados o GP de Fórmula 1 e o torneio de tênis Australian Open. Os jogos da Copa do Mundo de Futebol Feminino serão disputados um pouco mais adiante, no recém-reformado Rectangular Stadium, situado no complexo esportivo que sediou as Olimpíadas de 1956.

Sem sair de Melbourne, mas distante uns 10 km do Centro da cidade, fica a praia de St. Kilda, que parece um balneário inglês da primeira metade do século 20, com casarões de frente para o mar, hotéis que já viveram dias mais glamurosos e um parque de diversões totalmente perdido no tempo e no espaço. Mas a esplanada que faz as vezes de um calçadão e o píer são perfeitos para agradáveis caminhadas no fim da tarde ou no amanhecer.

 

As magníficas formações rochosas da Great Ocean – foto Kike Martins da Costa

 

Para quem tiver tempo, vale muito a pena fazer um ou dois tours pelos arredores de Melbourne. Se só der para fazer um, não deixe de conhecer a Great Ocean Road, uma longa faixa de praias de frente para o Mar da Tanzânia que é pontilhada por majestosas formações rochosas conhecidas como Twelve Apostles. O outro passeio que faz muito sucesso é um rolê pelo Yarra Valley, uma das principais regiões produtoras de vinhos da Austrália. Na vinícola St. Hubert’s funciona um restaurante de atmosfera deliciosa e comidinhas idem.

 

Sala de degustação da vinícola St. Hubertus – foto Kike Martins da Costa

 

Dias ao ar livre

Já Sydney, que no mapa parece pertinho de Melbourne, mas na verdade fica a 850 km na direção Nordeste, é uma cidade mais outdoor, para ser aproveitada em passeios a pé ou de barco. Os turistas se concentram na esplanada do porto, que fica entre a majestosa Harbour Bridge e a icônica Ópera. A ponte parece uma Torre Eiffel inclinada, com suas impressionantes estruturas de metal. Já a Ópera é uma joia arquitetônica assinada pelo dinamarquês Jørn Utzon e inaugurada em 1973. O complexo cujas linhas foram inspiradas nas formas das conchas do mar e das velas dos barcos abriga oito auditórios – cada um dedicado a um tipo de espetáculo: balé, música sinfônica, teatro, concertos de câmara, ópera, shows pop… não deixe de fazer o tour guiado que apresenta os detalhes e curiosidades históricas da construção, que a cada ano recebe 8 milhões de visitantes.

 

Vista da Baía de Sydney, com a Harbour Bridge e a Ópera em destaque – foto Shutterstock

 

Dali pertinho, do pier 3 do porto, saem barcos para algumas das praias mais distantes, como Manly, Watsons Bay e Dee Why. Mas é do outro lado da cidade que fica a praia mais visitada da cidade: Bondi Beach. Com ampla faixa de areia e ondas de tamanho médio, é um lugar perfeito para passar uma preguiçosa tarde. Nas ruas da vizinhança, a oferta de charmosos bares, restaurantes e cafés é enorme.

 

Orla de Bondi Beach – foto Kike Martins da Costa

 

Para quem não consegue viajar sem fazer umas boas comprinhas, a dica é fazer uma visita ao Queen Victoria Building, uma imponente galeria de lojas com cinco andares aberta em 1898 que atualmente abriga as mais sofisticadas grifes britânicas, italianas, francesas e norte-americanas. Se a fome bater, faça um pit stop no Tea Room para apreciar um pratinho de três andares com finger sandwiches de pepino e de salmão, acompanhados por uma taça de champagne ou uma xícara de darjeeleng.

Por falar em comida, uma visita à Austrália só é completa se incluir ao menos uma refeição numa das renomadas steakhouses deste país que disputa com o Brasil o título de maior exportador de carne bovina do planeta. Na mais recente lista do World’s 101 Best Steak Restaurant Awards, nada menos que cinco desses estabelecimentos ficam em Sydney: o Rockpool Bar & Grill (na 8ª colocação), o Kingsleys (na 31ª), o Bistecca (no 32° lugar), o Porteño (40º) e o The Guidley (43º). Nos cardápios dessas casas, é informado sempre o corte, a raça, a origem, o tipo de alimentação e o índice de marmoreio, que antecipa o nível de maciez e sabor da carne, facilitando a escolha. Os preços são bem mais salgados que a comida, mas assim que você morder, vai sentir que o investimento nessa experiência vale cada centavo.

 

Espaço de exposições da White Rabbit Gallery – foto Kike Martins da Costa

 

Para conhecer o que há de melhor e mais relevante na arte contemporânea chinesa, vale pegar um metrô até a White Rabbit, uma magnífica galeria criada pela magnata da mineração Judith Neilson, com três andares nas proximidades do bairro universitário de Ultimo.

 

Espaço de exposições da White Rabbit Gallery – foto Kike Martins da Costa

 

E em Sydney acontece a abertura da Copa do Mundo de Futebol Feminino, no gigantesco Australia Stadium, que fica a 20 km do Centro da cidade e tem capacidade para acomodar confortavelmente 70 mil espectadores.

Se você quiser ter contato com aqueles animais incríveis que só existem na Austrália – mas não vê a menor graça em ver essas criaturas enjauladas em zoológicos – a dica é ir ao Wild Life Sydney (ao lado do Aquário Municipal, pertinho do Centro, na região conhecida como Darling Harbour), onde é possível tomar café ao lado de coalas e ver de perto crocodilos, ornitorrincos e diabos da Tasmânia. Outra opção – mais trabalhosa – é ir a um dos vários santuários da região metropolitana onde os bichos têm mais liberdade, como o Koala Park e o Featherdale. O Koala Park, por exemplo, fica no subúrbio de Pennant Hills e tem também wombats, emus, dingos e várias espécies de marsupiais. O mais legal é poder se aproximar dos cangurus e deixar eles comerem uma ração apropriada diretamente na sua mão!
Quando você for se aventurar por esta linda e distante nação, tenha em mente que as duas cidades possuem perfis bem diferentes, mas uma viagem a Sydney não exclui uma visita a Melbourne ou vice-versa. Na verdade, uma é complementar à outra.

 

Coala do Koala Sanctuary de Sydney – foto Kike Martins da Costa

 

A melhor maneira de ir à Austrália é via Santiago. A australiana Qantas opera voos diários e diretos entre a capital do Chile e Sydney. A Latam tem também voos diários entre Santiago e Sidney, mas com uma rápida escala técnica em Auckland (Nova Zelândia), sem troca de avião. A partir de setembro, a Latam terá três voos semanais de Santiago direto para Melbourne.

 

Os cangurus do Moonlit Sanctuary, em Melbourne – foto Kike Martins da Costa

Passeio de trem de Curitiba a Morretes reserva incríveis experiências a bordo

Passeio de trem de Curitiba a Morretes reserva incríveis experiências a bordo

Um interessante roteiro de trem percorre a natureza do litoral do Paraná e chega a Morretes, deixando o turista ainda mais perto das isoladas ilhas do estado

Uma das regiões mais preservadas da Serra do Mar está no trajeto que liga Curitiba ao litoral paranaense. Adentar o robusto verde e recortar os declives das montanhas dessa parte da Mata Atlântica é possível em um passeio de trem, que se tornou o segundo principal atrativo turístico do Paraná, atrás apenas da cidade de Foz do Iguaçu. Entre as diferentes experiências e categorias de vagões disponíveis oferecidas pela empresa Serra Verde Express – que administra a operação ferroviária turística – a viagem nos trilhos leva até Morretes, que preserva arquitetura colonial e gastronomia típica.

Vagão boutique do Serra Verde Express (Curitiba a Morretes) - Foto divulgação

Vagão boutique do Serra Verde Express – Foto divulgação

Antes de optar pela categoria luxo do trem – que conta com vagões mais fechados, lembrando os expressos europeus antigos – vale se atentar à opção boutique, que disponibiliza varandas, amplas janelas e livre circulação, além do serviço de bordo com bebidas como água, café, chá, refrigerante e cerveja à vontade. Nessa categoria, o vagão “Bove” – em homenagem ao veterinário Sílvio Bove, primeiro médico a fazer um transplante em um animal de estimação – é pet friendly, com espaço para cães e gatos, e possui uma varanda. Já o vagão Imperial tem decoração que remete aos anos 1930, com mesas, cadeiras e luminárias de época. E o Camarote, como o nome já diz, possui cabines exclusivas.

 

Vagão pet friendly do Serra Verde Express (Curitiba a Morretes) - Foto Brunno Covello

Vagão pet friendly do Serra Verde Express – Foto Brunno Covello

 

Depois de apreciar os encantos do passeio sobre os trilhos, o pacote boutique – que sai pelo valor de R$ 449 por pessoa – inclui um almoço típico com o tradicional Barreado, em Morretes. De origem açoriana, o prato leva carne bovina de segunda e magra, cozida até desmanchar. O verdadeiro ritual de servir o Barreado consiste em levar a panela à mesa e colocar um pouco da carne em um prato fundo, com arroz branco ou farinha de mandioca crua e banana prata fatiada.

Para a digestão, vale uma caminhada entre as feirinhas de rua da cidade ou ainda, para os mais radicais, há opções de roteiros em 4×4 que atravessam os rios da região – também oferecidos pela Serra Verde Express. O retorno a Curitiba acontece a bordo de uma van, ônibus ou microônibus climatizado, que está incluso no pacote.

Passeios de 4x4 - Foto divulgação

Passeios de 4×4 – Foto divulgação

Na capital paranaense, se houver espaço para um jantar depois de tanta comilança, o restaurante Hai Yo, dentro do Grand Mercure Curitiba Rayon, no Centro, propõe gastronomia asiática variada em um ambiente intimista. Sob o comando do chef Lucas Coelho, o lugar destaca três tipos de menu degustação, além de um cardápio à la carte. O Menu Keiken (sete tempos) é o mais curto e conta com os clássicos do restaurante, como o camarão com nozes e o pato de Sichuan; o Menu Hai Yo (11 tempos) é uma viagem pelos países da Ásia, como Japão, China, Vietnã, Tailândia e Coreia; e o Menu Omakase (16 tempos) inclui uma degustação exclusiva no balcão do sushi bar, no qual o maior foco é o Japão. Outros destaques do Hai Yo são pato de Sichuan, barriga de porco com texturas de milho e o churrasco coreano.

 

Menu asiático do Hai Yo, em Curitiba - Foto Adriana Cardoso

Menu asiático do Hai Yo, em Curitiba – Foto Adriana Cardoso

 

Desconexão quase total

A 120 km de Curitiba e 68 km de Morretes, a Ilha do Mel é um refúgio para os amantes de natureza preservada e praias rústicas. O viajante pode optar por diferentes rotas até chegar a Paranaguá ou Pontal do Sul, que são os locais de embarque e travessia para a ilha. Apesar da distância ser um pouco mais longa, a Estrada da Graciosa é o caminho mais bonito para quem quer chegar até a Ilha do Mel sem pressa. Ligando Curitiba às cidades históricas de Antonina e Morretes, pela PR-410, é uma rota histórica na Serra do Mar. Na Ilha, vale conhecer os passeios de barco disponíveis que passam pela Praia de Encantadas, Baía dos Golfinhos, pelo Farol das Conchas e pela Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres.

 

Ilha do Mel - Foto divulgação

Ilha do Mel – Foto divulgação