A cantora italiana Laura Pausini celebra 30 anos de carreira com turnê internacional que passará por São Paulo

A cantora italiana Laura Pausini celebra 30 anos de carreira com turnê internacional que passará por São Paulo

Para celebrar suas três décadas de carreira com milhares de fãs em todo o mundo, Laura Pausini sai em turnê internacional e se apresenta em São Paulo no início de março

O ano era 1993. O tradicional Festival de Sanremo, na comuna homônima da Itália, anunciava a vencedora da categoria de artistas iniciantes: uma garota de apenas 18 anos, chamada Laura Pausini, que cantou a música inédita “La Solitudine”. Da noite para o dia, ela passou de anônima a estrela e viu sua vida mudar.

Mais difícil do que alcançar a fama é mantê-la por tantos anos, de forma sempre positiva – algo que Laura soube fazer como ninguém. A cantora chega aos 50 anos de idade em maio e já acumula três décadas de uma carreira consistente na Itália, no mundo e, claro, no Brasil – país que a abraçou e até a incentivou a aprender português, uma das cinco línguas em que é fluente.

 

foto Virginia Bettoja

 

Para comemorar o marco profissional, a artista roda o mundo com sua turnê Laura Pausini World Tour 2023/2024, que teve início na Itália e é seu grande retorno aos palcos. “Não saio em turnê desde 2019 e foi o que mais senti falta nesses anos”, conta. Além da Europa e dos Estados Unidos, Laura passa também pelo Brasil, onde se apresenta em São Paulo nos dias 2 e 3 de março, no palco do Espaço Unimed. Junto a seus clássicos, estão no repertório novidades como as canções “Un Buon Inizio” e “Davanti a Noi”, que fazem parte de seu mais recente o álbum “Anime Parallele” – lançado em outubro do ano passado.

E a cantora segue acumulando feitos e prêmios. Em 2021, foi indicada pela primeira vez ao Oscar e ganhou seu primeiro Globo de Ouro com a música “Io Sì”, trilha sonora do filme “Rosa e Momo”, da Netflix. “Durante esses anos de Covid, vivendo emoções indescritíveis, tive muito tempo para refletir sobre o meu trabalho e percebi que estava me adaptando ao ritmo de quem se contenta. Quero e preciso me dar esse presente: saber que não cheguei ao objetivo, que ainda há mais para descobrir”, reflete.

 

Laura Pausini em show da turnê em Veneza – foto Virginia Bettoja

 

Em entrevista à 29HORAS, Laura Pausini faz um balanço de sua trajetória, fala sobre sua relação com o Brasil e conta como vislumbra o futuro. Confira, nas páginas a seguir, os principais trechos dessa conversa:

Você completou 30 anos de carreira em 2023. Olhando para trás, que balanço faz das últimas três décadas? Quais foram os momentos mais marcantes?
Tenho muita sorte de poder comemorar três décadas na música e tenho essa consciência. É por isso que quando penso nesses 30 anos, me sinto orgulhosa e satisfeita. Trabalhei muito e nunca parei de tentar retribuir o amor que as pessoas sempre me deram. O Festival de Sanremo, em 1993, mudou a minha vida ao me tornar conhecida na Itália e no resto do mundo. Acredito que junto com o Grammy, o Globo de Ouro e a indicação ao Oscar, aprender línguas estrangeiras é uma das coisas mais memoráveis da minha vida, porque me moldou como mulher e cantora.

 

Com seu primeiro Globo de Ouro, em 2021 – foto Courtesy of Gentemusic

 

Quais são as suas recordações do dia, em 1993, em que sua música “La Solitudine” venceu o Festival de Sanremo?
Eu tinha apenas 18 anos, era ingênua e inocente e não tinha absolutamente nenhuma expectativa de ganhar. Nasci em uma pequena cidade italiana no meio do trigo e dos campos. Ser famosa era algo inimaginável para mim. Os italianos votaram em mim e me fizeram ganhar na noite de 27 de fevereiro. A partir desse dia, minha vida e da minha família mudou.

Você foi uma das primeiras mulheres italianas a fazer grande sucesso internacionalmente e a ganhar um Grammy, além de tantos outros prêmios importantes e indicações, como o Oscar. Qual é a responsabilidade de ser pioneira e influenciar tantas gerações seguintes?
É uma grande responsabilidade que, às vezes, me assusta. Espero não cometer erros e dar um bom exemplo levando o nome do meu país pelo mundo. E para alcançar esse propósito, tenho que ser 100% honesta e essa é a minha força. Hoje, todo mundo está em busca de notícias sensacionalistas. Isso gera um pequeno desconforto em mim, porque qualquer um pode inventar ou falar mal sem verificar se as informações são verdadeiras ou não. Então, utilizo minhas plataformas de mídia social em todas as línguas em que canto, para dizer quem realmente sou.

Como foi a maratona de shows #LAURA30, em que, em apenas 24 horas, você percorreu três cidades, dois continentes, cinco idiomas e 30 anos de música? Qual foi o grande propósito desse projeto?
O grande objetivo do projeto foi alcançar as pessoas que me acompanham nesses 30 anos. Escolhi começar em Nova York, porque é a cidade onde canto em cinco línguas diferentes graças ao seu multiculturalismo. Madri é o primeiro lugar onde cantei em espanhol e Milão representa a minha carreira na Itália. Logisticamente, foi muito difícil preparar tudo, mas valeu a pena. Foi uma das aventuras mais bonitas que já tive e me desafiou como nunca.

Você não saía em turnê desde 2019. Qual é a sensação de retornar aos palcos? O que podemos esperar dessa turnê comemorativa no Brasil? Pode dar algum spoiler?
Me sinto como uma menina na frente de uma loja de doces: feliz, curiosa e com fome!
O setlist apresenta mais de 30 músicas, do meu primeiro disco ao último. É uma turnê para celebrar três décadas de história musical compartilhada com meu público. É uma espécie de viagem, um conto feito de canções, mas também de anedotas e fotos muito pessoais e inéditas. Além disso, vou cantar algumas músicas em português, já que é a minha língua favorita!

Ao longo de sua carreira, você teve a possibilidade de fazer parcerias musicais com grandes nomes. Quais foram as mais marcantes? Com quem mais gostaria de trabalhar?
A mais emocionante foi a primeira, com Phil Collins. Eu tinha apenas 19 anos e era louca por ele. Com uma coragem desconhecida, pedi para ele colaborar comigo. Phil foi muito gentil e imediatamente escreveu para mim uma música chamada “Looking for an angel”, que cantamos muitas vezes juntos. Eu o amo imensamente e sempre serei grata a ele.

 

A cantora com Phil Collins – foto Courtesy of Gentemusic

 

Você tem uma relação muito especial com o Brasil. Quando foi a primeira vez em que esteve aqui e quais são as suas melhores recordações no país? Tem planos de vir morar no Brasil?
Minha primeira vez no Brasil foi no Rio de Janeiro, que é a minha cidade favorita no mundo. Eu tinha 19 ou 20 anos e me senti em casa andando por Ipanema. Mesmo não falando português ainda, entendi tudo. Realmente me senti uma pequena menina brasileira. Para ser sincera, tenho muita vontade de morar no Brasil. Mas, antes, eu sonho em conhecer Salvador, na Bahia. Nunca estive lá e seria maravilhoso ter tempo de desbravar essa cidade incrível.

Como foi o processo criativo e de composição do seu novo álbum “Anime Parallele”? Qual é a mensagem que você quer transmitir com esse trabalho?
É um verdadeiro álbum conceitual que conta 16 histórias de pessoas reais, diferentes entre si. É um disco que celebra a diversidade e o direito individual de cada um que, na minha opinião, devem ser respeitados por sermos cidadãos das mesmas ruas, mas de almas, sonhos e desejos diferentes. Vivemos em um mundo que divide lugares, mas não necessariamente ideias. Nesse mundo, representado pelas ruas e calçadas, quero que sempre exista respeito e amor entre as pessoas que o habitam. Eu gostaria que todos tivessem o desejo de se apaixonar pelos seres humanos que vivem simultaneamente como almas em caminhos paralelos.

O novo álbum inclui a canção “Durar (Uma Vida com Você)”, que ganhou uma versão em português com participação de Tiago Iorc. Como surgiu a ideia da parceria?
Eu admiro o trabalho do Tiago faz tempo e fiquei muito feliz quando ele aceitou o convite para cantar e adaptar a música “Durar”. Uma amiga minha, que é brasileira, me apresentou as músicas dele e fiquei encantada. É um poeta muito talentoso e sua voz combinou muito com a mensagem que quis passar com essa canção. Ele ainda aceitou ir até a Suécia para gravar o videoclipe comigo e me ajudou com a pronúncia do português, foi muito gostoso! Espero poder encontrá-lo quando chegar no Brasil e agradecer sua participação e apoio. Ele é um amigo incrível que a vida me deu.

 

A parceria de Laura e Tiago Iorc na música “Durar (Uma Vida com Você)” – foto Nicolas Loretucci

 

Como você vislumbra o seu futuro pessoal e profissional? Tem um grande sonho que ainda deseja realizar?
Os sonhos que se realizaram na minha vida são maiores do que imaginei. Tenho medo de não ser capaz de sonhar, mas estou feliz em dizer que ainda faço isso. A música ainda é algo desconhecido, sempre me faz querer saber mais. Preciso me sentir assim, sonhar que posso me desafiar todas as vezes.

Foto de capa: Leandro Emede

A fantasia de Carnaval como obra de arte na expo “Corpo Popular”, no Paço Imperial

A fantasia de Carnaval como obra de arte na expo “Corpo Popular”, no Paço Imperial

Exposição em cartaz no Paço Imperial apresenta o movimento dos corpos dos foliões fantasiados no Carnaval como a exibição de uma modalidade artística que funde elementos da escultura, da pintura e da dança

“Corpo Popular” é uma exposição que revela o processo de construção artística das fantasias de Leandro Vieira nos dez desfiles que criou para o Carnaval carioca. Em cartaz até o dia 25 de fevereiro no Paço Imperial, a mostra apresenta o Carnaval como uma espécie de museu em movimento. “A exposição debate a fantasia de Carnaval como uma modalidade artística que está em diálogo com outras linguagens, como a pintura, a escultura, o desenho e, é claro, a performance de canto e dança dos foliões. A mostra enfatiza a fantasia como uma união de imagens em trânsito nos desfiles. Quando um artista como Leandro desenha uma imagem ou se apropria de outras que lhe são afetivas para criar uma fantasia, transforma o corpo em movimento do folião na galeria de arte onde aquelas imagens vivenciam, de modo efêmero, o seu apogeu”, explica a curadora Daniela Name.

 

Croquis de Leandro Vieira – foto divulgação

 

A mostra reúne instalações, vídeos, fotos, projetos em técnicas distintas (aquarela, hidrocor e nanquim), paletas têxteis, fac-símiles, uma maquete e a reprodução em grandes dimensões de um croqui inédito para o desfile da Imperatriz Leopoldinense em 2024.

Paço Imperial
Praça XV de Novembro, 48, Centro.
Tel. 21 2215-2093.
Entrada gratuita.

Japão para além do óbvio: um mergulho na província de Miyazaki, no sul do país

Japão para além do óbvio: um mergulho na província de Miyazaki, no sul do país

A província de Miyazaki, ao sul do Japão, é destino de natureza singular e imersão cultural, religiosa e histórica ainda pouco explorado por turistas brasileiros

O fascínio pela cultura milenar e a curiosidade pela convivência pacífica entre a tradição e a modernidade atraem visitantes do mundo inteiro ao Japão, e o Brasil não é exceção. Para nossa sorte, desde o final de setembro, brasileiros em viagens de curta permanência não necessitam mais de visto para visitar o país do sol nascente.

O principal destino para quem viaja ao Japão é a cosmopolita Tóquio, além do símbolo nacional Monte Fuji e as cidades relativamente próximas à capital, como Quioto, Nara, Osaka, Hiroshima e Kobe, e que podem ser acessadas por trem-bala, o shinkansen. Mas o país asiático é repleto de destinos incríveis e, se quiser estender um pouco mais a estadia, você pode se surpreender com a diversidade de passeios que outros locais menos visitados proporcionam.

 

Vista das palmeiras Phoenix e da formação rochosa de Oninosentakuita em Horikiri Pass – foto iStockphoto

 

O Japão é constituído por quatro ilhas maiores: Hokkaido ao norte, a ilha maior Honshu, Kyushu e Shikoku mais ao sul, e as ilhas de Okinawa. A 932 km de Tóquio, na ilha de Kyushu, fica a província de Miyazaki, conhecida como o Japão ensolarado. A região está entre as melhores do país em temperatura média, horas de sol e número de dias ensolarados. O voo direto de Tóquio a Miyazaki dura pouco menos de duas horas. Caso vá de trem, tome o trem-bala da JR Tokaido/Sanyo/Kyushu Shinkansen de Tóquio até Kagoshima, e de lá o trem da JR Kirishima Limited Express até Miyazaki, totalizando 9,5 horas de deslocamento. Esse trajeto é coberto pelo JR Pass, um passe de trem exclusivo para turistas estrangeiros válido para linhas de Japan Railways Group.

Miyazaki também é repleta de mitologia japonesa e relacionada a lendas sobre o primeiro imperador do Japão e fundador da dinastia imperial, o Jinmu Tennou. Segundo a tradição xintoísta, Jinmu é considerado descendente direto da deusa do sol, Amaterasu Ômikami, citado em Kojiki, considerado o livro mais antigo sobre a história do país.

Ao norte da província está localizado o famoso Desfiladeiro de Takachiho, na cidade homônima. O cenário da beleza natural junto ao rio Gokase, torneado pelo estreito desfiladeiro, é de tirar o fôlego. Por ali, é possível alugar botes a remo e navegar pelo rio, apreciando a tranquila paisagem e a queda de 17 metros de altura da cachoeira Manai (Manai no taki) – o aluguel sai por 4100 ienes (R$ 135 na cotação atual) para três pessoas em um passeio de 30 minutes, de terça a quinta-feira, e o valor fica em 5100 ienes (R$ 168) de sexta a segunda.

 

Desfiladeiro de Takachiho e a cachoeira de Manai – foto Depositphotos

 

Takachiho tem ainda importância no âmbito religioso e espiritual. Próxima ao desfiladeiro, está a caverna sagrada Amano Iwato, palco de um episódio mitológico envolvendo a deusa do sol. Irritada com o caos criado pelo seu irmão Susanoo, deus do mar, Amaterasu escondeu-se na caverna celestial Amano Iwato. Mergulhados na escuridão com a falta de luz, os deuses planejaram uma grande festa para despertar a sua curiosidade. A estratégia funcionou e ela teria espiado pela fresta da rocha que fechava a caverna, de modo que foi puxada para fora e o mundo voltou a ser iluminado. Nesse local, foi erguido o santuário Amano Iwato Jinja – possivelmente construído durante o século 9. A caverna não pode ser acessada, porém há um mirante atrás do edifício principal do santuário, de onde os visitantes contemplam o rio. Para acessá-lo, é necessário solicitar a um sacerdote uma visita guiada.

 

Santuário de Amano Iwato – foto Tereza Maeyama

 

E essa história é encenada em um espetáculo de dança com 33 atos, conhecido como Yokagura, com dançarinos mascarados e música com instrumentos tradicionais japoneses. Como a apresentação inteira é longa, recomenda-se assistir a Takachiho Yokagura – uma versão em quatro atos, encenada todas as noites, das 20 horas às 21 horas, no santuário Takachiho Jinja, com ingresso a 1000 ienes (R$ 33 na cotação atual). O lugar fica no extremo oeste do centro da cidade, a 15 minutos a pé do Centro Rodoviário Takachiho. Alguns hotéis da região oferecem ônibus gratuito de ida e volta para as apresentações noturnas.

Paisagem quase tropical

Seguindo viagem em direção ao sul pela costa de Nichinan, o cenário montanhoso dá lugar à linda vista do Oceano Pacífico e à rodovia margeada por palmeiras Phoenix – árvore-símbolo oficial da província – trazendo à lembrança a nossa paisagem tropical. De fato, Miyazaki possui um clima mais ameno em relação ao norte do Japão, a ponto de ser famoso pela produção de mangas.

Uma das principais atrações de Miyazaki é a ilha de Aoshima, cujo acesso do continente é feito atravessando a ponte Yayoi. A areia é substituída pela peculiar formação rochosa chamada Oni no Sentaku Ita, ou literalmente “Tábua de lavar do Diabo”, visível na maré baixa. Essas rochas que circundam a ilha são compostas de arenito e argilito que se acumularam em camadas no fundo do mar há 6,5 milhões de anos, sofreram erosão das ondas, formando desníveis. A própria ilha foi denominada monumento natural, enquanto a sua flora, composta por plantas subtropicais, é “monumento natural nacional especial”. Da estação de Miyazaki à estação de Aoshima são apenas 30 minutos de viagem de trem.

 

A ilha de Aoshima – foto divulgação

 

A cerca de 40 km da capital Miyazaki, está o santuário Udo Jingu — a apenas 90 minutos de ônibus a partir da cidade. O honden, santuário principal, localizado dentro de uma caverna na encosta de um penhasco, oferece uma vista espetacular e fica aberto das 6h às 18h. Para chegar até lá, percorre-se o caminho pela encosta, com vista para o mar. Dedicado a Ugayafuiaezu, pai do imperador Jinmu Tennô, o santuário é associado à gravidez e ao parto. Como em outros santuários, há lojinhas que vendem amuletos para diversos fins, como proteção à saúde e sucesso.

 

Penhasco a caminho de Udo Jingu – foto Rose Oseki

 

Para descansar e recarregar as energias após todos esses passeios, o Phoenix Seagaia Resort – um espaçoso resort à beira-mar que se estende por quase dez quilômetros de costa – oferece atrações como fontes termais, spas, restaurantes, praias para prática de surf, quadras de tênis e diversas atividades ao ar livre. Em frente, está o Sheraton Grande Ocean Resort, um edifício de 45 andares, cujos quartos apresentam uma vista panorâmica espetacular do Oceano Pacífico, além de incluir campos de golfe Tom Watson, projetados pelo famoso jogador Tom Watson da PGA, e o Phoenix Country Club, que sedia um dos maiores campeonatos da Japan Golf Tour.

A riqueza gastronômica também se manifesta na província. Em Miyazaki, além de pratos típicos da região, como Chicken Nanban (frango mergulhado em vinagre doce) e o Hiyajiru (sopa fria), pode-se saborear a culinária japonesa com ingredientes frescos da estação, como no almoço servido em Obi Hattori-Tei, a 40 minutos de carro de Aoshima. O restaurante funciona diariamente, das 11h às 14h, em uma propriedade centenária e a cidade é conhecida por abrigar casas de samurais bem preservadas.

 

Almoço servido em Obi Hattori-Tei com ingredientes locais – foto Rose Oseki

 

Sheraton Grande Ocean Resort
Hamayama, Yamasakicho, Miyazaki 880-8545, Província de Miyazaki.
Diárias a partir de R$ 1.250,00.

*A editora de arte viajou a convite do governo de Miyazaki

7ª edição do Experimenta! Comida, Saúde e Cultura conta com mais de 120 atividades

7ª edição do Experimenta! Comida, Saúde e Cultura conta com mais de 120 atividades

De 16/10 a 29/10, o Sesc SP realiza a sétima edição do Experimenta! Comida, Saúde e Cultura na capital, Grande São Paulo, interior e litoral paulista, com programação gratuita

Desde 2017, o Experimenta! Comida, Saúde e Cultura consolida junto ao público a compreensão de que alimentação vai muito além da nutrição e envolve aspectos como saúde, cultura, meio ambiente e outras questões socioeconômicas. Dos dias 16 a 29 de outubro, todas as unidades da rede Sesc São Paulo serão palco de mais de 120 atividades que compõem a programação da sétima edição do projeto.

 

foto Renato Cirone

 

“O acesso regular e permanente a uma alimentação adequada e saudável é um direito humano básico, mas para além dos aspectos biológicos, outras características constitutivas dos sujeitos devem ser consideradas ao se pensar as diversas dimensões da alimentação, que envolvem também os significados culturais, sociais e econômicos que os constroem”, explica Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo. “Por meio de uma programação pautada na promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada, o Experimenta! Comida, Saúde e Cultura convida os públicos a pensar a comida para além de seus nutrientes, além de estimular a prática autônoma frente as escolhas alimentares, reforçando assim o compromisso institucional em contribuir para a melhora da qualidade de vida, por meio da educação não formal”, completa Miranda.

Transdisciplinar, a edição 2023 aborda o comer para além do prato em uma perspectiva integradora e em diálogo com diversos campos de conhecimento, desenvolvida por meio de sete eixos: Comer é cultura; A saúde está na mesa; Diversidade no prato: sabores da natureza; Aqui se planta, aqui se come; Se está na época, tem na feira; Cozinhar é preciso; e Conexão comida.

 

foto Julia Parpulov

 

Por meio de oficinas, palestras, vivências e rodas de conversa, entre outras ações, nutricionistas, chefs, cozinheiros, estudiosos da cultura culinária, produtores e coletivos agrícolas colocarão em pauta temas que reafirmam a necessidade de conscientização para os benefícios, individuais e coletivos, da alimentação adequada e saudável.

As atividades abordam os alimentos em uma perspectiva que também corrobora com as realizações em torno de 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, data de abertura do evento, que terá início com duas atividades interativas no Sesc Carmo. Confira a programação completa no site: sescsp.org.br/experimenta

 

foto Stephany Tiveron

 

Experimenta! Comida, Saúde e Cultura
De 16 a 29 de outubro de 2023.
Todas as ações são gratuitas e para todas as idades.

Exposição “Sai-Fai: Ficção Científica à Brasileira” no Museu do Amanhã

Exposição “Sai-Fai: Ficção Científica à Brasileira” no Museu do Amanhã

Museu do Amanhã apresenta exposição com narrativas criadas a partir de contos inspirados nos mitos e distopias do afrofuturismo e do futurismo indígena

O Museu do Amanhã recebe até o dia 12 de novembro a exposição “Sai-Fai: Ficção Científica à Brasileira” – um desdobramento da oficina de contos de ficção especulativa homônima realizada pelo Laboratório de Atividades do Amanhã em 2021. O visitante será transformado em leitor por meio de um espaço imersivo que conta com uma narrativa sonora, uma videoarte e a experiência de realidade aumentada “Herança”, proposta pelo coletivo 2050. Os contos que dão origem à mostra são inspirados em movimentos como o afrofuturismo e o futurismo indígena. Ao todo, 19 autores de todas as regiões do Brasil fabularam em contos realidades alternativas, utopias, distopias e aventuras fantásticas. A oficina também resultou em um livro digital, com os textos e as ilustrações, que poderá ser acessado via QR Code e disponibilizado no espaço físico da exposição.

 

O sol nasce para todos, de Winny Tapajós – Foto Divulgação

 

Museu do Amanhã
Praça Mauá, 1, Centro, tel. 2153-1400.
Ingressos a partir de R$ 15 (às terças-feiras, a entrada é gratuita).