Livraria Pulsa tem catálogo de obras escritas exclusivamente por autores LGBTQIA+

Livraria Pulsa tem catálogo de obras escritas exclusivamente por autores LGBTQIA+

Recém-inaugurada dentro do Bar Das, na Vila Buarque, a Pulsa possui acervo de livros escritos por autores LGBTQIA+ ou com enredos que refletem as múltiplas vivências dessa comunidade

Para a editora textual Caroline Fernandes, é representativo que o local escolhido por ela e sua sócia, Fer Krajuska, para abrigar a recém-inaugurada Livraria Pulsa seja tão ruidoso quanto um botequim. “Quem nos visita, tem uma palhinha do que estamos tentando fazer no mercado editorial: barulho.” Funcionando desde o início de abril em uma minúscula sala dentro do constantemente lotado Bar Das – conhecido por ser point de mulheres lésbicas e bissexuais na Vila Buarque, no centro de São Paulo –, o espaço revoluciona, também, pela curadoria obstinada de seu catálogo literário. Colorindo as prateleiras, estão mais de 40 títulos – entre romances, biografias, HQs e coletâneas de contos e poesias –, todos eles escritos exclusivamente por autores LGBTQIA+ ou com enredos que refletem as múltiplas vivências dessa comunidade. O acervo, que deve se renovar regularmente, prioriza textos de pessoas trans, não-binárias e de fora do eixo sudeste do país.

 

Livraria Pulsa - Foto Helena Cardoso

Livraria Pulsa – Foto Helena Cardoso

 

A livraria foge ao tradicionalismo, inclusive, no horário de funcionamento, e fica aberta de quarta-feira a sábado, apenas das 20h às 23h, acompanhando o movimento da boemia da região – mas, ainda assim, é possível visitá-la sem abrir uma comanda no bar. Além de livros, a Pulsa também expõe à venda gravuras eróticas, assinadas pela artista plástica Mariana Dias, e impressões fotográficas de nus artísticos capturados pela retratista Débora Machado.

Livraria Pulsa
Rua Fortunato, 133, Vila Buarque
www.livrariapulsa.com.br

Centenário da Semana da Arte Moderna inspira uma extensa programação de concertos, peças teatrais, exposições e filmes em São Paulo

Centenário da Semana da Arte Moderna inspira uma extensa programação de concertos, peças teatrais, exposições e filmes em São Paulo

Realizada em fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira revolução, e agora é celebrada com eventos por toda a cidade

Há exatamente um século, o Theatro Municipal de São Paulo sediava a Semana de Arte Moderna, importante marco da história da cultura brasileira. Entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922, o evento apresentou novas ideias e conceitos artísticos, renovando a linguagem, valorizando a experimentação, a liberdade criativa e a ruptura com o passado e o academicismo. O evento marcou o início do Modernismo do Brasil.

 

Thais Aguiar na peça sobre a vida de Pagu – Foto Divulgação

 

Cada dia da semana trabalhou um aspecto cultural: pintura, escultura, poesia, literatura e música. Participaram da Semana de 22 artistas como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Victor Brecheret, Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos e Emiliano Di Cavalcanti, entre outros. Na ocasião da Semana de Arte Moderna, Tarsila do Amaral se encontrava em Paris, mas sua obra tem tudo a ver com o espírito do evento e do Movimento Modernista.

Agora, para celebrar o centenário desse momento marcante da história das artes brasileiras, uma extensa programação de concertos, peças teatrais, exposições e até filmes ocupa alguns dos principais templos paulistanos da cultura. No próprio Theatro Municipal, a Orquestra Sinfônica Municipal apresenta nos dias 12 e 13 os concertos “Villa Total”, com repertório focado nas famosas “Bachianas”, compostas por Heitor Villa-Lobos.

 

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, em apresentação no Theatro Municipal – Foto divulgação

 

No Centro Cultural Fiesp, a exposição “Era uma Vez o Moderno” reúne até maio mais de 300 obras e documentos inéditos sobre a intimidade dos artistas e pensadores modernistas, como Mário e Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Di Cavalcanti, Osvaldo Goeldi, Ismael Nery, Guilherme de Almeida e Gilberto Freire. A mostra é considerada a maior já organizada sobre o Modernismo Brasileiro e, nela, os visitantes poderão conhecer o diário de Anita Malfatti, que registra os preparativos da sua primeira exposição individual. Em um dos corredores, o personagem virtual de Mário de Andrade lê um trecho do livro “Pauliceia Desvairada”.

A exposição tem como destaques dois quadros muito significativos: “O Homem Amarelo”, um dos mais conhecidos de Anita Malfatti, e “O Mamoeiro”, de Tarsila do Amaral, no qual a artista buscou representar a realidade da época usando cores fortes e formas geométricas, influenciada pelo cubismo e pela arte do francês Fernand Léger, seu mestre.

Na Casa Guilherme de Almeida, a exposição “A Mostra de Fotografia que Não Houve na Semana de 22” reúne imagens realizadas por fotógrafos da época da Semana de 22. Na Oficina Cultural Oswald de Andrade, o diretor Roberto Lage e a atriz Thais Aguiar encenam o espetáculo “Dos Escombros de Pagu”, um texto de Tereza Freire sobre a vida de Patrícia Rehder Galvão – militante política, ilustradora, feminista, comunista e crítica literária e teatral que, na primeira metade do século passado, foi considerada ícone do Modernismo.

 

'O Homem Amarelo', de Anita Malfatti, destaque da mostra no Centro Cultural da Fiesp | Foto reprodução

‘O Homem Amarelo’, de Anita Malfatti, destaque da mostra no Centro Cultural da Fiesp | Foto reprodução

 

Nos cinemas, o centenário da Semana de 22 será marcado pela estreia de “Tarsilinha”, longa de animação dirigido por Célia Catunda e Kiko Mistrorigo, trilha sonora de Zezinho Mutarelli e Zeca Baleiro, a animação de Celia Catunda e Kiko Mistrorigo, roteiro de Fernando Salem e Marcus Pimenta e personagens dublados por Marisa Orth, Skowa e Marcelo Tas. O filme é uma aventura fantástica, inspirada na obra de Tarsila do Amaral. Na tela, Tarsilinha é uma menina de oito anos que embarca numa jornada para recuperar a memória de sua mãe. Para isso, ela precisa encontrar objetos especiais que foram roubados de uma caixa de lembranças. Em sua aventura, a garota conta com a ajuda de amigos como o Abaporu, o Saci, a Lagarta, o Sapo, o Pássaro e o Bicho Barrigudo. O filme entra em cartaz nos cinemas no dia 10 de fevereiro.

 

Acima, os personagens Tarsilinha, Sapo e Saci no desenho animado que chega aos cinemas

 

Novo espaço cultural de Portugal, World of Wine Porto (WOW) tem museus, restaurantes, bares, lojas temáticas e uma escola de vinho

Novo espaço cultural de Portugal, World of Wine Porto (WOW) tem museus, restaurantes, bares, lojas temáticas e uma escola de vinho

As ruas da região do Porto levam a experiências sensoriais únicas. Espelhados por edificações antigas estão restaurantes, cafés, bares e adegas que abrigam o melhor de Portugal: a sua deliciosa gastronomia. Agora é possível encontrar uma seleção de incríveis harmonizações e sensações em um novo quarteirão cultural e turístico em pleno coração do centro histórico de Vila Nova de Gaia, na cidade d’O Porto, na região Norte de Portugal.

O World of Wine Porto (WOW) é constituído por seis experiências e nove restaurantes, bares e cafés. Inclui ainda uma escola de vinho, lojas, um espaço para exposições e outro para eventos. Está situado na margem sul do rio Douro e tem uma linda vista da Ribeira e da Ponte D. Luís I. O lugar ergue-se a partir da restauração e requalificação de antigas caves de vinho do Porto, que ganharam uma nova vida.

 

Vista do World of Wine Porto para a Ponte D. Luís I - Foto divulgação

Vista do World of Wine Porto para a Ponte D. Luís I – Foto divulgação

 

Um dos destaques do local é a The Chocolate Story, um museu que pretende explicar de onde vem e como é feita essa delícia que atravessa paladares e gerações. Desde as plantações do cacau até os processos de fabricação do chocolate, tudo é demonstrado passo a passo, em doze etapas diferentes. O visitante entende o chocolate de uma forma transversal e explora as particularidades do fruto e da planta, as suas diferenças e especificações.

Para apaixonados por vinho, a Escola de Vinho do WOW oferece cursos sobre a bebida para todos os graus de interesse e de conhecimento. Com três salas de formação, duas com sala de provas e outra com cozinha, o local é ideal para aprender tudo sobre o vinho português: como saber diferenciar e escolher um vinho, e dicas de como harmonizá-lo com pratos e petiscos.

 

Degustação na Escola de Vinho - foto divulgação

Degustação na Escola de Vinho – foto divulgação

 

O quarteirão em Vila Nova de Gaia abriga ainda restaurantes para diferentes gostos. O 1828 se destaca pelos pratos de gastronomia fina e que mudam de acordo com as estações do ano. O menu evidencia o chocolate nas sobremesas, que harmonizam perfeitamente com Vinhos do Porto. Quanto ao nome, é o mote para nunca esquecer as adversidades ultrapassadas pelos portuenses – 1828 marca o início da Guerra Civil Portuguesa e de anos de confrontos, de fome e de peste.

Já o Root & Vine traz pratos vegetarianos no cardápio e surpreende pelo rigor na escolha e pela grande variedade de ingredientes, o que resulta numa verdadeira paleta de cores nas mesas. E como Portugal é um país com uma costa extensa e reconhecido pelo peixe fresco e suculento, o Golden Catch traz a estrela da mesa dos portugueses em seu menu: o bacalhau. Ali, o visitante pode selecionar o peixe favorito e o legume que o acompanha, e tem ainda à disposição um delicioso rol de batatas e molhos.

 

Prato do Root & Vine - foto divulgação

Prato do Root & Vine – foto divulgação

 

Para encerrar o dia, o café Suspiro – localizado na bilheteria do WOW – apresenta uma grande variedade de doces tradicionais portugueses, além do indispensável espresso.

Com ousado projeto arquitetônico, o recém-inaugurado Teatro B32 tem programação híbrida e eventos gratuitos

Com ousado projeto arquitetônico, o recém-inaugurado Teatro B32 tem programação híbrida e eventos gratuitos

Próximo à movimentada esquina das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Juscelino Kubitschek, no Itaim, o Teatro B32 é um celeiro tecnológico e artístico em meio ao frenesi da metrópole. Inaugurado durante a pandemia e pensado especialmente para o “novo normal”, o espaço conta com equipamentos para transmissão de espetáculos online e uma estrutura preparada para o futuro 5G no Brasil.

Com capacidade para receber até 900 espectadores, o auditório é o primeiro do país a apresentar um palco envidraçado, que permite a integração da plateia à cidade em movimento. O ineditismo do espaço se estende à tecnologia Gala de retração das poltronas – sistema que possibilita moldar a disposição dos assentos de acordo com o evento a ser recebido. O design é obra do arquiteto Eiji Hayakawa.

 

Teatro B32 - Foto Marcelo Justo

Teatro B32 – Foto Marcelo Justo

 

Projetado para receber shows, peças teatrais, espetáculos de dança e eventos corporativos, o auditório integra o complexo cultural B32, gerido pelo empresário Rafael Birmann, e divide espaço com um centro comercial, um café, um restaurante de comida asiática e um jardim no rooftop. Na área externa, uma praça pública, concebida pelo americano Thomas Balsley (também criador do Riverside Park, em Nova York), recebe eventos gratuitos ao ar livre. A programação do espaço tem curadoria da diretora artística Sandra Rodrigues e pode ser acompanhada em www.teatrob32.com.br.

Teatro B32
Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.732, Itaim Bibi, São Paulo
Acesse o site para conferir a programação completa do complexo: www.teatrob32.com.br

 

Protocolo Sanitário para combate ao COVID-19
Para a sua segurança e conforto de todos, para ingressar no Teatro B32, é obrigatório a apresentação da carteirinha de vacinação contra a covid-19 ou teste negativo para Covid-19 (PCR) realizado até 48hrs antes do evento ou teste negativo para Covid-19 (antígeno) até 24hr antes do evento. Serão aceitos, aplicativos que comprovam o esquema vacinal completo e também, o próprio cartão original junto com um documento com foto. Ambos os documentos serão conferidos na portaria.

Conhecida pelo seu legado multicultural, New Orleans é destino surpreendente para conhecer a história dos Estados Unidos

Conhecida pelo seu legado multicultural, New Orleans é destino surpreendente para conhecer a história dos Estados Unidos

New Orleans mostra o legado dos imigrantes para a música e a gastronomia nos EUA, e é destino surpreendente para conhecer a história do país

No sul do mapa dos Estados Unidos, um tesouro cultural se revela à beira das águas do Mississippi. Junto ao rio que atravessa o país, estão raízes fortes que contam muito sobre a história, a arquitetura e a gastronomia. O estado da Louisiana, por exemplo, é uma das referências para quem deseja conhecer de verdade onde tudo começou. Por lá, muita coisa é diferente do resto dos Estados Unidos e, por isso, é um lugar repleto de alma e identidade, marcado principalmente pela imigração.

New Orleans, conhecida pelos moradores como Nola, é o principal destino turístico da região. Tem personalidade forte, de origem francesa, africana e hispânica. Foi lá que teve origem o primeiro bairro negro do país, o que produziu uma rica cultura. Quem observa os prédios em uma caminhada pelo French Quarter, no centro histórico da cidade, encontra um belo legado. Embora tenha fortes heranças da França, muitas construções têm características espanholas. A maioria das casas tem quase dois séculos de história, com telhados inclinados e fachadas de madeira. Os prédios de alvenaria são coloridos e, muitas vezes, protegidos por sacadas de ferro.

 

French Quarter - Foto Paul Broussard

French Quarter – Foto Paul Broussard

 

Além de belas, as edificações abrigam lojas, restaurantes e bares, que trazem animação garantida. No French Quarter é comum ver grupos de jovens bebendo e fazendo festa pelas ruas e, com sorte, bandinhas típicas de jazz e soul percorrendo ruelas próximas a Bourbon Street ao som dos trompetes, saxofones e clarinetes.

Em uma famosa quadra do bairro está a Catedral St. Louis, com cor de manteiga e três torres. Construída no século 18, o templo passou por várias reformas ao longo dos anos e teve de ser revitalizado após o fatídico furacão Katrina, que varreu a cidade em 2005. Por outros bairros de New Orleans também é fácil encontrar marcas de um passado que fez da cidade o berço do jazz e de manifestações culturais dos moradores negros, que também levaram muito sabor aos pratos da gastronomia local.

 

Catedral St. Louis - Foto divulgação

Catedral St. Louis – Foto divulgação

 

No Free People of Color Museum (Le Museé de f.p.c), um casarão histórico abriga acervo com pinturas, esculturas e objetos de “pessoas livres e de cor”, como eram chamados os negros que não eram escravizados. Um pouco mais afastado do centro está “Los Isleños Museum Complex”, que retrata a vida de imigrantes das Ilhas Canárias. Na área da música, o “Jazz Museum” recupera a trajetória do estilo musical que nasceu na cidade, e a galeria Jamnola traz importantes e coloridas referências sobre o Mardi Gras – o festejado carnaval de New Orleans.

 

Fachada do Los Ileños Museum Complex em New Orleans - Foto Anelise Zanoni

Fachada do Los Ileños Museum Complex em New Orleans – Foto Anelise Zanoni

 

 

Delícias locais

Para quem viaja a New Orleans, mergulhar na culinária local é fundamental. Os famosos beignets – bolinhos polvilhados de açúcar e servidos em lugares clássicos como o Café Du Monde – são os mais desejados pelos turistas. Quem investe nos salgados se delicia com os sanduíches po-boys, recheados com carne ou frutos do mar.

 

Fachada do Los Ileños Museum Complex em New Orleans - Foto Anelise Zanoni

Beignets do Café Du Monde – Foto divulgação Louisiana Travel

 

Uma das experiências mais interessantes é participar de uma aula prática de culinária (com degustação) na New Orleans School of Cooking. Ao custo de US$ 145 por pessoa, é possível aprender a fazer pratos clássicos e saboreá-los com vinhos e cervejas. A aula dura em média 3 horas e é uma forma saborosa de conhecer a gastronomia da Louisiana.

 

Aula de culinária na New Orleans School of Cooking - Foto Anelise Zanoni

Aula de culinária na New Orleans School of Cooking – Foto Anelise Zanoni

 

Hospedagem com ares clássicos

O estilo despojado e animado da cidade atrai importantes endereços da hotelaria. Localizado no coração do French Quarter, desde 1886, o Hotel Monteleone é referência. Mantém 522 apartamentos, sendo 55 deles suítes e quartos exclusivos com temática voltada para literatura. Truman Capote e Ernest Hemingway estão entre os homenageados. Além disso, o hotel mantém um bar em formato de carrossel, que gira durante o serviço. O local foi, por muitos anos, ponto de encontro em New Orleans. As diárias custam a partir de US$ 180.

Para quem gosta de ambientes modernos, o recém-inaugurado Four Seasons Hotel & Private Residences é sinônimo de animação com conforto. Localizado em Riverfront, o empreendimento de luxo impacta logo na chegada. Lustres gigantes de cristal e decoração arrojada chamam a atenção. O hotel conta ainda com restaurantes assinados por chefs renomados e vista para o rio Mississippi. As diárias custam a partir de US$ 400.

Piscina do Four Seasons Hotel & Private Residences - Foto divulgação

Piscina do Four Seasons Hotel & Private Residences – Foto divulgação