Sophie Charlotte vive Gal Costa nos cinemas e antecipa seus próximos projetos

Sophie Charlotte vive Gal Costa nos cinemas e antecipa seus próximos projetos

A atriz Sophie Charlotte celebra período intenso e frutífero de sua trajetória profissional, coroado por atuação em filme biográfico de Gal Costa, que chega aos cinemas neste mês

Honrar Gal Costa, uma das maiores artistas da música popular brasileira, é uma missão, no mínimo, bonita e desafiadora. A atriz Sophie Charlotte, nascida na Alemanha e criada no Brasil – entre as ruas e as maravilhas de Niterói – assumiu esse feito protagonizando o filme “Meu Nome É Gal”, das diretoras Dandara Ferreira e Lô Politi, que estreia no dia 12 de outubro nos cinemas do país.

 

foto Bob Wolfenson

 

“Foi uma grande responsabilidade e um enorme privilégio”, define. Com 57 anos de carreira musical, Gal somou mais de 30 álbuns e diversos prêmios, entre eles o Grammy Latino à Excelência Musical, recebido pelo conjunto de sua obra. A cantora nos deixou há quase um ano, em São Paulo, no dia 9 de novembro de 2022. Seus sucessos atemporais compõem a trilha sonora do longa. “Meu Nome é Gal” – canção composta por Erasmo e Roberto Carlos e a preferida de Sophie Charlotte –, “Baby”, “Aquarela do Brasil” e “Divino Maravilhoso” embalam a produção. O filme destaca ainda “Eu Vim da Bahia”, “Alegria, Alegria”, “Coração Vagabundo”, “Mamãe, Coragem”, “Vaca Profana” e “Festa do Interior”.

Em sintonia com tamanha potência que ecoa da imortal artista baiana, Sophie vive fase efervescente de sua carreira. Além de protagonizar a novela “Todas as Flores”, exibida na TV Globo, ela também atua em “O Assasino”, novo filme do cineasta norte-americano David Fincher – o mesmo de “Clube da Luta” e “A Rede Social” – que estreia em novembro na Netflix. Ainda nos streamings, a atriz estrela o longa “Rio Desejo”, do diretor Sérgio Machado, já disponível no Globoplay. Por essa atuação, recebeu menção honrosa como Melhor Atriz, no Festival Internacional de Cinema de Punta del Este (Cinepunta), no Uruguai.

Em meio ao sucesso, Sophie Charlotte diz que exerce a profissão com afeto. “É que amo muito ser atriz! Então, seja no Brasil ou no exterior, em novelas ou séries, o que importa é o propósito de contar histórias”, festeja.

Em entrevista à 29HORAS, a atriz compartilha detalhes de sua imersão na mente, na pele e na arte de Gal Costa e antecipa seus próximos projetos. Confira nas páginas a seguir o que mais ela revelou.

 

Pôster do filme “Meu Nome É Gal” – foto divulgação

 

Você é protagonista do filme “Meu Nome é Gal”, que estreia neste mês nos cinemas. Como foi interpretar uma figura tão forte e potente para a cultura brasileira?
Ter a honra e o privilégio de viver Gal Costa no nosso filme ‘Meu Nome é Gal’ foi uma grande responsabilidade. Porque admiro e respeito imensamente a Gal e sua obra. Sua história e sua trajetória musical são tão especiais para mim e para tanta gente, que coloquei todo meu coração nessa jornada, foi realmente desafiador e bonito.

 

Sophie Charlotte em cena no longa – foto Stella Carvalho

 

Como foi seu processo imersivo em Gal Costa?
Foi muito profundo e longo – entrei no projeto antes de ter roteiro e, do convite até a estreia, já se vão cinco anos! Ouvi obsessiva e apaixonadamente a discografia, os shows que encontrava na internet, e assisti muitas vezes à série documental da Dandara Ferreira, uma das diretoras do nosso filme: ‘O Nome Dela é Gal’. Mas ninguém faz nada sozinho! Eu contei com a ajuda de muita gente! Dandara me passou todo seu material de pesquisa e mostrou Gal com tanto amor que nunca vou esquecer! Ela e a Lô Politi (também diretora e roteirista do filme) me apresentaram Salvador, que é a cidade natal de Dandara – e de Gal, Caetano, Gil, Bethânia –, o Gantois… passamos um verão inesquecível na Bahia.

O que mais você leu e ouviu? Quem mais ajudou?
Também tive a ajuda do Claudio Leal, jornalista formidável, que encontrava matérias, entrevistas e histórias sobre Gal e aquele tempo, que me guiaram muito no processo; ele me apresentou ainda Jorge Salomão (irmão de Wally e amigo da turma que manteve a energia do desbunde a vida toda!), Cézar Mendes, que me ensina violão até hoje, não toco bem, mas ele é um grande mestre. Encontrei também com Regina Boni, que foi responsável pelo figurino que Gal usou no Festival de 1968, quando cantou ‘Divino Maravilhoso’, e Fernando Barros, fotógrafo que era muito amigo de todos da turma e, hoje, também chamo de amigo!
Contamos com a preparação maravilhosa da Amanda Gabriel; ela e o diretor de arte Thales Junqueira me estimularam a fazer uma pesquisa iconográfica e encontrar nas fotografias a evolução do corpo de Gal. Tive preparação vocal com Mirna Rubim e depois Tatiana Parra. E quando chegou a caracterização da Tayce Vale e o figurino de Gabriella Marra, tudo encaixou. Então, construir a evolução da Gracinha tímida até a Gal das dunas do barato foi formidável! E te digo que não valeria de nada sem meus parceiros de cena, meus amigos geniais! Rodrigo Lelis, Dan Ferreira, Camila Márdila, Luis Lobianco, Claudio Leal, Dandara Ferreira, Elen Clarice, Chica Carelli, Caio Scot, Pedro Meirelles, Barroso e George Sauma. Nossa amizade se firmou na preparação e sinto muito amor por todos. E eu preciso agradecer ao diretor de fotografia, José Pedro Sotero: foi uma parceria tão linda e forte, foi uma dança mesmo! Vivi a nossa Gal, minha e de todas essas pessoas e muitas outras que não vou conseguir citar aqui.

 

Sophie na pele de Gal Costa – foto Stella Carvalho

 

Muitas pessoas carregam uma admiração pela cantora. Como equilibrar todo esse afeto e ter um olhar crítico e aprofundado à vida de Gal?
Na verdade, escolhi não separar todo o afeto e a importância de Gal Costa para as pessoas e para o Brasil no processo, porque isso é a realidade, seria impossível! Não busquei ter uma visão crítica com relação à Gal, busquei, sim, ter um entendimento humano sobre ela e esse recorte de sua história.

Quais passagens da vida de Gal Costa mais te marcaram nesse processo de interpretação? O que você não sabia sobre ela que acabou descobrindo graças ao filme?
Acho que o que mais me impressiona nesse momento da Gal, que está no filme, é o rasgo que ela viveu da própria timidez para dar o grito por e para toda uma geração! ‘É preciso estar atento e forte! Não temos tempo de temer a morte!’, como cantou. A plenos pulmões, em um palco, televisionado, em plena ditadura militar! Era um grito, foi um ato revolucionário de liberdade! Descobri muito sobre Gal no processo, mas há muito ainda por conhecer. Até hoje me surpreendo com histórias que não conhecia, os fã clubes de Gal são maravilhosos. Tenho um amor e interesse inesgotável por tudo de belo que ela colocou no mundo, toda sua obra imensurável.

 

Sophie como Gal Costa – foto Stella Carvalho

 

A sua carreira começou em novelas na TV Globo, como foi transitar entre formatos e atuar em filmes e séries? Há um formato preferido?
Eu comecei meu caminho como atriz no teatro e fazendo novelas, sou imensamente grata a todas as oportunidades que recebo da TV Globo, aprendi meu ofício nos estúdios com cada funcionário, cada colega de cena, cada diretor, cada câmera. O cinema me arrebatou! A verdade é que amo muito ser atriz! Então, seja no Brasil ou no exterior, em português, inglês ou alemão, no cinema, em novelas ou séries, o que importa é o propósito de contar histórias! De me reinventar, de me divertir e desafiar cada vez mais.

 

A atriz contracenando com as colegas Letícia Colin e Regina Casé, em “Todas As Flores” – foto Globo | stevam Avellar

 

Quem são os diretores, roteiristas e atores com quem você ainda deseja trabalhar?
Tem muitos diretores com os quais gostaria de trabalhar … vou realizar um sonho agora com o Jorge Furtado, que admiro muito! Mas quem sabe um dia trabalhe com Kleber Mendonça, Carolina Markowicz, Karim Aïnouz, Lírio Ferreira, Matheus Nachtergaele, Walter Salles, Vera Egito, tanta gente! E, com certeza, trabalhar novamente com José Pedro Sotero, diretor de fotografia do nosso longa ‘Meu Nome é Gal’.

Quais projetos você desenha para um futuro próximo?
Agora estou lançando ‘Meu Nome é Gal’ e posso dizer que estou feliz da vida! Mas já estou me preparando para o longa ‘Virgínia e Adelaide’, dirigido por Jorge Furtado e Yasmin Thayná; estou muito animada para contar essa história ao lado da atriz Gabriela Corrêa. As filmagens serão ainda neste ano, em novembro. E depois sigo para as gravações da novela ‘Renascer’, na qual vou viver Eliana, que foi interpretada pela genial Patricia Pillar na primeira versão, uma atriz que admiro imensamente. Gostaria de gravar um disco também! E fazer mais teatro… é muito sonho!

Você nasceu na Alemanha e veio ao Brasil ainda criança. Como essa infância e família internacional influenciaram a sua vontade de se tornar atriz? Em que isso ainda te atravessa?
Minha família incentivou meu sonho desde cedo, meus pais me possibilitaram uma formação maravilhosa e acesso à cultura. Ter uma família com culturas tão distintas me possibilitou entender as diferenças e buscar o meu jeito de navegar os ritos e os ritmos à minha maneira. Sou uma mistura de Belém do Pará com Hamburgo, criada na Alemanha até os 8 anos e depois em Niterói, no Rio de Janeiro. Minha família é muito unida e sempre será muito importante para mim!

 

Cena do filme “Rio Desejo”, disponível no Globoplay – divulgação

 

4 lançamentos imperdíveis nas plataformas de streaming

4 lançamentos imperdíveis nas plataformas de streaming

Netflix aposta em nova super-agente internacional; Lionsgate+ traz de Portugal uma série sobre a saga de uma dona de casa que vira assaltante de bancos; Globoplay celebra os 60 anos de Xuxa e Star+ leva Maggie, a bebê da família Simpson, para outros universos

“HEART OF STONE”
Netflix
Em cartaz a partir do dia 11 de junho, este filme de ação foi criado para ser uma versão feminina de franquias como “007”, “Bourne” e “Missão Impossível”. Com a israelense Gal Gadot (de “Mulher Maravilha”) no papel principal, a superprodução acompanha a agitada rotina da agente de inteligência especial Rachel Stone, que trabalha para uma organização internacional que busca a paz. Na trama do filme, ela se esfola para evitar um grande confronto que pode desencadear uma nova guerra mundial.

Heart Of Stone é um dos lançamentos da plataforma Netflix em junho - Foto divulgação

Heart Of Stone – Foto divulgação

 

“VANDA”
Lionsgate+
Baseada em uma história real, a série portuguesa “Vanda” é um sucesso internacional. A produção, com oito episódios, relata a saga de uma cabeleireira de Lisboa que, afundada na crise financeira de 2008, se vê sozinha, falida e com dois filhos para criar. A saída que ela encontra para sustentar sua família é vestir uma peruca loira, empunhar uma arma de brinquedo e rodar o país assaltando uma série de bancos. Quem interpreta o papel principal é Gabriela Barros, atriz e vocalista da banda lusitana Seda.

"Vanda" - Foto divulgação

“Vanda” – Foto divulgação

 

“MAGGIE EM NÃO EXATAMENTE ROGUE ONE”
Star+
Depois que a Disney incorporou a Fox, vários “crossovers” vêm sendo feitos entre estrelas de um estúdio e de outro. A bebê Maggie Simpson, depois de interagir com os Vingadores, da Marvel, agora invade o universo Star Wars. Neste curta disponível na plataforma Star+, ela se perde de seu pai, Homer, quando os dois estão a caminho da creche, e embarca em uma aventura intergalática com Grogu (também conhecido como Baby Yoda), trazendo a batalha espacial de “Guerra nas Estrelas” para Springfield.

Maggie em Rogue One - Foto divulgação

Maggie em Rogue One – Foto divulgação

 

“XUXA, O DOCUMENTÁRIO”
Globoplay
No ano que a Rainha dos Baixinhos comemora 60 anos, a Globoplay exibe “Xuxa, o Documentário”, com direção-geral de Pedro Bial. A produção estará disponível na plataforma a partir do dia 13 de julho, dividida em cinco episódios e com depoimentos de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, (o Boni), Sérgio Mallandro, Renato Aragão e muitos outros. Um dos pontos altos e ansiosamente aguardado é o encontro entre a apresentadora e sua ex-diretora, Marlene Mattos – após um rompimento de quase duas décadas.

"Documentário da Xuxa" é um dos lançamentos da plataforma Globoplay- Foto divulgação

Documentário da Xuxa – Foto divulgação

Fábio Porchat revela em novo stand-up situações cômicas vividas em suas viagens

Fábio Porchat revela em novo stand-up situações cômicas vividas em suas viagens

De volta aos palcos de São Paulo, o humorista lota as sessões do espetáculo “Histórias do Porchat” em que narra algumas de suas malucas viagens pelo mundo e, na TV, faz sucesso compartilhando experiências inesquecíveis de famosos e anônimos

Uma massagem na Índia, encontro com gorilas, safáris na África e até dor de barriga no Nepal. Essas são algumas das aventuras de viagens que Fábio Porchat compartilha com a plateia em “Histórias do Porchat”, em cartaz até outubro no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado. Com muita risada do público, o humorista lota o teatro há meses e prorrogou o fim da temporada na cidade depois de esgotar ingressos em seguidos finais de semana.

“Está indo tão bem porque é leve, tem um texto para todos, do adolescente ao avô, todo mundo queria rir de alguém depois da pandemia”, resume. Mesmo com tantas histórias e o passaporte cheio de carimbos – resultado de visitas a lugares inusitados e deslumbrantes – Porchat escolhe o Brasil como o melhor país para viajar: “Temos uma diversidade incrível de destinos, é impossível elencar apenas um lugar favorito”.

Fábio Porchat - Foto Vinicius Mochizuki / Divulgação

Fábio Porchat – Foto Vinicius Mochizuki / Divulgação

 

O sucesso do stand-up também se relaciona com a audiência cativa de seu programa no GNT, “Que História É Essa, Porchat?”, já na quinta temporada. Na TV, o artista propõe a famosos e anônimos que compartilhem suas experiências inesquecíveis, engraçadas e até mesmo assustadoras. E o resultado não poderia ser diferente, alguns desses causos bombam nas redes sociais logo depois da transmissão. Direto da sala de embarque do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Fábio Porchat conversou com a 29HORAS entre um voo e outro. Confira os principais trechos da entrevista:

Você foi capa da 29HORAS em 2013. Qual é a diferença do Fábio Porchat de 10 anos atrás e agora?
Sinto que, em 2013, eu ainda era uma aposta do humor nacional. Aquele ano mudou a minha vida profissionalmente, as pessoas estavam me descobrindo, porque o Porta dos Fundos estourou, estreei o filme “Meu Passado Me Condena” nos cinemas e entrei para ‘A Grande Família’, na Globo. Hoje, já tenho um programa meu no GNT, ‘Que História é Essa, Porchat?’, e lancei dez filmes, o que me dá muita satisfação! Tenho ainda muito para conquistar na carreira, mas posso dizer que me estabeleci na profissão. Tenho 39 anos, faço 40 no dia primeiro de julho, então sou jovem para alcançar mais, até uma pandemia passou por nossas vidas… Agora sou um cara mais maduro, com maior entendimento sobre humor e entretenimento.

Entre tantas viagens, como foi montar o roteiro do “Histórias do Porchat”?
Quando decidi fazer o stand-up, pensei que as pessoas estavam com desejo de voltar aos teatros, de interagir ao vivo depois da pandemia. Todos estavam precisando rir, sem polêmicas, nada sobre política, queria fazer algo que todos da família poderiam assistir juntos. É isso que tem acontecido em “Histórias do Porchat”! Viajei para mais de 60 países e fui para muitos lugares no Brasil – que para mim é o país mais incrível do mundo – e resolvi selecionar histórias dessas viagens para contar para o público. Já falava muito sobre as minhas aventuras para os amigos! Fui separando as histórias em temas, em lugares, gosto de escrever show de stand-up com ‘começo-meio-fim’, aproveitando os assuntos…Como não tem ensaio, fui apresentando a ideia em comedy clubs primeiro, com 10 minutos dos textos e vendo o que funcionava. E meus amigos também foram me dizendo o que era mais engraçado, fui testando.

Fábio Porchat em Foz do Iguaçu - Foto arquivo pessoal - Divulgação

Fábio Porchat em Foz do Iguaçu – Foto arquivo pessoal – Divulgação

 

Por que você acha que o público recebeu tão bem o stand-up?
Vamos até o final de outubro em São Paulo, é incrível a recepção do público! Está indo tão bem porque é leve, tem uma risada a cada 12 segundos, já fizemos essa medição. Tem um texto para todos, do adolescente ao velho, todos queriam rir de alguém depois da pandemia. E acredito que o sucesso tem muito a ver com o programa também, as pessoas estão acompanhando muito o ‘Que História é Essa, Porchat?’, e muitos chegam sem ter me visto no teatro antes e mesmo sem nunca ter ido a uma peça, mas já são fãs do programa.

Como começou a sua paixão por viagens? Sua família sempre foi muito viajante?
Curiosamente, meus pais nunca foram muito viajantes. Comecei a viajar com meus tios, Júlio e Flávia, eles iam muito a Portugal porque tinham casa lá e eu acompanhava. Sou vascaíno por causa desse meu tio, inclusive. Eles me levavam junto, fomos para Espanha, França…isso me estimulou. Eu acho mágico viajar, porque estamos longe de tudo o que conhecemos, ninguém te conhece, você não fala a língua do lugar, os problemas se distanciam. Quando passo três semanas fora, acontecem diversas situações que não parecem muito grandiosas e não tem importância estando longe. A vida segue e não tem problema nenhum, traz paz de espírito! Viajar mostra como somos pequenos, tira esse universo centrado do ego, e fica evidente como o mundo é diverso e pode ser diferente do que concebemos.

O que faz uma viagem ser marcante? A companhia? O roteiro? A organização ou o espontâneo?
Cada viagem é uma viagem. É clichê, mas é verdade. Viajar com amigos é uma experiência, que é totalmente diferente do que fazer uma viagem de casal…. Você pode ir para Paris com a sua esposa e brigar, acaba sendo péssimo. E uma viagem com os amigos para o Guarujá pode ser marcante e engraçada, a melhor da vida! O mais importante é conhecer um novo lugar, independente de onde for. Gosto de planejar e saber o que determinada região tem para oferecer, para onde ir naquela cidade, mas deixo espaços abertos para improvisar e para as situações chegarem também.

Fábio Porchat na Antártida - Foto arquivo pessoal - Divulgação

Fábio Porchat na Antártida – Foto arquivo pessoal – Divulgação

Muitas pessoas devem te pedir dicas de viagem, o que você costuma recomendar?
Quando alguém viaja e não me pede recomendação, fico até ofendido (risos). As minhas perguntas são sempre: com quem vai, quanto tempo vai passar no lugar e em qual época do ano é a viagem. São três pontos muito importantes! Se você vai para a Europa em dezembro, vai no inverno e em alguns lugares faz muito frio, por exemplo, e vale ver se é possível conhecer mais de um país…Se a viagem é em família e são muitas pessoas, precisa pensar na locomoção, são diferentes questões… E tento pensar em sugestões fora do comum. Tem que conhecer Roma, mas tem que conhecer Matera, na Itália, que ninguém vai e é uma região linda. Fiz uma viagem com o Paulo Vieira (também humorista) para o Caribe e foi através de uma recomendação de um casal que não conhecia. Eu estava na ponte área e eles disseram que eu precisava conhecer o arquipélago de San Blas, em uma viagem de barco. Se as pessoas vão me indicando, analiso, guardo as ideias e começo a me programar.

O Brasil tem uma diversidade incrível de destinos. Qual foi sua melhor viagem por aqui?
É difícil escolher apenas um lugar! Elenco três: Amazônia, porque fiquei muito encantado com o Festival Folclórico de Parintins, que acontece no final de junho todo ano. Eu até me autodeclaro um embaixador de Parintins! Gosto muito também de São Miguel dos Milagres, em Alagoas, que para mim tem as praias mais bonitas do país, e o Pantanal, que é um lugar único. Lá, acompanhei o projeto Onçafari, é demais ver as onças no habitat natural! Ah, e o Rio de Janeiro é obrigatório, não posso deixar de dizer, então são quatro (risos).

Qual lugar no Brasil você ainda quer conhecer? Por quê?
A Serra da Capivara, no Piauí, que tem arte rupestre, e se tudo der certo vou ainda neste ano; Alter do Chão, que tem a época certa para ir e ainda não consegui me programar; e com certeza a Chapada Diamantina. São os três lugares que estão na minha lista!

Você trabalha com humor e viagem, o que é lazer para muita gente. Como separa o trabalho da sua própria diversão? É possível desligar?
Assistir a um filme e a uma série, para mim, tem aspecto de trabalho também. Não consigo me desligar e distanciar totalmente, presto a atenção na direção, no trabalho de atores, em toda a produção. Leio um livro e, às vezes, penso que queria adaptá-lo para o audiovisual, é meio incessante. E até viajar virou trabalho (risos)!

 

Fábio Porchat em Genebra, na Suíça - Foto arquivo pessoal / divulgação

Fábio Porchat em Genebra, na Suíça – Foto arquivo pessoal / divulgação

 

Você está sempre na ponte-aérea. O que você gosta de fazer em São Paulo? Quais são seus lugares favoritos na cidade?
São Paulo é uma cidade rara no mundo. Vejo gringos que vão para São Paulo e se impressionam com o tamanho da cidade, dos prédios, com a diversidade de lugares e bairros. Adoro o Masp, o Museu da Língua Portuguesa, o Mercadão, preciso visitar o Museu do Ipiranga depois da reabertura, lembro que fui com a escola quando era criança, vou aproveitar o final de semana para fazer isso! Amo os restaurantes e os musicais, que tem uma agenda cheia na cidade e são a cara de São Paulo. Sem falar de alguns lugares no estado que tenho muita vontade de conhecer, como o Petar (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), com as suas cavernas maravilhosas.

E até agora, qual é a sua história favorita do “Que História é Essa, Porchat?”, no GNT? Quem foi o convidado que mais te surpreendeu?
Geralmente os anônimos, na plateia, contam as melhores histórias, porque eles não têm nada a perder (risos). Mas adorei a história da Fernanda Torres, da Regina Casé, do Lúcio Mauro Filho, que é o melhor contador de história do Brasil, a Dani Calabresa foi hilária, além da Heloisa Périssé, que foi a preferida do público. Recebemos muitas sugestões e fazemos uma triagem, todos mandam áudios contando as histórias, inclusive os famosos. Não adianta ter o Obama no programa e ele ter uma história ruim. É melhor o desconhecido com uma história boa! Tem vezes que descobrimos a melhor história já no camarim, tento tirar o melhor para além do que nos contam antes, foi assim com a Angélica, por exemplo.

 

Fábio Porchat com convidados famosos no "Que História É Essa, Porchat" - Foto Ju Coutinho

Fábio Porchat com convidados famosos no “Que História É Essa, Porchat” – Foto Ju Coutinho

 

Para além do stand-up e do programa no GNT, quais outros projetos você desenha para o futuro próximo?
Terminei de filmar uma comédia romântica com a Sandy, que é meu par romântico em “Evidências do Amor”, inspirado na música do Chitãozinho e Xororó. O filme deve estrear no começo do ano que vem! “Que História é Essa, Porchat?” fica no ar até o final do ano e o stand-up também segue em cartaz. Neste ano devo filmar ainda mais um longa e tem o especial de Natal do Porta dos Fundos, claro!

 

O humorista com a plateia no "Que História É Essa, Porchat", programa do GNT - Foto Ju Coutinho

O humorista com a plateia no “Que História É Essa, Porchat”, programa do GNT – Foto Ju Coutinho

 

Agenda 29h: Programas para todas as horas do mês em São Paulo

Agenda 29h: Programas para todas as horas do mês em São Paulo

Gastronomia, bares, shows, teatros, filmes, exposições, e muito mais! Confira a programação completa para aproveitar o mês de setembro

Encontro criativo
Até o dia 11, acontece na cidade um dos maiores encontros urbanos de design do mundo, o Festival DW. Desde seu nascimento, há 11 anos, a Semana de Design de São Paulo, como também é conhecida, tem como objetivo promover a cultura do design e suas conexões com a decoração, arquitetura, arte e diversos outros temas da economia criativa. Palestras, visitas guiadas, exposições, instalações, intervenções artísticas e urbanas, seminários, feiras de negócios, prêmios, festas e lançamentos de produtos ocorrem em shoppings, lojas, museus e universidades. A programação completa pode ser conferida em wwww.designweekend.com.br.

Foto divulgação

Foto divulgação

 

Arte 360º
A artista e designer de joias Elisa Stecca expõe até 7 de setembro na Biblioteca Mario de Andrade suas mais recentes criações. Da pedra ao ouro, da borracha à prata, do colar à aquarela, da gravura ao vidro, da escultura ao livro de caixinha, Elisa tira inspiração dos suportes mais variados. A mostra “Improvável” funciona como uma imersão no intenso processo criativo da artista. Entrada gratuita.
Rua da Consolação, 94, Centro, tel. 3150-9453.

Elisa Stecca - Escorre Vidro Espelhado & Latão - Foto divulgação

Elisa Stecca – Escorre Vidro Espelhado & Latão – Foto divulgação

 

Desfile japa
Considerado o melhor rodízio de comida japonesa em São Paulo, o Oguru Sushi Bar acaba de abrir mais uma unidade, agora no shopping Market Place. Pelo valor fechado de R$ 169, o cliente pode degustar à vontade sashimis, sushis, temakis, usuzukuris, oniguiris, entradinhas, pratos quentes e sobremesas. Servido de segunda a sexta-feira no almoço, o menu executivo tem opções com preços a partir de R$ 79.
Avenida Dr. Chucri Zaidan, 902, piso térreo, Brooklin, tel. 5183-7106.

Oguru Beef Sushi com ovo frito - Foto divulgação

Oguru Beef Sushi com ovo frito – Foto divulgação

 

Banzo sertanejo
O restaurante Macaxeira é conhecido na Zona Leste por oferecer o que há de melhor na gastronomia sertaneja. Para o happy hour, serve petiscos como torresmos, dadinhos de tapioca e caldo de mocotó. Para refeições mais substanciosas, tem pratos fortes e cheios de sabor, como sarapatel e baião de dois. Para bebericar, oferece caipirinhas variadas, além de dezenas de cachaças selecionadas por Leandro Batista, 1º sommelier de cachaça do Brasil.
Rua Emília Marengo, 185, Jardim Anália Franco, tel. 2671-2233.

Escondidinho de Carne Seca do Macaxeira - Foto Elvis Fernandes

Escondidinho de Carne Seca do Macaxeira – Foto Elvis Fernandes

 

Spaghetti rock
O palco do Espaço Unimed recebe no dia 8 de setembro o show do quarteto italiano Måneskin, uma das bandas mais tocadas nesses últimos meses no mundo todo, graças a megassucessos como “Beggin’”, “I Wanna Be Your Slave” e “Supermodel” e ao grande prêmio conquistado no concurso Eurovision de 2021. A passagem por São Paulo, como parte da turnê “Loud Kids Tour”, acontece no dia seguinte à apresentação da banda no main stage do festival Rock in Rio. Ingressos a partir de R$ 190.
Rua Tagipuru, 795, Barra Funda.

Måneskin - Foto divulgação

Måneskin – Foto divulgação

 

Salve, simpatia!
Com 83 anos de idade, o rei da simpatia, Jorge Ben Jor vem a São Paulo para fazer um único show no dia 10 de setembro, no Espaço Unimed (antigo Espaço das Américas). O mestre do sambalanço vai fazer a plateia sacudir ao som de sucessos como “Samba Esquema Novo”, “Mas Que Nada”, “País Tropical”, “ Que Pena”, “Take it Easy my Brother Charles”, “Jorge da Capadócia” e “Taj Mahal”. Ingressos de R$ 60 a R$ 280.
Rua Tagipuru, 795, Barra Funda.

Jorge Benjor - Foto divulgação

Jorge Benjor – Foto divulgação

 

Pro dia nascer feliz
Novo empreendimento dos sócios da hamburgueria Patties e do Bar Guarita (Jean Ponce, Greigor Caisley e Nick Johnston), o Fechado Bar tem ótimos drinques criados por Alice Guedes e gostosos brunchs. Entre as opções para começar bem o dia, o menu oferece cafés especiais do Cerrado mineiro, ovos mexidos servidos com cogumelos, linguiça artesanal, chutney de tomate e pão de fermentação natural e ainda waffles de pão de queijo com doce de leite.
Rua Bela Cintra, 676, Consolação, tel. 99812-4889.

Foto divulgação

Foto divulgação

 

*Programação para a segunda semana de setembro
Agenda 29h: Programas para todas as horas do mês em São Paulo

Agenda 29h: Programas para todas as horas do mês em São Paulo

Gastronomia, bares, shows, teatros, filmes, exposições, e muito mais! Confira a programação completa para aproveitar o mês de setembro

Delícias carnívoras
Os amantes de carne só têm a comemorar: conhecido por sua parrilla típica e seus cortes exclusivos, o Pobre Juan acaba de completar 18 anos. Um dos cortes do menu para celebrar a data leva o nome do restaurante: o bife Pobre Juan trata-se da capa do bife Ancho, bem marmorizado, macio e saboroso. As croquetas de ossobuco se destacam entre as entradas.
Rua Itaguaba, 38, Higienópolis, tel. 3825-0917.

 

Bife Pobre Juan - Foto Mauro Holanda

Bife Pobre Juan – Foto Mauro Holanda

 

Velha é a sua avó!
“Ensina-me a Viver”, que fez sucesso nos cinemas do mundo todo e, posteriormente, também nos palcos brasileiros, com Glória Menezes no papel principal, agora ganha nova montagem, estrelada por Nívea Maria e Arlindo Lopes. A peça fica em cartaz no Teatro Porto Seguro até 9 de outubro e encena a improvável paixão entre um jovem obcecado pela morte, e uma octogenária livre e apaixonada pela vida. Ingressos de R$ 40 a R$ 100.
Alameda Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos, tel. 3366-8700.

Foto divulgação

 

Fusão Bahia-Japão
O novo empreendimento da chef Morena Leite é a Casa Capim Santo, um espaço de eventos e comidaria ambientado dentro do Instituto Tomie Ohtake. O cardápio da casa tem pratos de alma brasileira e sotaque japonês – caso das manjubinhas empanadas em tapioca e servidas com ponzu (molho japonês de base cítrica), do yakimeshi de suã (arroz com carne suína, nirá, ovo de gema mole e cebola crispy) e dos noodles em caldo cremoso de camarões, curry e leite de coco.
Rua Coropés, 88, Pinheiros.

Casa Capim Santo Yakimeshi De Suã - Foto divulgação

Casa Capim Santo Yakimeshi De Suã – Foto divulgação

 

Donzela metálica
Há 47 anos, a banda de heavy metal Iron Maiden encanta multidões. O palco da celebração desta noite (4 de setembro) é o Estádio do Morumbi, que recebe o show da turnê “Legacy of the Beast”. Com mais de 100 milhões de discos vendidos, mais de 2 mil shows em 63 países e milhões de fãs, o sexteto britânico comandado por Bruce Dickinson e Steve Harris apresenta hits como “Run to the Hills” e “The Number of the Beast”. Ingressos a partir de R$ 120.
Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1, Morumbi

 

Iron Maiden - Divulgação

Iron Maiden – Divulgação

 

*Programação para a primeira semana de setembro