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COP26 reúne líderes de 200 países para debater a crise climática e rever as metas de redução da emissão de carbono

por | nov 4, 2021 | Coluna, Lifestyle, Mobilidade, Sustentabilidade | 0 Comentários

Até o dia 12 de novembro acontece em Glasgow, na Escócia, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP26, que reúne líderes de 200 países para debater a crise climática e rever as metas de redução da emissão de carbono.

O objetivo do encontro é discutir novos compromissos para mitigar a emergência climática. Conforme definido no Acordo de Paris, em 2015, o aumento da temperatura média global deve ser limitado em 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.

O ano chave para que haja essa redução, 2030, está logo aí. Por isso, espera-se que os países tornem suas metas mais ambiciosas para alcançar a marca de 1,5°C, evitando uma catástrofe no clima. Hoje, já convivemos com alterações bruscas de temperatura, fenômenos naturais cada vez mais frequentes, como furacões e tempestades, e geleiras derretendo mais rápido que o previsto.

A pauta da mobilidade é central nessa conferência, pois o setor é um dos principais emissores de gases de efeito estufa: 80% da energia utilizada para veículos têm origem na queima de combustíveis fósseis. Assim, o objetivo é reduzir drasticamente o uso do carro, que deverá ter zero emissões ao longo de 14 e 19 anos. Além do carro elétrico, investimento no metrô, no ônibus elétrico e nos meios de transporte ativo são medidas importantes.

 

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Foto Istockphoto | Oleaksandr Filon  Ônibus sem emissões de carbono / Carbono Zero

 

No início de outubro, Maria Teresa Diniz, assessora técnica da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito de São Paulo, anunciou o planejamento da eletrificação da frota de ônibus e colocou como meta implantar mais 300 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas na capital paulista, que hoje conta com uma malha cicloviária de 684 quilômetros. A prefeitura também apresentou o Aquático – transporte hidroviário que será implantado na represa Billings, interligando diferentes modais com pagamento da tarifa por Bilhete Único.

Para o ambientalista Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), a mobilidade urbana precisará passar por uma grande mudança para reduzir a emissão de combustíveis fósseis. Ele destaca o estímulo ao uso da bicicleta e a implantação de áreas só para pedestres e ciclistas, a fim de manter polos de ar limpo. Além disso, acredita que a pandemia evidenciou, mesmo que de forma difícil para a sociedade, que nossos deslocamentos não eram tão necessários como imaginávamos. “Muita gente vem conseguindo trabalhar de casa, dar conta de suas tarefas profissionais e pessoais sem ter que empreender longos trajetos. E sabemos que deslocamentos pela cidade implicam mais poluição, perda de tempo, perda do convívio familiar. Então, nesse cenário, o teletrabalho é uma sábia alternativa.”

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