Edição 2022 do Rio Open marca o retorno dos grandes eventos esportivos à cidade do Rio e reúne feras das quadras

Edição 2022 do Rio Open marca o retorno dos grandes eventos esportivos à cidade do Rio e reúne feras das quadras

Entre os dias 12 e 20 deste mês, uma super quadra montada no Jockey Club Brasileiro recebe a edição 2022 do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul e o único do circuito ATP no Brasil.

Já estão confirmadas as participações de feras como o austríaco Dominic Thiem, o italiano Matteo Berrettini e o norueguês Casper Ruud (8º colocado no ranking mundial), além do medalhista olímpico Pablo Carreño Busta e a revelação Carlos Alcaraz – ambos da Espanha.

Terá também a presença do argentino Juan Martin Del Potro, que nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, derrotou o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal.

A estrutura do Rio Open conta com nove quadras de saibro, sendo que a do estádio central pode receber mais de 5 mil pessoas, mesmo utilizando apenas 70% de sua capacidade, como exigem as autoridades sanitárias. O local terá ainda apresentações musicais, uma alameda de lojinhas e uma praça de alimentação.

 

Quadra de tênis - Foto divulgação

Foto Divulgação

 

Rio Open no Jockey Club Brasileiro

Endereço: Rua Mario Ribeiro, 410, Gávea, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos a partir de R$ 15.

Saiba mais sobre o maior torneio de tênis da América do Sul e o único do circuito ATP no Brasil no site: rioopen.com

 

Curiosidade

Em 2020, o Rio Open foi um dos últimos torneios a serem disputados antes da pandemia. Dominic Thiem chegou ao evento como grande favorito, após ser vice do Australian Open, mas o campeão de simples foi Cristian Garin. O chileno superou todos os atrasos por chuva do fim de semana, derrotando o italiano Gianluca Mager na decisão. Nas duplas, o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos ficaram com o troféu. A grande final teve Fernanda Abreu cantando o Hino Nacional. O evento recebeu 50 mil pessoas durante o Carnaval no Rio de Janeiro. Devido à pandemia de COVID-19, a edição de 2021 foi cancelada.

Rafael Nadal Academy promove neste mês dois ‘camps’ no interior de SP para aprimorar a técnica e as táticas de alunos brasileiros

Rafael Nadal Academy promove neste mês dois ‘camps’ no interior de SP para aprimorar a técnica e as táticas de alunos brasileiros

Academia desse astro do tênis mundial – Rafael Nadal – promove neste mês dois ‘camps’ no interior de São Paulo para aprimorar a técnica e as táticas de alunos brasileiros

Neste mês, A Turn On The Light, agência especialista em eventos esportivos dos sócios Tico Sahyoun e Antonio Khouri, traz para o Brasil pela primeira vez a Rafael Nadal Academy, a melhor clínica de tênis do mundo, liderada por uma das principais estrelas dessa modalidade.

Os camps acontecem no condomínio Quinta da Baroneza (de 17 a 22 de janeiro) e no Club Med Lake Paradise (entre os dias 24 e 29). A evolução prevê também o intercâmbio dos participantes com a sede, na ilha espanhola de Mallorca. A missão de todos os profissionais desses camps é ensinar aos jovens atletas os mesmos valores que Rafael Nadal tem transmitido dentro e fora das quadras – esforço, disciplina, honestidade, comprometimento, humildade e respeito.

 

Foto Divulgação

 

Os junior camps estão abertos para alunos de 10 a 20 anos, e os adult camps, para pessoas a partir de 21 anos. Lá, eles terão acesso à filosofia e à metodologia de treino da Academia, vivenciando um estilo de tênis criativo e moderno, com os aspectos táticos e técnicos atrativos e agressivos. A equipe de especialistas, que tem vários professores espanhóis, é liderada pelo head coach Tomaz Pietro Sorensen. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail rnacamps@turnonthelight.com, e os valores variam de US$ 750 a US$ 950.

Pioneira e tricampeã mundial, a kitesurfista Bruna Kajiya é voz ativa na luta por igualdade de gênero no esporte

Pioneira e tricampeã mundial, a kitesurfista Bruna Kajiya é voz ativa na luta por igualdade de gênero no esporte

Quando a kitesurfista Bruna Kajiya começou a competir profissionalmente, no início dos anos 2000, 90% de seus adversários eram homens. “O público usava as baterias femininas para tomar um lanche e ir ao banheiro. Era revoltante”, lembra. Foi nesse cenário incômodo que a atleta encontrou impulso para se consagrar pioneira. Surfando em estilo livre contra a corrente do sexismo, em 2017 tornou-se a primeira mulher do mundo a completar um “Backside 315” – manobra radical que combina um pouso estilizado a uma pirueta de 540º. Aos 34 anos, ela acumula títulos internacionais e é voz ativa na luta por igualdade de gênero no esporte.

Atualmente, Bruna integra a elite do circuito mundial, ao lado das brasileiras Estefania Rosa e Mikaili Sol, posto que ocupa entre celebrações e lamentos. “Já somos três mulheres representando o país em alta performance, o que é ótimo, mas ainda há muito caminho a percorrer, a começar pela equidade de salários, que ainda parece uma realidade distante”, pontua.

 

Foto arquivo pessoal / Bruna Kajiya

Bruna Kajiya – Foto: Samu Gardenas

 

“Caiçara pé na areia” crescida em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, a atleta já competiu em Maui, no Havaí, conheceu as ondas espanholas e italianas, mas não esconde sua predileção pelos mares brasileiros. “Nós temos praias belíssimas e ótimos ventos, que podem e devem ser mais explorados. O Nordeste é, sem dúvidas, o melhor lugar do mundo para competir.”

E foi justamente nas praias nordestinas que, em outubro, ela conquistou o quarto lugar na categoria feminina do primeiro rali de kitesurfe do mundo, o Sertões. “Foram mais de seis horas de prova, em que percorremos os 500 km que separam a Praia do Preá, no Ceará, de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. Uma aventura insana.”

Entre os dias 10 e 14 de novembro, Bruna volta às areias cearenses para disputar a etapa final do World Kiteboarding League 2021. Apesar do desejo de ampliar a já extensa coleção de medalhas, seu propósito agora é outro: “Muito além dos prêmios, a maior vitória é ver mais meninas conquistando espaços no pódio. Agora que eu cheguei aqui, quero trazê-las comigo. Já que o kitesurfe nos permite dançar no ar, que possamos alçar voos cada vez mais altos, juntas”, finaliza.

Com 100% do público, Fórmula 1 em São Paulo será o maior entre os eventos-testes do estado

Com 100% do público, Fórmula 1 em São Paulo será o maior entre os eventos-testes do estado

A edição deste ano do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 acontece nos dias 12, 13 e 14 de novembro, no autódromo de Interlagos. A corrida é o maior entre os eventos-testes do estado e contará com 100% do público, que precisará apresentar comprovante de ao menos uma dose da vacinação contra a Covid-19, além de atender outros protocolos sanitários.

A programação da etapa brasileira da Fórmula 1 começa na sexta, 12 de novembro, com o treino livre no período da manhã e o treino de classificação, à tarde, para estabelecer a ordem de largada para a “Sprint Race”, uma das três de todo o campeonato. No sábado, 13, além do treino livre, haverá a “Sprint”, uma corrida curta, em 24 voltas, cujo resultado indicará a formação do grid de largada para o GP no domingo, 14.

Foto Beto Issa | Curva “S do Senna“, no autódromo de Interlagos

 

Uma análise da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o impacto econômico do evento para cidade indica que a troca de data – o GP aconteceria inicialmente entre os dias 6 e 7 de novembro, e agora será realizado na véspera de feriado – resulta em aproximadamente R$ 44 milhões a mais para os cofres públicos. Ainda, um estudo das taxas de ocupação hoteleiras da capital no mês de novembro entre os anos de 2009 e 2019 mostra a reserva de 71,5% e, segundo pesquisas do CIET/SeturSP, no final de semana da F1, essa média subiu para 77%, ou seja, um aumento de 8,4% em relação à média mensal.

O perfil dos compradores dos ingressos para o GP de São Paulo de F1 2021, de acordo com a Secretaria de Turismo do Estado, é de 49% de pessoas de outras localidades do Brasil, 27% do interior de São Paulo e 24% da capital. Neste ano, houve a redução na idade média do público de 40 para 35 anos. A edição é símbolo da retomada econômica e servirá de modelo para a realização de grandes eventos em todo o país.

Stock Car Pro Series volta para Mogi Guaçu em outubro!

Stock Car Pro Series volta para Mogi Guaçu em outubro!

Enquanto o circo da Fórmula 1 segue rodando pelo mundo antes de desembarcar em Interlagos, nos dias 5, 6 e 7 de novembro, a dica para quem curte automobilismo é pegar os 70 km de boas estradas que separam Campinas de Mogi Guaçu e dirigir-se ao Autódromo Velocitta, que no dia 24 de outubro será o palco de mais uma etapa da Stock Car Pro Series.

 

Foto divulgação / Autódromo Velocitta, palco da Stock Car Pro Series

 

Na última vez que a Stock Car passou pelo circuito, em junho deste ano, Rubinho Barrichello, a bordo de um Toyota Corolla da equipe Full Time Sports, foi o grande destaque da etapa. Ele venceu uma das corridas do dia e chegou em segundo na outra. Outros veteranos egressos da Fórmula 1 não se deram tão bem: Felipe Massa ficou com a 16ª colocação nas duas provas e Nelson Piquet Jr. também finalizou as duas provas com um resultado bem modesto – terminou na 23ª posição em ambas.

Inaugurado em 2012, o autódromo recebe provas das principais categorias do automobilismo nacional, como a Porsche Cup, o Mercedes-Benz Challenge, a Mitsubishi Cup e a Copa Shell HB20, além de lançamentos de carrões como o Jaguar i-Pace, o Nissan Frontier e o Mustang GT e clínicas de pilotagem de marcas como McLaren e Porsche.

Mas não são só os carros que fazem a festa no local. O Velocitta também já sediou corridas de pedestres (a Under Armour Knockout Run) e de bicicletas (o Desafio Bike Series 6 Horas). Para completar, grandes marcas de motocicletas, como BMW, Honda e Yamaha, também já promoveram eventos e test drives no local.

O circuito completo possui 3.493 metros, 14 curvas e um desnível de 45 metros entre o ponto mais alto e o mais baixo da pista. O traçado técnico de nível internacional testa a habilidade dos pilotos constantemente e proporciona belas ultrapassagens. “A pista é espetacular. Muito bacana e técnica, com curvas em subida e descida”, opina o lendário Emerson Fittipaldi.
O complexo automobilístico Velocitta é administrado pela Spinelli Racing, empresa de Guilherme (Guiga) Spinellli, piloto que mais vezes venceu o Rally dos Sertões e que possui 31 anos de carreira vitoriosa.

Por fim, outra atração desse Racing Center é o Museu Velocitta, que ocupa um galpão de 1.400 m² e reúne carros raros de montadoras como Alfa Romeo, Porsche, Ford e Volvo. A título de curiosidade, vale a pena ver de perto a escultura que representa um Mitsubishi L200 Triton em tamanho original e que foi montada com 35 mil carrinhos de brinquedo colados um a um pelo artista plástico Edu Cordeiro.

Destaques da delegação brasileira comentam a preparação para os Jogos Paralímpicos

Destaques da delegação brasileira comentam a preparação para os Jogos Paralímpicos

A atmosfera esportiva não deve abandonar Tóquio tão cedo. De 24 de agosto até 5 de setembro, a capital japonesa espera receber cerca de quatro mil atletas de todo o mundo para a 16ª edição dos Jogos Paralímpicos. Ao todo, 22 modalidades entram na disputa. O Brasil terá representantes em praticamente todas elas.

Os mais de 185 esportistas já confirmados na delegação nacional estão desde o início do ano em concentração no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, localizado na capital paulista. Antes de partir para Tóquio, eles seguem para um processo intensivo de aclimatação na cidade de Hamamatsu, conhecida como a “mais brasileira do Japão”, com 15% de sua população composta por nipo-brasileiros. Apesar dos muitos meses de isolamento social e treinos restritos por protocolos de saúde, o que o grupo leva na bagagem é um sentimento unânime de otimismo.

 

Daniel Dias, nadador e recordista mundial

“A preparação para Tóquio foi particularmente diferente. Sem acesso às piscinas públicas durante a quarentena, tive que improvisar treinos olímpicos em casa e me senti um peixe fora d’água, literalmente. Essa vai ser minha quarta e última participação nos Jogos Paralímpicos como atleta profissional e tudo parece ainda mais intenso e marcante. Será um dos momentos mais importantes da minha vida. Quanto à equipe, prevejo surpresas. Apesar de ser cada vez mais raro vermos multimedalhistas na modalidade, tenho observado novos nomes surgindo e acredito que o Brasil tenha grandes chances de se manter entre as potências da natação.”

DANIEL DIAS - FOTO ALEXANDRE URCH

DANIEL DIAS – FOTO ALEXANDRE URCH

 

Israel Stroh, mesatenista

“No tênis de mesa, é preciso conhecer de perto o adversário, entender o tempo de bola, o estilo de jogada. Mas nossa última referência da técnica dos nossos competidores é de bem antes da pandemia. Esse será o grande desafio desta edição. De 2019 para cá, as delegações podem ter crescido muito e surpreender. E nós também temos o mesmo trunfo. Estamos chegando preparados. O isolamento intensificou nosso treino. Com as restrições da pandemia, passávamos os dias apenas nos revezando entre centro de treinamento e casa. Foi uma imersão absoluta. Essa é a nossa vantagem.”

 

ISTAEL STROH - FOTO DIVULGAÇÃO

ISTAEL STROH – FOTO DIVULGAÇÃO

 

Veronica Hipolito, velocista

“Tóquio vai abrigar os Jogos mais fortes de todos os tempos. Acredito muito nisso. Antes, a gente receava que, depois de tantos meses de isolamento social, a qualidade da competição decairia. Eu, por exemplo, estou voltando de dois anos completamente parada, após cirurgias difíceis e, mesmo recuperada, não pude treinar como de costume por causa da pandemia. Tive que trocar as pistas pelo corredor de casa, e equipamentos de academia ultramodernos por pacotes de cimento e sacos de arroz. Mas, no fim das contas, estamos com uma equipe muito qualificada. Com torneios internacionais paralisados, vejo nossos atletas tendo ainda mais tempo para focar no preparo técnico e isso é uma vantagem. Chegaremos mais unidos e com uma ânsia ainda maior pelo ouro.”

 

Jogos Paralimpicos Rio 2016 - Verônica Hipólito - FOTO DIVULGAÇÃO CPB

Jogos Paralimpicos Rio 2016 – Verônica Hipólito – FOTO DIVULGAÇÃO CPB

 

Antonio Tenorio, maior medalhista do judô brasileiro

“Eu passei 19 dias internado, na UTI. Vencer a Covid-19 foi a primeira vitória que consegui neste ano. Depois disso, fui agraciado com a oportunidade de abrir a fila de vacinação da delegação na campanha olímpica, o que também entra na minha lista de conquistas. Agora, o próximo passo que almejo é um lugar no pódio. Dois meses depois de sair do hospital, já estou competindo em alto rendimento e me sinto confiante. No judô, nossas maiores expectativas estão no grupo feminino, com Alana Maldonado, Lúcia Teixeira e Rebeca Silva. Mas a equipe masculina também tem ótimos representantes.”

 

Antonio Tenorio - Foto Alexandre Schneider

Antonio Tenorio – Foto Alexandre Schneider