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Maitê Proença encara seus traumas e revisita alegrias em peça autobiográfica

Maitê Proença encara seus traumas e revisita alegrias em peça autobiográfica

De 13 a 25 de novembro Maitê Proença volta aos palcos dos teatros com a peça autobiográfica “O Pior de Mim”, que será encenada em Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Alegre. No espetáculo, que estreou em setembro de 2020 em transmissões online e pela TV e reuniu uma plateia de mais de dois milhões de pessoas, a atriz revisita a sua vida, revelando ao público sua face mais escondida. “Aquela que nem eu mesma tinha coragem de bisbilhotar”, ela diz.

Dirigida por Rodrigo Portella, a montagem é um dos trabalhos mais corajosos dessa atriz premiada, conhecida por suas personagens no teatro, na TV e no cinema, em mais de quatro décadas de atuações.

Na peça, Maitê reflete sobre traumas e memórias desde a infância. Uma autoanálise em que expõe fragilidades e feridas profundas como a morte da mãe, assassinada pelo pai da atriz em 1970, quando ela tinha apenas doze anos. Nessa época, Maitê foi viver em um pensionato com o irmão caçula; o pai, absolvido em dois julgamentos, se internou em um manicômio. Tempos depois ele se matou e o irmão mais velho também tirou a própria vida.

Além de repassar a sua história, a atriz de 63 anos, mãe de Maria e recente avó de Manuela, fala de machismo, misoginia e preconceitos que enfrentamos no nosso país. Tudo com intensidade, mas também com humor, como é próprio de sua verve.

Ansiosa para viver esse reencontro direto com o público após meses de reclusão e distanciamento na pandemia, Maitê conta também nessa entrevista sobre seu momento e suas emoções.

 

Maitê Proença em “O Pior de Mim” – Foto: Dalton Valerio

 

A peça “O Pior de Mim” foi indicada ao prêmio APTR e considerada um dos melhores espetáculos desde o início da pandemia. O que a levou a mergulhar nesse trabalho e que resposta você teve do público com as apresentações online?
Eu estava confinada como toda gente e reduzida a poucos entretenimentos. O Instagram, antes secundário, virou uma ponte para o mundo. Só havia pessoas felizes ali, cheias de amigos, bem-sucedidas, com a pele fulgurante. Inevitável se sentir um lixo por comparação. Todos nós já tão combalidos, e nas redes o mundo dos moranguinhos. Pensei: por que não mostrar o que não deu certo, as grandes frustrações, os fracassos? O público respondeu fortemente porque, ao abrir minhas mazelas, batia no mesmo lugar dentro da vida de quem assistia. O teatro faz você se visitar, mas sem que seja tão penoso, porque você revive, mas passando pelo filtro das experiências do outro. E aí, não se sente só.

O que você espera dessa turnê ao vivo em três capitais?
Estou muito feliz e ansiosa com o contato direto com o público. A peça não é para baixo, pelo contrário, ela dá vontade de sacudir a poeira e abraçar a vida, tem bom humor, energia. Vai ser maravilhoso voltar aos palcos e sentir o calor das pessoas!

O que foi mais difícil nessa imersão em que você apresenta à plateia a sua parte mais trágica?
Não conto fatos pelos fatos, mas sempre para ilustrar algo que eu não vi quando estive presa naquelas situações, e que hoje eu já consigo olhar e entender, eu consigo sanar.

Foram muitas perdas para uma criança, um trauma doloroso. O que você falaria hoje para essa menina de doze anos que se viu sozinha da noite para o dia?
Eu estou aqui para te pegar no colo hoje. Nunca é tarde.

 

Maitê Proença na sala de aula da Escola Americana de Campinas, aos nove anos - Foto: Arquivo Pessoal

Maitê Proença na sala de aula da Escola Americana de Campinas, aos nove anos – Foto: Arquivo Pessoal

 

Mesmo diante de tantas adversidades, você sempre sacudiu a poeira e foi se reinventando. O que a inspira?
Eu olho para fora e vejo o outro, vejo os pássaros, as ondas do mar, isso me inspira. O olhar para dentro é bom se a gente vai “arrumar a casa”, mas depois tem que sair dali. O umbigo é pequeno e atrofia o espírito se for só ele que conseguimos ver.

Quais lembranças você tem de Campinas, onde passou a infância?
Nasci na cidade de São Paulo porque vivíamos em Ubatuba, que era uma aldeia, e minha mãe preferiu parir em um hospital. Mais tarde fui morar em Campinas, onde tive uma infância solta, livre, campestre. A vinte minutos do centro havia montanhas e as cachoeiras mais lindas. Meus pais trabalhavam muito e eu saía pelas redondezas, de carona, de bicicleta, e me comunicava com os amigos em tupi guarani, que nós aprendemos para nos sentirmos ainda mais integrados com as belezas a nossa volta.

O que o teatro trouxe para sua vida?
A capacidade de sentir. Depois de todos esses traumas, eu teria me fechado em copas, não fosse o ofício do teatro. Na juventude, comecei a viajar bastante e depois mergulhei na dramaturgia. Por precisar dos sentimentos para desempenhar, ser atriz me salvou de um deserto emocional.

Durante a pandemia você começou a se expressar mais pelas redes e a ganhar seguidores. O que esse relacionamento significa para você?
Uma ponte contra a solidão. Sou uma pessoa que lê e tem vida interior, me mexo, canto, danço. Mas o contato humano é insubstituível.

 

Maitê Proença - Foto: Divulgação

Maitê Proença – Foto: Divulgação

 

Quais são os planos para o futuro próximo?
Não sou de grandes decisões, sigo apenas, um dia após o outro. Temo que, de outra forma, não daria conta, ficaria tudo sufocante. Aos poucos, sem muitos planos, só os pequenos, vou assimilando cada mudança sutil e me adaptando, seguindo minhas setas internas, para onde elas apontam. Mas tem coisas acontecendo. Eu me tornei produtora orgânica, com amigos, estamos plantando para vender num esquema agroflorestal. A peça “O Pior de Mim” deve virar livro num formato ampliado. E haverá uma versão revisada do meu livro “Uma Vida Inventada”, cujas edições se esgotaram há muito.

E o coração? Em março, você escreveu que buscava um amor, alguém que soubesse velejar, e hoje está feliz ao lado da cantora e compositora Adriana Calcanhoto. Que ventos trouxeram esse novo amor?
Eu estava brincando quando disse que procurava alguém, nem seria possível fazer experiências amorosas no meio de uma pandemia, sem vacinas. E a Adriana é adorável, única, mas não sabe velejar. Nem eu. Estamos aprendendo sobre os ventos com barquinhos de papel.

Como começou esse projeto bacana que você faz no Instagram, falando de grandes mulheres da história?
Foi há três anos, e desde então eu posto três vezes por semana, no Instagram e no YouTube, histórias de mulheres desbravadoras, singulares e corajosas que abriram as portas para todas nós em um mundo que já foi muito mais masculino. Mulheres na ciência, nas artes, na literatura, na política e no ativismo. Aventureiras, piratas, tem de tudo. Muita gente gosta e eu adoro porque ao pesquisar acabo também aprendendo muito com nossas precursoras. Há filmes sobre algumas delas, outras caíram no esquecimento. Quem sabe um dia eu produza, dirija, escreva um roteiro ou ainda interprete alguma dessas grandes mulheres…

 

Maitê Proença - Foto: Divulgação

Maitê Proença – Foto: Divulgação

 

Você se posicionou algumas vezes sobre o atual governo e o desmonte cultural e ambiental que vem sufocando o Brasil. Como você vê o país e as eleições de 2022?
Tudo já foi dito. É uma tragédia criminosa o que acontece na saúde. Nossas florestas vão sendo derrubadas com as consequências que temos visto em forma de incêndios, pouca chuva etc., e o futuro ainda dirá se conseguiremos reverter os estragos da ignorância. E tem a educação, para qual nenhum governo – desde Dom Pedro – deu bola, essa é a verdade. Preferem um povo desinformado, manso, manipulável. Mas com a atual administração pelo avesso, tanto a educação como as artes, que são a forma de expressão de um povo, jamais foram tratadas com tamanho desprezo. Ficaremos ainda mais atrasados em relação ao resto do mundo. Temos o país mais belo e cheio de riquezas naturais, e ainda assim somos párias. Mas sonho com o melhor para todos, acredito nas pessoas, sou otimista. Precisamos de disposição, saúde e fé na caminhada. Sempre, todo dia.

Escolas e ateliês da capital paulista incentivam a criatividade em aulas culturais

Escolas e ateliês da capital paulista incentivam a criatividade em aulas culturais

O confinamento de muitos meses, aliado à suspensão das aulas presenciais, incentivou muitas crianças a encontrarem novas brincadeiras que, de preferência, não envolvessem sair às ruas. Agora, com o avanço da vacinação e o retorno gradativo das atividades culturais, já é possível pensar em diversão para além da sala de casa. Em São Paulo, escolas de arte acompanham esse movimento de retomada e aliam lazer e aprendizado em aulas para todos os gostos e idades.

 

Foto Divulgação | Peça “A Christmas Carol” do Estúdio Broadway

 

No Estúdio Broadway, como o nome já anuncia, os alunos são apresentados ao universo mágico do teatro musical. Localizado no Morumbi, o espaço é dirigido pela bailarina e coreógrafa Fernanda Chamma, que esteve por trás de espetáculos como “A Família Addams” e “Mudança de Hábito”. A escola oferece aulas de canto, interpretação, jazz e sapateado para crianças a partir dos sete anos de idade. Com a proposta de formar pequenas estrelas, os cursos são ministrados por profissionais reconhecidos no segmento, como o ator e dublador Arthur Berges (de “Escola do Rock”), a bailarina Mariana Nogueira (de “Cantando na Chuva”) e a própria Chamma. As matrículas ficam abertas durante o ano todo e podem ser realizadas no site www.estudiobroadway.com.br.

Já na escola de artes criativas Gare, na Vila Mariana, os pequenos são convidados a exercitar a imaginação por meio das artes plásticas. Tem curso de desenho, pintura a guache, ilustração digital, design de moda e até oficinas de história em quadrinhos, para produção de roteiros e criação de personagens em cartum. Funcionando, no momento, em modelo híbrido, com aulas presenciais e online, a Gare possui ainda um espaço próprio para exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos jovens artistas. Toda a programação pode ser acompanhada em www.garecultural.com.br.

E se a intenção é gastar a energia acumulada nesses meses de isolamento, uma possibilidade é apostar nas experiências lúdicas do Galpão do Circo, na Vila Anglo. Há opções para todas as faixas etárias: dos quatro aos sete anos, os alunos são introduzidos ao universo circense com brincadeiras e exercícios de coordenação motora e consciência corporal; dos seis aos nove, se aventuram em aulas de ginástica artística; e dos oito aos doze, podem se arriscar em cursos de modalidades aéreas, como trapézio e tecido acrobático. Ao final de cada módulo, o aprendizado é celebrado em apresentações abertas às famílias. A grade de aulas está disponível no site www.galpaodocirco.com.br.

 

Foto Divulgação | Apresentação de alunos do Galpão do Circo

 

Theatro Municipal de São Paulo comemora 110 anos com programação multimídia

Theatro Municipal de São Paulo comemora 110 anos com programação multimídia

Comemorações têm início neste mês no Theatro e no ambiente virtual, com ópera multimídia, percurso sensorial, itinerância lírica e série no Youtube.

Com uma programação que marca a retomada das óperas no Theatro Municipal de São Paulo, após dois anos, o edifício – assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi – celebra 110 anos em 2021. Entre suas paredes e em seus entornos, visitantes podem festejar, ao longo do mês, esse patrimônio arquitetônico tombado, tão importante para a música, a dança e a ópera no Brasil.

 

Fachada do Theatro Municipal de São Paulo - Foto: Fabiana Stig

Fachada do Theatro Municipal de São Paulo – Foto: Fabiana Stig

 

A comemoração do aniversário começa no dia 10, com a estreia da ópera-tango “María de Buenos Aires” (1968), de Astor Piazzolla, que ganha contexto atual na concepção de Kiko Goifman – diretor de cinema que assina sua primeira produção operística –, que convidou prostitutas para atuar nas récitas e utiliza projeções e técnicas de cinema ao vivo.

No dia 12, data do aniversário do teatro, estreia “Fantasmagoria Theatro Municipal de São Paulo”, uma mistura de espetáculo-exposição-percurso, dirigida pela dupla Daniela Thomas e Felipe Hirsch, com intervenções de integrantes dos corpos artísticos da casa em diversos ambientes do edifício, e cenografia composta por peças do acervo.

 

Cena da ópera "María de Buenos Aires", em cartaz neste mês, na programação de aniversário do teatro - Foto: Ariel Bravo

Cena da ópera “María de Buenos Aires”, em cartaz neste mês, na programação de aniversário do teatro – Foto: Ariel Bravo

 

Os projetos “Carroças Líricas” e “Cine-Ópera” levam a ópera para as ruas da cidade, seja em projeções em edifícios ou pontos pré-determinados, seja por meio dos catadores de material reciclável que circulam pelo centro de São Paulo com intervenções artísticas, a partir do dia 20 de setembro. A websérie documental “Memória Viva da Capital”, com direção de André Ferazini, com previsão de lançamento no dia 23, revela, em quatro episódios, parte dos 110 anos do edifício, e é exibido no canal do Youtube do teatro.

Os ingressos para a ópera custam a partir de R$ 20 (inteira) e para o espetáculo “Fantasmagoria Theatro Municipal de São Paulo”, R$ 40 (inteira). A venda está disponível no site www.theatromunicipal.org.br.

Segunda edição online do Salão de Humor reúne artistas do mundo todo em Piracicaba

Segunda edição online do Salão de Humor reúne artistas do mundo todo em Piracicaba

Entre os dias 21 de agosto e 31 de outubro acontece a 48ª edição do Salão de Humor de Piracicaba, que tradicionalmente conta com a participação de cartunistas e chargistas do mundo todo. Em 2017, por exemplo, o concurso recebeu 2.985 inscrições de 560 artistas originários de 57 países diferentes.

Por causa da pandemia, em 2021 o evento será online pelo segundo ano consecutivo. “O salão nasceu em meio à repressão, durante a Ditadura Militar, e resistiu por 47 anos. Não é uma pandemia que vai impedir sua realização”, afirma Erasmo Spadotto, diretor do salão e do Centro de Documentação, Pesquisa e Divulgação do Humor (Cedhu). “Ao mesmo tempo que existe o distanciamento físico dos artistas, o acesso virtual proporciona uma grande aproximação para quem nunca pôde estar presente”, completa.

O cartaz da 48ª edição do salão foi criado pelo cartunista Silvano Mello, de 47 anos, natural de Jaboticatubas, em Minas Gerais. Ele fez um desenho que, de certa forma, conta a história de 2021. Quem observar esse cartaz imediatamente reconhecerá vários acontecimentos desse ano diferentão.

 

Cartaz da 48ª edição, desenhado por Silvano Mello - Foto: Divulgação

Cartaz da 48ª edição, desenhado por Silvano Mello – Foto: Divulgação

 

O desafio do evento é arrancar um sorriso das pessoas nesse momento tão delicado que o mundo inteiro enfrenta. Já que a orientação das autoridades é “fique em casa”, o salão se propõe a levar virtualmente um pouco de humor até cada pessoa, pelo seu smartphone ou pelo seu computador. Os trabalhos selecionados podem ser visualizados no site salaointernacionaldehumor.com.br. O salão oferece cinco prêmios, nas categorias Charge, Cartum, Caricatura, Tiras/HQs e Tema Especial – que este ano é a Olimpíada.

Os humoristas Marcelo Madureira (ex-“Casseta & Planeta”) e Leandro Hassum (ex-“Caras de Pau”) vão compor o júri, ao lado de desenhistas, ilustradores, criadores de memes, quadrinistas e editores. Conhecidos cartunistas brasileiros contribuíram para a transformação do Salão de Piracicaba em um dos mais importantes encontros do humor gráfico do Brasil e exterior nessas últimas quatro décadas. Entre eles, Ziraldo, Fortuna, Millôr Fernandes, Zélio, Henfil, Jaguar, Luis Fernando Veríssimo, Paulo e Chico Caruso, Miguel Paiva, Angeli, Laerte e Glauco.

 

Leandro Hassum será um dos jurados desta edição - Foto: Divulgação

Leandro Hassum será um dos jurados desta edição – Foto: Divulgação

 

Em paralelo à realização do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, acontece a 19ª edição do Salãozinho de Humor, que tem como objetivo incentivar os jovens à prática artística e contribuir com o seu desenvolvimento intelectual e crítico por meio da linguagem do humor gráfico. Direcionado a estudantes da rede pública e privada, reúne crianças de 7 anos a adolescentes de 14 anos e premia os 12 melhores trabalhos apresentados.

Atriz consagrada, Ilana Kaplan conquista a internet com vídeos de humor crítico

Atriz consagrada, Ilana Kaplan conquista a internet com vídeos de humor crítico

Engana-se quem pensa que Ilana Kaplan é rosto novo no humor. Já são 36 anos de trajetória e um extenso currículo artístico. A repercussão virtual estrondosa, essa sim, é recente. Em quatro meses, a gaúcha viu sua conta no Instagram saltar de seis para 230 mil seguidores, quando Keila Mellman, uma de suas personagens criada exclusivamente para a internet, viralizou. Nos vídeos que ganharam as redes, a atriz combina ironia e acidez para cutucar feridas sociais.

 

Foto - Iara Morselli

Ilana Kaplan – Foto Iara Morselli

 

“Keila é retrato da minha indignação com o comportamento de algumas pessoas online. Em meio à catástrofe que estamos vivendo, ver tanta gente se vangloriando nas redes era algo que me consumia”, conta a atriz, que decidiu transformar o incômodo em arte. Com a ajuda da irmã, Ana Kaplan, delineou a personagem que se tornou porta-voz de uma catarse coletiva. Socialite especialista em etiqueta das redes, Keila dita o que é ou não de bom tom no universo virtual. “Ela expõe a cafonice da ostentação em tempos de miséria.”

Antes de se jogar no mundo digital, Ilana fez história nos palcos e nas telas. Estrelou novelas em emissoras de peso, como “Carrossel” (SBT) e “I Love Paraisópolis” (Globo); acompanhou, por dois anos, a trupe humorística “Terça Insana” em stand-ups semanais na capital paulista; e, em 2018, chegou a ser agraciada por um Prêmio Shell de Melhor Atriz, pela atuação na renomada comédia “Baixa Terapia”. “É muito raro um comediante receber uma honraria desse porte, então foi uma surpresa muito grata.”

 

Foto - Matheus José Maria

Ilana Kaplan – Foto Matheus José Maria

 

Apaixonada pelos palcos, é para eles que deseja correr assim que todo mundo estiver devidamente vacinado. “Quero conseguir trazer esse público que me conheceu na internet para trocar comigo nas plateias. Teatro é olhar, e isso o online não consegue suprir”. Enquanto espera pelo progresso da imunização, “super-quarentenada”, Ilana pretende continuar brincando de Keila, mas sem compromissos. “Não sou influencer, nem tenho cronogramas ou coisas do tipo. Quero deixar a Mellman falar livremente e agir como uma prova viva de que comédia, responsabilidade social e política podem e devem andar juntas.”