Bem resolvida com as suas ‘nóias’, Camila Fremder leva seus programas cheios de humor com desabafos e reflexões da vida para o formato ao vivo, em palcos do país
De roteirista e escritora, ela se tornou podcaster e influenciadora. A paulistana Camila Fremder é precursora das diferentes narrativas em áudio nas plataformas digitais. À frente do podcast “É Noia Minha?”, que já possui mais de 400 episódios e cerca de 1 milhão de ouvintes mensais, é uma das produtoras mais acessadas no Spotify Brasil. Ao longo do ano, Camila tem levado ainda seus programas cheios de humor com desabafos e reflexões da vida para o formato ao vivo, em palcos do país.
“O podcast surgiu meio naturalmente. Eu já escrevia sobre as minhas ‘nóias’ e percebia que as pessoas se identificavam. Em 2019, pensei: ‘E se eu transformasse essas reflexões em conversas?’. Aí nasceu o ‘É Nóia Minha?’”, conta. Formada em comunicação e marketing, ela foi explorando os diferentes lugares da escrita e migrou para diversas áreas. “Hoje eu tenho a sorte de contar com uma audiência muito engajada, que se sente confortável em dividir comigo as noias que eles têm.”
Camila Fremder – foto Jéssica Pauleto
Além de sucesso entre a audiência de podcasts, Camila Fremder ficou conhecida como “mãe do TikTok”, por sua atuação espontânea e engraçada na rede social recheada de seguidores da geração Z. A podcaster também fala com o público infantil, com o lançamento de seu livro“Quibe e o Tesouro das Abelhas”, publicado pela Companhia das Letrinhas. A obra dá continuidade ao “Quibe, a Formiga Corajosa”, que contou com a colaboração de seu filho, Arthur.
Recentemente, seus receios comuns do cotidiano chegaram aos teatros, no formato de conversas ao vivo com o público e convidados especiais, como Fernanda Paes Leme, Déia Freitas, Renata Vanzetto e Chico Felitti. “Ver as pessoas rindo, se reconhecendo nas histórias que dividimos é uma experiência única”, celebra. Desde outubro do ano passado, foram dez sessões esgotadas em São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Recife. “É Nóia Minha? – Ao Vivo” passa ainda por Belo Horizonte, Fortaleza e Rio de Janeiro.
Zezé Motta estreia no Rio seu primeiro monólogo, planeja lançamentos na música e volta a encarnar personagens femininas marcantes no cinema
Incansável, Zezé Motta celebra um ano muito especial. A artista está em cartaz no CCBB Rio de Janeiro com seu primeiro monólogo, “Eu Vou Fazer de Mim um Mundo” – adaptação para o teatro do livro “Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola”, de Maya Angelou, que se tornou um clássico por apresentar um tocante retrato da comunidade negra dos Estados Unidos durante a segregação racial dos anos 1930-1940. A autora foi a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood. O monólogo já passou por Brasília e Belo Horizonte e depois da temporada carioca seguirá para São Paulo.
A atriz também gravou neste ano os filmes “Mãe Bonifácia” e “Somos Tereza”, ambos como protagonista e interpretando líderes importantes para a história do Brasil. “Sou sempre chamada para viver mulheres fortes, eu sinto que é uma missão”, resume. Os próximos planos incluem ainda uma turnê e um novo álbum, que devem chegar ao público em 2026.
foto Marcus Leoni
Aos 81 anos de vida, Zezé Motta percorreu uma trajetória inspiradora em suas quase seis décadas de carreira. Gravou diversos discos, fez mais de 100 personagens na TV e no cinema. Já esteve nos mais icônicos palcos do mundo, apresentou-se no Carnegie Hall de Nova York e no Olympia de Paris. E é uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), denunciando corajosamente casos de racismo. “Sou muito preocupada com a justiça”, afirma.
Em entrevista à 29HORAS, a artista conta como despertou para o ativismo antirracista, compartilha suas impressões sobre envelhecer nas artes, detalha os próximos papeis que viverá nas telonas e comemora o momento festivo e promissor do audiovisual brasileiro, que ela mesma ajudou a fomentar. Confira os principais trechos da conversa nas páginas a seguir.
“Eu Vou Fazer de Mim um Mundo”, inspirado na obra da norte-americana Maya Angelou, carrega uma força poética e política profunda. O que essa montagem significa para você como artista e como mulher? Que diálogo você quis abrir com o público ao levar essa história aos palcos? Primeiro representa um desafio grande. Fazer um monólogo baseado nesse bestseller da Maya é uma responsabilidade enorme. A história dela é intensa, dura, complicada, ela foi uma mulher que sofreu abusos na infância, tinha problemas com aceitação, é uma história difícil, mexeu comigo e fiquei com muitas dúvidas se iria dar conta de fazer. Também fiquei angustiada se o público iria gostar, mas o resultado está sendo incrível! Tanto em Brasília como em Belo Horizonte, os ingressos esgotaram em poucos minutos. E no final, o público ama, me agradece, sai chorando… É que as histórias das mulheres, principalmente das mulheres negras, sejam da Europa, da América, todas, sem exceção, são parecidas umas com as outras – todo mundo se sente um pouco naquele lugar. Mas também é uma história de superação, Maya se tornou uma das escritoras mais aclamadas, guru de inúmeras pessoas influentes, como a Oprah… Queremos mostrar essa narrativa que foi dura, mas com muita superação.
Como cantora, por vezes você também está sozinha nos palcos. Qual é a diferença de experienciar essa solitude no teatro? A música te traz liberdade, você circula no palco, fecha os olhos, entrega-se para ela, sente o barulho e o som dos instrumentos, vive aquela melodia… Interpretação, leitura, é algo bem diferente, você é realmente o centro das atenções. Na música, você divide o palco com os músicos, a banda, mas em ‘Vou Fazer de Mim um Mundo’, eu consigo mostrar meu lado atriz e o de cantora. Como a peça é pesada, fala de assuntos delicados, a gente colocou algumas canções nessa adaptação. No palco, tenho dois músicos, o Pedro Leal David e a Mila Moura, que me acompanham nas canções.
Aos 81 anos, a atriz e cantora estreia seu primeiro monólogo, que roda o país este ano – foto Bel Corção / Audible
Maya Angelou foi próxima de figuras como Martin Luther King Jr. e Malcolm X, e participou ativamente do movimento pelos direitos civis nos EUA. Quais paralelos você traça entre a trajetória de ativismo dela e a sua aqui no Brasil? Quais figuras brasileiras foram importantes, com você dividindo suas lutas e apoiando suas vozes? Quando as coisas começaram a dar certo para mim e estourei fazendo o papel de Xica da Silva, percebi que tinha alguma coisa errada, eu não tinha um discurso articulado, não conhecia a nossa história. Foi então que, ao fazer um curso de cultura negra com minha saudosa Lélia Gonzalez, eu acordei para a vida e entendi que precisava fazer alguma coisa, tinha que usar o espaço na mídia para denunciar, brigar, cobrar mesmo. Comecei a cobrar dos autores, dos diretores, o porquê dessa quase invisibilidade do artista negro. E deu certo! Você olha a televisão hoje e vê quanta gente negra está em cena… Isso foi uma luta que começou lá atrás. Tenho muito orgulho também de ter criado o Cidan (Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro), em 1984. Sou muito preocupada com a justiça. Eu sempre digo que mesmo que eu não fosse negra, faria parte do movimento. Todo ator negro que encontrava ou que tinha o telefone, eu pedia: ‘traz foto e currículo!’.
Como uma mulher octogenária, você viveu grande parte de sua vida nas artes e presenciou mudanças profundas em formatos, plataformas e representatividade. Você sente que a arte ainda é uma forma de resistência e transformação social? Com certeza! É só você olhar para a minha vida, a minha história. Eu fui transformada pela arte. Pela arte eu consegui me tornar uma mulher que é respeitada.
Vivemos um momento especial para o cinema nacional, com filmes premiados em festivais internacionais e artistas aclamados mundo afora. Como você enxerga a força da cultura brasileira hoje? Em 1976, por causa de ‘Xica da Silva’, conseguimos levar mais de 3 milhões de brasileiros para as salas de cinema. Uma época que não tinha internet e muita divulgação! Esse filme foi um divisor de águas. Fiz, inclusive, shows nos Estados Unidos, onde eles punham no cartaz ‘Show com Zezé Motta, atriz do filme Xica da Silva’. Quando estourou, eu estava fazendo uma comédia com a Eva Todor, ‘Rendez-Vous’, no Teatro Maison de France. Era um papel minúsculo. De empregada, claro. Tirava o pó dos móveis e provocava o patrão, naquela tradição de mucama que dá mole para o senhor. Entrava muda, saía calada. Antes do filme, as pessoas iam ao teatro para ver a Eva. Depois, passaram a ir para me ver também. A Eva, então, aumentou meu nome no cartaz. Estamos falando de um filme que mudou a minha vida, me levou para 16 países, e levamos o Brasil lá para fora, falando de um produto nosso. Isso me orgulha muito! Temos muita coisa boa feita aqui e tem repercutido positivamente lá fora. Isso foi e ainda é emocionante.
Zezé Motta como Xica da Silva, no filme de Cacá Diegues – foto divulgação
Você será protagonista do filme “Mãe Bonifácia”, interpretando justamente essa figura histórica, que é símbolo da luta de pessoas escravizadas na região de Cuiabá. Você pode falar um pouco mais sobre esse projeto? Eu me sinto muito honrada em poder contar a história de mais uma mulher guerreira, à frente do tempo e resiliente como foi a Mãe Bonifácia. Ainda em 2025 e no Mato Grosso, rodei outro filme chamado ‘Somos Tereza’, que conta a história de Tereza de Benguela, outra mulher guerreira. Ela foi uma líder quilombola que viveu em um lugar incerto, mas se sabe que o Quilombo do Piolho, o qual liderou, estava às margens do rio Guaporé, localizado na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, atual estado do Mato Grosso. Há pouco tempo fiz também outra protagonista, que fala sobre Esperança Garcia, a primeira advogada negra do Brasil, no Piauí. Enfim, sou sempre chamada para viver mulheres fortes e marcantes, eu sinto que é uma missão!
Você é uma das artistas mais versáteis do Brasil. O que te move a continuar criando e se reinventando? Tem algum papel que ainda gostaria de interpretar? O que me move? Amar o que eu faço, me sentir viva e lúcida, como estou agora. Personagem? Talvez uma vilã… Eu faço tantas coisas ao mesmo tempo que, sempre que me fazem essa pergunta, eu fico sem saber muito bem o que responder. Eu acredito que conquistei tudo que eu gostaria como artista. Penso em um futuro assinar algumas direções, de shows, eu já dirigi algumas vezes e gosto disso. Já tive oportunidade de dirigir Leci Brandão, Jamelão, a Ana Carolina, bem no comecinho da carreira dela. Talvez mais para a frente eu volte a explorar esse lado.
Zezé no longa “A Serpente”, de Nelson Rodrigues, em 1992 – foto Nelson Di Rago
E falando em música, no álbum “Pérolas Negras Ao Vivo”, lançado no ano passado, você canta sucessos como “Tigresa” (Caetano Veloso), “Estácio, Holly Estácio” (Luiz Melodia) e “Dengue” (Leci Brandão). Em um volume 2, quais músicas você cantaria? Tem tanta música maravilhosa que nunca tive a oportunidade de gravar. No momento estou apaixonada por ‘Amor de Índio’, do Beto Guedes, que ficou famosa na voz do Milton Nascimento. Eu canto essa música na peça, é uma obra-prima! Mas pretendo gravar meu próximo disco até o final deste ano, é sempre difícil a escolha do repertório, mas adoro, sou canceriana, romântica…
Sobre “Tigresa”, Caetano declarou há pouco tempo que escreveu a canção nos anos 70 pensando em você, encantado por sua beleza, personalidade forte, independência e presença magnética. Como foi se ouvir ali, naquelas palavras dele? E como é cantar essa música hoje, tantos anos depois, agora com sua própria voz marcando essa história? Foi um presente lindo saber que fui a musa inspiradora de ‘Tigresa’, no início de 2015. Sempre ouvi esse boato, e ficava tímida com o assunto. Realmente as unhas negras da ‘Tigresa’ sempre imaginei que fossem minhas, eu pintava com um esmalte preto comprado na boutique Biba, em Ipanema, quando esmaltes coloridos ainda eram raridade, em meados dos anos 1970. Eu fazia o estilo exótico, com os cabelos curtinhos e batom também preto. Só não trabalhei no ‘Hair’, nem namorei Caetano. Caetano disse para o Nelsinho, meu compadre – sou madrinha da Nina, filha dele com a minha saudosa amiga Marília Pêra – que eu fui uma de suas inspirações nessa música. Até então se dizia que a Sônia Braga tinha sido a fonte inspiradora dos versos. Quase tive um treco! Foi um presente lindo. Não posso reclamar da vida, tenho música feita para mim por Rita Lee, Moraes Moreira, Rosinha de Valença e Bethânia. Que sorte!
Zezé no palco em “Ciranda Cirandinha”, de 1978 – foto divulgação
Como é a vida aos 80 anos? O que essa fase tem de melhor e de pior? Como você definiria o seu envelhecimento? Eu acabei de completar 81, são 60 de carreira, graças a Deus eu tive a sorte de receber quase todos os prêmios mais importantes que uma atriz poderia receber. Eu sempre digo que essas homenagens são fundamentais para nós artistas, porque nos ajudam a seguir, nos dão força para continuarmos o trabalho nas artes. Eu realmente não penso que tenho 80 anos, é engraçado isso, as pessoas que ficam me lembrando, principalmente quando vou fazer algo sozinha, em casa, na rua, e fica todo mundo meio preocupado. Outro dia perguntaram para a minha produção se eu subia dois lances de escada, eu morri de rir! Antigamente, uma mulher de 60 anos não fazia mais nada, só bordava, costurava, e olhe lá! Hoje em dia estamos mais vivos do que nunca. Eu acho que o envelhecer está dentro da mente de cada um, nós somos aquilo que a gente imagina que é. Depois dos 60, 70, 80 eu desencanei de um monte de coisa, parei de sofrer, cansei de me cobrar, fiquei solidária comigo mesma.
Depois de tantos trabalhos marcantes no cinema, na música e no teatro, o que mais vem pela frente? Não faço muitos planos, vou seguindo o fluxo! Hoje, tenho uma equipe jovem, criativa, dinâmica, que faz planos por mim e eu adoro (risos)! Ano que vem, quero me dedicar ao meu novo show, de comemoração dos 80 anos. Com o disco também novo, por aí vai…
Explorando novas possibilidades e novos desafios como ator, Rodrigo Simas encabeça o elenco da nova montagem do musical “Hair”, em cartaz até setembro no Teatro Riachuelo, e revela seu lado mais ousado, mais sério e mais intenso
“Cabelo quando cresce é tempo / Cabelo embaraçado é vento / Cabelo vem de lá de dentro / Cabelo é como pensamento”. A poesia de Arnaldo Antunes imortalizada na voz de Gal Costa diz muito sobre o cabelo, mas não diz tudo. No musical “Hair”, que abalou as estruturas da sociedade no final dos anos 1960 e agora ganha nova versão em cartaz a partir de 4 de julho no Teatro Riachuelo, cabelo também é um símbolo de transgressão, de irreverência e de liberdade.
Com longas madeixas, Rodrigo Simas encabeça o elenco dessa nova montagem do espetáculo. Aos 33 anos, o ator carioca que ficou famoso nacionalmente ao vencer o reality “Dança dos Famosos” e participar da novelinha teen “Malhação” em 2012 vem se notabilizando por papéis mais complexos que vem interpretando nesses últimos anos.
foto Andre Wanderley
“Eu sempre fui uma pessoa muito leve. Mas, desde os meus 27-28 anos, entrei num processo para me conhecer melhor. Isso fez com que eu me tornasse uma pessoa mais focada, intensa e carregada. Posso ainda ser bem tranquilo e superficial em alguns momentos, mas também tenho um lado mais profundo e denso, que venho gostando de explorar”, avisa o ator.
Em conversa com a reportagem da 29HORAS, Rodrigo fala sobre o desafio de interpretar um personagem tão icônico e rico como o Berger de “Hair”, confessa sua admiração e seu respeito pelos hippies, evita fazer grandes revelações sobre sua relação com a atriz Agatha Moreira e conta um pouco de como foi sua experiência na gravação da versão em áudio do romance “Orgulho e Preconceito” para a plataforma Audible. Confira nas páginas a seguir os principais trechos da entrevista.
Como você se sente protagonizando um espetáculo que, em sua estreia no Brasil, foi encenado por grandes atores como Antonio Fagundes, Sonia Braga, Ney Latorraca, Aracy Balabanian, José Wilker e Neuza Borges?
Está sendo uma honra, porque todos esses são profissionais que têm carreiras brilhantes e que eu admiro muito. Não imaginava que um dia eu teria essa oportunidade de interpretar o Berger, um personagem que me atravessa em vários aspectos. É um grande desafio para mim, e eu adoro desafios, gosto de me colocar num lugar vulnerável como ator e ter de encontrar soluções.
O que mais te estimula e te desafia nessa produção?
O canto, para mim, é algo muito instigante, é algo que eu estou indo atrás nesse momento. A musicalidade entrou na minha vida desde cedo, pelo caminho da capoeira, que é algo que eu trago em meu DNA [Rodrigo é filho do capoeirista Beto Simas]. É algo corporal. Já fiz aulas de canto em vários momentos da minha vida, mas nunca algo com muita profundidade e com continuidade. O último contato que eu tive com a música foi na preparação para atuar em “As Aventuras de José & Durval”. Agora, para atuar em “Hair”, que eu considero o meu primeiro musical de verdade [Rodrigo participou de montagens amadorísticas de “Grease”, “Mamma Mia” e “High School Musical” no início de sua carreira], tive três mentores: Dani Lima, com quem já venho tendo aulas há um bom tempo; Gilberto Chaves, um fonoaudiólogo fera de São Paulo, que é também professor de canto e preparador vocal; e o maestro Marcelo Castro, que é o diretor musical do espetáculo. É uma trinca poderosa que tem ajudado diariamente no meu aprimoramento.
Rodrigo Simas com parte do elenco da nova montagem do musical “Hair” – foto divulgação
Quantas vezes você já assistiu ao filme de 1979? Teve a oportunidade de ver alguma montagem da peça no Brasil ou no exterior?
Vi o filme algumas vezes e tive também a oportunidade de ver ao vivo a montagem brasileira de 2010, que foi igualmente adaptada pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho e tinha o elenco encabeçado pelo Igor Rickli com o Hugo Bonemer, a Letícia Colin e a Karin Hills. Fiquei muito impressionado com a força dessa tribo hippie. O filme e a peça têm a mesma essência, mas são bem diferentes. As linguagens são distintas e a adaptação para o cinema permitiu algumas pirações impossíveis no palco.
Na sua estreia mundial, “Hair” surgiu não apenas como um fenômeno ou como uma celebração da contracultura, era também um manifesto pela paz, contra a guerra do Vietnã, contra a caretice, a opressão e o capitalismo selvagem. Não acha impressionante que agora, quase 60 anos depois, o mundo esteja novamente ou ainda cheio de guerras e na mesma luta contra forças retrógradas e ultraconservadoras?
Pois é, depois de tanta mudança, voltamos todos ao mesmo lugar! Mas é por isso que eu acho que “Hair” é um espetáculo tão potente mesmo tendo sido concebido há décadas. Outro dia mesmo eu estava conversando com meus colegas da peça que o fato de sermos atores, de estarmos no palco e de sermos a favor da cultura mesmo depois de tudo que vivemos recentemente neste país, isso já é um manifesto. É de fato uma resistência e uma demonstração do quanto a arte é importante e necessária para a vida das pessoas. E o espetáculo ainda ter essa mensagem pela paz, pela liberdade e pelo amor só reforça ainda mais sua força e sua relevância nos dias de hoje.
A liberação sexual e o amor livre são duas das principais questões abordadas pela peça. Em 2023 você declarou publicamente ser bissexual. Isso facilita de alguma forma o seu trabalho de compor e interpretar o Berger, que tem uma sexualidade fluida?
Eu acho que o fato de eu ter falado disso me dá mais segurança sobre quem eu sou e isso me potencializa como ator, amplia o meu leque de possibilidades. É algo que me libera, que permite que eu seja um artista mais livre e tenha mais ousadia para experimentar e encarnar esse personagem e muitos outros. Eu fico mais à vontade e as pessoas conseguem me ver melhor no papel de alguém com o Berger.
Rodrigo Simas e Agatha Moreira, juntos há 7 anos – foto Fabio Rocha / TvGlobo
O Rodrigo gostaria de ser um hippie? Ou, melhor, você se identifica com as ideias e causas defendidas pelo movimento hippie?
Numa utopia eu gostaria, sim, de ser hippie. Mas, no mundo de hoje, ser hippie significa viver completamente à margem da sociedade. Vivemos em um sistema que cobra um preço muito alto por essa escolha. É uma opção complicada. Eu admiro quem se propõe a viver dentro desses princípios, mas precisa querer muito e ter muita convicção. Naquela época da peça, as pessoas precisavam abrir mão de menos coisas para aderir a um estilo de vida hippie. Atualmente, a gente teria que desapegar de muuuita coisa para entrar nessa.
Você e a Agatha Moreira vivem juntos há cerca de sete anos, mas em declarações recentes disseram que filhos não estão nos planos, ao menos no curto/médio prazo. Que outros projetos você tem junto com ela? Planejam atuar juntos em algum filme ou peça? Pretendem adotar um cachorro? Ou comprar um bebê reborn?
Olha, a gente vive muito o presente. Temos muita vontade de atuar juntos e temos certeza de que o universo um dia vai nos unir novamente numa novela, num palco ou em uma produção para o cinema ou para o streaming. Mas são coisas que a gente não fica planejando. Tentamos não programar o nosso futuro e levar uma vida com leveza e sem ansiedade — se é que isso é possível. A gente dá mão um para o outro sempre que eu ou ela demonstramos algum sinal de ansiedade.
Você chegou a ter contrato fixo de longa duração com a Globo, afinal esteve por mais de dez anos atuando na emissora, não? É melhor ter contrato de exclusividade ou estar sempre mais disponível para novos trabalhos?
Cada alternativa — o contrato fixo ou a ausência de vínculo de exclusividade com quem quer que seja — tem seus pontos positivos e negativos. Tive contrato com a Globo durante uns sete ou oito anos e posso afirmar com toda certeza que cresci e evoluí muito enquanto estive lá. Foi maravilhoso, fiz trabalhos que me dão muito orgulho. Quando fiz “Renascer”, já não tinha mais contrato fixo, mas foi ótimo voltar, a porta se mantém aberta. Até por causa disso, hoje eu prefiro a liberdade e estar aberto para novos projetos. Estou num momento em que eu posso dizer ‘não’ se eventualmente o personagem ou a história não me atravessam. São tantas opções no mercado, é difícil ficar atrelado a uma só produtora de conteúdo. Será que se eu ainda estivesse contratado na Globo eu teria disponibilidade e seria liberado para fazer o “Hair”, que é algo que eu estou amando?
O ator na novela Renascer, ao lado de Juan Paiva – foto TV Globo / Divulgação
E você também gravou recentemente uma versão de “Orgulho e Preconceito” para a plataforma de audiolivros Audible. Fale para a gente um pouco sobre esse trabalho.
Esse é outro projeto que eu pude fazer por estar livre para aceitar o convite. Eu já tinha assistido ao filme lá atrás, quando foi lançado, em 2005, mas essa história entrou mesmo na minha vida quando fui convidado para atuar na novela “Orgulho e Paixão”, em 2018, cuja história também é inspirada no livro de Jane Austen que deu origem ao filme. E foi justamente nessa novela que eu comecei a namorar a Agatha! Nossos personagens pertenciam ao mesmo núcleo da história. Quando a Audible me chamou, fiquei muito feliz, por seu uma trama que conheço bem. Nessa versão, interpreto um personagem que na novela foi vivido pelo Thiago Lacerda. O processo todo foi divertido e interessante, tive a oportunidade de experimentar uma nova linguagem — foi um desafio entender como é colocar toda a interpretação só na voz — e contracenar com a Julia Dalavia foi muito legal. Essa “audionovela” será disponibilizada na plataforma Audible no dia 6 de outubro.
Seus últimos trabalhos na TV foram “Renascer” (novela exibida entre janeiro e setembro de 2024) e “As Aventuras de José & Durval” (minissérie disponível na Globoplay desde agosto de 2023 e exibida na TV Globo entre outubro e novembro de 2024). Pretende voltar em breve? E no cinema e no teatro, onde poderemos te ver depois de “Hair”?
Na televisão não tenho nada engatilhado para o curto prazo. Para o cinema e o streaming eu só posso te dizer que já apareceram outros convites e possibilidades, mas este ano eu estou 100% focado em “Hair”. Ficaremos em cartaz no Rio até setembro e, em outubro, começa a temporada do musical em São Paulo, na inauguração do BTG Pactual Hall, no prédio onde funcionava o Teatro Alfa. Porém, para quem quiser me ver hoje na TV, o longa “Viva a Vida”, no qual eu contraceno com a Thati Lopes e com o Jonas Bloch, estreou há algumas semanas na Netflix.
Rodrigo e Felipe Simas em “As Aventuras de José & Durval” – foto Globoplay / Divulgação
Atriz, diretora e ativista social e ambiental, Dira Paes celebra quatro décadas de carreira com muita versatilidade e é aclamada pela crítica e pelo público
Para colher bons frutos, é preciso semear com carinho, consciência e dedicação. Neste ano, Dira Paes colhe os frutos mais raros e especiais de sua semeadura, como ela mesma se refere à celebração de seus 40 anos de carreira. E a “coroação” dessa trajetória aconteceu em maio, com uma merecida homenagem no Festival de Cinema Brasileiro de Paris. “É um orgulho observar que são quatro décadas, mais de 40 filmes e tantas novelas, séries e peças de teatro. É uma sensação de que eu caibo no mundo inteiro”, comemora a atriz de 56 anos.
Maio também foi o mês de estreia nos cinemas de “Manas”, dirigido por Marianna Brennand e que já acumula mais de 20 prêmios internacionais, inclusive nos festivais de Veneza e de Cannes. O filme conta a história de uma jovem moradora da Ilha de Marajó, no Pará, inserida em um ambiente de violência, e Dira interpreta Aretha, delegada que atua na defesa dos direitos das mulheres e no combate à violência sexual na região. Para completar o mês de sucesso, viu ainda lançada a série cômica “Pablo e Luisão”, do Globoplay, criada por Paulo Vieira, na qual da vida à Conceição, mãe de Paulo. A personagem marca seu retorno ao humor, “adormecido” desde seu último papel cômico como Solineuza, no seriado de sucesso “A Diarista” (2004-2007).
foto Renan Oliveira
Multifacetada, recentemente Dira se aventurou como diretora, no filme “Pasárgada”, do qual também é protagonista, que expõe o tráfico de pássaros silvestres e a relação do ser humano com a ancestralidade e a natureza, temas tão caros à atriz paraense, que é ativista social e ambiental há mais de 25 anos.
Em entrevista exclusiva à 29HORAS, Dira Paes reflete sobre sua trajetória como artista e mulher amazônica, discute seu engajamento em causas sociais e ambientais – já de olho na COP 30, que acontece em novembro, em Belém – e adianta quais são seus próximos projetos, incluindo a protagonista da próxima novela das 21h, “Três Graças”, de Aguinaldo Silva, prevista para outubro. Confira os principais trechos desta conversa nas próximas páginas.
Em maio, você foi homenageada no Festival de Cinema Brasileiro de Paris e recebeu um prêmio pelo conjunto de sua obra. Como é ver seus trabalhos alcançando públicos internacionais?
É um sonho realizado! Fui surpreendida com esse convite muito antes de ser anunciado o Ano Cultural Brasil-França 2025 e a COP 30 em Belém, então houve uma convergência astral. Foi um presente dos deuses do teatro, dos deuses do Olimpo, aquele momento em que você tem a oportunidade de olhar para si como observadora da sua própria existência. E é um orgulho observar que são 40 anos, mais de 40 filmes e tantas novelas, séries e peças de teatro. É uma sensação de que eu caibo no mundo inteiro. Quando um filme viaja além-fronteiras, a gente vê que cabe em qualquer lugar. Tenho o desejo de que as coproduções sejam mais corriqueiras, que a gente possa sair um pouco da caixa do português e interagir com outras línguas. Esse é um caminho natural dos novos tempos.
O cinema brasileiro vive um ótimo momento, também no cenário internacional. Você acha que esse reconhecimento vem mais de fora? Enxerga uma evolução aqui no Brasil?
É um ano muito próspero, mas eu, pessoalmente, acredito que o cinema brasileiro é bem-sucedido há muito tempo. Temos que reverenciar nossos antepassados e lembrar que a primeira estrela dos musicais no mundo é brasileira e se chama Carmen Miranda. Desde a retomada do cinema brasileiro, na década de 1990, tivemos um investimento muito grande no audiovisual de Pernambuco, que frutificou em um cinema que vem contribuindo há mais de 30 anos para o cenário internacional. E eu sou fruto desses movimentos.
O público se sente atraído pelo cinema brasileiro, mas muitas vezes não pode pagar o ingresso e, com isso, a plateia não se renova. Pelo fato de os cinemas não estarem mais nas beiras das ruas, eles se tornaram muito caros. Temos que ter algum tipo de política que popularize cada vez mais as sessões para o público. Se tivermos esse incentivo, triplicamos rapidamente o alcance!
Dira Paes nas gravações da série de comédia “Pablo e Luisão”, do Globoplay – foto Léo Rosário / Globo
Você está no ar com a série de comédia “Pablo e Luisão”, criada por Paulo Vieira. O que te levou a aceitar o papel?
Paulo Vieira é uma renovação dos nossos votos com esse país, ele é aquele brasileiro que a gente tem orgulho que existe. Um belo dia, após o término da novela ‘Pantanal’, eu estava no Círio de Nazaré, conheci o Paulo e ele falou ‘eu quero que você faça a minha mãe numa série’. Fiquei feliz, porque eu já o admirava, e falei ‘quero fazer’. Mas também disse para ele: ‘Paulo, preciso ter um argumento forte para ser a escolhida para a série e não outra atriz’. E ele respondeu: ‘minha mãe queria que você fizesse ela’. É muito bom habitar o inconsciente criativo das pessoas e ser uma referência.
Na vida real, você é mãe de dois meninos. A maternidade transformou a sua forma de ver e fazer arte?
A maternidade trouxe um lado que eu não tinha, que é a vontade de voltar correndo para casa. Antes eu era mais frágil e, depois de ter filho, fiquei mais forte e hoje choro com menos facilidade. Tento ser mais salomônica, não permitindo que as emoções sejam donas de mim. Antes era muito mais voluntariosa, por causa da liberdade de estar sozinha. Você aprende a lidar com o cotidiano de uma maneira mais producente, mais rica, com propósito. Quero sempre fazer valer o dia. Minha pior sensação é a de que eu saí de casa, fiquei longe dos meus filhos e não valeu a pena, porque eles são a melhor coisa da minha vida.
Como é fazer comédia hoje no Brasil? É muito diferente do início dos anos 2000, quando fez a Solineuza?
O humor é urgente, é necessidade vital e sem ele a gente não sobrevive nesse mundo. No final do ano passado eu fiz um filme com o Pedroca Monteiro e o Marcus Majella, que deve sair esse ano e estou muito feliz de estar fazendo as pessoas felizes. Quero poder ter essa capacidade de transitar nesses mundos. Quando saiu ‘2 Filhos de Francisco’, eu estava bombando com a Solineuza. Agora estou no ar com ‘Pablo e Luisão’ e com ‘Manas’ nos cinemas. As pessoas não correlacionam esses personagens e isso me faz muito feliz, porque é uma atriz saindo do seu lugar de conforto. A Solineuza é muito atual, tanto é que foi uma comoção agora no show dos 60 anos da Globo. Eu fiquei 1 minuto e meio no ar, e nunca esperava que fosse ser do jeito que foi, com amor, com saudade. As pessoas são muito gratas quando a gente faz a família rir. E isso é muito bom de sentir.
Como Solineuza em um episódio da série de televisão “Encantado’s” deste ano – foto Fábio Rocha / Globo
Ano passado você estreou como diretora, no filme “Pasárgada”, em que também é a protagonista. Como foi atuar do outro lado da câmera?
Queria experimentar uma transgressão da minha própria existência, colocar à prova meus olhares, meu faro, minha capacidade de criação. E a pandemia deu tempo e autonomia e trouxe um existencialismo para nós. Eu preciso assumir e reconhecer que o fato de ser casada com um diretor de fotografia [Pablo Baião] facilita, então era um sonho possível. Quando começou a ideia de filmar, estávamos fazendo naquele momento 15 anos de casados e nos olhamos um dia e falamos ‘vamos fazer um filme?’. Eu queria assumir todos os riscos da experiência cinematográfica e me propus essa trajetória de criação da ideia original do roteiro, negociação com Globo Filmes, filmagem, montagem, direção e interpretação.
Por que escolheu essa história para a sua estreia como diretora?
Eu queria partir desse sentimento da solidão provocada pela pandemia. E isso combinava também com a minha idade, meu momento, com uma solidão da maturidade, quando você reconhece que amadureceu e se pergunta ‘quem é essa jovem mulher madura?’. Queria experimentar o avesso do olhar que as pessoas têm sobre mim e trazer essa mulher que não tem o apelo do sorriso – eu sei que meu sorriso é muito largo! Então, fui tateando esses vácuos dentro de mim e me peguei também com aquela sensação de ‘vou-me embora pra Pasárgada’, eu queria um paraíso para chamar de meu e achamos uma fazenda na região serrana do Rio onde ficamos reclusos e eu pude observar a liberdade dos pássaros. Quando fui pesquisar mais sobre eles e os animais silvestres, me deparei com o terceiro maior tráfico internacional do mundo – e aí eu achei o mote para o meu roteiro: a mulher solitária desconectada do paraíso, que está seca e entra na mata para ficar úmida de novo.
Dira e Humberto Carrão em “Pasárgada” – foto divulgação
Como você falou, o filme expõe a questão do tráfico de pássaros silvestres e você é muito envolvida com causas sociais e ambientais. Como uma mulher do norte do país e amazônica, quando e como você despertou para o ativismo?
A vida é troca e eu tive esse despertar muito cedo, aos 13 anos, na campanha ‘Ação da cidadania contra a fome’. Foi a minha comunhão com os direitos humanos e quando compreendi, como amazônida, o quanto há um equívoco de relação com esse bioma. Todo mundo olha pra Amazônia com o intuito de ter algo dela, nem que seja um ar puro. Mas o que você faz por ela? Com os indígenas, é impossível dar um presente e não receber alguma coisa em troca. Se ele te dá um colar de presente, você tira a sua camiseta e dá para ele. Mas as pessoas ainda tratam com exotismo uma das filosofias mais refinadas do mundo. Os indígenas não construíram templos verticais para alcançar o céu, os costumes são todos biodegradáveis, a alimentação é sem glúten, sem açúcar e praticamente sem sal, baseada em mandioca, caça, fruta e semente. Onde há problemas de propriedade rural, há todas as infrações humanitárias. O Pará tem um dos piores IDHs do país e essa equação eu não admito, não vou me calar nunca. Não podemos ser apáticos. Quem não mexe uma palha para ajudar alguém, está morto em vida.
Por falar em questões ambientais, a COP 30 será em Belém, no Pará, em novembro, seu estado natal. Você participará? Por que é tão importante ter um evento deste porte no Pará?
Estarei nas gravações da novela ‘Três Graças’ durante a COP e ainda não sei se conseguirei participar, mas já me sinto nela. O grande segredo dessa COP é que é um convite para conhecerem a Amazônia como ela é, que sustenta um povo e uma cultura originária há séculos. Não podem falar que nós somos atrasados, porque, na verdade, somos um estado altamente explorado, com uma sequência de descuido humanitário e social. E, mesmo assim, conseguimos manter nossas riquezas, nossos costumes únicos e nossa identidade regional. O Brasil não conhece o Brasil, temos um olhar americanizado, desejamos um país que não é o nosso. Temos que reconhecer a nossa sabedoria ancestral de preservar um lugar como esse há tantos séculos, apesar de toda a destruição. Temos que ouvir o que os amazônidas propõem em relação ao maior bioma tropical do mundo. Espero poder ver transformações verdadeiras acontecendo e não promoções.
O filme “Manas” também traz como cenário o Pará e questões das comunidades ribeirinhas da Ilha de Marajó, como a violência contra menores. Como conseguiram abordar um tema tão difícil de forma delicada?
Todo mundo tinha que correr para o cinema para assistir a esse filme, que aborda a violência, a falta de oportunidade, a falta de diálogo, a solidão, o Brasil gigante em terras descontínuas, onde temos comunidades a 20 horas de barquinho de capitais. Tudo o que o filme retrata acontece em qualquer lugar do mundo. Não é um assunto amazônico, é um assunto universal, urgente. A arte é pioneira em quebrar fronteiras, silêncios e ciclos. Falar divide a dor, tanto é que foi criado o manifesto ‘Manas Apoiam Manas’ e é importante ter atitudes pós-filme.
Cena do filme “Manas” – foto divulgação
O que pode adiantar sobre seus próximos projetos? Quais papéis Dira vai interpretar ainda este ano?
Deve estrear o filme ‘Agentes Especiais’, com o Majella e o Pedroca. Em outubro começa a novela ‘Três Graças’, que trará uma história de sobrevivência e resistência nesse universo feminino da família brasileira. Eu serei Lígia, mãe de Gerluce (Sophie Charlotte) e avó de Joélly (Alana Cabral). Fiz agora o filme ‘Sedução’, dirigido pelo Zelito Viana e pelo Marcos Palmeira, contracenando com o Marquinhos. Deve lançar ano que vem e é também a estreia do Marcos Palmeira na direção. Eu me senti testemunha de um momento muito especial no cinema brasileiro, que é ver o pai e o filho dirigindo um filme. São os bons ventos, uma boa onda. Temos que surfar, né? Mas com a responsabilidade que isso tudo traz.
Espetáculo musical leva ao palco do Teatro Multiplan a trajetória de Djavan, desde sua infância humilde em Maceió até os hits que levaram sua riqueza rítmica ao mundo todo
Em cartaz no Teatro Multiplan a partir do dia 5 de junho, “Djavan, o Musical: Vidas pra Contar” é um espetáculo que celebra a vida e a obra de um dos artistas mais aclamados da música brasileira, o alagoano Djavan Caetano Viana. Idealizado por Gustavo Nunes, com direção artística de João Fonseca e texto de Patrícia Andrade e Rodrigo França, o musical tem uma trilha sonora vibrante e fiel à diversidade rítmica do artista.
A montagem mergulha na trajetória de Djavan, desde suas origens humildes em Maceió até sua consagração como um dos grandes nomes da MPB. O ator mineiro Raphael Elias, de 30 anos, foi o escolhido entre mais de duas centenas de candidatos para encarnar o músico no palco.
foto divulgação
A dramaturgia do musical explora a riqueza de estilos presentes na obra do artista, que passeia pelo jazz, samba, ritmos afro-brasileiros e pop. A produção é uma celebração da beleza, da poesia, da brasilidade e da musicalidade presente nas composições de Djavan.
Teatro Multiplan
Avenida das Américas, 3.900, Barra da Tijuca.
Tel. 21 3030-9970.
Ingressos de R$ 21 a R$ 300.
Sweet Kudos is a Slack bot that enhances employee recognition, rewards, and celebrations within your team. It empowers team members to express gratitude and appreciation effortlessly by giving virtual Kudos. The post How Adding Slack Bot Boosted Our Culture of Appreciation appeared first on Meks.
Running a successful online business requires an exceptional WordPress knowledge base theme that organizes documentation and helps customers. Customization options, intuitive navigation, unique layouts, and fast responsiveness are just some of the features you need. The following 10 WordPress wiki themes represent the best options for 2021 and beyond. Explore the full range to determine […]
Here is a post about how to increase the memory limit in WordPress. Allowed memory size exhausted error message showed up in your WordPress installation? No worries – this is one of the most common errors in WordPress. You can apply an easy fix by increasing the memory limit in your PHP. Table of Contents […]
Did you know that by knowing how to use the WordPress sitemap plugin you can significantly improve your site’s visibility and traffic? Although it isn’t mandatory to have a sitemap on your site, having one significantly improves the site’s quality, crawlability and indexing. All this is important for better optimization, which is why we wanted […]
You’re determined to start or improve your podcast but don’t know which podcast software to use to really make it stand out? We’ve got you! #podcasting Top 22 free and premium podcast software for your show #WordPressTips #podcasting The post 22 free and premium podcast software for your show [2021 edition] appeared first on Meks.
Wondering how to improve digital storytelling with WordPress and build more awareness and exposure of your business? Let our guide lead the way. The post Digital storytelling with WordPress – an all-in-one guide to make your web stories pop! appeared first on Meks.
Did you know you can use the WordPress autoposting plugin for your content efforts and improve not only your time management but your business and visibility as well? The post How to use WordPress autoposting plugin to improve your visibility and SEO? appeared first on Meks.
Looking for ways and means to create a personal branding site? Well, look no further ’cause we’re giving away all the how-to’s to do it yourselves! The post How to create a personal branding site? Step-by-step DIY guide appeared first on Meks.
Let’s take a look at some of the must-have WordPress content plugins and tools to use to improve both your UX and rankings. The post Top 15 WordPress content plugins and tools to improve your visibility and rankings appeared first on Meks.
Missed WCEU 2020 and all the exciting stuff from there? Here are all the key takeaways and main points to remember so, take notes! The post WCEU 2020 recap – key takeaways from the biggest online WordPress conference appeared first on Meks.
This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.
Strictly Necessary Cookies
Strictly Necessary Cookie should be enabled at all times so that we can save your preferences for cookie settings.
If you disable this cookie, we will not be able to save your preferences. This means that every time you visit this website you will need to enable or disable cookies again.
Comentários