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Os pets invadem os restaurantes: além de pet friendly, restaurantes têm cardápio exclusivo para os bichinhos

Os pets invadem os restaurantes: além de pet friendly, restaurantes têm cardápio exclusivo para os bichinhos

Tudo indica que a vida voltou ao normal. Ao menos acabaram as restrições de horários em lugares públicos, as pessoas vão perdendo o medo do convivio social e, com isso, bares, restaurantes, aeroportos e hotéis voltaram ao ritmo que conhecemos por normal. Mas alguns hábitos mudaram. Esses 18 meses de fobia do coletivo tornaram as pessoas mais caseiras, e as saídas e a diversão fora de casa foram substituídas pela inclusão de novos membros na família: os pets.

Quem vivia sozinho, foi atrás de companhia. E as famílias com crianças encontraram em gatos e cachorros uma forma de trazer alegria para a casa sem as mudanças e os custos que um filho a mais representa. Basta ver o aumento no número de adoção e as filas de espera nos canis.

A humanização dos nossos amiguinhos é tão real que praticamente todos os restaurantes e bares viraram pet friendly. Mesmo porque foi uma das formas que esses locais encontraram para sobreviver na pandemia. Claro que com restrições – como o tamanho do cachorro – mas agora só falta o pet se sentar com a família, porque cada vez mais se busca oferecer alimentos com sabores de paladar “humano” aos animais de estimação. Tanto é que a marca de alimentos pet Mon Petit Chéri trouxe o MasterChef Érick Jacquin elaborando diversas receitas para permitir uma troca de prazer e de carinho entre os donos e seus pets.

 

Foto Pedro Nadai | O chef Érick Jacquin com a cachorrinha Kiliquinha, que é influenciadora digital

 

Hoje a pergunta não é mais quem aceita os nossos amiguinhos, mas “quem oferece algo especial feito e pensado para eles”. Vários bares e restaurantes em São Paulo já oferecem aos cachorros acompanhados não só tigela de água fresca, mas também um bifinho. E ainda é por conta da casa.

O Ça Va Bistrot, na Bela Vista, o Brado Restaurante, em Pinheiros, o Buoníssimo, também em Pinheiros e que oferece um tapetinho e uma tigelinha com refresco, o Méz, no Itaim, e o Marakuthai, tanto nos Jardins quanto no Itaim, são alguns exemplos. Tem até um lugar mais focado ainda nos mimos aos pets: o Pracinha de seu Justino, na Vila Madalena. Ali o proprietário montou um cardápio especial para cães e gatos. Tem hamburguer, hot-dog, pipoca de picanha e até cerveja para cães. E tudo feito com os ingredientes próprios para o consumo dos companheiros.

Deu vontade de tomar um sorvete? No Davvero Gelato, no Itaim, tem bebedouros para animais e prendedores de coleiras. Outra premiadíssima sorveteria vai mais longe, a La Botteghe Di Leonardo, na Oscar Freire, criou um menu exclusivo de gelato para cães, e com certificação veterinária.

E, como não poderia faltar, os bares e as cafeterias também estão entrando nessa. O Fortunato Bar, na Vila Mariana, oferece água e brinquedinhos para cachorros para não apressar seus clientes. Assim como um dos cafés mais badalados da cidade, o Santo Grão, nas unidades Oscar Freire e Itaim, que dispõe de varandas com potinhos de água fresca para acomodar os amiguinhos. Quer mais? A Frutaria abre cocos naturais para servir a água direto do fruto para o seu pet.

Se faz tempo que você não sai para comer, não estranhe a presença dos novos integrantes da família brasileira.

Até!

Conheça os poucos, mas imperdíveis restaurantes paulistanos especializados em frutos do mar

Conheça os poucos, mas imperdíveis restaurantes paulistanos especializados em frutos do mar

Restaurantes levam o mar à mesa, com bom atendimento e frutos do mar fresquinhos!

Mesmo São Paulo sendo reconhecida internacionalmente como uma das capitais mundiais da gastronomia, não podemos negar que o paulistano tem larga preferência por churrasco e pela comida italiana. Quando se pensa em peixe e frutos do mar, apesar de termos um litoral fabuloso bem pertinho, a verdade é que pouquíssimos restaurantes se dedicam exclusivamente a esses produtos. 

É claro que essa afirmação não leva em conta os excelentes restaurantes japoneses que fazem da capital paulista uma das cidades mais respeitada nessa categoria. Também não levo em consideração, aqui, os ótimos restaurantes portugueses, porque bacalhau não é exatamente um peixe fresco. 

Com isso sobram pouquíssimas opções de casas que oferecem o leque todo desses produtos maravilhosos vindos do nosso oceano Atlântico. Para mim, são apenas dois: o Rufino’s e o Amadeus. Estou falando de dois restaurantes que utilizam produtos frescos de primeiríssima qualidade e com cozinhas de nível indiscutível. 

O Amadeus é um esmero na execução desde o couvert até os clássicos do mar, especialmente os camarões. Também é conhecido por ter o melhor cuscuz de camarão e a melhor moqueca (e a mais cara) da cidade. A carta de vinhos é ampla, porém salgada. 

 

Peixe ao forno do Rufino's - Foto: Divulgação

Peixe ao forno do Rufino’s – Foto: Divulgação

 

Já o Rufino’s é o que um restaurante de frutos do mar deve ser. Couvert, entradas, peixes e crustáceos ao forno ou grelhados, tudo é “comme il faut”. As ostras vêm do tamanho de preferência e perfeitamente abertas, preservando o sabor do mar. Ali, você pode ir do espaguete ao vôngole até a tamarutaca (tipo de lagosta de duas caldas que vem do litoral de Pernambuco), passando por todas as receitas clássicas de camarão (gigantes) e de lagosta, de apenas grelhada à thermidor. O serviço também é um dos melhores da cidade e basta pedir ao garçom o peixe mais fresco do dia para você optar por um excelente robalo ou uma pescada cambucu.  

Aliás, o Rufino’s é o único restaurante que traz o peixe inteiro na mesa, seja grelhado ou ao forno com legumes. E o cliente ainda escolhe o tamanho do peixe que quer comer. Como a matriz é no Guarujá, eles mesmos são responsáveis pela pesca dos peixes e mariscos. Um verdadeiro luxo! 

E, como o único ingrediente do mar que circula pelos cardápios de vários tipos de restaurantes da cidade como unanimidade é o polvo, seja como entrada ou prato principal, vale conhecer as versões da Adega Santiago, do Tanit, do Fuentes, do El Carbon, do Torero Valese e do Museo Veronica. 

Finalizo com uma sugestão essencial para quem gosta de cozinhar e de escolher o produto que vai preparar, é imperdível o espetáculo da feira de peixes no Ceasa de terça-feira, quinta-feira e sábados, das 1:00 às 6:00 da manhã. Para quem prefere o horário comercial convencional, não poderia deixar de citar a peixaria mais top da cidade, a Ocean Six, em Moema. 

Boulangeries paulistas: conheça padarias com tradição francesa em São Paulo

Boulangeries paulistas: conheça padarias com tradição francesa em São Paulo

Com endereços à altura das boas boulangeries parisienses na cidade, os paulistanos se revelam grandes apreciadores desse hábito cultivado pelos franceses.

Que o paulistano adora uma padaria todo mundo sabe. Mas, na verdade, o gosto é mais pelo passeio com a família do que pelo pão em si. Afinal, sabemos que de francês o pãozinho só tem o nome, né? Há pouco tempo quem fazia questão de pães e croissants de qualidade tinha poucas opções em São Paulo. Nos últimos anos, porém, abriram várias boulangeries de ótimo nível em diversos bairros da cidade. Tudo indica que daqui a pouco estaremos como em Paris, onde em cada esquina há uma excelente padaria e o pão é parte integral de cada refeição.

Toda boulangerie oferece uma linha de pães que vai de baguete (e suas variações) a brioches, campagnes (como integral, multigrãos e sem glúten) e por aí vai. Cada estabelecimento tem versões de criação própria tentando mesclar algum ingrediente de agrado do seu público. Além de pães, o desafio maior de uma boa boulangerie é oferecer uma linha de viennoiseries à altura desse nome. Estou falando de croissants, pains au chocolat, pains aux raisins e ainda outros produtos menos conhecidos por aqui. Vou citar, então, os endereços de que mais gosto.

O trio para meu critério de referência é: Baguete/Croissant/Pain au chocolat. Os pontos decisivos para baguetes e campagnes são a crocância e a leveza da massa. Para os croissants, é a quantidade de manteiga na massa e entre os pains au chocolat é preciso se atentar à qualidade do chocolate usado.

 

Croissants da ZestZing

Croissants da ZestZing – Foto: Divulgação

 

Minha preferência vai para a Zestzing, na Alameda Tietê. A Claudia Rezende acerta em cheio no trio de referência. Além da baguette perfeita, ela também faz a ficelle (baguette fininha) e é a única a apresentar outro clássico francês, o épi (mesma massa com várias pontas como uma espiga de trigo). Outro endereço muito competente é o antigo Le Fournil, que mudou o nome para Boulangerie Mercure. Fica na entrada do hotel Grand Mercure, na rua Senna Madureira, na Vila Clementino.

Ali tudo é bom, mesmo porque a rede hoteleira Sofitel sempre foi a escola mais respeitada nas áreas de viennoiserie e de pâtisserie. Tanto que outro ponto dos melhores é a Douce France, na região da Paulista, onde o responsável também saiu da mesma escola. Recomendo La Boulange, na rua Fernão Cardim. Ótimos croissants (pouca manteiga) e boas baguetes. Você pode até comprar a farinha francesa usada nas receitas da casa.

Tem ainda a Jules, na Vila Nova Conceição, que faz o leque todo, mas se destaca nas “miches”, que são os pães em formato campagne. Todos trabalham com delivery, mas é bom se planejar um dia antes. Aliás gosto dos croissants de um francês que só faz por encomenda e se chama Les croissants d’Etienne. E, para quem não quer abrir mão do velho e bom programa do café da manhã na padoca, a melhor dica é a Fabrique, em Higienópolis. Não se esqueça de fazer a “trempette”, que é molhar o pão no café com leite ou no achocolatado, como todo bom francês faz…

Aproveite o friozinho. Até!

 

Serra fluminense oferece opções exclusivas de hospedagem

Serra fluminense oferece opções exclusivas de hospedagem

Para quem quer fugir do calor e da agitação do Rio de Janeiro, a serra fluminense esconde opções de refúgios espetaculares.

Rio de Janeiro é sinônimo de calor e de praias lotadas, e deve ser por isso que os cariocas em busca de sossego e de temperaturas mais amenas têm a serra fluminense como destino preferido. E não é de hoje, todo mundo sabe que, dois séculos atrás, foi Dom Pedro II que fundou a cidade de Petrópolis. Da capital, são apenas 70 km até Petrópolis e 90 km até Itaipava. É literalmente uma escapada. A beleza natural e a abundância de matas, lagos e cachoeiras fez da região um celeiro de hotelaria.

 

Foto: Divulgação

Les Roches – Foto: Divulgação

 

É na região de Itaipava, mais precisamente no Vale do Cuiabá, que se encontram as duas pousadas mais reservadas e sedutoras da região. A Les Roches fica a 20 minutos de Itaipava. Além do conforto dos dez chalés, todos com lareira, banheira de hidromassagem, camas king size e outros mimos, ainda tem a Mata Atlântica que parece invadir os quartos. Tem até quadra de tênis e campo de golfe para quem aprecia. A proprietária fez hotelaria na renomada escola Les Roches na Suíça e com isso a gastronomia é um destaque do lugar, que já foi amplamente premiado e integra a associação Roteiros de Charme.

 

Foto: Divulgação

Pousada Tankamana – Foto: Divulgação

 

Do mesmo nível e de frente para o mesmo vale se encontra outra pérola: a pousada Tankamana. Essa também com chalés isolados uns dos outros e todos com lareira, alguns tem até ofurô ou banheira de hidromassagem dupla com vista panorâmica e sauna. E como não podia ser diferente, o restaurante é outro ponto alto desse refúgio e é reconhecido como um dos melhores da serra. Gastronomia no melhor estilo “farm to table”. Juntando isso tudo ao visual que faz da mata um jardim particular fica difícil querer sair dali para conhecer o que quer que seja.

 

Casa Marambaia - Foto: Divulgação

Casa Marambaia – Foto: Divulgação

 

A minha última dica da serra é o aclamado Casa Marambaia, situado em um casarão colonial da década de 1940 de frente para a cordilheira do Parque Nacional da Serra dos Órgãos no distrito de Corrêas, em Petrópolis. Esse hotel boutique de apenas sete suítes no andar superior do casarão – que ficou fechado por 70 anos até ser assumido e recuperado por um grupo hoteleiro de luxo – traz o requinte da arquitetura e dos móveis de época. Tudo foi preservado e restaurado, do piso de mármore aos papéis de parede, do jeito que era nos anos 1940.

A gastronomia também é cinco estrelas, com cardápio assinado pelos chefs franceses Roland Villard e David Mansaud em parceria com o brasileiro Bruno Hamad, e tem como foco os legumes e verduras da horta orgânica. Sala de massagem, academia, quadra de tênis e uma top adega completam a lista de mimos. E para fechar com chave de ouro, o projeto do imenso jardim, datado da década de 1950, é assinado por ninguém menos que Burle Marx.

Nem parece que o caos do Rio de Janeiro está a menos de 100 km de tudo isso. É importante lembrar que lugares tão exclusivos como esses devem ser reservados com uma boa antecedência. Não tem como a sua estadia não merecer o título de romance.

Até!

Inverno: veja um roteiro com pratos perfeitos para saborear nos dias de baixa temperatura

Inverno: veja um roteiro com pratos perfeitos para saborear nos dias de baixa temperatura

O inverno chega e com ele aparecem todos os desejos que só o frio provoca. É simples assim, dá uma vontade de aconchego, de moletom, de cobertor, de sofá com televisão e de refeições com todos sentados em volta da mesa, compartilhando uma mesma comida quentinha. É parecido com a tradicional pizza de domingo, em que é proibido pensar em comer algo diferente.

Na coluna deste mês, sugiro os pratos que me dão vontade de comer nessa época do ano, seja em casa ou no restaurante, já que devagarinho – e desde que tomando cuidado – podemos voltar a comer fora.
Cada um elege seu “restô” preferido para cada prato. Os primeiros sabores que vem à mente são os italianos, como o minestrone, a lasanha, os raviólis e os canelones de molhos fartos. Gosto dos restaurantes Mondo, do Supra di Mauro Maia e do Lellis, onde a perna de cabrito com batatas e brócolis é uma bela opção.

Entre as comidas brasileiras, o frio pede moqueca, feijoada ou estrogonofe. Minha preferência para a feijoada é a versão light do Dinho’s (sem pé, orelha e partes mais gordas), que além de muito saborosa vem bem servida e apresentada no delivery. Também gosto muito da feijoada de frutos do mar (com feijão branco) do Rufino’s, que chega fumegante e cheia de aromas em casa.

 

Moqueca do Balaio - Foto divulgação

Moqueca do Balaio – Foto divulgação

A moqueca tem vários bons endereços, como Tre Bicchieri e Capim Santo, mas a vegana (com caju, banana da terra e palmito), do Balaio, dentro do Instituto Moreira Salles, é incrível e serve três pessoas.
Quando o assunto é estrogonofe sou taxativo. Se for no local, o melhor é no Tatini. Feito no réchaud ao lado da mesa, você escolhe se quer mais ou menos desse ou daquele ingrediente… e ainda serve duas pessoas. Se for para pedir em casa, o estrogonofe certo é o da Camelo, isso mesmo, da pizzaria. Acredite, é muito bem servido.

 

Estrogonofe da pizzaria Camelo - Foto divulgação

Estrogonofe da pizzaria Camelo – Foto divulgação

 

Finalmente, para os loucos por comida japonesa, o inverno pede um belo e farto sukiyaki, daqueles que perfuma todo o ambiente. E, nesse caso, a conta fica bem mais barata do que se todos fossem de sushis e sashimis, como é de costume no resto do ano.

Aproveite o aconchego do frio!