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Conhecida pelo seu legado multicultural, New Orleans é destino surpreendente para conhecer a história dos Estados Unidos

Conhecida pelo seu legado multicultural, New Orleans é destino surpreendente para conhecer a história dos Estados Unidos

New Orleans mostra o legado dos imigrantes para a música e a gastronomia nos EUA, e é destino surpreendente para conhecer a história do país

No sul do mapa dos Estados Unidos, um tesouro cultural se revela à beira das águas do Mississippi. Junto ao rio que atravessa o país, estão raízes fortes que contam muito sobre a história, a arquitetura e a gastronomia. O estado da Louisiana, por exemplo, é uma das referências para quem deseja conhecer de verdade onde tudo começou. Por lá, muita coisa é diferente do resto dos Estados Unidos e, por isso, é um lugar repleto de alma e identidade, marcado principalmente pela imigração.

New Orleans, conhecida pelos moradores como Nola, é o principal destino turístico da região. Tem personalidade forte, de origem francesa, africana e hispânica. Foi lá que teve origem o primeiro bairro negro do país, o que produziu uma rica cultura. Quem observa os prédios em uma caminhada pelo French Quarter, no centro histórico da cidade, encontra um belo legado. Embora tenha fortes heranças da França, muitas construções têm características espanholas. A maioria das casas tem quase dois séculos de história, com telhados inclinados e fachadas de madeira. Os prédios de alvenaria são coloridos e, muitas vezes, protegidos por sacadas de ferro.

 

French Quarter - Foto Paul Broussard

French Quarter – Foto Paul Broussard

 

Além de belas, as edificações abrigam lojas, restaurantes e bares, que trazem animação garantida. No French Quarter é comum ver grupos de jovens bebendo e fazendo festa pelas ruas e, com sorte, bandinhas típicas de jazz e soul percorrendo ruelas próximas a Bourbon Street ao som dos trompetes, saxofones e clarinetes.

Em uma famosa quadra do bairro está a Catedral St. Louis, com cor de manteiga e três torres. Construída no século 18, o templo passou por várias reformas ao longo dos anos e teve de ser revitalizado após o fatídico furacão Katrina, que varreu a cidade em 2005. Por outros bairros de New Orleans também é fácil encontrar marcas de um passado que fez da cidade o berço do jazz e de manifestações culturais dos moradores negros, que também levaram muito sabor aos pratos da gastronomia local.

 

Catedral St. Louis - Foto divulgação

Catedral St. Louis – Foto divulgação

 

No Free People of Color Museum (Le Museé de f.p.c), um casarão histórico abriga acervo com pinturas, esculturas e objetos de “pessoas livres e de cor”, como eram chamados os negros que não eram escravizados. Um pouco mais afastado do centro está “Los Isleños Museum Complex”, que retrata a vida de imigrantes das Ilhas Canárias. Na área da música, o “Jazz Museum” recupera a trajetória do estilo musical que nasceu na cidade, e a galeria Jamnola traz importantes e coloridas referências sobre o Mardi Gras – o festejado carnaval de New Orleans.

 

Fachada do Los Ileños Museum Complex em New Orleans - Foto Anelise Zanoni

Fachada do Los Ileños Museum Complex em New Orleans – Foto Anelise Zanoni

 

 

Delícias locais

Para quem viaja a New Orleans, mergulhar na culinária local é fundamental. Os famosos beignets – bolinhos polvilhados de açúcar e servidos em lugares clássicos como o Café Du Monde – são os mais desejados pelos turistas. Quem investe nos salgados se delicia com os sanduíches po-boys, recheados com carne ou frutos do mar.

 

Fachada do Los Ileños Museum Complex em New Orleans - Foto Anelise Zanoni

Beignets do Café Du Monde – Foto divulgação Louisiana Travel

 

Uma das experiências mais interessantes é participar de uma aula prática de culinária (com degustação) na New Orleans School of Cooking. Ao custo de US$ 145 por pessoa, é possível aprender a fazer pratos clássicos e saboreá-los com vinhos e cervejas. A aula dura em média 3 horas e é uma forma saborosa de conhecer a gastronomia da Louisiana.

 

Aula de culinária na New Orleans School of Cooking - Foto Anelise Zanoni

Aula de culinária na New Orleans School of Cooking – Foto Anelise Zanoni

 

Hospedagem com ares clássicos

O estilo despojado e animado da cidade atrai importantes endereços da hotelaria. Localizado no coração do French Quarter, desde 1886, o Hotel Monteleone é referência. Mantém 522 apartamentos, sendo 55 deles suítes e quartos exclusivos com temática voltada para literatura. Truman Capote e Ernest Hemingway estão entre os homenageados. Além disso, o hotel mantém um bar em formato de carrossel, que gira durante o serviço. O local foi, por muitos anos, ponto de encontro em New Orleans. As diárias custam a partir de US$ 180.

Para quem gosta de ambientes modernos, o recém-inaugurado Four Seasons Hotel & Private Residences é sinônimo de animação com conforto. Localizado em Riverfront, o empreendimento de luxo impacta logo na chegada. Lustres gigantes de cristal e decoração arrojada chamam a atenção. O hotel conta ainda com restaurantes assinados por chefs renomados e vista para o rio Mississippi. As diárias custam a partir de US$ 400.

Piscina do Four Seasons Hotel & Private Residences - Foto divulgação

Piscina do Four Seasons Hotel & Private Residences – Foto divulgação

 

 

Com a liberação das fronteiras para a França, turistas apostam em roteiros fora do comum na capital do país

Com a liberação das fronteiras para a França, turistas apostam em roteiros fora do comum na capital do país

A espera de quase um ano e meio pela abertura da França trouxe uma transformação para o turismo no país. Agora, além dos clássicos, Paris reativa a liberação das fronteiras com roteiros exclusivos e fora do circuito comum. Desbravar a cidade sob um ponto de vista diferente é uma tendência do novo momento. Por isso, agências brasileiras com base na capital francesa têm recebido cada vez mais pedidos de experiências sem pressa e únicas. As empresas organizam roteiros personalizados que podem passar pelas artes, gastronomia e perfumaria.

Com sede em São Paulo e Paris, a agência Moncompass, por exemplo, realiza um tour por acervos de colecionadores. É a oportunidade de conhecer a cultura parisiense por meio de pequenos e desconhecidos museus. O tour, que geralmente passa por até três locais, é realizado por profissional credenciado pelo Ministério da Cultura e do Turismo da França. Muitos pontos eram residências de ilustres moradores e, hoje, por toda a riqueza do patrimônio, transformaram-se em museus.

 

Foto Divulgação | Jacquemart-André Musée

 

As visitas incluem lugares preciosos como o Jacquemart-André Musée, que fica em uma residência do século 19 e abriga centenas de obras de arte, como a pintura “A Virgem” e “A Criança”, do italiano Sandro Botticelli, e “A Ceia em Emaús”, de Rembrandt. A Maison Victor Hugo também pode estar no passeio, com exposições fixas e itinerantes – entre elas, a coleção de desenhos do poeta e romancista.

Uma viagem a Paris pode ser a chance de conhecer de perto o mundo da confeitaria. O Tour Pâtisserie aproxima visitantes de biscoitos, chocolates, tortas, brioches, macarons e éclairs. Conduzido por um profissional da área, o roteiro inclui ainda história, sabores e técnicas da gastronomia francesa. O tour, com duração de três horas, percorre bairros como Marais e St. Germain. Um dos programas é vivenciar um dia em um ateliê prático na École Ritz Escoffier – tradicional escola que forma profissionais há mais de 30 anos e foi iniciada por Auguste Escoffier, primeiro chef do hotel Ritz Paris e pioneiro da cozinha moderna do país.

 

Foto Gabi Alves | Tour Pâtisserie

 

Diferentes sensações

Para quem gosta de tecnologia e quer variar os roteiros, a agência Turismo Francês indica a Fly View 360, que é novidade na cidade. Equipamentos de realidade virtual levam a uma viagem inédita por lugares como Torre Eiffel, Arco do Triunfo e até pelos telhados de Montmartre – bairro boêmio de Paris –, sob diferentes ângulos e paisagens difíceis de serem avistadas presencialmente. Cada experiência dura 35 minutos e custa a partir de 19,50 euros.

Outro programa inusitado é criar o próprio perfume na Fragonard, uma das perfumarias mais tradicionais da França. O workshop de uma hora e meia é comandado por um perfumista. O encontro ocorre na loja conceito, próxima à famosa Opéra Garnier, e resgata aromas da infância e das emoções sentidas a partir dos cheiros. A programação inclui visita pelo Museu do Perfume e custa cerca de 70 euros. Sem dúvida, se você já conhece Paris ou viaja pela primeira vez à cidade, experiências diferentes fazem com que a abertura das fronteiras tenha um sabor especial.

 

Foto Anelise Zanoni | perfumaria Fragonard

 

E encontrar um hotel bem localizado na capital francesa facilita a vida do viajante, mesmo daqueles que já conhecem bem a cidade. O Hotel Plaza Étoile fica a poucos passos do Arco do Triunfo e da Avenida Champs Elysées. Moderno e compacto, é decorado com mobiliário minimalista e a diária inclui café da manhã. A cinco minutos de caminhada das Galeries Lafayette – conhecida loja de departamentos francesa –, o Hotel Hélios Ópera tem peças de designers na decoração. Alguns quartos contam com varanda com vista para prédios históricos e as opções deluxe e executivo incluem cafeteira Nespresso, roupões e chinelos personalizados.

Novos tempos, novos procedimentos

A França abriu fronteiras em julho para os brasileiros com ciclo vacinal completo. São aceitas as vacinas autorizadas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA): Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Johnson & Johnson. Vacinados com Coronavac devem receber uma dose de reforço de um imunizante aceito pela EMA. Para entrar no país é preciso obter um passe sanitário, que pode ser solicitado no site criado pelo governo (https://br.ambafrance.org).

Hotel Hélios Ópera
75 Rue De La Victoire – 75009 Paris – France
Diárias na faixa de 160 ¤.

Hotel Plaza Étoile
21 Avenue De Wagram – 75017 Paris – France
Diárias na faixa de 150 ¤.

Dois destinos no sul do Brasil para se isolar no frio

Dois destinos no sul do Brasil para se isolar no frio

São José dos Ausentes e Praia Grande, no sul do Brasil, oferecem hotelaria charmosa e diversos passeios entre cânions e ao ar livre.

O vento e o frio não têm pressa na região onde os cânions do sul brasileiro são protagonistas. O sopro de ar entra pelos fios do tecido da roupa, deixa os cabelos desalinhados e indica que o inverno pode durar bem mais que os três meses do calendário. Em São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, e Praia Grande, em Santa Catarina, o inverno é aliado da natureza. É quando as araucárias despejam pinhão no chão e as fogueiras ficam intensas.

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

Cercada de estradas de chão e pouco asfalto, São José dos Ausentes é rústica e tem muito a desenvolver. Porém, o potencial natural e as baixas temperaturas fazem com que o destino seja especial para o isolamento. Por lá, é possível desbravar a imensidão dos cânions, entre eles o Montenegro e o Encerra, conhecido como Amola Facas e um dos mais bonitos da região. No cenário, está o Pico do Montenegro, que é o ponto mais alto do Rio Grande do Sul – com 1403 metros. Para chegar, é preciso caminhar ou ir a cavalo.

Mais adiante, no Desnível dos rios Silveira e Divisa, avista-se os dois rios correndo paralelos e em direções opostas. Em determinado ponto, as águas se juntam e formam uma cachoeira. Na cidade também está o Cachoeirão dos Rodrigues, com 28 metros de altura.

 

Passeio no Desnível dos rios Silveira e Divisa - Foto: Anelise Zanoni

Passeio no Desnível dos rios Silveira e Divisa – Foto: Anelise Zanoni

 

O descanso após os passeios é feito em pousadas, a maioria muito simples. Entretanto, na fronteira entre São José dos Ausentes e o município de Bom Jesus, está a charmosa Pousada Estância das Flores. Em uma ampla área verde, a hospedaria é um diferencial, com suítes com banheira e aquecimento, sala com lareira, kits de boas-vindas com pantufas, roupões e amenities. A pensão é completa, com cardápios harmonizados. A imersão no isolamento de luxo pode incluir piquenique no topo de uma montanha, regado a vinhos da região do Campos de Cima da Serra.

 

Quarto da Pousada Estância das Flores, nas proximidades de São José dos Ausentes - Foto: Divulgação

Quarto da Pousada Estância das Flores, nas proximidades de São José dos Ausentes – Foto: Divulgação

 

Do outro lado dos cânions, na catarinense Praia Grande, o ecoturismo é rei. Cavalgadas ao amanhecer, trilhas com bicicleta e longas caminhadas debaixo dos cânions atraem visitantes. Um dos programas disputados é se hospedar na famosa Morada dos Canyons, uma pousada boutique localizada no topo de uma montanha. O empreendimento tem dez chalés com frente para uma cadeia de cânions. Alguns com janelões de vidro e jacuzzi, que dão romantismo ao cenário. Aqueles que não tem vista, receberam um terraço para ver as belezas do alto. No hotel, um dos espaços mais bonitos e fotografados é a piscina aquecida com borda infinita, que tem como paisagem os paredões.

 

Quarto do hotel, em Praia Grande - Foto: Divulgação

Quarto do hotel, em Praia Grande – Foto: Divulgação

 

Durante a pandemia, a Morada ousou ainda mais. Inaugurou duas casas de campo exclusivas que ficam a três minutos da área principal, e uma delas tem piscina privativa. Nos próximos meses, mais chalés devem ter piscinas exclusivas, já que os sócios do local perceberam que os hóspedes querem mais privacidade e isolamento.

A exclusividade é marcante também nos passeios. A empresa parceira da pousada, a Canyons e Peraus, organiza viagens em 4×4 e piqueniques na beira do cânion (R$ 300 a R$ 500 por pessoa). Para os aventureiros, há passeio de balão (entre R$ 500 e R$ 1 mil por pessoa). Nas serras catarinense, o luxo de isolamento tem seu próprio tempo. Para se hospedar na Morada dos Canyons, é preciso fazer reserva com pelo menos três meses de antecedência.

 

Vista aérea da Morada dos Canyons - Foto: Divulgação

Vista aérea da Morada dos Canyons – Foto: Divulgação

Ilha do Sal: belezas naturais no arquipélago de Cabo Verde

Ilha do Sal: belezas naturais no arquipélago de Cabo Verde

Com desertos e praias de pedras vulcânicas, a Ilha do Sal, em Cabo Verde, está aberta aos brasileiros.

Assim que o comandante anuncia a preparação para o pouso na Ilha do Sal, em Cabo Verde, duas lindas visões aparecem através da janela do avião. Do lado esquerdo, surge um vulcão parecido com a cratera da lua e que domina a paisagem da Ilha do Fogo. Do lado direito, o mar azul no horizonte. A vista do alto resume rapidamente a beleza do país africano formado por um arquipélago de dez ilhas. A Ilha do Sal é um dos destinos africanos abertos aos brasileiros desde outubro de 2020.

 

Rocha vulcânica Buracona - Foto: Anelise Zanoni

Rocha vulcânica “Buracona” – Foto: Anelise Zanoni

 

Por enquanto, há poucos voos e a entrada exige testes de anticorpos negativos para SARS-CoV-2, além do PCR, de acordo com a Embaixada do Brasil no país. Enquanto os voos vão se restabelecendo, não custa sonhar com a ilha e se planejar.

Fala-se português por lá e, no pequeno território de 30 km de comprimento e 12 km de largura, estão paisagens contrastantes: desertos com praias de pedras vulcânicas e salinas branquinhas. Para chegar aos atrativos turísticos não é difícil, já que a maior parte das estradas é asfaltada.

 

Praia de Santa Maria - Foto: Anelise Zanoni

Praia de Santa Maria – Foto: Anelise Zanoni

 

Um dos principais pontos turísticos é a Praia de Santa Maria, onde estão os melhores hotéis, geralmente de redes internacionais. Eles decidiram se instalar nessa região porque, além do mar azul, há lojas, restaurantes e uma praia com areia dourada.

Para quem gosta de aventura, o Shark Bay é um passeio popular. Como o próprio nome diz, a Baía dos Tubarões tem diversas espécies pequenas nadando pertinho da orla. De acordo com os moradores, o local é seguro para uma visita e costuma atrair muitos turistas.

 

Rocha vulcânica "Buracona" - Foto: Anelise Zanoni

Rocha vulcânica “Buracona” – Foto: Anelise Zanoni

 

Na terra de contrastes de Cabo Verde, um dos passeios mais lindos fica na Buracona. É um parque com uma grande rocha vulcânica esculpida pelo tempo e pelo mar. No encontro com a água salgada nasceram piscinas naturais e um grande buraco, o Olho Azul, onde é possível ver o azul intenso da água nas manhãs ensolaradas.

Ao norte da ilha, há ainda as Salinas de Pedra Lume, que lembram um grande deserto.

 

Salinas de Pedra Lume - Foto: Anelise Zanoni

Salinas de Pedra Lume – Foto: Anelise Zanoni

 

Luxo e all inclusive

As redes hoteleiras internacionais descobriram a Ilha do Sal há pouco tempo e aproveitaram a beleza do destino para investir em hospedagens completas, o que tem atraído principalmente europeus. Este ano, incorporaram rígidos protocolos que incluem sanitização de espaços, uso constante de máscara e distanciamento para garantir a segurança dos viajantes. Com a aceleração da vacina contra a Covid-19 na Europa, ingleses, portugueses, italianos, alemães e espanhóis devem retornar mais rápido ao destino.

Boa parte das acomodações da ilha ficam na praia de Santa Maria. Hotéis pé na areia são comuns e muitos deles têm programas de meia pensão ou all inclusive, como é o caso do Hilton Cabo Verde Sal, que tem diárias a partir de R$ 1.100 por casal. Com dormitórios amplos, muitos deles com varanda e charmosas banheiras, o resort criou ambientação natural com palmeiras, grama verdinha e uma enorme piscina com fundo de pedras, que dá a impressão de um lago no coração do hotel. A piscina é cercada por espreguiçadeiras e tendas balinesas que incluem serviço exclusivo com drinques e petiscos.
Pertinho dali, a rede de hotéis Oásis tem dois empreendimentos. O Salinas Sea é o maior e conta com 338 quartos com varanda e vista para o mar, piscina e jardim. O lugar tem sistema all inclusive e restaurante na beira da praia com buffet e grelhados. Um pouco mais simples, o Belorizonte tem 166 bungalôs superiores e 202 quartos standard, alguns com varanda. O hotel tem piscina e quadra de tênis.

Queridinha dos brasileiros, a rede de hotéis espanhola Riu também está na ilha. São três opções e todas contam com all inclusive e programação cultural. O Riu Cabo Verde é exclusivo para adultos e, ao lado, está o Riu Funana, que tem ampla programação de entretenimento para famílias com crianças e três restaurantes temáticos. E recém-inaugurado, o Palace Santa Maria promete levar luxo para a ilha: tem centro de spa, cinco piscinas e parque aquático.

 

Área externa do hotel Hilton Cabo Verde Sal - Foto: Anelise Zanoni

Área externa do hotel Hilton Cabo Verde Sal – Foto: Anelise Zanoni

 

Dicas importantes!

Embarque
As fronteiras foram abertas aos brasileiros no dia 12 de outubro de 2020, de acordo com a Embaixada do Brasil em Cabo Verde. Para a entrada no país são aceitos testes de anticorpos negativos para SARS-CoV-2, além do PCR. Os voos são operados via Lisboa pela TAP. As viagens podem também ser feitas com companhias aéreas africanas como a Transair, a Air Senegal e a Royal Air Maroc.

Febre amarela
É obrigatório levar certificado de vacina da febre amarela, que geralmente é solicitado antes do embarque no Brasil e na hora da chegada em Cabo Verde.

Quando ir
O país tem duas estações: verão e inverno. Embora não faça frio, o inverno é caracterizado por tempos menos ensolarados e ventosos. O verão costuma ser seco e quente.

Moeda
É o escudo cabo-verdiano, mas o euro é muito aceito.

Água
Como a ilha não tem água potável, é feita dessalinização, o que pode eventualmente oferecer problemas para quem não está acostumado. Não beba água da torneira e cuide para que as crianças não bebam água do banho!

 

Praia da Ponta Preta - Foto: Anelise Zanoni

Praia da Ponta Preta – Foto: Anelise Zanoni

A Costa Doce gaúcha é destino com praias sossegadas, passeios históricos e hospedagem charmosa

A Costa Doce gaúcha é destino com praias sossegadas, passeios históricos e hospedagem charmosa

O relógio tem outro ritmo nas praias da Costa Doce do Rio Grande do Sul. Ao som do vento quase constante e do balanço de figueiras centenárias, cidades como Arambaré, Tapes e São Lourenço do Sul são verdadeiros refúgios no sul gaúcho, que merecem ser apreciados com calma. Apesar de belo, o litoral de água doce do estado ainda é um tanto rústico e pouco frequentado pelos brasileiros. Por ali circulam viajantes regionais e uruguaios, que têm a curta distância como aliada.

As praias começam a menos de 100 quilômetros de Porto Alegre e boa parte delas têm origem na Lagoa dos Patos – maior laguna da América do Sul. Pela orla, a natureza é exuberante. Há árvores robustas e largas extensões de areia dourada. Também é comum ver amontoados de juncos (plantas de longos caules e flores únicas) na beira da água, pássaros e barquinhos descansando no balanço da lagoa.

 

Costa Doce gaúcha - Praia das Ondinas

Praia das Ondinas, em São Lourenço do Sul – Foto divulgação/ Anelise Zanoni

 

Com jeito de cidade pequena, Tapes pode ser o ponto de partida para viagem à Costa Doce. A cerca de 80 quilômetros da capital gaúcha, o destino se destaca pelo turismo rural. Um dos lugares mais famosos é o Butiazal, uma área com fazendas e floresta com mais de 700 hectares de butiazeiros (árvores de butiá, fruta da região). É o maior e mais antigo butiázal do país. Por ali estão as fazendas Machado Vieira e Três Irmãos. Na primeira, a paisagem repleta de árvores contrasta com um lago. A Fazenda Três Irmãos garante o contato com animais, como ovelhas e cavalos, e tem uma das vistas mais belas, a partir de um mirante.

 

Fazenda Três Irmãos, em Tapes

Fazenda Três Irmãos, em Tapes – Foto divulgação/ Anelise Zanoni

 

Figueiras centenárias e muita história

Com a maior concentração de figueiras centenárias em solo gaúcho, Arambaré tem faixas de areia repletas de árvores. Entre os roteiros de ecoturismo, o Caminho das Figueiras Centenárias é imperdível. Passa por praias, fazendas e dunas. Na trilha pela areia há bromélias, orquídeas e até plantas carnívoras. Algumas árvores são tão antigas que é possível observá-las por dentro do tronco. O passeio termina com farto piquenique com licor e suco de butiá, queijo, salame, pães e espumante geladinho.

 

Tapes - Figueira centenária

Figueira centenária em Arambaré – Foto divulgação/ Anelise Zanoni

 

Praias de águas tranquilas e casarões que contam parte da Revolução Farroupilha são alguns atrativos de São Lourenço do Sul. Na área litorânea, a praia das Nereidas é uma das mais conhecidas, com seus bares e restaurantes, e as praias das Ondinas e da Barrinha são disputadas por famílias.

Para quem gosta de história, a 1,5 quilômetro do centro da cidade está a Fazenda do Sobrado, que pertenceu a Anna Joaquina Gonçalves da Silva, irmã de Bento Gonçalves. O casarão branco, de janelas e portas bordô, foi cenário da minissérie “A Casa das Sete Mulheres”, da Globo, e hoje é ponto de contemplação. Na mesma residência ocorre uma das paradas do projeto “Do Violino à Estância” – passeio que se inicia em um ônibus dos anos 1970 e depois segue para uma rápida viagem de escuna. Apresentações de músicos e dançarinos fazem parte do programa, que custa R$185 por pessoa e inclui uma refeição.

 

Casarão da Fazenda do Sobrado, em São Lourenço do Sul

Casarão da Fazenda do Sobrado, em São Lourenço do Sul – Foto divulgação / Anelise Zanoni

 

Descanso charmoso e saboroso

A gastronomia da Costa Doce herdou referências das culinárias portuguesa e açoriana, e se mistura com o conhecimento dos pescadores locais. A mescla faz com que muitos restaurantes trabalhem com frutos do mar frescos. Em época de safra e, quando o mar avança pela lagoa, fazendas de camarões prosperam, e o crustáceo é o atrativo do cardápio.

São Lourenço do Sul concentra bons restaurantes, entre eles o Tropicalis. Com vista para a lagoa, serve peixes, como o linguado com molho de camarões, além de filés, hambúrgueres e pizzas.

 

Praia em São Lourenço

Praia em São Lourenço – Foto divulgação / Anelise Zanoni

 

Àqueles ligados em bons cenários para fotos, vão adorar a “Cafeteria Encantos da Lagoa”, em Tapes. Instalada em um charmoso casarão, tem estilo retrô e possui um pátio decorado com luzes, balanço e cadeiras coloridas. O cardápio conta com cafezinho e diferentes tipos de lanches, como torradas, quiches, tábua de frios, pastéis e doces.

Hotéis com estrutura para famílias e pousadinhas simples predominam na Costa Doce. São Lourenço do Sul é a melhor referência de hospedagens para quem deseja mais conforto e charme. O Hotel das Figueiras fica em um antigo prédio em uma das áreas mais bonitas da Praia das Nereidas e tem piscina e uma ampla sala de café da manhã. Com vista para a Lagoa dos Patos, a Pousada Verde Água está em uma área arborizada e com plantas nativas. O local é dividido entre 13 cabanas e 22 bangalôs rústicos.

Outra possibilidade repleta de charme é se hospedar em Pelotas, a cerca de 70 quilômetros de São Lourenço do Sul. A Charqueada Santa Rita tem acomodações em prédios antigos restaurados e todos os quartos têm peças escolhidas em antiquários.

 

Charqueada Santa Rita, em Pelotas

Charqueada Santa Rita, em Pelotas – Foto divulgação/ Anelise Zanoni

 

Como chegar

A maneira mais fácil de visitar as praias de Tapes, Arambaré e São Lourenço do Sul é partir da cidade de Porto Alegre. Há voos da Azul e Latam que partem da capital e vão a Pelotas. Devido à pandemia, é preciso estar atento às frequências de voos. Para quem vai de carro a partir de Porto Alegre ou de Pelotas, boa parte do roteiro é feito pela BR-116, duplicada ao longo do percurso.

 

Praia Jacarezinho, em Tapes

Praia Jacarezinho, em Tapes – Foto divulgação / Anelise Zanoni