fbpx
logo
logo
TikTok, como o aplicativo causou revolução na indústria musical

TikTok, como o aplicativo causou revolução na indústria musical

Você pode falar que não tem interesse, que não conhece as clássicas dancinhas ou que ainda não entendeu muito bem a existência do aplicativo, mas uma coisa não pode negar: o TikTok é uma potência. O app está presente em mais de 100 países, com quase três bilhões de downloads realizados – a maioria deles entre 2019 e 2020 –, e apresenta diariamente números que não param de crescer.

Já pensou em três bilhões de pessoas ouvindo a mesma música? Pois é. Entre memes, receitas de cozinha e alguns desafios – que, vamos confessar, no começo também pedimos ajuda aos nossos filhos e irmãos mais novos –, o aplicativo domina o mercado com lançamentos e relançamentos musicais.

A matemática é simples. O maior número de usuários tem entre 15 e 24 anos, a famosa Geração Z, e, com eles, não tem para ninguém: ditam tendências e viralizam qualquer vídeo em cerca de segundos. Dessa forma, o aplicativo se tornou uma das maiores influências musicais para artistas: um vídeo em alta no TikTok quase automaticamente coloca uma música em alta no Spotify.

E, ainda falando em estatísticas, a gente confirma que esse resultado é real: em 2020, sete músicas do Top 10 do Spotify bombaram primeiro no TikTok. A parte mais curiosa dessa questão é que a “garotada” não segue só de olho no futuro, mas também no passado. Vai dizer que você não ficou sabendo do Nathan Apodaca, skatista conhecido como Dog Face, que fez um vídeo andando de skate ao som de “Dreams” da banda Fleetwood Mac?

Despretensiosamente, e com a força de milhões de jovens compartilhando o vídeo, Nathan fez a canção de 1977 alcançar o topo das paradas novamente – e ganhou também uma boa dose de reproduções divertidas do seu vídeo no aplicativo.

Podemos acompanhar dezenas de canções esquecidas pelo tempo sendo redescobertas pela, veja só, Geração Z. É o caso de “Gimme! Gimme! Gimme!” da banda Abba, com sua música de 1979 que recebeu um remix exclusivo e alcançou por semanas o trend do TikTok com algumas coreografias. Porque esse é outro ponto que não dá para negar: se tem coreografia, vai viralizar no app.

Voltando ainda mais ao passado, temos “Beggin'”, da banda Frankie Valli & The Four Seasons, de 1967, que simplesmente não sai da cabeça dos jovens com o cover feito este ano pela banda Maneskin (foto), alcançando o topo do ranking com diversos vídeos no TikTok. Vale dizer que o sucesso foi tanto que migrou até para os Reels do Instagram, mas isso a gente deixa para um próximo papo.

 

Foto Divulgação | Maneskin

 

Se você quiser conhecer outras canções que viralizaram no TikTok, o 29HORAS Play está com uma seleção musical para ajudar o pessoal em casa com as coreografias, além de promover essa troca saudável com a nova geração. Se joga, vai!

Relembre os festivais que marcaram a história da música mundial

Relembre os festivais que marcaram a história da música mundial

Cinco momentos da música que apertam nossos corações de tanta saudade e já nos preparam para os próximos shows e festivais!

Dá para acreditar que já faz 10 anos que ouvimos o clássico “Hoje é dia de rock, bebê”, dito pela atriz Christiane Torloni, no Rock in Rio? Pois é! A gente bem sabe que, todo ano, as edições dos festivais de música nos marcam com apresentações emblemáticas, encontros inesquecíveis – e uma boa dose de memes.  

Como setembro é o mês em que esses eventos são realizados no Brasil – mas seguem adiados por causa da Covid-19 – decidimos compartilhar com você alguns dos momentos que consideramos memoráveis em festivais pelo mundo. Confira!

foto reproducão | internet

 

Live Aid
O Live Aid, em 1985, reuniu diversos artistas com o propósito de arrecadar fundos para o combate à fome na Etiópia. O festival foi realizado em dois lugares ao mesmo tempo, em Londres e na Filadélfia, e a transmissão ao vivo foi assistida por dois bilhões de pessoas. Entre as atrações estavam Madonna, David Bowie, Queen, Elton John, B.B. King, U2, Neil Young e vários outros gigantes da música. 

Barão Vermelho, Rock in Rio 1985

No mesmo ano, tivemos também o Rock in Rio, no Brasil. Por aqui, um dos grandes momentos foi com a banda Barão Vermelho – ainda comandada pelo Cazuza –, comemorando o fim da ditadura, anunciada no mesmo dia da apresentação, em 15 de janeiro. Nossas grandes recordações são durante a canção “Pro Dia Nascer Feliz”, com os mais de 85 mil jovens enrolados em bandeiras do Brasil cantando em alto e bom som. 

Queen, Rock in Rio 1985
E como não lembrar da apresentação da banda Queen, também no Rock in Rio? Mesmo debaixo da chuva, um dos grandes momentos foi com as vozes das 300 mil pessoas (público recorde da edição) como um grande coral cantando “Love Of My Life” junto a Freddie Mercury. Para marcar a história da banda – e a nossa também.

Woodstock, 1969
Milhares de jovens celebrando o amor – e algumas loucuras – em um lamaçal intenso em shows épicos? Sim, nem precisamos de muitas palavras para você já saber que estamos falando do Woodstock, festival de 1969, que é conhecido por todas as excentricidades retratadas em diversos documentários, e contou com shows de vários artistas, como Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who e Jefferson Airplane.

Bod Dylan, Newport Festival 1959
Um dos festivais mais antigos da história carrega um momento pra lá de curioso. Em 1959, Bob Dylan, aclamado por sua pegada folk, decidiu surpreender seus fãs ao usar guitarras elétricas e apresentar novas músicas, como a eterna “Like a Rolling Stone”, para a plateia. O resultado? Ele foi muito vaiado. Ninguém imaginaria que aquelas canções seriam hits até hoje, não é mesmo?

Rock das Minas: as principais vozes femininas no rock ‘n’ roll

Rock das Minas: as principais vozes femininas no rock ‘n’ roll

Apresentamos algumas mulheres que fizeram história na música e que seguem transformando cenários.

Quando falamos sobre Rock, automaticamente pensamos em artistas e bandas masculinas. Mas você sabia que uma das pioneiras do gênero foi uma mulher? Memphis Minnie e sua guitarra pegada no Blues, nascente do rock’n roll, foram gigantes entre os anos 1920 e 1950, deixando seu talento como legado e canções que ganharam covers famosos como “When The Levee Breaks” na versão de Led Zeppelin, que se transformou em um grande clássico da banda. Minnie é apenas um exemplo de tantas mulheres que seguem quebrando barreiras musicais e sociais, mostrando toda a potência feminina e botando pra quebrar.

 

Memphis Minnie - Foto: Divulgação

Memphis Minnie – Foto: Divulgação

 

Cá entre nós, listas podem conter sempre uma dose de injustiça. Para tantos nomes necessários, o espaço sempre acaba sendo curto demais. Com essa a seguir não será diferente, mas selecionamos paixões femininas, antigas e recentes, desse gênero que se reinventa a cada dia.

 

Patti Smith - Foto: Divulgação

Patti Smith – Foto: Divulgação

 

Patti Smith

Impossível não começar citando a “poeta do punk”. Patti com seu feminismo, inteligência, sensibilidade e composições afiadíssimas, teve um grande papel no movimento punk-rock nova-iorquino nos anos 1970, principalmente após lançar seu primeiro álbum “Horses”. Sucesso também como escritora, ela segue na ativa, influenciando gerações.

 

Rita Lee - Foto: Guilherme Samora | Divulgação

Rita Lee – Foto: Guilherme Samora | Divulgação

 

Rita Lee

Se falamos sobre a poeta do punk, não poderíamos deixar de fora a rainha do rock brasileiro. Rita transcende o gênero: fez carreira no rock mas se jogou em diversos estilos e produziu sucessos atemporais, da psicodelia dos Mutantes passando pela Bossa Nova, pop, MPB e muito mais. Arrojada, ácida e brilhante, Rita é patrimônio nacional e muito róquenrou.

 

Brittany Howard - Foto: Divulgação

Brittany Howard – Foto: Divulgação

 

Brittany Howard

Alma e voz da incrível Alabama Shakes, Brittany segue brilhando em sua carreira-solo. Seu álbum de estreia, “Jamie”, foi gravado após uma longa viagem de carro, partindo de Nashville, sua cidade natal. O trabalho é também uma viagem pela vida da artista e seu hibridismo musical. Apesar do timbre potente, o rock de Brittany é um acalento para ouvidos e coração.

 

HAIM - Foto: Divulgação

HAIM – Foto: Divulgação

 

HAIM

Com três álbuns lançados, a banda é 100% feminina e formada por três irmãs. O som passeia pelo indie e pop, podendo ser ouvido em uma festa, em uma trilha de um filme ou com o som alto em casa. Rock divertido e versátil!

 

Miley Cyrus - Foto: Divulgação

Miley Cyrus – Foto: Divulgação

 

Miley Cirus

Por essa nem a gente esperava. Miley já passou por muitas fases na sua carreira que começou quando era apenas uma criança. Nem sempre deu certo, mas a cantora parece ter encontrado o tom certo: cresceu, amadureceu e lançou seu último álbum com muitas pitadas de pop-rock-punk, combinando perfeitamente com sua voz rasgada.

Avisamos ali em cima, né? Essa lista teria tudo para ocupar muitas páginas. Como não é possível, que tal aproveitar e conferir a playlist que preparamos especialmente para esta coluna? Lá você escuta as artistas citadas e muito mais. Dá o play!

Trilhas sonoras “personagens” se destacam no Oscar 2021

Trilhas sonoras “personagens” se destacam no Oscar 2021

Para os amantes das trilhas sonoras, o Oscar vai além da experiência visual do cinema, e leva a um universo de sons a serem explorados.

O primeiro impulso dos cinéfilos-musicais é ficar de olho nos indicados do ano à melhor soundtrack, é claro, mas para quem curte muito som e cinema, o que vale mesmo é maratonar as produções de todas as categorias e aproveitar as pérolas sonoras que irão aparecer.

Neste ano, filmes muito ligados à música e, principalmente, ao jazz e blues, brilharam nas indicações e nos prêmios, por isso, juntamos aqui algumas dicas dos nossos favoritos à estatueta “tem-que-ver-tem-que-ouvir”.

 

A Voz Suprema do Blues - Foto: Divulgação

A Voz Suprema do Blues – Foto: Divulgação

 

A Voz Suprema Do Blues
Netflix

O longa marcou uma triste indicação póstuma de melhor ator ao incrível Chadwick Bosman, em seu último trabalho, em que dá vida ao trompetista Levee, contracenando com a potente Viola Davis, que interpreta Ma Rainey, a “mãe do Blues” neste drama musical ambientado nos anos 1920. Imperdível!

 

O Som do Silêncio - Foto: Divulgação

O Som do Silêncio – Foto: Divulgação

 

O Som do Silêncio
Amazon Prime

Não, não é sobre a clássica canção de Simon & Garfunkel. Neste caso, o som do Heavy Metal permeia o filme indicado à categoria principal que conta a história de um baterista (o incrível Riz Ahmed, também indicado por sua brilhante atuação), que perde a audição e, por sua vez, sua grande paixão: poder tocar. Apenas assista.

 

Soul - Foto: Divulgação

Soul – Foto: Divulgação

 

Soul
Disney +

Na animação da Disney que mexe com o coração de todos os adultos (o filme não é para crianças, estamos certos disso), a música é a protagonista. Além do multiartista Jamie Foxx emprestar sua voz para Joe Gardner, um professor que tem o jazz como seu maior amor, a produção conta com composições e arranjos do renomado músico Jon Batiste. Um carinho para a alma e os ouvidos!

 

The United States vs. Billie Holiday - Foto: Divulgação

The United States vs. Billie Holiday – Foto: Divulgação

 

The United States vs Billie Holiday
Hulu

Dirigido por Lee Daniels, do impressionante “Preciosa” (2009), o longa mostra um recorte da vida intensa e turbulenta de uma das maiores vozes da música, interpretada pela cantora Andra Day, também indicada ao Oscar por sua atuação. Por muitos motivos, é um filme necessário e, destacamos aqui a canção “Strange Fruit”, uma forte marca do pioneirismo de Billie na luta pelos direitos civis nos anos 1960.

Para não sermos injustos com as tantas obras presentes e elogiadas nesta edição da maior premiação do cinema, montamos uma playlist especial com as músicas das produções das diversas categorias. É só dar o play (no filme e no som) e curtir!

Artistas do Norte e a riqueza musical da região

Artistas do Norte e a riqueza musical da região

Artistas que nos transportam para a região de diversos ritmos.

Nosso país é conhecido mundialmente pela diversidade cultural. Somos uma nação que possui uma variedade imensa de hábitos e costumes, onde cada região tem seus próprios trajes, comidas, danças e músicas típicas. Com essa explosão de misturas, que tal conhecer um pouco mais sobre os nossos ritmos tropicais e contemporâneos?

Nessa viagem, vamos rumo à região Norte. Atravessando a Amazônia, encontramos os mais diversos ritmos, como Lundu, Congo, Bumba Meu Boi, Marujada, entre outros. Todos possuem influências de percussão africana, um sopro dos estilos europeus e uma bela pitada de tradições indígenas. São músicas que traduzem a alegria e o colorido desse lugar, com saias rodadas, palmas e muita malemolência, e instrumentos como tambores, banjo, clarinetes e maracas que dão um show de cadência e harmonia.

Remexendo no baú musical nortista, nos anos 1980, vemos que a lambada dominou o Brasil e o grupo Kaoma tocava em todas as rádios com seu hit “Chorando Se Foi”. Na década de 1990, “Tic Tic Tac” de Carrapicho e “Vermelho” de Fafá de Belém (com participação de David Assayag) levaram as cores do Festival Folclórico de Parintins para o mundo e popularizaram de vez o Boi Bumbá.

Recentemente, o que tem predominado nos streamings das novas gerações é o Carimbó. Um gênero de dança de roda criado no Pará, cujo nome é oriundo de um tambor artesanal, chamado de “Curimbó”. Esse som vem embalando as pistas de danças e é até temas de novelas. Gaby Amarantos, Dona Onete, Felipe Cordeiro e Jaloo são exemplos de nomes conhecidos dessa cena brasileira atualmente.

 

Foto - Divulgação

Foto – Divulgação

 

Também nos encantamos com uma galera que vem mostrando toda a versatilidade que a música brasileira pode oferecer. Nelson D, ítalo-brasileiro nascido em Manaus, com seu som super experimental, a paraense Luê e seu soul-pop repleto de referências regionais, o rock manauara da República Popular, o rap com pitada de R&B de Anna Suav, o ritmo gostoso da Farofa Tropikal, entre tantos outros talentos que descobrimos a cada dia. O tempero musical do Norte é mesmo especial.

Quer curtir essa viagem com a gente? Então dá o play para ouvir os artistas citados nesta coluna na nossa playlist preparada especialmente para cada edição. Aumente o som!