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Sustentabilidade: Investidores já procuram empresas mais sustentáveis e transparentes para caminhar junto

Sustentabilidade: Investidores já procuram empresas mais sustentáveis e transparentes para caminhar junto

O Environmental, Social and Governance (ESG) ou Ambiental, Social e Governança (ASG) é um índice que avalia as ações das corporações segundo suas práticas sustentáveis relacionadas ao meio ambiente, as suas condutas no que diz respeito ao pilar social, e à sua gestão como um todo.

Esse tema não é nada novo, mas até pouco tempo era exclusivo das reuniões fechadas e, hoje, começa a fazer parte do cotidiano das empresas. A agenda se abriu e todos os envolvidos na cadeia de produção começam a se familiarizar com o conceito. No caso da moda, beleza e design, setores de grande visibilidade, pela velocidade das informações, e das mídias sociais, essas três letras vêm ganhando espaço.

Pesquisas apontam crescente preocupação com a sustentabilidade nesses setores desde 2016. As mídias sociais confirmam a vocação dos três setores em espalhar mensagens, portanto estamos falando de uma tendência de consumo em que cada vez mais, empresas e consumidores estão atentos à pegada deixada pelos seus modos e hábitos. Da conscientização sobre os resíduos gerados pela indústria da moda, ao manejo de recursos naturais na movelaria, decoração e design; e a produção de embalagens de menor impacto no mercado da beleza e dos cosméticos, a necessidade de ajustes é evidente.

Quando falamos de ESG precisamos sair da superfície das discussões, pensar nos métodos e não apenas em resultados. Um produto bem avaliado sob o ponto de vista comercial, não indica, necessariamente, uma boa performance socioambiental. Uma peça best seller, uma bolsa, uma calça ou um acessório sucesso de venda não indica boas práticas. No entanto, uma empresa que pretende encontrar seu lugar de fala na jornada da sustentabilidade já está se deparando com uma rotina de questionamentos em que as vendas estão mais alinhadas ao planeta e às pessoas.

No Movimento Ecoera, temos refletido sobre as mudanças trazidas pela pandemia da Covid-19 nos mercados de moda, beleza e design, e o que já sabemos é que o novo normal coorporativo, guiado pelo ESG, será mais transparente.

Sabemos que os investidores estão em busca de empresas mais saudáveis e sustentáveis, em que o lucro e os atributos sustentáveis podem e devem caminhar lado a lado. Vamos juntxs!

 

Sustentabilidade: atributos sustentáveis na moda

Sustentabilidade: atributos sustentáveis na moda

Roupas com menor consumo de água na fabricação Damyller

A moda vem passando por grandes mudanças. De um lado, as marcas se apressam para abrir uma agenda que priorize a sustentabilidade no setor, olhando para seus impactos negativos e discutindo verdades inconvenientes, e de outro, consumidores finais que, com a pandemia, estão cada vez mais exigentes e mais preocupados com a origem das peças e com a pegada que a forma de adquirir bens deixa no meio ambiente.

A preocupação com o impacto do consumo no planeta não é de hoje. O conceito de desenvolvimento sustentável foi reconhecido internacionalmente no começo da década de 1970 na Conferência das Nações Unidas realizada em Estocolmo, na Suécia, e a ideia apontou um caminho em que as questões do desenvolvimento socioeconômico e o meio ambiente podiam e deviam andar lado a lado. Nos anos 1990, para organizar e expandir essa narrativa, foi criado o tripé da sustentabilidade ou 3Ps.

O pilar profit refere-se ao resultado financeiro da empresa, o people, ao capital humano e o planet, ao capital natural. De lá para cá, as empresas são capazes de medir seus resultados e, assim, analisar suas operações sob essa ótica integrada.

Nessa jornada em que a transparência é premissa, as corporações inseridas em toda indústria da moda podem se aproximar de toda sua cadeia de valor, ou seja, seus fornecedores e stakeholders disseminando seus valores e mostrando como olham para o futuro das próximas gerações. Na outra ponta, clientes, muitas vezes ativistas, também podem colaborar valorizando peças que carregam boas histórias em seus processos e materiais.

Mas como saber se uma marca de modjadas pelas suas dificuldades, fazem análises constantes, produzem relatórios de sustentabilidade e os publicam em seus sites, mostrando metas de melhorias no que diz respeito a emissões de carbono e ao uso de recursos naturais, como água e energia. Além disso, marcas que acreditam que a moda pode colaborar para um mundo melhor, usam suas vozes dentro e fora de seus portões para falar sobre a biodiversidade e as questões sociais, como antirracismo e igualdade de gênero.

Etiquetas de papel semente da marca Damyller

E na hora do consumo propriamente dito? Como alinhar o planeta, as pessoas e a moda no mundo pós-pandemia? Como fazer boas escolhas, aquelas, através das quais mostramos nosso posicionamento nesse novo mundo em construção?

No Movimento Ecoera, dividimos produtos e peças em algumas categorias e cada uma delas leva um atributo que confere uma porta de entrada para processos, matérias ou iniciativas que diminuem os impactos negativos e que podem funcionar como guias. São eles: Orgânicos, sem uso de defensivos químicos; Reuso, que reaproveita e reutiliza excedente de materiais, Produção Local, que promove economia local; Vegano, sem exploração e sem origem animal, Projeto Social, que incluem mão de obra de projeto social e se posicionam a favor da comunidade em toda a sua cadeia de valor; Reciclado, que utiliza matéria prima transformada; Artesanal, feito à mão, Verde, que colabora com um menor impacto no meio ambiente; e Empresa Consciente, para marcas que direcionam seus esforços baseados nos pilares cultural, ambiental, social e econômico.

Nessa nova forma de consumir, baseada em valores e propósito, a comunicação dos atributos sustentáveis de cada roupa ou acessório é fundamental. Por meio de informações consistentes nas etiquetas, nos tags ou através de selos e certificações, cada um pode tomar decisões, escolher seus looks e se vestir com mais consciência. Vamos juntos!

 

 

Sustentabilidade: passo a passo para ser um consumidor mais consciente

Sustentabilidade: passo a passo para ser um consumidor mais consciente

A humanidade já consome 30% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. Se os padrões de consumo e produção se mantiverem no atual patamar, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas para atender as nossas necessidades de água, energia e alimentos, e não é preciso dizer que essa situação certamente vai ameaçar as novas gerações.

Se você está se perguntando o que pode fazer para colaborar, ou melhor, o que não fazer para manter uma relação responsável entre as vontades e necessidades você está no caminho certo. A tomada de consciência é o primeiro passo.

Vamos começar imaginando que cada peça que compramos teve um impacto e deixou uma pegada. Cada roupa, acessório ou objeto usou energia e água na sua fabricação e se você começar a olhar de forma mais curiosa vai acabar indo além e se perguntando onde foi feito, por quem e como.

Nessa etapa você já pode começar a escolher produtos que compra levando em consideração mais do que apenas preço e a vontade de “ter”. O consumidor da nova era, da Ecoera, coloca na conta o meio ambiente, a saúde humana e a dos animais, não se contenta com meias verdades e vai além, quer saber qual o posicionamento da marca que produziu aquela peça no que diz respeito à igualdade de gênero, aos movimentos sociais e à conservação das nossas florestas.

Mas vamos começar pelo começo. Aqui vai um passo a passo simples para você iniciar essa jornada e se tornar um consumidor mais consciente:

Etiqueta do Sou de Algodão, movimento que apoia a produção de algodão nacional

#1

Primeiro de tudo pergunte se realmente você precisa daquele produto. Aproveite para organizar seu guarda roupa ou estante ou armário da cozinha. No caso da moda, veja se a peça que deseja comprar pode ser coordenada com outras que você já tem.

#2

Sempre experimente a peça antes de adquirir ou analise suas especificidades antes de fechar a compra. Assim, não leva para casa uma roupa que não lhe cai bem ou um objeto que não lhe agrada e que vai ficar parada sem uso.

#3

Pesquise, seja curioso e busque o máximo possível de informações sobre a marca que fabricou a peça que está levando. Faça sempre as seguintes perguntas antes de finalizar uma compra: quem, como e onde foi feita a peça que vou vestir. Promova marcas que são transparentes, valorizam seus colaboradores e usam materiais mais limpos e de menor impacto ambiental.

#4

Pense a longo prazo e prefira peças de qualidade, que possam durar muito tempo. O barato sai caro. Desconfie quando o preço é muito baixo, pois o material provavelmente também é de baixíssima qualidade e a mão de obra não foi paga de forma justa.

#5

Leia a etiqueta e promova o que é feito no Brasil. Em tempos de crise e no mundo pós-pandemia, temos a oportunidade e a responsabilidade de valorizar peças nacionais, colaborar com a economia local e garantir empregos.

Em tempos de sustentabilidade e de urgências ambientais e sociais, cada um de nós pode e deve fazer parte das mudanças que o mundo pede. O consumo consciente é uma questão de hábito: pequenas mudanças em nosso dia-a-dia têm grande impacto no futuro. Vamos juntos!

As tendências da moda dos novos tempos

As tendências da moda dos novos tempos

A moda é um repórter do seu tempo, uma fotografia fiel de sua época. A moda também é uma expressão individual e podemos nos comunicar por meio das roupas que vestimos. Foi com essas certezas que me apaixonei pela moda em 1992.

Na virada dos anos 2000, senti que a moda perdeu o foco e, longe das mudanças que o mundo pedia, entrou em descompasso com o seu tempo. De um lado, verdades inconvenientes sobre as alterações climáticas e uma sociedade doente, e de outro a moda, minha paixão, alienada às necessidades de sua época.

Fui em busca de uma moda que pudesse vestir as pessoas do século XXI e de marcas que pudessem mostrar caminhos conscientes incluindo toda a sua cadeia de valor e seus consumidores finais. Foi assim que nasceu o Movimento Ecoera há 13 anos. Passamos essa última década pesquisando, cocriando, produzindo, recomendando e provocando todo o ecossistema fashion brasileiro e, como resultado, a moda no Brasil começava a dar sinais de desenvolvimento no que diz respeito às questões socioambiental.

Com a chegada inesperada da pandemia, as empresas perceberam que a sustentabilidade é um plano de ação e que o discurso vai ter que sair da teoria. Aquelas que já tinham ingressado nessa jornada mais verde e justa com o planeta e com as pessoas, encontraram um ambiente mais confortável para se comunicar. Perceberam que estão um passo a frente, afinal os consumidores dos nossos tempos são mais conscientes e estão atentos às práticas de impacto positivo.

Com as medidas de cautela, muitos de nós entramos em quarentena e a moda, também. Fomos obrigados a mudar hábitos, a fazer compras online e a usar o delivery como nunca antes. A moda também. Todo o mercado foi obrigado a mudar de rota com uma velocidade sem precedentes. Fizemos em dias o que não imaginávamos fazer em anos! As marcas começaram uma força tarefa na produção de máscaras de tecido garantindo trabalho para seus departamentos de costura, envolvendo colaboradores e clientes em uma corrente solidária em apoio a comunidades vulneráveis.

As tendências da moda dos novos tempos

Foto Matheus Ern

Do lado do varejo, algumas praticas digitais de emergência foram aplicadas, como melhoramentos nos e-commerce, promoções, descontos, ofertas e a ampliação das vendas multicanal, uma estratégia que já vinha sendo adotada, em que o lojista busca atender às necessidades de seus clientes da melhor forma possível, apoiando-se no alcance das vendas por aplicativos ou marketplaces.

Vamos viver o desconhecido, mas o que já sabemos é que o consumidor de moda não será mais o mesmo. Na pré-pandemia, o conceito de consumo consciente já estava sendo integrado ao nosso dia a dia e o consumidor na retomada será ainda mais exigente, terão foco na saúde, no essencial e no feito no Brasil.

Como a moda segue a necessidade de seus consumidores, ela será sem dúvida mais sustentável, solidária e inclusiva. Para continuar a refletir sobre o futuro da moda, na beleza e no design no mundo pós-pandemia, acesse e faça o download do report https://mailchi.mp/amodapelaagua/reportecoera.

Os novos tempos vão exigir novos hábitos, e a moda, mais uma vez, vai ajustar suas lentes e o foco será a saúde das pessoas e a do Planeta.