Revista Online: fevereiro 2024 – ed. 169 – SP

Revista Online: fevereiro 2024 – ed. 169 – SP

Revista Online: janeiro 2024 – ed. 168 – RJ

Revista Online: janeiro 2024 – ed. 168 – RJ

Revista Online: janeiro 2024 – ed. 168 – SP

Revista Online: janeiro 2024 – ed. 168 – SP

Paris se prepara para sediar este ano a Olimpíada mais sustentável, mais igualitária e mais ao ar livre da história

Paris se prepara para sediar este ano a Olimpíada mais sustentável, mais igualitária e mais ao ar livre da história

O evento deve levar a Paris 10 milhões de visitantes, que já estão numa feroz disputa pelos melhores lugares nas arenas, hotéis e restaurantes. Veja as informações básicas e as dicas espertas que separamos para você curtir a capital francesa!

No dia 26 de julho, a 23ª Olimpíada da era moderna vai ter uma cerimônia de abertura diferente do que tudo que já foi visto nas edições anteriores do evento. 160 barcos desfilarão pelas águas do Rio Sena, no trecho de aproximadamente 6 quilômetros entre as pontes de Austerlitz e Iená, transportando os 10.500 atletas de 206 países que participarão da maior festa do esporte mundial. Será a primeira vez que esse rito inaugural acontecerá fora de um estádio ou ginásio. E tudo isso será acompanhado de perto por 600 mil espectadores – muitos que nem precisaram comprar ingresso, pois a ideia é fazer uma festa inclusiva e que conte com a participação dos parisienses.

Nos 16 dias que se seguirão a essa impactante cerimônia, as competições vão ocupar locais históricos e icônicos da Cidade Luz. As partidas de vôlei de praia, por exemplo, acontecerão em um estádio a céu aberto armado aos pés da Torre Eiffel; os duelos da esgrima serão realizados no Grand Palais; as disputas de tiro com arco vão se desenrolar na Esplanada de Invalides; as provas de equitação terão como cenário os jardins do Palácio de Versalhes; as tradicionais quadras de Roland Garros serão o “ringue” das feras do tênis e a sisuda Place de la Concorde vai abrigar algumas das modalidades mais “pop” desses Jogos Olímpicos, como bicicleta freestyle, basquete 3×3, breaking e skate. Todas as premiações e entregas de medalhas serão no chamado Clube dos Campeões, equipado com uma grande arquibancada para torcedores montada na área do Trocadero.

 

foto divulgação

 

Como essa Olimpíada tem como uma de suas metas ser a mais sustentável de todos os tempos, a organização preferiu utilizar instalações já existentes e estruturas temporárias para a realização dos jogos em vez de construir novos estádios e arenas. E, dessa forma, a mobilidade também fica mais racional e menos poluente – a ideia é que todos os espectadores possam acessar os locais das provas utilizando a eficiente rede de transporte público da metrópole. Também para reduzir emissões, a frota de veículos elétricos foi turbinada – incluindo ônibus para a locomoção dos atletas como para os espectadores e automóveis para quem preferir circular pela cidade a bordo de carros de aplicativo.

E esta Olimpíada também tem como objetivo ser a mais igualitária da história. Dos 10.500 atletas que participarão, as mulheres serão 5.250 – exatamente a metade do total. Esta edição dos Jogos Olímpicos será a primeira com paridade absoluta de gênero no número de atletas! A propósito, a maratona – com largada às 21h no Hôtel de Ville, seguindo até o Palácio de Versalhes e voltando até a linha de chegada na Esplanada de Invalides por volta da meia-noite – vai ter um percurso que reproduz em parte um momento marcante da Revolução Francesa: em 5 de outubro de 1789, na Marcha das Mulheres, milhares de moradoras de Paris caminharam até Versalhes para trazer o rei Luís XVI de volta à capital, onde boa parte da população passava fome. Ele voltou e assinou a Declaração dos Direitos dos Cidadãos – documento que anteriormente ele havia se recusado a endossar.

 

Hipismo em Versalhes – foto divulgação

 

E este ano vai ser a primeira vez em que a maratona feminina será disputada depois da masculina, ao contrário do que sempre acontece. Definitivamente, as mulheres estarão mais empoderadas do que nunca nestes Jogos Olímpicos! Situação bem diferente da olimpíada sediada há exatos 100 anos, em 1924, também em Paris. Naquela edição, as mulheres representaram apenas 5% do total de atletas participantes.

Prepare-se

Como uma noiva antes do casamento, Paris já está enfeitada para a festa. Depois de muitas obras, a cidade começa 2024 pulsando no ritmo dos Jogos. A reconstrução da catedral de Notre Dame não vai ficar pronta a tempo, mas outras obras estão concluídas, como o alargamento das calçadas da avenida Champs-Élysées e a restauração da fachada da Opéra Garnier. Para quem considera que nenhuma viagem é completa sem a compra de vários souvenirs, as lojas oficiais do Comitê Olímpico – com unidades em Les Halles, nas vizinhanças do Arco do Triunfo e no Carrousel du Louvre, entre outros locais estratégicos – vendem itens como bonés, blusões e camisetas com uma pegada fashion. As megalojas de marcas esportivas como a Lacoste Arena, a Nike House of Innovation e a Adidas Flagship Store estão com seus estoques e equipe de atendimento reforçados. E as francesas Decathlon e Le Coq Sportif, que estão entre as principais patrocinadoras oficiais do evento, também apostam pesado nos lançamentos e produtos com a marca Paris 2024.

Por essas e por outras razões, prepare o bolso e dê aquele lustro no cartão de crédito: as despesas não serão poucas! Algumas competições têm ingressos a partir de 24 euros, mas existem outras (como as sessões de atletismo no Stade de France) em que o bilhete custa “apenas” 525 euros!

 

No Clube dos Campeões, armado no Trocadero, vão acontecer as entregas de medalhas – foto divulgação

 

Para piorar, as autoridades responsáveis pelos trens e metrôs decidiram que, durante a Olimpíada, o bilhete unitário de metrô, que atualmente sai por 2,10 euros, passará a custar 4 euros! A alternativa oferecida aos visitantes é o Passe Paris 2024, que permite fazer viagens ilimitadas por toda a região metropolitana de Paris em um mesmo dia, ao custo de 16 euros – incluindo os trajetos de e para os aeroportos de Charles de Gaulle e Orly.

E, por falar em aeroportos, as passagens aéreas ainda não chegaram à estratosfera. Em uma rápida pesquisa, é possível encontrar tíquetes de ida e volta do Brasil à França por valores em torno dos 1.000 euros. Há passagens da Air France por R$ 5.800, da Latam por R$ 6.400 e da Azul por R$ 7.200. A expectativa é que esses valores decolem à medida que o evento se aproxima. Programe-se e não deixe esse “detalhe” para a última hora!

Mas a garfada maior é nos hotéis. Relatório do gabinete de turismo da capital francesa mostrou que o preço dos hotéis deve subir 314% do verão de 2023 para o de 2024. O órgão prevê aumento de 366% e 475% nos preços das diárias de hotéis duas estrelas e três estrelas, respectivamente. Segundo cálculo da entidade, uma diária de 169 euros em julho de 2023 deve subir para 699 euros no mesmo período de 2024.

Outro levantamento, feito pelo jornal “Le Parisien”, constatou que os preços das diárias de 12 hotéis escolhidos aleatoriamente estarão 6,6 vezes mais caros do que em 2023. Para evitar aquela última subida que costuma acontecer às vésperas do evento, pesquise agora e contrate a sua acomodação o quanto antes.

 

BMX na Place Concorde – foto divulgação

 

Então é isso. Aproveite que as competições vão se realizar nos cartões-postais da cidade e una a sua paixão pelo esporte com a sua curiosidade de turista. Mas fique bem esperto: como os auto-falantes do metrô alertam ao parar em estações próximas ao Louvre, à Torre Eiffel e à Avenida Champs-Élysées, as ruas estão coalhadas de pickpockets, que podem surrupiar a sua carteira, o seu celular ou até mesmo o seu passaporte quando você se distrair. Aglomerações são o habitat predileto dessas sórdidas criaturas – em geral meninas com carinhas inofensivas.

E, a seguir, você pode conferir um pequeno roteiro que te ajudará a evitar roubadas, superar pequenos perrengues-chiques e curtir integralmente a sua passagem por Paris. Afinal, além dos Jogos Olímpicos essa magnífica cidade tem muito mais a oferecer!

Muito além de Paris

O nome oficial do evento é Olimpíada de Paris, mas na verdade as competições vão se espalhar não apenas pela região metropolitana da capital como também por outras grandes cidades francesas. Os jogos de futebol masculino e feminino serão disputados não só em Paris – muitos serão realizados em Bordeaux, Nice, Lyon, Nantes e St. Étienne. As regatas de vela terão como cenário a Marina de Marselha, nas margens do Mediterrâneo. Lille vai ser a sede das partidas do basquete e do handebol. E as provas de tiro serão concentradas no Shooting Center de Châteauroux.

Mas o mais incrível serão as baterias do surfe, que serão disputadas na Polinésia, mais precisamente no Tahiti, na paradisíaca praia de Teahupo’o, famosa por suas desafiadoras e perfeitas ondas, que sempre figuram entre as melhores do Oceano Pacífico.

 

foto divulgação

 

Olimpíada também de diversão e cultura em Paris

Entre os meses de março e julho, o belíssimo Museu D’Orsay (estação Solférino do metrô) apresenta uma megaexposição que celebra os 150 anos do impressionismo francês, apresentado ao público pela primeira vez em 1874. A mostra reúne obras de grandes mestres como Monet, Renoir, Degas, Pissarro e Cézanne. Ingressos a 16 euros. Se a fome bater, suba até o piso superior do museu e faça um lanchinho no delicioso Le Café Campana, com ambiente decorado pelos brasileiros Humberto e Fernando Campana.

 

Museu D’Orsay – foto divulgação

 

Paris é a capital mundial da moda. Uma visita à cidade é incompleta sem um rolê pelas maisons que se enfileiram ao longo da avenida Montaigne e a Rue du Faubourg Saint-Honoré, como Louis Vuitton, Chanel, Dior e Hermès. Se a grana estiver curta para compras, visite o Museu Yves Saint Laurent (metrô George V), que até o dia 24 de agosto apresenta uma exposição sobre transparências – esse insinuante recurso que o estilista tão bem usou em suas criações, mais revelando do que escondendo as curvas e os relevos dos corpos femininos. Ingressos a 10 euros.

 

Museu Yves Saint Laurent – foto divulgação

 

Por falar em compras, vale muito a pena visitar as enormes lojas de departamentos Printemps e Galleries Lafayette (metrô Chaussée d’Antin), com sua bonita cúpula de vitral e sua interminável oferta de perfumes, cosméticos, roupas e acessórios – sem falar nas variadas opções gastronômicas. Mas, se a ideia é não esbarrar em brasileiros comprando tudo como se não houvesse amanhã, dê uma passada na elegante Le Bon Marché (metrô Sèvres-Babylone), que é menos muvucada, fica em uma vizinhança menos caótica e tem uma sensacional curadoria de produtos.

 

Le Bon Marché – foto divulgação

 

Paris é famosa por ser o berço da alta gastronomia, mas uma boa refeição não precisa custar um rim. O Maxim’s acaba de reabrir na ultra-sofisticada Place Vendôme, com pratos que custam 150 euros ou mais. A nossa sugestão é ir a um dos restaurantes menos badalados dos grandes chefs, para degustar clássicos bem executados da culinária francesa. Exemplo disso é o Aux Lyonnais (metrô Richelieu-Drouot), do multiestrelado Alain Ducasse. Lá, o menu de almoço custa 32 euros, incluindo entrada, prato principal e sobremesa.

 

Aux Lyonnais – foto divulgação

 

Se você tiver extrapolado o orçamento nos ingressos e nos souvenirs, faça ao menos uma refeição tipicamente francesa. Acomode-se em uma mesa do Bouillon Chartier – uma rede com grandes salões, pratos típicos de bistrô e preços camaradas, com unidades nos metrôs Grands Boulevards, Gare de l’Est e Montparnasse. Lá, um jantar com escargots à provençal de entrada, boeuf bourguignon de prato principal, mousse de chocolate de sobremesa e uma taça de vinho pode sair por cerca de 20 euros!

 

Bouillon Chartier – foto divulgação

 

E como não falar da confeitaria francesa? Mas Paris tem muitos macarons, éclairs, kouigns e croissants que não compensam as calorias. A brazucada adora ficar horas na fila para entrar na doceria de Cédric Grolet, o rei do TikTok. Mas a nossa sugestão é outra: saia do circuito Opéra-Louvre e vá até a região da Bastilha, onde fica a confeitaria Tapisserie (metrô Charonne), tocada pelos mesmos donos do restaurante Septime, 24° colocado na mais recente lista dos 50Best. Não deixe de provar a torta de maçãs, a choux-crème de figos com cassis e o Fontainebleu de iogurte e framboesas orgânicas!

 

Confeitaria Tapisserie – foto divulgação

 

E no final do dia, que tal curtir o pôr do sol em um rooftop, observando Paris do alto? Isso é o que oferece o Bonnie, um misto de bar e restaurante com décor que remete aos anos 1960 e que fica estrategicamente posicionado às margens do Sena, em frente a Île St. Louis, no alto do hotel SO/Paris (metrô Sully Morland), decorado com obras de arte assinadas por Neïl Beloufa, Thomas Fougeirol e Olafur Eliasson. O Bonnie tem ótimos drinques e deliciosas comidinhas, como os bolinhos de caranguejo e o steak tartar com palitinhos de cana-de-açúcar.

 

Rooftop do Bonnie – foto divulgação

 

Última, mas não menos importante dica: se você sentir sede – lembre-se que a Olimpíada acontece durante o escaldante verão europeu –, acesse o site www.eaudeparis.fr e descubra onde existe uma fonte de água potável onde você pode se hidratar de graça!

Hotel Molitor é o refúgio perfeito para aficionados pelo esporte

Imagine um hotel cinco estrelas, cheio de história e situado em um dos principais polos esportivos de Paris: assim é o Molitor MGallery! Ele foi construído sobre as ruínas de um balneário muito popular entre os parisienses nas décadas de 1930, 1940 e 1950, onde Johnny Weissmuller – campeão olímpico de natação e primeiro intérprete de Tarzan nos cinemas – atuou como salva-vidas e onde, em 1946, pela primeira vez na história, uma mulher desfilou usando um maiô de duas peças, logo batizado de biquíni, em homenagem ao idílico arquipélago francês no Pacífico.

Inaugurado em 1929, ele foi completamente reformado e convertido em um moderno hotel aberto em 2014 pelo Grupo Accor, com 124 acomodações, um spa da sofisticada marca Clarins, uma brasserie classuda e com cardápio recheado de delícias e uma baladinha no seu rooftop.

 

A confortável e elegante suíte do hotel – foto divulgação

 

Sua localização é estratégica, ao sul do enorme parque conhecido como Bois de Boulogne, tendo como vizinhos o complexo de quadras de tênis de Roland Garros e o estádio Parc des Princes, sede dos jogos do Paris St. Germain, onde atuam craques como Mbappé, Marquinhos, Ugarte e Dembélé.

Como a Olímpiada acontece no auge do verão francês, os hóspedes desse hotel-monumento costumam passar boa parte do tempo se refrescando nas piscinas do local – uma externa, com 50 metros de comprimento, e outra coberta, com 33 metros.

 

Piscina do hotel Molitor – foto LF-Favre Ludwig

 

Muitos dos apartamentos e suítes foram criados a partir das cabines outrora usadas como vestiários pelos antigos usuários do balneário público. Todos têm TV de tela plana com canais por assinatura, cafeteira, wi-fi de alta velocidade, confortáveis camas queen ou king size e amenities da grife Clarins. Diferentemente dos hotéis situados nas regiões centrais de Paris, ali os quartos são amplos e têm de 22 a 60 m2 de área útil. O café da manhã inclui pães integrais, croissants fresquinhos, queijos e iogurtes artesanais e aqueles ovos do jeito que só os franceses sabem preparar – das incrementadas omeletes aos tentadores benedict.

 

O apetitoso café da manhã – foto Geraldine Martens

 

Quem se hospeda no Molitor vivencia uma experiência genuinamente parisiense, com um interessante mix de tradição e modernidade. Até Lily Collins, a personagem principal de “Emily em Paris”, já passou por lá para tomar uns drinques em um dos episódios da série da Netflix!

M Gallery Molitor Hotel & Spa
Rue Nungesser et Coli, 13, Boulogne-Billancourt, Paris.
Tel. +33 1 5607-0850.
Metrô Michel-Ange Molitor.
Diárias a partir de 290 euros.

Revista Online: dezembro 2023 – ed. 167 – RJ

Revista Online: dezembro 2023 – ed. 167 – RJ