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Maestro Luiz Godoy, do interior de São Paulo, é um dos maiores nomes brasileiros da música de concerto

por | jul 15, 2021 | Coluna, Entrevista, Pessoas, Pessoas & Ideias | 0 Comentários

Maestro de Mogi das Cruzes está à frente da Ópera de Hamburgo e deseja levar ritmos brasileiros para o público europeu.

Luiz Guilherme de Godoy se apaixonou pelos concertos quando tinha apenas cinco anos de idade. Incentivado pela mãe e pelo irmão, membros de um coral na cidade de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, não demorou muito para que seu caminho também se enveredasse pela música. Hoje radicado na Europa, ele é um dos maestros titulares da Ópera Estatal de Hamburgo, na Alemanha, e, aos 33 anos, já é um dos maiores nomes brasileiros da música de concerto.

 

Foto: Divulgação
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Foto: Divulgação

 

Formado em piano pela Universidade de São Paulo e mestre em Regências Coral e Orquestral pela Universidade de Música e Artes Performáticas de Viena, Luiz Guilherme já trabalhou em mais de vinte países. Mas apesar de antigo, o sonho de conhecer o mundo sempre pareceu distante. “A única pessoa da minha família que, até então, tinha conhecido outros países era minha tia, gerente de hotel. Esse era o máximo de intercâmbio internacional que eu vislumbrava na época.”

Em 2021, o músico assumiu a direção artística de um dos grupos vocais mais tradicionais do mundo, os Meninos Cantores de Hamburgo, e foi no trabalho com coros infantis que se reconectou a sua vocação. “Quando tinha a idade desses meninos, tudo que aprendia, eu ensinava. Queria que meus primos também tivessem acesso a esse conhecimento. Ser maestro foi a forma que encontrei de passar adiante tudo que tive o privilégio de aprender com a música”, explica.

 

Foto: Divulgação | http://lukasbeck.com/
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Foto: Divulgação | http://lukasbeck.com/

 

Para nomear o gênero musical com que trabalha, Luiz Guilherme evita o termo “erudito”. “Essa palavra só é usada no Brasil e confirma nosso DNA colonial e escravocrata. Erudição pressupõe elitismo, distinção, desigualdade, e a música de concerto não precisa ser sobre isso.”

Quanto ao futuro, o maestro planeja levar à Europa os ritmos brasileiros, como congado, maracatu e samba de raiz. “Eu espero, um dia, de fato contribuir com a sociedade na qual eu vivo e a sociedade da qual eu venho, para que elas se libertem dos resquícios coloniais que ainda existem, e se conectem para além dos preconceitos enraizados. Ainda tem muito trabalho para fazer por aqui, e a música pode ser um agente dessa mudança.”

 

Foto: Divulgação | http://lukasbeck.com/
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Foto: Divulgação | http://lukasbeck.com/

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