Agricultura regenerativa recupera áreas degradadas e evita a destruição da biodiversidade

por | dez 11, 2022 | Agronegócio, Coluna | 0 Comentários

A agricultura regenerativa é um sistema em que todos os envolvidos saem ganhando – inclusive a natureza!

Em meados do mês de novembro, segundo a ONU, a população da Terra bateu a casa dos 8 bilhões. Em 2050, o planeta deve chegar aos 10 bilhões de habitantes e a verdade é que até lá, o globo pode não aguentar o estresse gerado pelas atividades agrícolas e pecuárias necessárias para garantir uma alimentação satisfatória para todos. É cada vez mais importante elevar a produção agropecuária sem causar mais danos ao ambiente. É fundamental produzir mais alimentos, mas sem desmatar novas áreas e sem alterar o equilíbrio cada vez mais frágil verificado em vários biomas.

A solução mais óbvia e tecnológica é investir na elevação da produtividade no campo. Mas existem outros caminhos mais baratos e mais simples para ampliar a produção. A agricultura regenerativa é uma delas. A monocultura elimina a biodiversidade, provoca a degradação do solo e turbina as mudanças climáticas. Seguindo esse “mindset”, os gigantes do agronegócio chegam, destrem, usam e depois partem para um novo território para repetir o mesmo ciclo predatório. Mas o agro não precisa ser ogro.

Com a agricultura regenerativa, o produtor reintroduz árvores e espécies nativas no meio das plantações e pastagens para recuperar os solos e os microclimas, retomando a capacidade produtiva de áreas abandonadas e tornando a produção mais sustentável e perene. Nesses sistemas de cultivo integrado, todo mundo sai ganhando e a natureza agradece.

Agricultura Regenerativa | Foto Divulgação

Agricultura Regenerativa | Foto Divulgação

 

A agricultura regenerativa é uma das bandeiras do novo governo que assume o controle do país a partir de janeiro. Em seu programa para a agropecuária, a Frente Ampla comandada por Luís Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin propõe a conversão de 30 milhões de hectares de pastagens subutilizadas e degradadas em novas áreas para o cultivo de cereais, oleaginosas e leguminosas.

Prosa rápida

Alalaô cocoricó
Cerca de 70% do frango consumido no Catar vêm do Brasil. As exportações brasileiras para o país que sedia a Copa do Mundo deram um salto nos primeiros de meses de 2022, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em receita, o aumento foi de 67% e, em volume, de 40%. O Brasil é o maior exportador de carne de frango halal do mundo. “Halal” significa “lícito”, permitido para o consumo dos muçulmanos, de acordo com seus preceitos religiosos.

Consórcios em alta
Em cinco anos, as vendas de cotas do consórcio de máquinas agrícolas mais que triplicaram. A informação é da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC), coletadas com as administradoras que atuam no segmento de tratores, máquinas e implementos agrícolas. O número de novos consorciados cresceu 326,5% no acumulado dos cinco últimos anos. Passou de 7,47 mil, em 2018, para 31,86 mil, em 2022.

Vinhos arretados
A região do Vale do São Francisco, que engloba vinícolas da Bahia e de Pernambuco, recebeu em novembro o primeiro certificado do mundo como IG (Indicação Geográfica) de Vinhos Tropicais. Por séculos, acreditou-se que só era possível produzir vinhos de qualidade entre os paralelos 30-50 no Hemisfério Norte e 30-40 no Hemisfério Sul. Mas o Vale do São Francisco que fica no paralelo 8 provou a produtividade dos trópicos. E com duas colheitas ao ano!

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