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Finalista do BBB20, Rafaella Kalimann se prepara para estrear como atriz e dá uma dica para se dar bem no reality-show

por | jan 1, 2021 | Entrevista, Pessoas & Ideias | 5 Comentários

Nascida em 1993 na pequena Campina Verde, no Triângulo Mineiro, Rafaella Freitas Ferreira de Castro cresceu, se transformou em Rafaella Kalimann, ganhou o mundo e hoje tem quase 20 milhões de seguidores no Instagram. Segunda colocada na edição 2020 do “Big Brother Brasil”, ela ficou nacionalmente conhecida como fada sensata e como ferrenha defensora dos direitos da mulher durante o período em que esteve confinada na Casa do reality-show. 

 

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FOTO GUILHERME LIMA

 

Senhora de seu destino e dona de seu corpo, Rafaella é uma referência para garotas do país todo com seu visual turbinado por silicone, botox, apliques capilares e tatuagens. Em seu ombro esquerdo, tem gravada na pele a frase: “Espalhe a luz”. É isso o que ela faz: ilumina o cotidiano de suas seguidoras com fotos e mensagens inspiradoras. 

A influencer mora em Goiânia, mas tem também um apartamento em São Paulo e, em breve, deve ganhar um endereço no Rio de Janeiro – em maio, ela foi contratada pela Globo para atuar no remake da novela “Pantanal” e protagonizar uma produção na plataforma de streaming Globoplay.
 

Em conversa com a reportagem da 29HORASRafa fala de sua trajetória, da preparação para sua estreia como atriz na TV e ainda aproveita para dar algumas dicas a quem quiser ter uma boa performance em um reality-show.

 

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Rafaella Kalimann desfilando quando adolescente – FOTO ARQUIVO PESSOAL

 

Desde pequena você queria ser modelo, estar sob os holofotes? Quais as primeiras manifestações desse desejo que você deu em casa ou na escola? Sempre se achou bonita? Que parte do seu corpo não gostava?
Isso nasceu comigo, não é algo que a certa altura despertou em mim. Desde os 6 anos de idade, já colocava os meus pais sentados no sofá e desfilava para eles, como se eles fossem uma plateia que estava ali para me ver. Na adolescência, achava que as minhas pernas eram muito grossas e que não estavam dentro do “padrão”. Depois cresci, desisti de me encaixar nesses padrões e passei a aceitar o meu biotipo. Não queria mais ser como fulana ou sicrana. Decidi ser a Rafa.

 

Você veio para São Paulo bem jovem, para modelar. Que memórias você tem desse tempo? 
Vim para São Paulo com 14 anos, após ser selecionada em um concurso que recrutava jovens modelos para bookers e agências do Brasil e do exterior. Foi uma fase muito difícil, com pouco trabalho, baixa remuneração e uma vida cheia de privações. Sou de uma família humilde, e o dinheirinho que o meu pai conseguia mandar para eu me sustentar não era suficiente nem para as coisas mais básicas. Deixei de participar de castings porque não tinha a grana da condução. Um dia, quando percebi que o meu sonho não estava evoluindo e que eu estava apenas lutando para sobreviver, resolvi dar um passo para trás e voltar para a casa dos meus pais.

 

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FOTO GUILHERME LIMA

 

De volta a Minas, passou a dedicar seu tempo para se tornar uma influencer. Quem eram as suas ídolas naquele momento? Sua conterrânea Thássia Naves foi uma inspiração para essa guinada?
Assim que voltei, entrei na faculdade de Psicologia. Mas eu ainda adorava desfilar, então comecei a postar meus looks no Instagram. Meu melhor amigo fazia as fotos e eu modelava. A Thássia foi, sem dúvida, uma grande inspiração. Ela e outras poderosas blogueiras, como a Camila Coelho. Notei que havia um potencial nessa comunicação pelas redes sociais. Me aprofundei, estudei e tentei achar um nicho para mim. Me encontrei quando comecei a trabalhar no segmento de moda no atacado. Aí meu perfil no Instagram decolou tanto na quantidade de seguidores como no número de marcas interessadas em se ao meu nome.

 

Em 2013 você começou a atuar como embaixadora da ONG Missão África. Como você se envolveu com esse bonito trabalho?
Quando retornei à casa dos meus pais, não estava feliz. Mas estabeleci uma conexão muito forte com a fé, com o divino, com a palavra de Deus. E aí surgiu no meu coração um desejo de missionar. Um dia, uma conhecida postou que estava indo para a África fazer um trabalho humanitário. Entrei em contato com ela e fui muito bem recebida na ONG da qual ela fazia parte, a Missão África. Promovi um bazar para juntar os recursos necessários para financiar a minha viagem e, poucos dias depois, embarquei para Moçambique, para ajudar as populações carentes de lá.
Chegamos a uma comunidade devastada por um ciclone. As pessoas estavam famintas e saquearam o nosso caminhão, que estava levando comida, remédios e água potável para eles. Todos estavam desesperados e não aguentaram esperar. Vi que precisava fazer mais por aquela gente, e armei uma vaquinha no meu Instagram, na expectativa de levantar R$ 400 mil em quatro meses. Nos primeiros três dias, angariamos mais de R$ 700 mil! Mais uma vez, ficou claro para mim que as redes sociais não são apenas um espaço para vaidades e negócios, é também uma poderosa ferramenta de mudança social. Ela ajuda a promover o bem, quando as intenções são boas e o trabalho é sério.

 

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Foto Arquivo Pessoal

 

Aí, no final de 2019, quando você já tinha 2,9 milhões de seguidores, surgiu o convite para participar do “Big Brother Brasil 2020”. O que a fez aceitar? Ficou com medo de sujar a sua imagem?
Quando recebi o convite, minha primeira reação foi sentir muito medo. Sempre amei o “Big Brother Brasil”, mas a exposição que ele provoca é algo assustador. Por um bom tempo, fiquei pesando os prós e os contras. Decidi aceitar porque aquele era um sonho que eu acalentava desde a minha infância. Não seria correto correr da raia. Eu queria muito vivenciar aquela experiência! E não me arrependo de nada. O programa é muito bem-feito, a produção é muito cuidadosa. É isso que faz a gente se soltar, se entregar. Eu aceitaria passar por tudo aquilo de novo, quantas vezes me chamassem.

 

A certa altura, você passou a liderar a ala das “Fadas Sensatas” lá na casa do “BBB20”. Quando foi que você teve o clique para assumir esse papel? O que te impeliu a confrontar aqueles machinhos tóxicos?
O clique veio de longe, lá de quando eu cheguei a São Paulo ainda menina e tive de enfrentar um universo machista e opressor. Desde essa época eu passei a exigir respeito. Naquela situação específica, a treta dos meninos nem foi diretamente comigo, mas todas nós demos as mãos e fomos para cima. Mexeu com uma, mexeu com todas! Não dá para admitir aquele tipo de comportamento. Ensinamos para eles o significado das palavras empatia e sororidade.

 

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Rafa Kalimann e Thelma Assis, a campeã do “BBB20” – FOTO DIVULGAÇÃO

 

Quando a pandemia chegou ao Brasil, você estava confinada na casa do “BBB20”. Que pensamentos vieram à sua mente quando soube do que estava acontecendo aqui fora?
Percebemos que estávamos literalmente em uma bolha, isolados mesmo de todo o resto do planeta. A produção foi muito cuidadosa, nos sentimos muito protegidos, mas não tínhamos noção da gravidade da situação. Fiquei muito preocupada com meus pais, com meus avós e com as pessoas que ajudamos lá na África. Mas eu só entendi mesmo a real dimensão do problema quando saí da casa. Até aquele dia, a Covid havia matado menos de 5 mil pessoas no país. Hoje, já são quase 200 mil vidas perdidas!

 

O que você aprendeu no “BBB”? Vivemos em um mundo absolutamente polarizado e dividido. A convivência lá dentro era pior do que aqui fora? Vocês descobriram da pior maneira a importância da tolerância?
É transformador. Aprendi a importância da tolerância desde que vivi em repúblicas de modelos, com tanta gente diferente em um mesmo lugar. Lá dentro da casa do “BBB20” eu cresci muito. Me conheci melhor, senti o quanto é necessário ter fé, descobri o quanto eu gosto da minha família, adquiri muita inteligência emocional e aprendi a lidar melhor com a pesada pressão psicológica. Me diverti, vivi intensamente cada momento e tirei lições positivas até das situações mais desagradáveis. A polarização do mundo atual estava lá dentro também. E a convivência lá na casa é complicada porque ninguém está ali a passeio. Existe uma competição, existem os egos, existem as provocações, as estratégias, os segredos…

 

Quais dicas você pode dar para quem quiser ganhar o “BBB”? Se posicionar é importante? Sempre?
Minha dica é óbvia, mas é absolutamente verdadeira: seja quem você é. Não dá para enganar o público quando sua vida é acompanhada por dezenas de câmeras 24 horas por dia. Lá dentro até dá para você eventualmente iludir algum dos brothers, mas quem está assistindo aqui de fora fica sabendo de tudo. Se você encarna um personagem, fala uma coisa e faz outra, as câmeras te desmascaram e você logo é tachado de falso. E é importante também ser leal. Quem joga sujo logo sempre é julgado e condenado pelo público. Ah, e por último, eu acho que é primordial se posicionar. O público fica desconfiado se você se omite e fica em cima do muro. Quando vai votar, o telespectador quer saber de que lado você está.

 

A Manu Gavassi se tornou a sua inseparável parceira lá no “BBB20”. Aqui fora, vocês mantêm a amizade pelo que podemos ver nas redes sociais. Como você define o “match” que deu entre vocês duas?
A Manu foi o maior presente que o BBB20 me deu. Ela é uma mulher única, especial, inteligente, uma artista completa! Sem ela eu não teria suportado muita coisa que aconteceu lá dentro da Casa. A gente se apoiava muito. Encontrei nela alguém que me ouvia, me respeitava, me dava muito carinho. E sinto que essa admiração é recíproca. Aqui fora essa amizade continua, cada vez mais forte – sempre que podemos, estamos juntas.

 

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Rafa Kalimann e Manu Gavassi – FOTOS DIVULGAÇÃO

 

Agora contratada da Globo, quais serão os seus próximos trabalhos na emissora? Como vem sendo a sua preparação para essa nova carreira?
A preparação é puxada e a evolução, contínua. Todo dia tenho sessões de fonoaudiologia e aulas de interpretação. Respeito muito o ofício do artista, que toca fundo o coração das pessoas. Esse é um trabalho que demanda muito cuidado e profissionalismo. A pandemia paralisou meus projetos, eles ainda estão muito embrionários, tanto na TV Globo como na GloboPlay. Por causa disso, ainda não tenho muita coisa para adiantar.

 

E 2021 vai ter casamento também? Você e o músico Daniel Caon já haviam ficado há alguns anos, não é? Como é esse novo namoro, com os dois mais maduros?
Estamos vivendo um momento gostoso, leve, sem rótulos. Nos reencontramos da maneira mais improvável: eu na casa do “BBB20” e ele na Casa de Vidro, disputando uma vaga no programa. Resolvemos dar uma segunda chance à paixão que vivemos no passado. Ele tem um jeito cativante de me colocar para cima, de fazer com que eu me sinta segura, amada e feliz. Não temos planos de casamento no horizonte. Queremos curtir esse amor sem pressa. Um passo de cada vez! 

 

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Rafa Kalimann e Daniel Caon – FOTOS DIVULGAÇÃO

 

 


 

5 Comentários

  1. Livia Maria

    Rafa perfeita, que matéria linda. Parabens aos envolvidos. Voa Rafaaaaa

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    • Maria Auxiliadora

      Rafa vc tem uma luz própria, por isso reluz, o momento é esse, brilhe!!

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  2. annysilva

    Raffa você e minha inspiração diária ❤️TE AMO

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    • Rayane

      Ela tem um brilho diferenciado, ela transmitir paz! Rafa maravilhosaaaaaa 🥰

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  3. Michellyne

    A matéria saiu perfeita que vc consiga realizar todos os seus objetivos rafa sou muita sua fã ♥️♥️

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