Atriz Laila Garin reverencia sua brasilidade em “A Hora da Estrela”, musical inspirado na obra de Clarice Lispector

por | maio 6, 2022 | Pessoas, Pessoas & Ideias | 0 Comentários

Metade baiana, metade francesa, Laila agora experimenta o frescor do desconhecido no musical com direção de Marcelo Caldi e trilha sonora de Chico César

Sobre um palco à meia luz, a atriz Laila Garin conta, nas palavras dela, “a história dos invisíveis”. Após quase 30 anos de carreira vivendo personagens ilustres nos palcos e nas telas – de Elis Regina a Edith Piaf, nas séries “Elis, A Musical” e “Hebe” –, ela agora experimenta o frescor do desconhecido no musical “A Hora da Estrela”. Com direção de Marcelo Caldi, trilha sonora de Chico César e enredo inspirado na obra homônima de Clarice Lispector, a peça narra a trajetória da migrante alagoana Macabéa, quando exposta a um Rio de Janeiro cruel e preconceituoso.

“Este é um canto que poderia ser meu, de minha mãe e de tantas outras nordestinas que caminham por aqui, despercebidas”, reflete a multiartista que, filha de mãe baiana e pai francês, revela ter emprestado muito desse seu DNA híbrido à personagem. “Eu me sinto, na mesma proporção, solar como a Bahia e melancólica como os dias na França. E Macabéa é exatamente isso: o equilíbrio singelo entre o penar e o sorrir.”

 

Laila Garin | Foto Nana Moraes
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Laila Garin | Foto Nana Moraes

 

Na voz de Laila, essa tragédia clariceana ganha a musicalidade do samba, do xote, do rock e do maracatu, e extravasa dos palcos às plataformas digitais no álbum “O Canto de Macabéa”, lançado em março deste ano e já com mais de 50 mil visualizações no YouTube. “O sonho é, no futuro, transformar o CD em show ao vivo e percorrer o Brasil em turnê duo com o gênio e compositor da peça, Chico César.”

Neste mês, Laila viaja, na pele de Macabéa, em curtíssima temporada pelo sul e sudeste do país. “Vamos passar por Porto Alegre nos dias 14 e 15 de maio, e, depois, seguimos para apresentações únicas nas cidades de Taquara (RS), Belo Horizonte e Florianópolis. A ideia é espalhar essa joia literária que Clarice colocou em nossas mãos e que diz tanto sobre empatia e amor, ensinamentos tão necessários nestes tempos de intolerância.”

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