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Lina Bo Bardi recebe Leão de Ouro em homenagem a sua obra na Bienal de Veneza

por | abr 26, 2021 | Cultura, Exposições | 0 Comentários

Ativista apaixonada pela natureza moderna da cidade e com uma admiração especial pela cultura popular, a ítalo-brasileira Lina Bo Bardi fez história produzindo uma arquitetura voltada à coletividade. Não à toa agora ela é a escolhida para receber a honraria desta edição da 17ª Mostra Internacional de Arquitetura de La Biennale di Venezia, um dos grandes prêmios internacionais de urbanismo.

Segundo Sol Camacho, arquiteta Diretora Cultural do Instituto Bardi, não podia ser diferente. “O tema desta Bienal é ‘Como Viveremos Juntos?’ e Lina nos ofereceu a resposta antes mesmo da pergunta. Ela desenhou museus e teatros, espaços que são puras definições do que é convivência”, explica. Nas criações que carregam a assinatura de Lina, seja no vão-livre do MASP ou na comunicabilidade dos corredores do Sesc Pompeia, fica evidente a aposta arquitetônica em dar lugar à “gente”, à manifestação e ao encontro.

 

A arquiteta Lina Bo Bardi - Foto Divulgação
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A arquiteta Lina Bo Bardi – Foto Divulgação

 

A nomeação póstuma, que foi divulgada no Dia Internacional da Mulher deste ano, é também um convite à reflexão sobre a falta de reconhecimento da produção feminina no século XX. “É muito significativo que o primeiro prêmio internacional de Lina só tenha vindo depois de sua morte. Agora que ela não está mais aqui, a homenagem só fará sentido se for usada para evidenciar que as mulheres não são reconhecidas, na arquitetura e em todas as outras áreas”, comenta a arquiteta, que foi uma das escolhidas para acompanhar a cerimônia de premiação e receber em mãos o Leão de Ouro.

Devido à pandemia, essa será a primeira vez que a Bienal acontece também virtualmente. O projeto da mostra poderá ser acompanhado ao longo do mês de abril por meio de transmissões ao vivo nas redes sociais e no site oficial da premiação. A cerimônia presencial de entrega dos prêmios está prevista para 22 de maio. O Brasil não ficará de fora da celebração e o Instituto Bardi planeja para julho uma exposição inédita. “Queremos fazer um projeto colaborativo que reúna arquitetos e profissionais de outras disciplinas, usando como fio condutor a ideia de viver juntos, que é o tema da Bienal”, explica Camacho.

 

Casa de Vidro no Morumbi, onde está o acervo de Lina Bo Bardi - Foto divulgação
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Casa de Vidro no Morumbi, onde está o acervo de Lina Bo Bardi – Foto divulgação

 

A ideia é que a futura mostra ocorra no jardim da Casa de Vidro, no Morumbi, em São Paulo – primeira criação de Lina, onde ela morou por quatro décadas e onde hoje se encontra seu acervo profissional. Nenhum trabalho já conhecido está entre as escolhas da curadoria e a inovação será protagonista: “Nós queremos apresentações, instalações, intervenções, ir para além do clássico, do usual. Assim é a obra de Lina”, finaliza.

 

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