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Sons do Rio: artistas cariocas para escutar em 2021

por | abr 9, 2021 | Coluna, Cultura, Música, Música | 0 Comentários

Novos sons de músicos cariocas que levam o baixo astral para bem longe.

Nessa temporada que nunca termina pudemos ver de casa alguns encontros interessantes. Fiquei especialmente curiosa com uma leva de cariocas que fizeram lives em escadas do prédio, apareceram em festivais independentes e parecem produzir coletivamente com muito prazer. Alguns já se lançaram solo e aparecem com novidades para 2021, como Maria Luiza Jobim, que soltou nas redes há pouco uma linda parceria com o pernambucano Otto. A canção se chama “Farol” e o contraste entre as duas vozes deixa tudo ainda mais bonito.

Há ainda muitos outros. Pedro Laureano estreia com a produção do sempre excelente Pedro Sá (guitarrista de Gal Costa e parceiro de Luana Carvalho) no disco “Esperas”. As letras vão para além do comum e, ainda que filosofar seja para o alemão, aqui as reflexões à beira mar caem muito bem. Na canção que eu mais gosto, “Barco de Papel”, aparece também Zé Ibarra – voz incrível que ouvi pela primeira vez em uma live com a rainha do Instagram, Teresa Cristina. Recentemente gravou dueto com Gal Costa fazendo parte do novo álbum “Nenhuma Dor”, cantando “Meu Bem Meu Mal”. Mas recomendo mesmo ouvir o single “Vai Atrás da Vida Que Ela Te Espera”, um belo violão, composição de Guilherme Lamounier que lembra aquele Erasmo dos anos 1970.

 

Fran e Chico Chico | Foto - Divulgação
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Fran e Chico Chico | Foto – Divulgação

 

Também presto atenção na voz de Chico Chico e nas suas escolhas musicais. Timbre poderoso e devoto do que ele chama da santíssima trindade: Melodia, Itamar e Macalé. Seus trabalhos mais recentes são parcerias, dentro daquele espírito coletivo que falei. Com Fran (Francisco Gil) ele gravou “Onde?”, que tem no repertório a deliciosa “Veleiro Azul”, música gravada por Luiz Melodia no disco Maravilhas Contemporâneas, de 1976. E com João Mantuano acaba de lançar um disco autoral.

Dora Morelenbaum lançou um belíssimo single no ano passado em parceria com Tom Veloso e arranjo de seu pai, Jacques Morelenbaum. Uma canção absolutamente linda chamada “Dó a Dó”, que anuncia o disco que vem por aí. Dona de uma voz impressionante, delicada e afinadíssima, que dá vontade de ouvir mais.

Fazer música junto é uma marca dessa geração. E minha última sugestão aqui é Júlia Mestre com a banda Gilsons, trio formado por Francisco, João e José Gil, filhos de Gilberto Gil. Lançaram juntos a canção “Índia”, uma delícia com tempero baiano. Mais pop e odara ainda é “Deixa Fluir”, com Gilsons e Big Up. É um som para ficar tudo joia rara, para desencanar, para dançar levinho e deixar o baixo astral longe daqui. Missão difícil para esses tempos, eu sei. Mas tentar não custa nada!

Conheça esses e outro sons imperdíveis na playlist “Ouvidos Atentos” por Patrícia Palumbo no 29HORAS Play.

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