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O turismo fluvial é uma maneira surpreendente de mergulhar em destinos naturais

por | jan 12, 2021 | Coluna, Mobilidade | 0 Comentários

Além de econômico e pouco poluente, o turismo fluvial é uma maneira deliciosa de conhecer destinos naturais, como a floresta amazônica.

Nos cruzeiros fluviais é possível conhecer lugares praticamente recônditos, escondidos, onde só é possível chegar de barco. E de uma forma relaxante e confortável, enquanto se observa tranquilamente a mansidão do rio e o desfile de belezas ao navegar. Bastante comum em países da Europa, esse tipo de turismo começa a se tornar mais conhecido no Brasil, país que reúne as maiores bacias hidrográficas do planeta, como a do Rio Amazonas, considerado o maior e mais volumoso rio do mundo, com cerca de sete mil quilômetros de extensão e mais de mil afluentes.

Com uma mobilidade muito mais sustentável e econômica do que o transporte rodoviário, por exemplo, o turismo fluvial proporciona, a cada curva do rio, a experiência de conhecer vilarejos e comunidades ribeirinhas, vivenciar de perto a natureza e aproveitar uma viagem praticamente ao ar livre, de cara para o sol – ponto importante nesse período de pandemia.

 

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Embarcação Jacaré-açu, da Expedição Katerre, percorrendo o Parque Nacional da Anavilhanas

 

Além disso, o turismo com base na água, quando bem estruturado, leva à compreensão do valor desse bem e da importância de proteger os ecossistemas, assim como as comunidades no seu entorno, que conhecem meios de subsistência mais sustentáveis​.

O município de Novo Airão, localizado a 200 km de Manaus, é o ponto de partida para explorar toda a extensão do Alto Rio Negro, seja em expedições mensais regulares de três a sete noites, ou em roteiros customizados disponíveis o ano todo. As viagens fluviais são organizadas pela Expedição Katerre, que nasceu em 2004 com o objetivo de criar experiências de ecoturismo em comunhão com as comunidades do Rio Negro.

O roteiro inclui observações diurnas e noturnas de animais – entre focagem de jacarés, macacos, preguiças, araras e outras espécies da região –, banhos de cachoeira, paradas na Reserva do Madadá, onde é possível percorrer uma trilha pela mata até alcançar um incrível conjunto de grutas, e a possibilidade de pernoitar em um mirante, com vista para a floresta, ouvindo os sons noturnos.

A Katerre conta com duas embarcações, Jacaré-açu e Jacaré-tinga, que, feitas em madeira de lei e com acabamentos em tecidos de fibras naturais, não destoam do genuíno cenário amazônico. A conexão com a natureza é profunda e feita pelas águas, enquanto se observa pássaros, botos e vilarejos ao longo do passeio. A Katerre não tem conexão de internet, o que ajuda a tornar essa viagem ainda mais exclusiva e inesquecível.

 

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