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Marfrig adquire uma significativa participação na BRF

por | jul 22, 2021 | Agronegócio, Coluna, Negócios | 0 Comentários

Marfrig, potência das carnes bovinas, adquire uma significativa participação na BRF, líder no mercado de aves e suínos. Se a fusão for concluída, vai dar origem a uma poderosa empresa com faturamento anual de mais de US$ 20 bilhões.

Em um movimento que surpreendeu muita gente, a processadora de carnes Marfrig, do empresário Marcos Molina, abocanhou mais de 30% das ações da empresa de alimentos BRF. A Marfrig é 100% focada em carne bovina e é dona de marcas como Montana e Bassi. Já a BRF trabalha apenas com carne de frango (entre 70% e 80% da receita) e carne suína (entre 20% e 30%).

 

Foto: Divulgação
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Uma empresa complementa o portfólio da outra, e uma eventual união entre as duas geraria pouca sobreposição geográfica, uma vez que as operações da Marfrig se concentram na América do Norte (70% da receita) e América do Sul (30%), enquanto a BRF — controladora das marcas Sadia e Perdigão — tem sua atuação mais limitada ao Brasil (80% da receita) e ao Oriente Médio.

A nova empresa formada pela fusão já nasceria como uma das cinco maiores empresas de proteína do planeta, com um faturamento anual de mais de R$ 100 bilhões (ou cerca de US$ 20 bilhões), mais de 50 unidades produtivas e mais de 120 mil colaboradores. A Marfrig informa que — ao menos no curto prazo — não pretende interferir diretamente nos rumos da BRF ou eleger membros para o Conselho de Administração. A aquisição dessa significativa participação na empresa seria apenas um “investimento estratégico”. Mas a posse de mais de 30% das ações garante à Marfrig um enorme poder de fogo nas assembleias e nas tomadas de decisão do Conselho da BRF.

A aquisição, fusão ou seja lá qual nome tiver essa operação, ainda não está concluída. O desfecho deve acontecer neste segundo semestre de 2021. E certamente vai colocar mais uma gigante do agronegócio brasileiro em destaque no cenário mundial.

 

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Prosa rápida

  • Mango hype

Enquanto a Marfrig avança sobre a BRF, sua arquirrival JBS anuncia a compra da Rivalea, líder na criação e processamento de carne de porco na Austrália, responsável por 26% dos suínos processados no mercado local. Com essa aquisição, a JBS diversificará seus produtos no país e no Sudeste Asiático.

  • Sem apagão

Neste momento em que os reservatórios das usinas hidrelétricas estão esvaziados e em situação periclitante, as usinas de processamento de cana-de-açúcar podem ajudar a reduzir a chance de apagões e racionamento de energia elétrica no Brasil. A eletricidade de biomassa, gerada a partir do bagaço de cana, custa menos da metade daquela produzida nas centrais térmicas movidas a gás, diesel e carvão. As usinas sucroalcooleiras, concentradas no Centro-Sul, podem entregar energia por algo entre R$ 300 e R$ 400 por mega watt-hora, enquanto hoje há usinas térmicas com custo superior a R$ 1.000 por MWh.

  • Lanche venenoso

O uso de agrotóxicos no país é tão descontrolado que eles aparecem até em vários alimentos processados. Análise feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) detectou a presença de resíduos de herbicidas de alta toxicidade em produtos como as bebidas de soja da Batavo, os cereais matinais Nesfit, os snacks Baconzitos (da Pepsico), os biscoitos Triunfo (da Arcor) e Oreo (da Mondeléz) e nas bisnaguinhas Panco, Seven Boys (da Wickbold) e Pulmann (da Bimbo).

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