Em Gramado, restaurante de Roberta Sudbrack propõe uma nova leitura dos sabores locais

Em Gramado, restaurante de Roberta Sudbrack propõe uma nova leitura dos sabores locais

Restaurante de Roberta Sudbrack eleva a experiência gastronômica em Gramado e outras novidades locais entram na onda da curadoria especial

Entre vales verdes, construções em estilo europeu e clima ameno que transforma qualquer caminhada em um passeio charmoso, Gramado continua sendo um dos destinos mais procurados do Brasil. Mas agora quem visita a cidade gaúcha percebe que, por trás da estética serrana conhecida, há um novo movimento ganhando força — e ele passa pela mesa, pela taça e até mesmo pela cama.

Com a chegada da premiada chef Roberta Sudbrack, Gramado entra no radar da alta gastronomia nacional. O restaurante Ocre, recém-inaugurado no elegante Wood Hotel, propõe uma nova leitura dos sabores locais — uma cozinha feita no fogo, com ingredientes brasileiros, simplicidade refinada e respeito à origem dos produtos.

 

Fachada do Wood Hotel – foto divulgação

 

Primeiro projeto da chef fora do Rio de Janeiro, o lugar é descontraído, afetivo e autoral, mas tecnicamente rigoroso. A experiência começa antes mesmo de o prato chegar à mesa. Um dos destaques é o Bar de Charcutaria, o primeiro desse estilo na cidade. Ali, embutidos artesanais e queijos brasileiros são laminados, com precisão milimétrica, em uma máquina cheia de significado. 

O equipamento é uma relíquia nacional com mais de 30 anos da marca Filizola, que foi apelidada de “Anita”, em homenagem à heroína gaúcha Anita Garibaldi. “Virou a estrela dos embutidos! Eu sempre fui apaixonada por essas máquinas italianas de manivela, como a Berkel. Mas a gente quis ir além e encontrou essa Filizola esquecida. É como se ela representasse a alma do projeto”, celebra Roberta.

 

Bar de Charcutaria do Ocre – foto divulgação

 

No cardápio, há polenta orgânica mole com cogumelos na brasa, frango caipira assado com batatas e hortaliças orgânicas, prime rib de porco à milanesa e sanduíche aberto gaúcho no pão alemão. As sobremesas mantêm o espírito acolhedor: panqueca soufflé com doce de leite, strudel de maçã assada e profiteroles com calda quente de chocolate.

“Gramado tem espaço para tudo. Um dia você quer comer fondue, no outro, churrasco. Mas muita gente ainda não conhece as preciosidades que temos, como os queijos, os embutidos e as receitas que estão se perdendo, como o sanduíche aberto gaúcho. O que eu proponho é resgatar, não inventar. É olhar para trás e trazer para a mesa aquilo que já é nosso”, completa.

 

Cozinha feita no fogo do restaurante Ocre – foto divulgação

 

Descansar e criar 

O turismo do sono emerge como uma tendência que valoriza o bem-estar e a qualidade do descanso durante as viagens. Gramado abraça essa proposta com o Wood Dreaming, uma experiência do Wood Hotel que transforma o ato de dormir em um verdadeiro ritual de relaxamento.

Ao chegar no quarto, o hóspede encontra a Dream Box, uma seleção de mini travesseiros que representam diferentes estilos de sono. Basta escolher o modelo ideal — mais macio, mais firme, com ou sem suporte cervical — e sinalizar a preferência. A equipe do hotel se encarrega de preparar tudo para uma noite perfeita.

 

Acomodação confortável do Wood – foto Matheus Zanchet

 

O ambiente é cuidadosamente ajustado: luzes suavizadas, playlist relaxante ativada e uma caixa “Unplug-se” com carregador por indução, incentivando a desconexão digital. Ao lado da cama, um chá especial para o sono, água filtrada e um chocolate completam o clima de aconchego. Outro diferencial é o colchão massageador com tecnologia quântica, que promove relaxamento profundo. 

Após o descanso e também inspirado pela renovação das experiências ao público, o VinoLab se destaca ao propor uma imersão completa no universo do vinho. Localizado na principal avenida da cidade, o espaço une restaurante, enoteca e laboratório sensorial, oferecendo vivências para quem quer ir além da degustação.

A mais emblemática e divertida delas é a Alquimista do Vinho, conduzida por um sommelier em sessões de até duas horas. Os visitantes analisam quatro varietais da Serra Gaúcha, testam proporções, combinam aromas e sabores e criam seu próprio blend. A garrafa é rotulada, engarrafada e lacrada na hora — com direito a levar o vinho autoral para casa.

 

Experiência no VinoLab – foto divulgação

 

Ao estilo tradicional 

Instalado em um casarão com arquitetura alpina e decoração que remete aos chalés europeus, o Hotel Casa da Montanha combina elegância com atmosfera familiar. Os quartos são amplos e decorados com detalhes em madeira, iluminação suave e vista privilegiada da região central de Gramado. Entre os atrativos do hotel, está o novo restaurante Giostra Cucina, que conta com consultoria da chef Carla Pernambuco.

Chapada Diamantina, na Bahia, surpreende pela cultura, gastronomia e qualidade de vida

Chapada Diamantina, na Bahia, surpreende pela cultura, gastronomia e qualidade de vida

Localizada na Bahia, a Chapada Diamantina vai muito além das belezas naturais e é recheada de histórias interessantes 

Esperava encontrar um lugar montanhoso e permeado de rios e cachoeiras, mas não fazia ideia das histórias que fazem da Chapada Diamantina tão interessante. Saí de carro de Salvador em direção a Mucugê e, após três horas de estrada atravessando terras bastante áridas, avista-se no horizonte uma cordilheira que faz você duvidar se está mesmo na Bahia. O visual começa a mudar e, aos poucos, surge uma terra completamente distinta com muita vegetação e visivelmente fértil.

Desviei um pouco do caminho de Mucugê para conhecer a cidade de Igatu – resquício da era do garimpo de diamante que agitou a região no século 19. Até o chão da estrada é de pedra e, após alguns quilômetros, o que se encontra é uma cidadezinha super charmosa encravada entre as montanhas e que, junto com Andaraí e Mucugê, forma um bom ponto de apoio para quem quer visitar atrações como o Poço Encantado, o Marimbus, a Gruta da Paixão e a Cachoeira das 3 Barras. 

 

A vinícola Uvva oferece degustação e está inserida na Chapada Diamantina, no interior da Bahia – foto divulgação

 

Segui para Mucugê, que parece irmã gêmea de Paraty – com ruas mais largas e a mesma beleza colonial. Fiquei encantado pela simpatia e cordialidade dos moradores e impressionado pela limpeza das ruas. As portas das residências sempre abertas deixam claro que não existem ocorrências de furto e assalto. Comi super bem tanto no restaurante da dona Nena e no da Claudia quanto no Beco da Bateia, onde servem boas massas e uma pizza deliciosa. E se quiser algo mais sofisticado, vá ao Paraguassú, no hotel boutique Refúgio na Serra, onde me hospedei.

A apenas 20 km dali se encontra a vinícola Uvva, que fez um enorme investimento e montou um complexo digno das melhores vinícolas de Mendoza. Aliás, vale muito fazer a visita com degustação e posso garantir que a extensão das vinhas com as montanhas da Chapada Diamantina ao fundo se assemelha ao visual mendocino. Por lá, produzem vários tipos de uva, mas o vinho que preferi foi o Sauvignon Blanc. 

Como se não bastasse, Mucugê abriga ainda outra surpresa de uma estética incrível: um cemitério Bizantino cravado aos pés de um enorme paredão de pedra. O cemitério Santa Izabel foi construído em 1855 após uma epidemia de cólera e tem seus túmulos em cor branca fazendo referência às cúpulas do mar Egeu na época do Império Bizantino. É lindo! 

E visitei a deslumbrante Cachoeira da Fumaça, a gruta da Lapa Doce e o Parque da Muritiba. Quando bater a fome nesses arredores, mais especialmente perto do Morro do Pai Inácio, não deixe de almoçar ou jantar no Lila Orquidário, que também oferece hospedagem exclusiva e experiências de retiro e meditação. Boa viagem!

Revista Online: julho 2025 – ed. 186 – RJ

Revista Online: julho 2025 – ed. 186 – RJ

Revista Online: julho 2025 – ed. 186 – SP

Revista Online: julho 2025 – ed. 186 – SP

Boa Vista Surf Lodge, em Porto Feliz, é o lugar perfeito para iniciantes no esporte

Boa Vista Surf Lodge, em Porto Feliz, é o lugar perfeito para iniciantes no esporte

Boa Vista Surf Lodge é o novo ‘point’ de feras como Ítalo Ferreira e Pedro Scooby e tem como principal atração uma piscina com 220 m de extensão

A apenas 130 km da cidade de São Paulo, pela rodovia Castelo Branco — importante ligação entre a capital e o interior do estado — fica o novo destino predileto de muitos surfistas. O Boa Vista Surf Lodge, inaugurado na virada de 2024 para 2025 em Porto Feliz, tem como principal atração uma piscina com 220 m de extensão onde a tecnologia Perfect Swell gera mais de 100 diferentes ondulações, com ou sem tubo, do jeitinho que os surfistas adoram. Não por acaso, profissionais como Ítalo Ferreira e Pedro Scooby usam o espaço para aperfeiçoar suas manobras.

A cada hora, um tipo de onda é gerado pelas máquinas, com níveis entre 1 (para principiantes) e 9 (para profissionais). Para quem precisa de monitoria, uma equipe de instrutores está a postos para ministrar aulas que começam na areia da “praia” e terminam na água, deslizando sobre inofensivas marolas. A água é doce, mas o preço das aulas é salgadinho: começa na faixa dos R$ 400 por hora.

 

Piscina com ondas do Boa Vista Surf Lodge – foto Kike Martins da Costa

 

Quem curte as ondas se sente no Havaí ou na Califórnia, mas fora da água a atmosfera remete a paisagens menos radicais como as de Nantucket, East Hampton ou Newport. Toda a sinalização é em inglês, as cores predominantes são o branco e o navy blue e até as barracas dos salva-vidas emulam as construções desses elegantes balneários norte-americanos.

O hotel propriamente dito é um prédio com sete andares e 57 acomodações, divididas em oito categorias. Com área de 45 m², a menor é o Quarto Superior, equipado com caixas de som de alta fidelidade Harman/Kardon, vaso sanitário em estilo japonês (com assento aquecido, ducha e ventoinha), toalhas felpudas e cama king size. A maior é a Surf Lodge King Suite, com 128 m² e terraço com vista para a “praia”. O hotel é um empreendimento da marca JHSF, e a operação é do Grupo Fasano.

No térreo, um aconchegante restaurante tem menu focado em peixes e frutos do mar, para reforçar a atmosfera praiana. E, do outro lado da megapiscina, um spa completo oferece aulas de yoga e terapias relaxantes. O hotel Surf Lodge está inserido no complexo Boa Vista Village, que tem mais de 3 milhões de m² e inclui condomínios residenciais e quatro hubs esportivos: um dedicado ao surfe, um ao golfe, um ao tênis e um centro hípico.

 

Suíte do Boa Vista Surf Lodge – foto divulgação

 

Boa Vista Surf Lodge
Estrada Municipal PFZ 373-B, Lote 1, Porto Feliz (SP).
Tel. 15 3199-4713.
Diárias a partir de R$ 2.500.