De Elis Regina à Lara de “Um Lugar Ao Sol”, Andréia Horta empresta sua voz e seu corpo a personagens complexas, potentes e genuinamente brasileiras

De Elis Regina à Lara de “Um Lugar Ao Sol”, Andréia Horta empresta sua voz e seu corpo a personagens complexas, potentes e genuinamente brasileiras

Com várias produções biográficas no currículo, a atriz e apresentadora mineira Andréia Horta agora se prepara para dar vida à mãe da dupla Chitãozinho e Xororó em nova série da Globoplay

Para dar vida às suas personagens, Andréia Horta recorre ao silêncio e à escuta. “Eu me calo para ouvir com clareza o que aquela história quer gritar”, explica. Depois, de ouvinte, se faz intérprete. Compartilha sua voz e seu corpo com outro alguém e, através de si, o permite que fale, cante e brade por liberdade. A imersão nesses universos particulares é também um mergulho solitário em si mesma.

Foi seguindo esse método que a atriz construiu Lara, sua mais recente personagem e a heroína da novela global “Um Lugar Ao Sol” – uma gastrônoma que parte de Minas Gerais para o Rio de Janeiro na tentativa de abrir seu próprio restaurante. Antes desse sonho se concretizar, ela vende quitutes nas ruas da metrópole. “O silêncio do estudo me trouxe memórias do início da minha carreira, de quando eu mesma, vinda de Juiz de Fora, fazia e vendia bolo de laranja, torta de carne moída e até poesia nas ruas paulistanas para custear meu sonho de ser atriz.”

 

A atriz em cena na novela “Império” ao lado do ator Alexandre Nero | Foto Alex Carvalho | Globo

 

Andréia já foi muitas. Viveu a revolução na pele, como Joaquina, a filha de Tiradentes na minissérie “Liberdade, Liberdade” (2016); foi filha de comendador em “Império” (2015); denunciou os horrores das internações psiquiátricas no extinto manicômio de Barbacena, na série “Colônia” (2021); e cantou a revolta contra a ditadura militar como Elis Regina, no cinema – papel que lhe rendeu, inclusive, indicação ao Emmy e um Kikito no Festival de Cinema de Gramado.

Em 2022, prestes a completar 39 anos de idade e 22 de carreira, ela se prepara para ampliar a coleção de biografias vividas. Vai encarnar dona Araci, a mãe de Chitãozinho e Xororó, na série “As Aventuras de José e Durval”, que deve chegar ao Globoplay nos próximos meses.

Em entrevista à 29HORAS, a atriz comentou seus trabalhos mais recentes, celebrou os ecos da obra de Elis em sua vida e refletiu sobre o papel transformador da arte. Confira os principais trechos dessa conversa.

 

Foto – Fotógrafo: Marcus Leoni @marcusleonii | Diretora de arte: Renata Willig @renata_willig | Make/Hair: Cristian Dalle @cristian.dalle | Stylist: Yakini Rodrigues @yakini_kiki

 

 

 

A Lara, de “Um Lugar Ao Sol”, é mineira como você. Interpretá-la é um retorno às suas origens?
Sem dúvida. Embora tenhamos ambições diferentes, nós compartilhamos uma alma muito próxima. Um frescor que vem da nossa origem e extravasa no nosso jeito de falar. Foi uma experiência muito acolhedora e feliz poder compor essa personagem a partir da musicalidade primeira da minha vida, que é o sotaque mineiro. A Lara fala como a Andreia, ri as mesmas gargalhadas e tem uma simplicidade que encanta.

 

Assim como a Lara se aventurou pela metrópole, de Juiz de Fora você veio para São Paulo estudar teatro e, antes de se firmar como atriz, chegou a improvisar como “empreendedora das ruas”. Vendeu bolo, torta e até poesia. Como foi esse período? Quais são as suas principais memórias dessa época?
Foi um momento muito duro financeiramente, mas ainda assim, um dos mais férteis para o meu desenvolvimento artístico. As ruas foram um super laboratório. Vivi momentos de intenso contato humano, estava sempre cercada de gente, e elas viraram parte do meu estudo cênico. Essa experiência também me ensinou muito sobre a necessidade de se acreditar no trabalho que se faz. Eu sempre amei escrever e rabiscava versos há um tempo, mas levar às ruas o meu livro, escrito a próprio punho, me fez mais corajosa com relação a minha arte e mais inspirada a produzir.

 

Andréia Horta como Lara, ao lado da atriz Marieta Severo - Foto Fábio Rocha | Globo

Andréia Horta como Lara, ao lado da atriz Marieta Severo – Foto Fábio Rocha | Globo

 

Você chegou a declarar em entrevistas que a Lara é um desafio diferente, em comparação às personagens que estava acostumada a viver. O que ela traz de novo?
É uma personagem difícil porque combina potência e ingenuidade de uma forma muito ímpar. Ela é uma mulher firme e com muita consciência do que deseja para si, mas, ao mesmo tempo, está atravessada pelo amor que sente e se deixa levar a conflitos éticos que a afastam de seu senso de justiça e honra, muito fortes. Ela é cheia de saudade e mistério, mas muito límpida e simples. É um equilíbrio delicado. Entender essa tônica e construí-la em todas as suas nuances foi desafiador.

 

Seja vivendo Lara, Joaquina ou Elis, sua carreira é marcada por personagens mulheres, fortes, potentes e (por que não?) empoderadas. Qual é o papel da arte na construção e desconstrução do feminino?
Bertold Brecht disse uma vez que “a arte serve para denunciar o velho e anunciar o novo”. Quando estamos em um set ou em um palco, diante de um personagem, assumindo seu lugar, estamos também assinando aquela mensagem, nos posicionando perante o mundo. E é crucial nos posicionarmos avessos a qualquer possibilidade de seguir perpetuando a narrativa da mulher insegura, histérica e submissa. Esse tipo de representação, mais que ultrapassada, é irreal e nos limita. A arte, com todo o seu alcance, pode apontar novos caminhos, em direção a um mundo mais justo e, enquanto artista, fico muito feliz de estar nessa posição e poder dar vida a mulheres de todas as faces e interiores.

 

FOTO GLOBO | SERGIO ZALIS

FOTO GLOBO | SERGIO ZALIS

 

 

Você também está acostumada a encarnar papéis com altíssimo teor dramático, a exemplo da prostituta Valeska, que é internada no Manicômio de Barbacena, na série “Colônia”. Como manter o equilíbrio emocional em trabalhos deste teor, sobretudo em um momento difícil como o que estamos passando desde 2020?
Meu exercício de vida é entender, todos os dias, que esse é o meu ofício, e parte dele consiste em fluir por energias distintas da minha e carregar pesos que, na maioria das vezes, nunca foram meus. Eu busco sempre situar e delimitar muito bem a vivência da personagem e dissociá-la da minha. Assim, quando é necessário me retirar dela, faço isso com a clara consciência de que aquela dor não segue comigo.

 

Aliás, o que fez durante esses dois anos de pandemia para se manter centrada e em sintonia consigo mesma?
Eu estudei muito, principalmente literatura. Li Machado de Assis, Clarice Lispector, Hannah Arendt, Dostoiévski. Foi visceral. Também fiz a energia criativa circular em novos projetos. Um deles, de que me orgulho muito, é o “Cara Palavra”, uma peça desenvolvida 100% à distância, no formato de um “diário de quarentena”, que ficou em cartaz em transmissões virtuais no final de 2020. Éramos eu na minha casa no Rio de Janeiro, Débora Falabella em um palco de teatro, Bianca Comparato em Los Angeles e Mariana Ximenes em São Paulo dividindo com a plateia nossas angústias e descobertas no isolamento. Transformar essas incertezas em arte nos ajudou a ficar de pé.

 

Em 2022, o Brasil completa 40 anos sem Elis, personalidade que você já viveu duas vezes, no cinema e no streaming. O que Elis representa hoje para você? Como você situa essa mulher na sua e na história do nssso país?
Elis ecoa em mim desde muito antes de eu ser convidada a vivê-la no cinema. Eu a escuto desde muito nova e mergulho nela desde então, imergindo em entrevistas, artigos, vídeos, documentos pessoais. Ela foi uma mestra na minha vida e me fascina com a sua coragem de ser o que era. Elis deixa para o Brasil uma obra colossal, um legado de perfeição técnica e uma habilidade própria de ser clara e incisiva nas mensagens que cantava. Eu bebi muito dessa fonte, e o país também. Ela é uma de nossas maiores vozes, que se elevou por nós em um momento tão agudo da nossa história, durante o qual se posicionou e se manteve indignada até o fim.

 

Andréia no papel de Elis Regina - Foto André e Carioba

Andréia no papel de Elis Regina – Foto André e Carioba

 

O que, durante o processo de imersão e estudo de Elis, mais te marcou?
A relação dela com o canto. Elis dizia que cantar é um ato que se comete absolutamente sozinho, e ela adorava isso. Naquele momento em que estava dentro de uma canção, ela estava também viajando por dentro de si, e toda essa verdade visceral nos atingia como público. Também me fascinou a maneira como ela sabia escrever cartas de amor para as pessoas que amava. Ela tinha um lirismo tão potente, que emociona tanto quanto sua música. No fundo, acho que tudo nela me marcou.

 

Este ano você se prepara para viver outra biografia, agora na pele de dona Araci, mãe da dupla Chitãozinho e Xororó. É mais difícil encarar um personagem real?
Não sei se é mais difícil, mas é diferente. Para dar vida a alguém que já existiu, temos acesso a registros e relatos que nos oferecem todas as nuances que uma existência pode ter. Mas isso não impede nosso exercício de criação. Aliás, nessa série, eu não me ocupei em perseguir e reproduzir à risca o modo como a Dona Araci falava ou se movimentava. Recorri à imaginação. Imaginei o que uma figura materna representaria naquela história e construí essa persona a partir desse estalo.

 

E o que ela representa?
Força. Dona Araci teve oito filhos, driblou a fome e a falta de amparo com amor e delicadeza. Ela representa a maternidade em sua mais pura essência.

 

Andréia Horta no cenário do programa "O País do Cinema", do Canal Brasil - foto Ana Paula Amorim | Canal Brasil | divulgação

Andréia Horta no cenário do programa “O País do Cinema”, do Canal Brasil – foto Ana Paula Amorim | Canal Brasil | divulgação

 

Você também é a apresentadora do programa “O País do Cinema”, no Canal Brasil. Hoje esse título chega a ser quase irônico… Como você avalia o atual momento do cinema brasileiro?
Mais do que irônico, é trágico. Presenciamos um desmonte brutal da nossa Cultura que, apesar de não receber incentivos, é o que nós temos de mais rico. Antes de ser atacado, o cinema nacional vivia um período de efervescência, em todos os gêneros, da comédia ao terror. Com esses cortes, fica claro o esforço que o governo faz para atrapalhar os artistas e impedir que eles coloquem seus depoimentos e denúncias no mundo.

 

Há saída?
Com certeza, e ela depende de nós e da nossa luta. Toda sociedade precisa de seus artistas, pensando o mundo à frente e mostrando ao ser humano o próprio ser humano. Nosso trabalho é muito importante e esses caras sabem disso, é por isso que tentam destruí-lo. Mas não vão conseguir. Somos muito mais numerosos, temos coração e estamos vivos. Um dia, até essa treva em que nos encontramos, nas nossas mãos, há de virar arte.

 

Criador da turminha mais amada dos gibis, Mauricio de Sousa estreia filme de seus personagens em dezembro

Criador da turminha mais amada dos gibis, Mauricio de Sousa estreia filme de seus personagens em dezembro

Com mais de seis décadas de carreira, um bilhão de gibis criados, livro recém-lançado e filme prestes a estrear, Mauricio de Sousa aproveita os 86 anos em plena forma.

 

Mauricio de Sousa - Foto: Caio Gallucci

Mauricio de Sousa – Foto: Caio Gallucci

 

Aos quatro anos de idade, Mauricio Araújo de Sousa viu uma revista jogada em uma calçada da pacata Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo. Parecia um pouco errado, mas ele levou para casa assim mesmo. Sozinho, a primeira reação foi se encantar pelos desenhos – e havia muitos! Depois, veio o pedido de ajuda à mãe, que decifrou o bando de letrinhas nos balões. Nascia ali um fã voraz de histórias em quadrinhos.

De admirador, o garoto tornou-se um fazedor. Produzia tanto que, à beira dos 20 anos, o natural parecia profissionalizar a coisa. Os editores do jornal “Folha de S. Paulo”, porém, discordaram do plano e preferiram que o jovem estreasse como repórter policial: “Para um rapaz que achava que já tinha um bom trabalho como artista, fui tratado de forma inadequada. O que só depois percebi é que trabalhar textos concisos e rápidos nas reportagens me ajudou a escrever dentro dos balões”.

Entre uma coisa e outra, o ilustrador ainda amador improvisava retratos falados para matérias sem fotos, rabiscava cenas de crimes e aprendeu que, embora aquilo estivesse bem longe dos personagens “fofos” que costumava conceber, a gênese era a mesma, isso é, o homem e suas ações.

 

Mauricio de Sousa como repórter da "Folha de São Paulo" - Foto: Folha de São Paulo

Mauricio de Sousa como repórter da “Folha de São Paulo” – Foto: Folha de São Paulo

 

Dentre as qualidades humanas, perspicácia, sensibilidade e persistência permitiram ao jovem emplacar sua primeira tirinha no jornal. Bidu, o cãozinho azul, aparecia impresso em preto e branco. Mas aparecia. Com o tempo – somos testemunhas! – os desenhos evoluíram, coloriram-se intensamente e o dono do cachorrinho, Franjinha, ganhou uma série de amiguinhos para dividir historinhas.

No universo “mauricízico”, as palavras sucedem-se sem esforço no diminutivo, como numa conversa carinhosa com criança, de igual para igual. Denguice à parte, é a consciência adulta quem impera. Não se trata de moral da história, tampouco de infantiloidismo, há antes um comprometimento pedagógico. “É primordial que a nossa turminha leve junto com a brincadeira assuntos educativos para as crianças, como ter uma boa saúde, ser solidário e se importar em melhorar tudo no mundo”, aposta.

Aos 86 anos de idade, Mauricio exercita a própria teoria: rola no chão com Martin, o netinho de um ano, tuíta, instagrameia, desenha um pouco, lê muito. Ainda não voltou a frequentar restaurantes, teatros e nem cinemas. Todavia, está em vias de retomada!

Agora, dia 30 de dezembro, estreia “Turma da Mônica – Lições”. Sob direção de Daniel Rezende (o mesmo do “Turma da Mônica – Laços”, que em 2019 levou aos cinemas mais de 2 milhões de espectadores), o filme traz os personagens de volta às aulas presenciais com duas peculiaridades: a mudança de escola da Mônica e a entrada na pré-adolescência, pano de fundo para novos planos infalíveis e discussões sobre amizade.

“Antes do primeiro filme, em 2018, eu tinha algum receio em ver os personagens em carne e osso. Não por mim, mas pelos milhões de leitores da Turma da Mônica, que poderiam sentir que aqueles pequenos atores não representavam o que eles conheciam pelos gibis. Mas tudo estava muito encaixado e agora não queremos mais parar. Tem o ‘Lições’, que estreia este mês e virão mais filmes live-action por aí!”, antecipa Mauricio.

 

Cena do longa "Turma da Mônica - Lições" - Foto: Divulgação

Cena do longa “Turma da Mônica – Lições” – Foto: Divulgação

 

Sonhos sempre renovados

Pai de 10 filhos e de mais de 400 personagens, aplica com magia outra de suas fórmulas: “A criança gosta de diversão e de ação, tem que ter aventura e muito humor”. Assume também ser Horácio, o “dinossauro diferente, que não come carne e cuja visão ecológica sou eu, por isso nunca deixei alguém no estúdio criar novas histórias”. Aliás, até o início de 2022 sairá uma coleção com todas as tirinhas do animalzinho pré-histórico publicadas nos suplementos “Folhinha” e no “Estadinho”.

Ainda que a pandemia não tenha trazido novas figuras, seu esquadrão de 60 heróis brilhou em homenagens aos atletas das Olimpíadas e Paraolimpíadas e envolveu-se em ações pela vacina, pelo uso de máscara e pelo distanciamento social. “No momento mais difícil da pandemia, nossa campanha chegou até ao Japão, com um clipe sobre esses procedimentos”, orgulha-se.

Para sorte de Mauricio, a maioria de seus roteiristas já trabalhava de suas casas, em diversos pontos do Brasil. Os desenhistas seguiram o mesmo prumo. Assim, não só as quase 400 pessoas de seu estúdio não pararam, como ele notou um fervilhar saudabilíssimo de ideias. Um processo no qual ele mesmo se inclui: “Não paramos de sonhar com novas ideias!”.

 

Mauricio de Sousa com Bidu, seu primeiro personagem - Foto: Divulgação

Mauricio de Sousa com Bidu, seu primeiro personagem – Foto: Divulgação

 

Nascido das memórias dos tempos em que nadava no Tietê e lançado no dia do seu aniversário, 27 de outubro, o livro “Sou um Rio” (Editora Nova Fronteira e Mauricio de Sousa Editora) é uma delas. “Os rios são fonte de vida para todo o ecossistema, mas estão morrendo pela poluição desenfreada. A ligação entre o ser humano e a natureza é a melhor forma de aprendermos a amar o que recebemos de graça e estamos maltratando. Aos 86, tenho certeza de que todos nós precisamos passar para as novas gerações que é possível casar a tecnologia com a sustentabilidade e melhorar o planeta”, filosofa.

O filme sobre a sua vida, assinado com a Disney, que estará em cartaz em 2023 é mais um exemplo de sonho a se concretizar: “Ele mostrará a minha luta para realizar um sonho de criança, que era ser desenhista. Posso dar um spoiler: o final é feliz!”.

Falando em spoilers, os próximos dias são promissores. O programa infantil “Mauricio TV” estreia no Japão, os shows retornam ao teatro com “Turma da Mônica e a Árvore de Natal” (Teatro Bradesco, em São Paulo) e aguarda-se “#XôFakeNews”: “A escritora Januária Cristina usou nossa jornalista Tina para ensinar a Turma da Mônica Jovem sobre o perigo das notícias fraudulentas nas redes sociais e a importância do combate à desinformação e às mentiras. Um livro que todas as escolas de ensino médio deveriam adotar”.

Com mais de um bilhão e duzentas mil revistas impressas no Brasil, publicações em mais de 70 países, mais de três mil itens com os personagens licenciados mundo afora, canal no YouTube superando 10 bilhões de visualizações, tudo indica que 2022 só trará novos recordes para Mauricio de Sousa quebrar.

 

Turminha da representatividade

“Criei o Jeremias em 1960, antes mesmo de criar a Magali, o Cebolinha, o Cascão e a própria Mônica. Depois teve o Pelezinho e o Ronaldinho Gaúcho, com suas famílias e revistas próprias, e continuei estudando lançar uma família negra. Mas não é fácil lançar novos personagens, já que dependem da montagem cuidadosa de características visuais e, principalmente, de personalidades bem definidas e atemporais”, confessa Mauricio de Sousa.

Nesse sentido, o surgimento de Milena, em 2017, no formato de boneca, foi encarado como uma vitória por ele. E a coisa não parou ali: em 2019, a menininha meiga de 7 anos e autoestima elevada, ganhou o próprio clã na Rua do Limoeiro, além de historinhas, fãs e, agora, uma versão humana, no longa-metragem “Lições”.

 

Turma da Mônica e Milena, a mais recente personagem criada por Mauricio - Foto: Divulgação

Turma da Mônica e Milena, a mais recente personagem criada por Mauricio – Foto: Divulgação

 

Embora seja a última heroína a adentrar a turminha, ela reforça a busca pela diversidade, que vai além da cor da pele e do gênero. “Vou colocando, pinçando e, ao mesmo tempo, estudando cada etnia, cada necessidade, cada problema que nós temos enquanto sociedade, cada preconceito, porque viemos carregados de preconceitos”, desabafa o autor.

Sucesso automático de público, Milena tornou-se amicíssima de Mônica, mas sabe que tem a seu lado outros colegas que aludem à necessidade de inclusão, caso do Luca, garotinho cadeirante, André, um menino com autismo, Tati, com Síndrome de Down, e Dorinha, uma menina com deficiência visual inspirada na educadora Dorina Nowill. Possivelmente, em não muito tempo, terá também um amiguinho homossexual.

Quatro lançamentos dos streamings para curtir em setembro!

Quatro lançamentos dos streamings para curtir em setembro!

Programação das plataformas de streamings inclui novas temporadas de “Modern Love” e de “La Casa de Papel”, documentário sobre a ambientalista teen Greta Thunberg e filme com Meryl Streep ‘tretando’ com suas coleguinhas.

 

"La Casa de Papel" - Foto: Divulgação

“La Casa de Papel” – Foto: Divulgação

 

“LA CASA DE PAPEL”
Netflix

A série espanhola sobre um grupo que assalta a Casa da Moeda e o Banco Central, em Madri, está chegando ao seu final. Mas esta 5ª e última temporada será dividida em duas partes, cada uma com cinco episódios: o volume 1 (disponível a partir do dia 3 deste mês) e o volume 2, com estreia programada para dezembro. Neste ‘gran finale’, os integrantes de La Banda são colocados em situações extremas. Aquilo que começou “apenas” como um assalto está prestes a se transformar em uma verdadeira guerra!

 

Greta Thunberg em "Meu nome é Greta" - Foto: Divulgação

Greta Thunberg em “Meu nome é Greta” – Foto: Divulgação

 

“MEU NOME É GRETA”
Disney+

Ativista ambiental, a adolescente sueca Greta Thunberg é uma das mais poderosas e respeitadas vozes do planeta nos encontros internacionais que discutem a emergência climática. A garota protesta pelo direito de viver em um mundo habitável no futuro e cobra providências de grandes – e velhas – lideranças políticas falando de igual para igual com elas. O documentário, realizado pela National Geographic, mostra também como ela convive com a Síndrome de Asperger e como lida com as manifestações de ódio – que incluem xingamentos e até ameaças de morte.

 

Meryl Streep em "Let Them Talk" - Foto: Divulgação

Meryl Streep em “Let Them Talk” – Foto: Divulgação

 

“LET THEM ALL TALK”
HBO Max

Dirigido por Steven Soderbergh, este filme acompanha a famosa romancista Alice Hughes (Meryl Streep) e suas duas amigas mais antigas, Roberta (Candice Bergen) e Susan (Dianne Wiest), em uma viagem a bordo de um transatlântico para a Inglaterra, onde a escritora vai receber um prêmio literário. As amigas tentam restaurar o vínculo que as uniu nos tempos de faculdade, relembrando velhas queixas naquele estilo ‘morde e assopra’. O texto é muito bom, e as três veteranas atrizes mostram que ainda estão no auge de sua forma, com interpretações afiadas e magistrais.

 

"Modern Love" - Foto: Divulgação

“Modern Love” – Foto: Divulgação

 

“MODERN LOVE”
Amazon Prime Video

A plataforma estreou a 2ª temporada da série “Modern Love”, inspirada nas histórias publicadas em uma coluna de crônicas do jornal “The New York Times”. Cada episódio conta uma história, com elenco e locação diferentes. O segmento mais comentado dessa nova “safra” nos streamings traz Kit Harington (o John Snow de “Game of Thrones”) e Lucy Boynton (a Mary de “Bohemian Rhapsody”). Eles se conhecem em um trem na Inglaterra, se apaixonam instantaneamente e, na hora da despedida, não se beijam: apenas roçam os cotovelos, como estipula a etiqueta nesses tempos de coronavírus.

Letícia Colin encara personagens mais sensíveis no streaming e no cinema

Letícia Colin encara personagens mais sensíveis no streaming e no cinema

Vivenciando um momento de criação intensa em sua carreira, a atriz Letícia Colin mergulha sem medo nas próprias vulnerabilidades e encara personagens sensíveis no streaming e no cinema.

Letícia fica à vontade para falar sobre tudo. A respeito de assuntos ainda tabus ou sobre o que precisa ser gritado e escancarado. E também para dar voz a uma personagem nova, com questões que não são só dela. Mas engana-se quem pensa que a fala é o único ou mais importante recurso de uma atriz e de um ator. A escuta é essencial, por meio dela a sensibilidade entra, chega às extremidades do corpo, à mente e ao coração. Um trabalho que se assemelha ao de um terapeuta ou cientista, de verdadeira pesquisa humana com afeto. “É revolucionário enxergar um personagem assim, como olhar para um paciente”, diz.
A saúde mental é tema, inclusive, das mais recentes produções que a atriz protagoniza. No papel da estilista Manu, em “Sessão de Terapia”, no GloboPlay, Letícia interpreta uma mulher que está se tornando mãe, com as dores e delícias desse caminho. Na mesma plataforma de streaming, em “Onde Está Meu Coração”, a atriz, nascida em Santo André, vive Amanda, médica e dependente química, personagem que é a grande heroína da carreira de Letícia.

 

Foto Letícia Colin – Foto Sherolin Santos

 

Com 20 anos de carreira, a atriz também encarnou outros personagens marcantes na TV, como a princesa Leopoldina na novela “Novo Mundo”, a baiana Rosa de “Segundo Sol” e a Marylin, de “Cine Holliúdy”, todos na Globo. Também cantora, brilhou em musicais como “O Grande Circo Místico” e “Hair”. A seguir, os principais trechos da conversa com a reportagem da 29HORAS.

Suas mais recentes personagens, a Amanda de “Onde Está Meu Coração” e a Manuela de “Sessão de Terapia”, são atravessadas pela depressão e pela dependência química, que as paralisam e as desconectam das relações. Como a saúde mental se relaciona com o seu trabalho?
O sofrimento psíquico é um sofrimento na carne. Tendemos a separar a mente do corpo, mas na verdade somos um só ser. Se acolhemos as nossas dores emocionais, que são comuns, democraticamente de todos nós, isso nos convoca para outro nível de diálogo. Quando olhamos para essas personagens com respeito e amor, alteramos nosso ambiente. É como diria Nise da Silveira (psiquiatra e pioneira na terapia ocupacional) – que é uma das minhas mentoras artísticas, não separo arte da vida – somos seres criativos e políticos. Falando sobre saúde mental, ela valorizou a singularidade do outro. Com seu sofrimento, teve um olhar de dedicação e muita escuta. É revolucionário olhar para um personagem assim, como olhar um paciente. Artistas e cientistas têm muito em comum, é sobre praticar a pesquisa humana com afeto. A doença expressa algo, a dor tem um imenso aprendizado e é uma manifestação da alma. Acho que as pessoas gostam dessas duas séries por isso se interessam e acompanham. Eu sempre me investiguei desde pequena e sou atriz desde muito nova. Ter o teatro e a poesia na minha vida são possibilidades de dar conta do que sinto, é abraçar o desamparo, que também é meu lugar de criação.

 

Foto TV Globo – Foto João Miguel Jr.

 

Como o público recebe essas temáticas hoje, em meio à pandemia?
Vivemos um abismo como nação, enfrentamos um vírus mortal, é muito violento para nossos corpos e nossa alma. Somos verdadeiramente torturados pelo governo federal. Precisaríamos ter uma sensação de segurança e não temos. É um momento coletivo de muita dor. “Sessão de Terapia” traz uma diversidade incrível de sofrimento, são diferentes personagens que representam camadas da população brasileira, e mostra histórias de superação dessas dores. Quando vemos esses arquétipos no divã do analista Caio (personagem de Selton Mello), nos emocionamos e nos curamos também. É um estímulo para cada um buscar ajuda, nunca se procurou tanto por terapia. O audiovisual encoraja as pessoas a falarem sobre si. O trabalho do ator é pela palavra e eu acredito muito na cura pela linguagem. Na pandemia, o brilho desses dois trabalhos é mostrar o sofrimento de forma muito humana, mostrando exemplos sem moralismos, com profundidade e cheios de facetas.

 

Foto TV Globo Divulgação

 

A Manuela é uma estilista, que acaba de se tornar mãe, e você também é mãe. Como foi o processo de imersão para viver essa personagem? Em que ela mais te tocou?
“Sessão de Terapia” é uma série feita por muitas mulheres, a roteirista Jaqueline Vargas, a autora Ana Reber, a assistente de direção Vera Haddad, a figurinista Tica Bertani, então todas nós colocamos um pouco de nossas histórias na produção. Todas tínhamos um carinho especial pela Manu. Há um aspecto muito dolorido em tornar-se mãe, e é importante falar. Existem muitas mentiras sobre a maternidade. Nós nos questionamos sim, temos medo dessa tarefa de ser mãe. E parte importante também dessa personagem foi o figurino, que sempre conta uma história. A Manu é uma estilista que faz roupas para durarem mais tempo, que pensa sobre peças e suas texturas e cores, um jeito próprio de olhar o mundo. E agora ela tenta vestir essa roupa de ser mãe, acho que costuramos muito bem tudo isso.

A depressão pós-parto, apesar de afetar muitas mulheres, não costumava ser tema de discussões até pouco tempo. O que mudou?
Nós começamos a falar e percebemos que não estamos sozinhas. Sem medo de nos mostrar vulneráveis e mergulhar nisso. É a partir do momento que sentimos a vulnerabilidade que criamos e encontramos soluções. A internet ajudou muito na união e no compartilhamento de relatos de diferentes mulheres. Antes, o audiovisual se restringia às narrativas de quem estava sob os holofotes, mas nos últimos tempos houve uma democratização do palco. Todos nós colocamos nossas questões para o mundo e para fora. Quando só os homens estavam no protagonismo, o tema não aparecia. As mulheres começaram a falar mais, isso é o feminismo, que avança.

Não sei se é porque sou paulistana, mas gostei muito de “Onde Está Meu Coração” também pela ambientação. O que você mais gosta em São Paulo? A nossa revista está na ponte-Aérea, qual é a sua relação com o Rio de Janeiro?
Gosto muito de São Paulo e tenho muita saudade. A vida faz com que a gente se desloque, e é bom isso, poder ir e vir. Essa, inclusive, é uma das maiores dores da pandemia. Tenho vontade de voltar a morar na cidade. Na série, São Paulo é uma verdadeira personagem, onde tudo é possível, mas também o lugar que te engole, de frustrações. A cidade mimetiza a Amanda, ela se perde, quase se torna invisível na imensidão urbana. Onde estão as pessoas que sofrem? Nasci em Santo André, e vivi por lá até meus 8 anos, torço para que a região tenha mais projetos de arte e fomento à cultura, tenho orgulho da cidade, ela me constitui. Hoje vivo no Rio de Janeiro, uma cidade bonita, mas que vive um momento difícil com a contaminação das milícias na política.

Ainda sobre a série, surpreende que Amanda é uma médica que acaba se viciando em crack. A dependência química atravessa todas as classes sociais, mas por que falamos pouco sobre isso?
Esse estigma é real. Quando a série coloca em primeiro plano uma protagonista que é médica, branca, rica, mas está no fundo do poço, isso causa uma inversão na cabeça das pessoas. Como essa menina chegou até ali? A resposta é simples: as drogas e a dependência química são questões de saúde, de médico, terapeutas, e não de polícia. Acontece em qualquer lugar e o tempo todo. Tem a ver com o ser humano. Temos que tratar com respeito e paciência todos de maneira igual. É sobre isso que o Estado deveria se interessar.

Como foi interpretar Amanda? Em que a personagem te mudou?
A Amanda é alguém muito próximo de cada um de nós. Cada um tem um amor, um amigo, que está em alguma fase do tratamento de uma dependência química. É muito lindo ver como as rodas de partilha, os acompanhamentos terapêuticos, funcionam e são curativos. É o poder de ouvir cada experiência humana. A Amanda é uma personagem que tem muita coragem, que recomeça muitas vezes. Ela consegue se tratar e lidar com a sua vulnerabilidade. Diante de tudo isso, insiste na vida, no seu trabalho. Para mim, ela é a grande heroína da minha carreira, os personagens ficam como amigos e conhecidos, sou muito fã da Amanda.

Voltando um pouquinho no tempo, me fale de um papel seu bastante marcante na TV, que foi a princesa Leopoldina da novela “Novo Mundo”. É diferente encarnar um personagem histórico?
Se o ponto de partida é o texto, a construção do passado, presente e futuro de um personagem acaba sempre sendo histórico, por mais que ficcional. No caso da Leopoldina, há muito material sobre ela, muitas cartas, pinturas e muitos livros. É incrível, porque foi uma mulher muito importante, mas que eu conhecia pouco. Foi muito interessante, para mim, ler as cartas que ela escrevia para a irmã, ler sobre a saudade que ela sentia da Áustria, essa distância toda que ela viveu. Passei a ter muita admiração pela figura dela, era uma amante das Artes e da Ciência, Leopoldina patrocinou a vinda de cientistas para o Brasil, foi uma das primeiras vezes que isso aconteceu na história do país. Apesar de ser uma princesa, ela tinha um coração feminista, e isso me encanta. Leopoldina deixou um legado de protagonismo. Foi bonito contar essa história.

Você terminou recentemente as gravações do longa “A Porta ao Lado”, da diretora Julia Rezende. O filme aborda diferentes acordos nas relações românticas, os conflitos desses modelos…Estamos em um momento de ruptura das relações como conhecemos?
Trabalhei com a Julia no filme “Ponte Aérea”, e é bacana falar disso justamente numa entrevista para a revista que é distribuída nesses aeroportos. Foi mais uma vez uma experiência linda, um set de muita amizade. É bom trabalhar em um espaço assim, me sinto acolhida. A Júlia é essa diretora! É muito belo sentir segurança para entrar em um personagem, é sempre um processo desafiador e até incômodo para nosso corpo. Também foi muito bom levantar um filme em plena pandemia, colocar o barco para navegar nessa travessia, com todos os cuidados e assistências. O filme é um pensamento sobre as tentativas de se relacionar no mundo contemporâneo. Como desenvolver uma relação duradoura e ter uma família? Os desejos são muitos diversos e o momento é de liberdade. Tudo é dinâmico e fluído, mas ao mesmo tempo precisamos de raiz e apego. São dois polos opostos, e o longa mergulha na tentativa desse equilíbrio.

Você teve covid-19. Como enfrentou a doença? Na sua opinião, como o Brasil está enfrentando o vírus? E como a arte está nessa trincheira?
Até hoje lido com a covid, tive sequelas e o que se chama “covid longa”. Ainda estou em tratamento e investigando as consequências em meu corpo. É um desafio para mim, mas estou me recuperando. O Estado brasileiro matou muita gente, pela insistência em medicamentos sem eficácia e por não ter acolhido as medidas corretas, então o governo federal carrega a responsabilidade dessas mortes todas. Perdemos muito! Vidas, histórias, almas, o Brasil perdeu um pouco a graça com esse descaso todo. Em alguns estados, os governadores conseguiram atuar, legislar sobre máscaras, mas poderíamos estar mais vacinados, tudo isso é uma grande ferida na nossa alma. A arte está resistindo, sobrevivendo. Temos a necessidade de nos manter próximos do pensamento crítico.

 

Streaming: Julho é o mês dos encontros e reencontros

Streaming: Julho é o mês dos encontros e reencontros

Plataformas de streaming exibem a chocante história de três irmãos dos EUA separados no berço, a reconexão de um fofo casal idoso, os momentos mais hilários da vida do saudoso Bussunda e a reunião dos astros de ‘Friends’.

 

Meu Amigo Bussunda - Foto: Divulgação

Meu Amigo Bussunda – Foto: Divulgação

 

“MEU AMIGO BUSSUNDA”

Globoplay

Cláudio Besserman Vianna foi uma das figuras mais engraçadas da TV. Nos anos 1990, com o humorístico “Casseta & Planeta: Urgente!”, ele fez imitações impagáveis de Ronaldo Fenômeno, Lula e Vera Fischer, e deu vida a tipos inesquecíveis como Marrentinho Carioca e Montanha. Nos cinemas, Bussunda dublou Shrek. Morreu em 2006, na Alemanha, durante a Copa do Mundo. Neste documentário dividido em quatro episódios no streaming Globoplay, a vida desse debochado artista é recontada por sua filha Júlia Vianna e pelo colega Cláudio Manoel – o Seu Creysson.

 

Manhãs de Setembro - Foto: Divulgação

Manhãs de Setembro – Foto: Divulgação

 

“MANHÃS DE SETEMBRO”

Amazon Prime

Esta série em cinco episódios no streaming da Amazon Prime é estrelada pela cantora Liniker e está disponível em centenas de países. A trama acompanha a jornada de uma mulher trans, Cassandra (Liniker), que trabalha como motogirl em São Paulo e, nas horas vagas, atua como cover de Vanusa, famosa cantora dos anos 1970. Mas um dia sua vida dá uma guinada: uma mulher com quem ela se envolveu no passado surge com Gersinho (Gustavo Coelho), dizendo que o garoto é filho de Cassandra.

 

Nós de Novo - Foto: Divulgação

Nós de Novo – Foto: Divulgação

 

“NÓS DE NOVO”

Disney+

Em uma noite mágica, um homem idoso rejuvenesce milagrosamente e sai pelas ruas de Nova York dançando com sua esposa, que também volta aos tempos da juventude. A alegria do movimento e do ritmo da música e da dança impulsiona o casal pela vibrante paisagem urbana, onde eles revivem boas lembranças do passado. Com apenas sete minutos, esta animação emociona e comove. Ela mostra que a paixão, a euforia e o entusiasmo típicos da mocidade podem ser eternos e resistir ao passar dos anos.

 

Friends: The Reunion - Foto: Divulgação

Friends: The Reunion – Foto: Divulgação

 

“FRIENDS: THE REUNION”

HBO Max

A plataforma do grupo Warner estreia no Brasil com um recheado portfólio, que inclui a aguardada reunião dos seis amigos que, por mais de uma década, foram líderes de audiência na TV norte-americana. Neste especial, Jennifer Aniston (Rachel), Courtney Cox (Monica), Lisa Kudrow (Phoebe), Matt LeBlanc (Joey), Matthew Perry (Chandler) e David Schwimmer (Ross) revivem alguns dos momentos mais marcantes desta sitcom que marcou a vida de muita gente.

 

Três Estranhos Idênticos - Foto: Divulgação

Três Estranhos Idênticos – Foto: Divulgação

 

“TRÊS ESTRANHOS IDÊNTICOS”

Netflix

Documentário premiado dirigido por Tim Wardle relata a saga de três adolescentes nova-iorquinos que, em 1980, se encontram por acaso na faculdade e descobrem que são trigêmeos separados no nascimento. Eles adoram a notícia, viram celebridades na mídia norte-americana mas, aos poucos, vão descobrindo a chocante verdade: desde pequenininhos, eles faziam parte de um experimento comportamental sem saber e foram separados propositalmente por psiquiatras desumanos.