Hotel Nacional foi renovado e é alternativa interessante na zona sul do Rio

Hotel Nacional foi renovado e é alternativa interessante na zona sul do Rio

Hotel Nacional é alternativa interessante e fora do óbvio na zona sul, e resgata programação musical e eventos abertos ao público neste ano

Com uma arquitetura modernista assinada por Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx, o Hotel Nacional, em São Conrado, chegou a ficar fechado por mais de vinte anos. Após reformas e adaptações em sua infraestrutura e retomada de experiências aos hóspedes, o local agora retoma agenda de eventos e parcerias – aumentando o interesse de turistas e dos próprios cariocas.

 

Vista aérea do Hotel Nacional, em São Conrado – foto divulgação

 

São 413 quartos distribuídos ao longo de 29 andares, com sete tipos diferentes de acomodações, que garantem vistas para a Praia de São Conrado, o Morro Dois Irmãos, a Pedra da Gávea e a Pedra Bonita. Além da natureza deslumbrante do lado de fora, o hotel também guarda obras de arte interessantes em seus interiores, como o “Painel de Carybé”, do argentino Hector Carybé, com quase 300 peças que ocupam mais de 20 metros de parede. Há ainda a famosa escultura “A Sereia”, em bronze, de Alfredo Ceschiatti, e o mosaico de azulejos brancos e azuis de Athos Bulcão.

 

Banheiro da acomodação do hotel – foto divulgação

 

Recentemente, o Hotel Nacional firmou uma parceria inédita com a Felisa Beauty, perfumaria brasileira 100% vegana e livre de crueldade animal, ampliando o leque de sensações aos hóspedes. O mixologista Wanderson Guedes do Bar Lounge Carybé criou três drinques inspirados nas essências e nos ingredientes dos perfumes Velvet Tobacco, Fabulous Vanilla e Radiant Neroli, que estão disponíveis ao público.

Outro destaque deste ano nas dependências do hotel é o resgate de eventos culturais, principalmente os ligados à música – parte importante de uma época de ouro do Nacional, que chegou a ser palco de nove das dez primeiras edições do Free Jazz Festival e hospedou grandes estrelas internacionais, como Stevie Wonder, Sarah Vaughan, Chet Baker, The Jackson Five, James Brown, Liza Minelli e Jimmy Carter.

 

Drinque em parceria com a Felisa Beauty – foto divulgação

 

Hotel Nacional
Avenida Niemeyer, 769, São Conrado.
Diárias a partir de R$ 730.

Bartender Renata Nascimento fala sobre as previsões para coquetéis em 2025

Bartender Renata Nascimento fala sobre as previsões para coquetéis em 2025

Coquetéis com baixo teor alcoólico e toque salgado, ou elaborados com vinhos fortificados e elementos botânicos, constituem algumas das tendências do ano nos balcões 

Não vou negar: coquetéis com baixo teor alcoólico são uma das minhas tendências favoritas para 2025. É encantador o desafio de explorar graduações alcoólicas baixas em drinques, requer muita experimentação e apresenta desdobramentos surpreendentes. E, nesse sentido, posso garantir que o jerez é um perfeito aliado. Sem contar que o brilho do vinho fortificado em coquetéis desconstrói o estigma de que vinho e coquetelaria conflitam.

Para quem não sabe, o jerez é um vinho fortificado de origem espanhola, da região da Andaluzia. Uma bebida complexa e fascinante, com uma história rica e uma grande variedade de estilos, que vão desde os secos e leves, como o Fino e Manzanilla, até os doces e intensos, como o Pedro Ximénez e o Cream. A fortificação, o sistema de envelhecimento em “soleira” e a utilização de diferentes uvas fazem com que o jerez seja capaz de se entrosar bem com pratos e ingredientes variados.

 

Drinque La Fronteira – foto Ricardo D’Ângelo

 

O uso da bebida vem da curiosidade das pessoas em relação à sua acidez e aos diversos tipos de sabores. Além disso, recupera clássicos “low alcohol”, como os Bamboo e o Adonis, que são coquetéis centenários que voltaram em releituras. No Bargo, bar paulistano em que tenho o prazer de assinar a carta, temos duas adaptações desses coquetéis. O La Fronteira, uma versão do Bamboo com muitas nuances de sabor, leva jerez fino, vermute dry, água de flor de laranjeira e manteiga de parmesão, enquanto o clássico é feito com jerez e vermute com bitter de laranja. Um coquetel bem curto, fácil de tomar e com aroma espetacular. E ainda ganha pontos na tendência de coquetéis umamis ou até mesmo salgados, com camadas de sabor complexas!

Já o coquetel Colônia Cecília é a nossa releitura do Adonis, que originalmente leva jerez oloroso, vermute rosso e bitter de laranja e, na nossa adaptação, traz vermute rosso infusionado com café, jerez oloroso e licor de disaronno. Esse coquetel também enfatiza um elemento potente e cada vez mais usado na coquetelaria, que é o café.

 

 

O jerez pode ser explorado de diversas formas e não apenas em uma taça, como o vinho. É potente e ousado. Independente do time no low ou high alcohol, temos que admitir que a bebida é uma das melhores pedidas para coquetéis em 2025, garantindo equilíbrio de sabores, toques de sofisticação e nostalgia.

*Renata Nascimento é bartender e assina a carta de coquetéis do Bargo, na Santa Cecília.

O cozinheiro Jimmy Ogro acaba de inaugurar seu primeiro bar, o Dimmi

O cozinheiro Jimmy Ogro acaba de inaugurar seu primeiro bar, o Dimmi

Dimmi tem um ambiente que remete aos ‘ruin bars’ que ocupam prédios abandonados do centro de Budapeste. Cardápio lista apetitosas comidinhas e drinques tentadores

O cozinheiro Jimmy Ogro — que comanda o restaurante BistrOgro, na Barra, e a hamburgueria Ogro Steaks, em Copacabana — acaba de inaugurar seu primeiro bar, o Dimmi. O décor pós-apocalíptico remete aos “ruin bars” de Budapeste e tem itens aleatoriamente distribuídos pelo espaço — mais ou menos como as ideias se “organizam” na mente do amalucado Jimmy, que focou sua energia na seleção dos comes e bebes do empreendimento.

O cardápio tem apetitosos petiscos, como o torresmo de barriga de porco com chutney de abacaxi picante, os pastéis surf & turf de camarão com bacon e catupiry ou ainda a macaxeira nevada, coberta com muito queijo parmesão ralado.

 

 

A carta de drinques lista ótimas pedidas, como o Cerveja Quente (que mistura cerveja, limão, sal, pimenta e molho inglês) e o Ogroni — versão do clássico Negroni com cachaça no lugar do gim. Para quem preferir alternativas não-alcoólicas, vale provar o mate com limão e as sodas da casa — de gengibre ou de morango.

Dimmi Bar
Rua Sorocaba, 585, Botafogo.

Mixologista paulistano Guilherme Santana finca seus pés no Rio com o bar Oti

Mixologista paulistano Guilherme Santana finca seus pés no Rio com o bar Oti

Premiado mixologista paulistano Guilherme Santana faz parceria com a carioca Andressa Cabral e, juntos, eles inauguram o bar Oti

O bar Oti nasceu de uma parceria entre Andressa Cabral (do Meza) e o premiado mixologista Gabriel Santana (dos paulistanos Santana, Cordial e Sarau). A casa tem todo seu conceito baseado na brasilidade. A carta de drinques, assinada por Gabriel, faz o uso de ingredientes bem brasileirinhos, como o tamarindo, o dendê e a castanha de baru. O coquetel Vieux Oti, por exemplo, é feito com cachaça lavada no dendê, bourbon whiskey, conhaque de alcatrão, vermute rosso, conhaque Benedictine e bitter de banana, enquanto o Limonada de Coco mistura tequila, coco, orgeat de baru e Cointreau. E tem ainda o Nuts, que combina cachaça, spicy rum, tamarindo, cajuína, amendoim e rapadura.

O cardápio de comidinhas criado por Andressa inclui delícias como o pirarucu defumado com emulsão de castanha de caju, banana caramelada e urucum, o escabeche de trilha com coalhada da casa e uvas verdes ou ainda a rabada rôti, servida com aioli de gim e picles de cenoura.

 

foto divulgação

 

Oti Coquetelaria Brasileira
Rua Barão da Torre, 247, Ipanema.

Bar Urca completa 85 anos e lança versões “mini” de seus petiscos clássicos

Bar Urca completa 85 anos e lança versões “mini” de seus petiscos clássicos

Coxinhas, bolinhos de bacalhau e outros salgadinhos clássicos do Bar Urca agora podem ser pedidos em versão ‘mini’, para comer ali mesmo ou para viagem

Instalado desde 1939 em uma casa tombada e reconhecida como Patrimônio Cultural, Histórico e Turístico do Estado do Rio de Janeiro, o Bar e Restaurante Urca acaba de completar 85 anos de atividades. Para celebrar esse marco, o estabelecimento acaba de lançar versões “mini” dos petiscos que fizeram a história da casa e já se tornaram clássicos.

Os famosos bolinhos de bacalhau, os exclusivos bolinhos da Terrinha (recheados com queijo Serra da Estrela e linguiça portuguesa), as bolinhas de queijo e as coxinhas agora podem ser servidas em formatos menores, ideais para compartilhar no bar, levar para casa ou mesmo abastecer eventos. Eles estão disponíveis em porções com seis, doze e cinquenta unidades. Para quem está com voo saindo do Aeroporto Santos Dumont, as caixinhas são perfeitas como para quem quiser levar um “kit viagem”.

 

foto divulgação

 

Para os que preferem degustar no local mesmo, a dica é encontrar um lugar junto à mureta debruçada sobre a Baía de Guanabara e pedir uma cerveja gelada para vivenciar uma daquelas experiências genuinamente cariocas.

Bar Urca
Rua Cândido Gaffrée, 205, Urca.
Tel. 21 2295-8744.