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Aos 75 anos, Alceu Valença celebra sucesso planetário com quatro novos álbuns

Aos 75 anos, Alceu Valença celebra sucesso planetário com quatro novos álbuns

Nascido em julho de 1946, o cantor, compositor, advogado, cineasta, poeta e jornalista Alceu Valença celebra seus 75 anos agora em 2021. Confinado em seu apartamento no Leblon desde o início da pandemia, aproveitou para rever toda sua obra e compor canções inéditas. Enquanto isso, o mundo todo também mergulhou nos velhos sucessos desse trovador natural de São Bento do Una, no Agreste pernambucano. Na bruma leve das paixões que vêm de dentro, mais e mais pessoas dos quatro cantos do planeta – da Suécia à Argentina, do Canadá aos Emirados Árabes – se juntaram aos fãs de Alceu após “descobrirem” e se apaixonarem por alguns de seus clássicos, como “Belle de Jour” e “Anunciação”.

Agora, com o avanço da vacinação e a flexibilização das restrições sanitárias, o músico volta aos palcos, para shows no dia 25 de setembro em São Paulo (no Espaço das Américas) e nos dias 22 e 23 de outubro na capital fluminense (na casa de espetáculos Vivo Rio).

 

Alceu Valença - Foto: Leo Aversa | Divulgação

Alceu Valença – Foto: Leo Aversa | Divulgação

 

Na entrevista a seguir, Alceu fala sobre seus novos álbuns, discute o passado e o futuro, filosofa sobre o seu DNA nordestino e tenta explicar a viralização global de seus antigos hits.

Como foi sua quarentena, foi um período produtivo?
Todo mundo aqui se contaminou com esse vírus antes da pandemia se instaurar, logo depois do Carnaval de 2020. Eu, meus dois filhos e minha mulher testamos positivo, mas tivemos sintomas leves. Para mim, esses meses de confinamento foram improdutivos e produtivos. Improdutivos porque tive de cancelar 40 shows pelo Brasil e outros 14 na Europa. Mas foi também uma fase muito produtiva, porque compus cerca de 30 novas canções. Viajo muito e, nessas turnês, nunca sou eu quem cuida do meu violão. Eu só me encontro com ele na passagem de som, pouco antes dos shows. Nesses últimos meses, trancado em casa, tive a oportunidade de me reconectar com o instrumento. Há décadas não tocava tanto violão. Como resultado desse grande encontro nasceram 4 álbuns. Dois que já estão nas plataformas digitais e mais dois que serão lançados em breve.

E como foi a escolha do repertório desses álbuns?
Cada álbum tem um roteiro sentimental, as músicas contam uma história que se formou na minha cabeça, misturando releituras de velhos sucessos, tesouros garimpados nos lados B dos meus discos e composições inéditas. O primeiro, “Sem Pensar no Amanhã”, lançado em março, começa na praia de Boa Viagem com “Belle de Jour”, sobrevoa igrejas de Olinda em “Mensageira dos Anjos”, viaja com “Táxi Lunar” e vai a Itamaracá com “Ciranda da Rosa Vermelha”. A música me levou a lugares que a quarentena me impedia de visitar. Não há vírus capaz de deter a poesia. Já “Saudade”, o segundo álbum, lançado agora em agosto, começa com o samba “Era Verão”, que fala da minha mudança do Recife para o Rio, no começo dos anos 1970. Daí eu encontro uma morena com “Tropicana”, nós nos amamos “Como Dois Animais”, vivemos os conflitos de “Tesoura do Desejo”, mergulhamos em “Solidão” e “Saudade” e, ao final, nos reconciliamos no meu Pernambuco com “Ladeiras” e “Olinda”. Nos próximos dois discos, vou explorar mais a fundo os ritmos do Nordeste profundo, com baiões, xotes, martelos agalopados, toadas e emboladas.

Pelos títulos dos álbuns, parece que você não quer falar sobre o futuro (“Sem Pensar no Amanhã”), mas aceita sem problemas falar de passado (“Saudade”). Você está em um momento nostálgico?
Quando falo de saudade, não estou me referindo a algo distante, estou falando do meu presente, de hoje, de ontem, da falta que sinto de fazer shows, de poder andar na rua, de encontrar os meus amigos. A letra dessa música é bem clara: “Saudade da estrada, saudade da rua / saudade de amigos, como eu confinados / que mesmo distantes estão ao meu lado / Respiro o presente / esqueço o passado, os meses e as horas”.

Também na faixa “Saudade”, você diz que projeta um mundo mais civilizado, com mais saúde e menos miséria. Na sua opinião, o que é que mais está faltando no mundo neste momento?
Falta empatia, falta fraternidade. Quem tem muito deveria dividir mais com quem tem pouco ou nada. A desigualdade é uma doença pior do que a Covid. A riqueza precisa ser distribuída de uma forma mais justa. A solidariedade deveria ser a seta que orienta a nossa vida no “novo normal”. Se isso acontecesse, seria um “legado positivo” da pandemia.

Alceu Valença com a bandeira de Pernambuco - Foto: Divulgação

Alceu Valença com a bandeira de Pernambuco – Foto: Divulgação

E agora que você vai enfim sair do confinamento, quais são as suas expectativas para os shows de SP (em setembro) e do Rio (em outubro)?
Estou ansioso para reencontrar a plateia. Apesar de coincidir com o lançamento do álbum “Saudade”, não serão shows de voz & violão. Estarei no palco com Leo Lira (guitarra), Tovinho (teclados), Nando Barreto (baixo), André Julião (sanfona) e Cássio Cunha (bateria). Tenho vários formatos de shows – uns mais intimistas, outros mais festeiros – mas esses agora vão ser do tipo “resumão”. Vamos passear por sucessos de todas as fases da minha carreira – como “Coração Bobo”, “Táxi Lunar”, “Cavalo de Pau”, “Anunciação” e “Papagaio do Futuro” – e por clássicos de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, como “Baião”, “Vem Morena” e “Canto da Ema”.

Como será o Carnaval em 2022? Já enxerga uma volta à normalidade?
Se dependesse de mim, o Carnaval de 2022 seria igual ao de 2020. Celebraríamos a retorno a uma vida bem próxima daquela que podíamos levar antes da pandemia, como muita alegria e muita animação. Festa é sinônimo de encontro, de gente, de confraternização, de toque e de calor humano. Em 2020, meu trio foi seguido por mais de 200 mil pessoas no Parque do Ibirapuera e outras centenas de milhares no Recife e em Olinda. Ainda não temos nada definido, mas acredito que vai ser possível fazermos festa com segurança. Nos Estados Unidos, sobra vacina porque a população parece não estar muito interessada na imunização. Mas aqui a vacinação só não é mais rápida pela falta de imunizante. Todo mundo adora vacina! Até o Carnaval, toda a população brasileira já terá recebido devidamente suas duas doses. O povo quer se proteger para se livrar da tensão causada por essa moléstia. E o Carnaval será o marco dessa “libertação”. A alegria vai ser mais contagiante do que o corona!

Após ouvir “Sem Pensar no Amanhã” e “Saudade”, me pareceu que o timbre da sua voz está ficando mais agudo. Foi só uma impressão minha?
Que curioso, alguns dizem que a minha voz ficou mais grave, enquanto outros – como você – falam que está mais aguda. A verdade é que eu estou cantando diferente nesses álbuns de voz & violão. É um canto mais macio, mais intimista, mais doce, em harmonia com o violão. Não preciso fazer força nem disputar espaço com guitarras, percussão, teclados e naipes de sopros. Imagino que seja isso o que as pessoas estejam estranhando…

Você nasceu em São Bento do Una, cresceu e se formou em Direito no Recife, fez curso de verão na Universidade de Harvard, já morou em Paris e há décadas vive no Rio de Janeiro. Onde você se sente mais à vontade? Hoje você se considera mais carioca ou pernambucano?
Sabe, meu cabra, a verdade é que eu não moro em cidades, eu namoro cidades. Meu relacionamento com elas normalmente é muito breve. Estou sempre viajando, mas em geral eu chego num lugar, vou para o hotel, me apresento de noite, faço um ou outro passeio durante o dia, visito um restaurante ou museu e é só. Quando rola uma paixão, é algo efêmero, fugaz. E, apesar de ter passado mais da metade da minha vida tendo um apartamento no Rio como meu endereço residencial oficial, ainda me sinto um pernambucano. Jamais vou perder as minhas raízes. Esse DNA está presente na minha música e impregnado na minha personalidade.

Você passou por todas – ou quase todas – as grandes gravadoras, como Som Livre, EMI, Sony, Polygram… agora está na Deck. O que piorou e o que melhorou na indústria fonográfica nesses seus 50 anos de carreira?
Por um lado, hoje é muito, mas muito mais fácil para um artista gravar seu trabalho, produzir um álbum, um clipe, sem interferências de alguém do departamento de marketing. Depois é só publicar em uma das plataformas de streaming e o mundo todo terá acesso à sua obra, sem perrengues de prensagem ou distribuição. Isso é algo que melhorou muito. Por outro lado, a concorrência hoje é imensa e, muitas vezes, seu trabalho fica perdido num mar de canções de todo tipo, dos mais diversos ritmos, gêneros e procedências. Você fica meio que refém de um algoritmo ou de um sei-lá-o-quê que define quem vai te ouvir. Muitas vezes, algo medíocre faz um sucesso enorme e um trabalho da melhor qualidade fica esquecido e escondido nesse oceano virtual de arquivos sonoros. É complicado…

Como você explica esse novo “hype” de “Anunciação”, quase 40 anos depois de seu lançamento? A canção virou trilha do ‘Big Brother Brasil’, hino da seleção brasileira de futebol feminino em Tóquio e ‘bomba’ até nas pistas de dança no Brasil e no mundo, em versão dançante. Você fatura mais com ela hoje do que faturou nos anos 1980?
A música viralizou. Foi isso o que aconteceu. De repente, saltou para 55 milhões de visualizações no YouTube e outras dezenas de milhões no Spotify, na Deezer e na Apple Music. “Belle de Jour” também virou um grande hit planetário, com mais de 175 milhões de views no YouTube. Qual a explicação? Viral não tem explicação. Não existe receita para fazer um vídeo viralizar. Simplesmente acontece. Uma vez, em Portugal, eu, a Elba [Ramalho] e o Geraldo [Azevedo] gravamos um vídeo com o celular num Miradouro com uma vista linda e postamos, certos de que aquilo ia arrebentar na internet. Nada! Outro dia, fui à padaria aqui perto de casa, no Leblon, e vi um turista francês tocando ‘Anunciação’ no clarinete. Me apresentei a ele, disse que era o autor da música e, segundo depois, estávamos fazendo um vídeo, no improviso, acompanhados por uma menina da Argentina e um canadense ao violão. Este vídeo, gravado pela Yanê, minha esposa, teve muito mais repercussão e mais likes do que aquele que produzimos em Lisboa no capricho e com grandes artistas. Vai entender… Quanto à sua pergunta sobre dinheiro, infelizmente não estou um Real mais rico por causa desse ‘boom’. As plataformas digitais remuneram muito mal os artistas. Mas fico feliz com o sucesso, por atingir um público novo e por ter ajudado a elevar o ânimo das meninas do futebol feminino.

A propósito, a que se refere a letra de “Anunciação”? Ela é apenas uma epifania sobre a chegada de uma mulher ou é um hino de esperança pela volta de dias mais felizes?
Eu não sei compor músicas sob encomenda. Para mim, não existe isso de escolher um tema, sentar e escrever uma nova canção. A inspiração vem quando ela quer, do jeito que ela quer. Eu componho como o Chico Xavier, sou tomado por um surto criativo que me leva a lugares que nem o meu inconsciente sabe explicar. “Morena Tropicana”, por exemplo, foi composta num quarto de hotel em São Paulo, numa época em que eu estava namorando uma loira. Ou seja, não tinha nem uma morena e nada tropical por perto! [risos] A inspiração veio porque me lembrei das obras de um artista plástico recifense, Sérgio Diletieri Lemos, famoso por pintar frutas tropicais como mangas, cajus, sapotis, umbus e cajás. No caso de “Anunciação”, eu tinha acabado de comprar uma flauta transversal e saí com meu novo instrumento pelas ruas de Olinda para ver se algo ali me estimularia a compor. Passei pelo sino da catedral, pelo quintal onde a roupa estava estendida no varal, depois uma amiga sussurrou no meu ouvido que a melodia que eu estava executando era muito bonita e assim foi. A música é uma colagem do que vi naquela manhã de domingo. Mas, como eu me envolvi profundamente com a campanha pelas “Diretas Já” e viajei o Brasil todo com Ulysses Guimarães e outras lideranças desse movimento na época do lançamento da música, muita gente associou a letra ao retorno da Democracia. Já falei mil vezes que a letra não tem nenhuma conotação subversiva, mas até hoje tem gente insistindo que ela tem. Não sou político e nem profeta – sou poeta!

Alessandra Negrini, estrela de “Cidade Invisível”, aponta a necessidade de preservar a cultura e o meio ambiente

Alessandra Negrini, estrela de “Cidade Invisível”, aponta a necessidade de preservar a cultura e o meio ambiente

Alessandra Negrini segue atuando em trabalhos no streaming e em formatos online com resiliência e intenso dinamismo.

Na vida virtual e on demand que levamos, Alessandra Negrini está em todas. A atriz paulistana está no elenco de “Cidade Invisível”, série da Netflix que estreou este ano e narra as investigações de um assassinato, que se desenrola em uma batalha entre o mundo real e um reino habitado por criaturas folclóricas brasileiras, que vivem entre as pessoas comuns. Sua personagem, Inês, é dona de um bar em um bairro boêmio do Rio de Janeiro. A empresária se revela meio bruxa, até que mostra sua identidade folclórica – ela é a Cuca. “Nana neném/Que a Cuca vem pegar/ Papai foi na roça/ Mamãe foi trabalhar”, Inês cantarola nas cenas.

Além da bruxa, que não tem cabeça de jacaré na série – diferente das histórias de Monteiro Lobato – “Cidade Invisível” traz a sereia Iara, o saci, o curupira, entre outros personagens da cultura popular do Brasil. E se engana quem pensa que a produção foi assistida apenas por quem ouviu essas lendas desde cedo. A série foi distribuída para 190 países e esteve entre os conteúdos mais visto da plataforma em 40. “É muito lindo levar nossas histórias e as raízes brasileiras para fora. Uma aventura fascinante e eu me sinto muito honrada em fazer parte desse projeto”, conta. A segunda temporada já foi confirmada pela Netflix.

Desde que a pandemia restringiu as atividades culturais, grupos teatrais criaram peças encenadas virtualmente. Espetáculos online assumiram uma linguagem cinematográfica, criando um híbrido entre cinema e teatro. Foi o caso da peça “A Árvore”, protagonizada e produzida por Alessandra, que esteve em cartaz de fevereiro a abril no teatro Faap. A atriz interpretou uma escritora que, ao ser enredada por uma planta, começa a se transformar em uma árvore. A personagem passa a maior parte da trama dentro de seu apartamento — instalação que foi montada no teatro –, mas cenas gravadas em que ela aparece em uma floresta também atravessam a narrativa. “Tentamos fazer esse diálogo da palavra com a imagem”, explica.

 

Foto: Pablo Saborido | Amaro

Foto: Pablo Saborido | Amaro

 

Entre saudades da rua, do Carnaval de São Paulo, de estar com amigos e família, Alessandra segue encarando a realidade com sua conhecida naturalidade, mas com muito trabalho. Neste mês, estreia nos cinemas o filme “Acqua Movie”, o sexto longa do diretor pernambucano Lírio Ferreira, em que Alessandra interpreta uma mãe que viaja de carro com seu filho, saindo de São Paulo até Pernambuco em uma travessia para resgatar o afeto mútuo. Veja a seguir os principais trechos da entrevista que ela concedeu à reportagem da 29HORAS.

Sua relação com a cidade de São Paulo sempre foi intensa, como rainha do bloco Baixo Augusta e moradora. O que mudou com a pandemia? Você vê a cidade de outra forma agora?

Tudo mudou. Primeiro ficou claro que a presença da natureza é importante, vital para a sobrevivência! Comecei a reparar nas árvores, tão generosas, no meio das grandes avenidas, do ar poluído. Como fazem diferença e, às vezes, a gente nem percebe. Passei a andar muito a pé, vejo as pessoas fazendo isso, virou uma questão de saúde mental. E o que é São Paulo sem a cultura? Sem exposições, cinema, teatro, bares? O que sobra? Os parques, a arquitetura, as luzes da cidade. Temos essa beleza também, temos que reeducar o nosso olhar para uma vida do lado de fora. Toda grande cidade tem isso! Nossa cidade pode melhorar muito nesse quesito. Imagina se os rios fossem despoluídos? Que diferença!

A pobreza nas ruas também aumentou muito. São Paulo é incrível, eu amo, mas só vai ser a grande cidade que ela pode ser quando acolher a todos, sem exceção.

Qual é o seu lugar preferido em São Paulo?

É difícil escolher apenas um. Adoro o Parque do Ibirapuera, o Estádio do Pacaembu, o Edifício Copan, a Rua Augusta e o Parque Buenos Aires.

 

Paulistana de corpo e alma, Alessandra é rainha do bloco de rua Baixo Augusta; na foto, ela no carnaval de 2018 - Foto: Frâncio de Holanda

Paulistana de corpo e alma, Alessandra é rainha do bloco de rua Baixo Augusta; na foto, ela no carnaval de 2018 – Foto: Frâncio de Holanda

 

De 2013 até 2020, como foi sua relação com o bloco? O que ele representa para você?

O Baixo Augusta acabou se tornando uma parte importante da minha vida, do meu ano, aconteceu de maneira inesperada, absolutamente espontânea. Aquilo foi crescendo, crescendo e nos últimos carnavais levamos mais de um milhão de pessoas para a rua! É uma explosão de alegria e uma experiência amorosa com a cidade. Ocupamos a rua com respeito, alegria e música! Não é lindo?! Só posso dizer que tenho muito orgulho de fazer parte dessa história que, sem falsa modéstia, se confunde com a própria história do crescimento do carnaval de rua de SP. Hoje é um dos maiores do Brasil. E para aqueles que ainda insistem em falar mal do carnaval, vale a lembrança da importância econômica desse evento para a cidade.

Além do Baixo Augusta, o que mais sente falta no carnaval? Como espera aproveitar os próximos quando as condições sanitárias permitirem?

As pessoas estão com saudade de ocupar as ruas, de estarem juntas sem medo, seja lá quando for, não precisa ser no carnaval! Precisamos estar uns com os outros, senão a vida perde o sentido. Queremos trabalhar e amar, é isso o que a gente quer e é o básico! A pergunta é: se já existe vacina, por que ainda estamos assim? Por que estamos tão longe do fim dessa pandemia? Até quando teremos que ver a vida dos brasileiros devastadas? É inadmissível! Não dá nem para pensar no carnaval do ano que vem!

Por falar em protocolos, quando você for vacinada, qual é a primeira coisa que pretende fazer ou qual lugar pretende ir?

Quando eu estiver vacinada…não sei, talvez encontrar amigos também vacinados e dançar um pouco, dar risada, mas enquanto todos não estiverem vacinados, não vai mudar muita coisa.

 

A atriz em "A Árvore", projeto híbrido de teatro e cinema - Foto: Divulgação

A atriz em “A Árvore”, projeto híbrido de teatro e cinema – Foto: Divulgação

 

O espetáculo “A Árvore” foi adaptado para o formato online neste ano. Como tem sido a experiência híbrida de teatro e cinema? Como é atuar com o intermédio da tecnologia no teatro?

Acabou não sendo uma peça e, sim, um híbrido com o audiovisual. Precisávamos fazer com que existisse uma conversa. No teatro nós temos o texto, as palavras são muitas; e no cinema a imagem é o que importa. Tentamos fazer esse diálogo da palavra com a imagem. Falo muitas vezes para a câmera, o que poderia ser um recurso teatral, mas também nos preocupamos muito com a beleza e a força da imagem. Tem uma viagem na criação das imagens que é, a meu ver, cinematográfica. E a trilha sonora é bem presente e embala tudo isso. Tivemos uma equipe de teatro e de cinema mesmo, atuando e criando de forma conjunta. Uma diretora de teatro, a Ester Lacava, e um de cinema, o João Wainer, isso foi um diferencial. A luz está bem ousada. Foi uma aventura muito interessante para nós, e espero que para o público também. Fiquei muito satisfeita com o resultado.

Como é a sua relação com as redes sociais? Por que ter 50 anos é assunto? Para você, quais são os temas urgentes que precisam ser discutidos por lá?

Fui descobrindo aos poucos. No começo, eu tinha vergonha de ficar postando, fazendo cara de linda, me enaltecendo. Pensava, ‘meu Deus, que coisa ridícula, esse exibicionismo todo!’. Aí eu fui me acostumando, vendo que o jogo é esse e eu tinha que fazer parte dele mesmo. O mundo vai mudando e a gente também muda. Descobri um lado legal, que é a brincadeira, o bom humor e a relação direta com os fãs. É divertido e me sinto querida, me faz bem. Quem não gosta disso? Além de ser um lugar para defender suas ideias e convicções, mostrar um pouco de quem você é. As pessoas gostam. Comecei a enxergar na rede social um espaço eficiente de comunicação e, mesmo que eu enfrente algum dilema diante da relevância de postar uma selfie, ainda assim, quando alguém diz ‘obrigada, você me traz esperança, alegrou o meu dia’, é bacana, passa a fazer algum sentido.

Discutir idade é um assunto antigo, fora de moda. O Brasil precisa se atualizar, mas aos poucos as pessoas vão se acostumando e, quem sabe um dia, a gente vire um país adulto, como são os países europeus onde as pessoas aprenderam a desfrutar com prazer e sem culpa as suas diferentes idades. E o público me acompanha não pela minha idade. Pelo menos eu quero acreditar, acho que é mais profundo do que isso, do que essa superficialidade. As pessoas gostam de mim pelo que sou. Eu sou um conjunto de coisas, sou várias coisas, não quero ser reduzida a apenas isso.

 

Alessandra Negrini no papel de Inês, na série "Cidade Invisível", ao lado do ator Marco Pigossi - Foto: Alisson Louback | Netflix

Alessandra Negrini no papel de Inês, na série “Cidade Invisível”, ao lado do ator Marco Pigossi – Foto: Alisson Louback | Netflix

 

“Cidade Invisível”, da Netflix, traz personagens que são entidades do folclore brasileiro. Na sua opinião, como o público do streaming interagiu com essa narrativa? A série foi muito vista fora do Brasil também…

O folclore é algo vivo, são histórias que passam de geração para geração. A receptividade pelo público do streaming foi muito boa, e certamente isso tem a ver com o fato de tantos de nós termos crescido escutando essas histórias. Eu sou muito grata a minha mãe, que me apresentou todos esses personagens desde cedo. Ela era uma grande contadora de história e fez com que eu me apaixonasse por esse universo. Sobre a série, o que tenho a dizer é que é muito lindo levar nossas histórias, as raízes brasileiras, para mais de 190 países. Um orgulho mesmo!

A série também traz um recorte muito atual, da degradação ambiental e do assédio do mercado imobiliário em regiões antes preservadas. Como você vê essas questões hoje no país?

Esse é o ponto central da série e é tratado de uma maneira muito inteligente, porque nos pega pelo coração e nos faz pensar. Não temos um planeta B. Não teremos uma segunda chance, mas temos escolhas. A questão ambiental é uma questão política, social e econômica que precisa ser encarada pelos nossos governantes como algo prioritário. É a vida humana nesse planeta, é o ar que a gente respira, a água que a gente bebe, a comida que a gente come. Como isso pode não ser tratado como algo de extrema importância? Para o Brasil de hoje não é, o que me faz pensar o que será o Brasil de amanhã.

Antes de ser atriz, você estudou Jornalismo e Ciências Sociais, e foi professora de inglês. O que você traz dessas diferentes atuações?

Tudo. Tudo o que estudei e aprendi ao longo da vida me ajuda na hora de conceber um novo projeto, de preparar uma nova personagem. Me abriu a escuta, me treinou o olhar para o mundo, me ajudou a entender que a gente sempre tem algo a aprender e nunca está pronto.

Qual é o seu desejo para 2021? Já tão difícil e intenso, mas que ainda não acabou.

Vacina! Vacina para todos.

 

Foto: Pablo Saborido | Amaro

Foto: Pablo Saborido | Amaro

Grandes músicas de nostálgicas folias para uma festa intimista com a família

Grandes músicas de nostálgicas folias para uma festa intimista com a família

Aqui na praia vamos fazer um carnaval caseiro. Como temos na Ilhabela o tradicional banho da Dorotéia, as crianças vão se fantasiar de papel crepom e se jogar na piscina. O quintal vira o clube para a matinê e para folias do baile de máscaras. Confetes e serpentinas vão enfeitar o chão e se misturar com os galhos da goiabeira, do pé de pitanga, e vamos sujar os pés com as amoras maduras.

Não tem como ir para a rua ainda em fevereiro. Mesmo que façam falta o suor e a cerveja de velhos carnavais, a vacina ainda leva um tempo para liberar a folia. Quem tem a chance e a sorte de ter uma família animada pode se ajeitar assim. Uma bela seleção de marchinhas para dançar em roda tem que ter as maravilhosas e eternas “Noite dos Mascarados”, “Bandeira Branca” e “Máscara Negra”. As crianças adoram “Chiquita Bacana”, aquela que veio da Martinica e se veste de banana nanica, e “Touradas de Madri”, em que aparece a espanhola natural da Catalunha e aquela que a gente atravessa andando o deserto do Saara.

Acho incrível como o Carnaval no Brasil ainda mantém esses clássicos no repertório. Composições antigas como os cordões, como o “Rosas de Ouro” que desfilava com “Ó Abre Alas” de Chiquinha Gonzaga em 1899! É uma maravilha também o carnaval de rua em Recife e Olinda, com aqueles bonecos gigantes, com o Galo da Madrugada, com o frevo e as demais manifestações tradicionais de Pernambuco. Já assistimos a tantas aberturas históricas… Naná Vasconcelos, Lenine, Spok Frevo Orquestra e convidados de todo o país e de gêneros tão diversos da música brasileira.

 

Chiquinha Gonzaga, grande referência do Carnaval e das folias do Brasil

Chiquinha Gonzaga – Foto divulgação

 

Rio de Janeiro e São Paulo com suas grandes escolas. A Mangueira verde e rosa de Beth Carvalho emocionando sempre, a bela Portela de Paulinho da Viola. Uma playlist de samba enredo também é bacana. Lembro de muitas madrugadas com meu pai, carioca, assistindo aos desfiles pela TV. Lembro de torcer por Joãozinho Trinta e sua Beija Flor. Lembro de Tom Jobim e Maria Bethânia sendo homenageados na Avenida.

 

Beth Carvalho, símbolo dos desfiles de Carnaval

Beth Carvalho – Foto divulgação

 

Uma coluna um tanto nostálgica, sim, mas nada triste, porque a alegria de saber que temos a possibilidade de ver a população vacinada traz uma esperança e faz dessa festa pequeninha em casa uma ocasião com motivo e razão de ser.

Escute a playlist, junte seu pequeno núcleo familiar com a benção de estar com saúde, se fantasie, coloque uma máscara, distribua confete e ritualize a vida possível. A música anima sempre e dançar joga as dores para longe!

Beijos de longe! Bebam muita água e se divirtam – com segurança e boa música!

Opções de viagens seguras para um final de semana ou folga

Opções de viagens seguras para um final de semana ou folga

O calor do verão segue bombando, mesmo sem Carnaval, que estaria chegando. Qualquer pessoa de bom senso sabe que não é viável pensar em folia. As festas e até os desfiles foram suspensos. Mas como já estamos cansados de não fazer viagens, de não ver a maioria dos amigos e de sair o mínimo possível, eu proponho um final semana ou até mesmo uma folga com menos sacrifício e de baixos riscos.

Não precisamos renunciar ao nosso destino favorito. Apenas teremos que escolher a praia mais deserta que tiver por perto. E acredite, tem praias escondidas em diversas regiões. Basta fugir das areias mais badaladas e encontrar um cantinho de paraíso para chamar de seu. Leve o que precisa ou simplesmente vá de máscara até a barraca mais perto e volte para o seu guarda sol.

Aqui estão algumas praias isoladas que conheço nas regiões mais procuradas do litoral de São Paulo e do Nordeste:

A Praia Brava do Camburi é bem escondida e vale muito a pena. Fica a 40 quilômetros de Ubatuba.

 

Praia Brava do Camburi, em Ubatuba

Praia Brava do Camburi, em Ubatuba – Foto divulgação

 

Para a quem estiver em Ilhabela (que lota absurdamente nessa época, cuidado!), a dica é a praia do Bonete.

Quem vai para o sul da Bahia, tem de fugir das praias da moda como Trancoso e Caraíva. De baixo para cima, estas são as mais lindas e desertas: A praia da Barra do Cahy, com direito a rio desembocando no mar, mas é dica para quem se hospeda em Cumuruxatiba, já que a região vale passar uns dias. Abaixo de Trancoso, com acesso pela praia do Espelho, ficam a praia do Satu e a praia do Camarão, que são esplêndidas.

Finalmente, se você for para Maceió, é obrigatório fazer uns 30 quilômetros de carro e curtir a tranquilidade do lado direito da praia do Gunga. O lado esquerdo é movimentado, então compre água e coma algo por ali e pegue um buggy-táxi para voltar para o lado deserto da praia, que tem falésias e um mar transparente. Você só vai sair dali no pôr do sol. Aproveite!

 

Foto da Praia do Gunga

Praia do Gunga – Foto divulgação

 

 

A cantora pernambucana Duda Beat lança novo álbum em 2021 e está a todo vapor

A cantora pernambucana Duda Beat lança novo álbum em 2021 e está a todo vapor

QUEM PODERIA IMAGINAR que a música veio do silêncio? A recifense e estudante de Ciência Política Eduarda Bittencourt Simões teve um momento de revelação em um curso de meditação, em meados de 2016, e decidiu ser aquilo que tanto admirava nos homens pelos quais se apaixonava: cantora e viver da música. Arrumou as malas e foi viver definitivamente na casa das tias no Rio de Janeiro, virou Duda Beat e com apenas um álbum, “Sinto Muito”, de 2018, estourou. Para a sorte dos fãs, em 2021 vem um novo trabalho, carregado de amor e sofrência – letras que a tornaram conhecida. “Ainda é sobre se apaixonar, mas de forma mais realista e sem idealizações, um amadurecimento que passei em minha vida”, antecipa.

 

Duda Beat Rainha da Sofrência

Foto Ivan Erick

 

Com ritmo pop, brega e eletrônico, as canções de Duda Beat expõem um lado um pouco difícil para os dias desprendidos de hoje: querer ser correspondida e desejar se vincular a alguém. Talvez as respostas estejam nos astros, já que a menina de Recife sempre foi assim. “Deve ser porque sou libriana, quando era adolescente já me apaixonava, então vou sempre cantar sobre amor”, conta. Seus ritmos refletem a efervescência cultural de Pernambuco e a diversidade de estilos de sua terra natal. “Minha formação musical vem de lá, adoro maracatu, frevo, pagode, forró… ninguém gosta de um estilo só, é uma mistura honesta.”

A cantora de 33 anos traz essa festa também de casa, de sua família. “Minha avó era uma foliã master, ia sempre ao Bloco da Saudade (um dos blocos de Carnaval mais tradicionais da cidade)!”, lembra. No ano passado, Duda Beat representou bem suas raízes e agitou os blocos de rua de Recife e do Rio de Janeiro. “Quanto mais diverso e multicultural, mais agregador é o Carnaval, eu amo muito essa época do ano.”

 

Duda Beat sorrindo

Foto Ivan Erick

 

 

ACOLHIMENTO E PAUSA

Só que a Quarta-Feira de Cinzas foi longa em 2020 e parece que ainda seguimos esperando pelo novo momento de festa. Durante a pandemia, Duda Beat fez sete lives abertas ao público, e permaneceu em quarentena com seu marido, Tomás Tróia (também seu produtor), no Rio. “Vivemos na casa que era da família de Tomás, seguimos quietinhos aqui com nossos gatos.”

De Recife, a cantora hoje ama a Cidade Maravilhosa, lugar que visitava sempre durante as férias escolares, já que parte da família materna migrou para a capital fluminense em busca de novos sonhos. “Me identifico muito com minhas avós, uma tinha coração carnavalesco e outra veio ao Rio de Janeiro para construir a vida, sou pouco das duas.”

Hoje, a nova cidade significa o encontro com a carreira e o amor. Em suas idas e vindas ao Rio, ainda adolescente, conheceu Tomás, que tocava na banda de seu primo, Gabriel Bittencourt, atualmente baterista na banda de Duda. Mas foi preciso mais tempo até o amor se concretizar. “Passei anos sofrendo por caras que não me correspondiam, Tomás era meu amigo e até ouvia as lamentações, demorei para perceber que o meu parceiro já estava ali, do meu lado, o maior clichê aconteceu comigo, e agora estou vivendo algo que nunca tinha vivido, amar e ser amada.”

 

Duda Beat e seu marido Tomás Tróia

Duda Beat e Tomás Tróia – Foto Fernando Tomaz

 

Antes do distanciamento social, a cantora passeava pela Praia de Botafogo, Parque Lage e pela Lagoa. “A vista mais bonita do Rio é a de Botafogo, dá para ver a Urca, é um retrato, muito lindo da cidade, e é onde minha avó materna morava, me desperta muitas memórias boas”, diz, e recorda que foi patinando na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas que se inspirou e fez algumas músicas de seu primeiro álbum. “A cidade, para mim, é uma mistura de clima praiano com muito trabalho, que desenvolvo por suas ruas. Eu também frequentava muito os bares, como o Colab (em Botafogo), onde o universo da música é intenso e tem muita troca interessante.”

 

DIVERSÃO REUNIDA

Duda Beat é também cantora de parcerias. Lançou singles em 2019 e 2020, que mantiveram seu trabalho a todo vapor, como “Meu Jeito de Amar”, com o DJ carioca Omulu; “Só Eu e Você na Pista”, com a baiana Illy (ambas com remix dos produtores Tomás Tróia e Lux Ferreira); “Chega”, com Mateus Carrilho e Jaloo; e “Tangerina”, com Tiago Iorc. O recente “feat” com as jovens de Tocantins Anavitória, “Não Passa Vontade”, agitou a internet com um clipe cheio de referências cinematográficas – elas recriaram momentos de produções aclamadas que vão de “Os Excêntricos Tenenbaums”, de Wes Anderson, passando por “A Pequena Miss Sunshine”, “As Vantagens de Ser Invisível”, até “Os Sonhadores”, de Bernardo Bertolucci.

 

Duda Beat com a dupla Anavitória

Duda Beat com a dupla Anavitória – Foto Breno Galtier

 

O novo ano traz ainda mais música. No finalzinho do mês passado, Duda apresentou ao público um EP com Nando Reis, com músicas já conhecidas dos dois, mas em novos arranjos e com Duda e Nando cantando juntos. “As canções foram escolhidas de uma forma muito suave e fluida, e ele foi super amoroso durante todo o processo. Passamos cinco dias em estúdio nos conhecendo e apurando os rearranjos, foi uma química linda”, conta.  A música “Segundo Sol”, por exemplo, ganhou novo tom no EP e já é preferida da cantora.

 

Duda Beat com Mateus Carrilho e Jaloo

Duda Beat com Mateus Carrilho e Jaloo

 

Em uma imersão de vinte dias em Teresópolis, na região serrana do Rio, com toda a banda, as inspirações para o novo álbum vieram. “Me acostumei a precisar do silêncio para criar, foi assim também para esse segundo trabalho. Ficamos hospedados em uma casa linda logo antes da pandemia, mas quando voltamos o mundo já era completamente outro”, lembra. O álbum (ainda sem nome definido) vai ser lançado neste semestre, depois de adiamentos necessários causados pelo isolamento social, mas Duda Beat garante novas parcerias: “Gente da Bahia e de Recife, pessoas que admiro muito e me ajudaram a cantar sobre amor, histórias que já vivi e a relação de paz que hoje vivo com esse sentimento.”

 

Duda Beat quando ganhou o prêmio de artista revelação do Multishow, em 2019

Duda Beat quando ganhou o prêmio de artista revelação do Multishow, em 2019 – Foto Divulgação

 

A música de Duda Beat se reflete também em seus conhecidos looks, assinados pelo estilista Leandro Porto. Vestidos coloridos, mangas bufantes e laços fazem parte de sua estética nos palcos. “Gosto do exagero e tenho o lema de que a moda é para se divertir, achando gostoso, está valendo”, ri. Cyndi Lauper, Lady Gaga, Drew Barrymore e a cantora espanhola Rosalía são musas inspiradoras, assim como a atriz Sônia Braga, já que carregam muita autenticidade em suas roupas. “Como a gente se veste também diz muito sobre o que pensamos, é algo político e acho que é uma extensão da minha arte.”

Quando vier a tão desejada vacina, a primeira coisa que a cantora pretende fazer é justamente vestir um dos seus looks e subir no palco. “Ando muito emotiva e estou morta de saudades dos shows, só de ver vídeos me emociono! Será com certeza o primeiro desejo a colocar em prática quando todos estiverem imunizados”, conta. O último show de Duda Beat foi na capital paraibana, João Pessoa, com a presença de seus pais na plateia. “É muito perto de Recife, eles estavam lá e foi uma despedida linda sem saber! Agora com disco novo, vai dar frio na barriga, não vejo a hora, vai ser incrível!”

 

Duda Beat e Banda

Banda de Duda Beat – Foto divulgação