Exportações brasileiras de carne de frango batem recorde em 2021 e devem crescer ainda mais em 2022

Exportações brasileiras de carne de frango batem recorde em 2021 e devem crescer ainda mais em 2022

A perspectiva para 2022 é de um ano ainda melhor para avicultura brasileira, por causa da gripe aviária que vem dizimando criações nos quatro cantos do planeta

Em 2021, as exportações de carne de frango (in natura e processada) somaram 4,6 milhões de toneladas, o melhor desempenho já registrado pelo setor, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume foi 9% superior ao total exportado pelo Brasil em 2020, quando foram embarcadas 4,23 milhões de toneladas. Em termos de receita, houve elevação de 25,7% no período, com US$ 7,66 bilhões, bem mais do que os US$ 6,09 bilhões faturados em 2020.

E a perspectiva para 2022 é de um ano ainda melhor para a avicultura brasileira, por causa do número cada vez maior de casos notificados de gripe aviária mundo afora pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

 

Foto Divulgação

 

A Inglaterra verificou uma explosão dos surtos de gripe aviária, que provocaram o abate de mais de 500 mil aves. O mesmo quadro de epidemia foi verificado em granjas da Coreia do Sul, da Holanda, de Israel, da Suécia e da China. Na França, na Bulgária e na Hungria não foram só os frangos que sofreram; criações de perus e patos foram afetadas também pela doença.

Com uma possível escassez de carne de frango nesses países, os preços internacionais desse produto devem aumentar, beneficiando os produtores do Brasil. Os riscos de a doença chegar às granjas brasileiras são muito baixos. A gripe aviária se espalha pelo mundo com os fluxos de aves migratórias e, aqui no Brasil, recebemos menos de 1% do total de aves migratórias que circulam entre os continentes. Além disso, as medidas de biosseguridade adotadas nos criadouros brasileiros são muito eficazes e têm prevenido com eficiência a entrada deste tipo de patogenia nos nossos aviários.

 

Prosa rápida

Porco campeão

Ainda segundo a ABPA, as exportações brasileiras de carne suína também bateram recorde em 2021. Foram enviados ao exterior um total de 1,13 milhão de toneladas. É o melhor resultado já alcançado pelos exportadores brasileiros, e supera em 11% o volume registrado em 2020 (1,02 milhão de toneladas). A receita gerada por essas vendas somou US$ 2,641 bilhões, resultado 16,4% maior que o alcançado em 2020, quando os suinocultores do país faturaram US$ 2,270 bilhões.

Pileque global

Em 2021, as exportações de cachaça também foram muito bem, de acordo com dados do Comex Stat, compilados pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). Foram 7,22 milhões de litros, 29,5% a mais do que em 2020. Em termos de receita, foram US$ 13,17 milhões, um crescimento de 38,39% em relação a 2020. Entre os países que mais importaram a cachaça brasileira, destaque para os Estados Unidos, Alemanha, Paraguai, Portugal e França.

Escassez hídrica

O Conselho Internacional de Grãos (IGC) cortou sua previsão para a produção global de milho na temporada 2021/22 em 5 milhões de toneladas, para 1,207 bilhão de toneladas, com projeções para Argentina e Brasil revisadas para baixo, por causa da seca. A colheita argentina foi reduzida para 61 milhões de toneladas, ante 63 milhões, enquanto a produção do Brasil agora está estimada em 112,9 milhões de toneladas, versus 117,4 milhões anteriormente previstas.

A procura por táxis-aéreos e voos fretados em jatinhos executivos dispara no Brasil

A procura por táxis-aéreos e voos fretados em jatinhos executivos dispara no Brasil

Viajantes que não se importam em pagar (muito) mais para evitar muvucas nos aeroportos fazem disparar a demanda por voos fretados para destinos como Angra, Trancoso, Jeri e Punta

O Réveillon de 2021/2022 causou um problema inédito no Brasil: a procura por táxis-aéreos e voos fretados em jatinhos executivos disparou no país, a ponto de deixar alguns passageiros no chão. Na Líder Táxi Aéreo, a mais tradicional empresa do setor, a demanda teve alta de 15% em 2021, e na Tam Aviação Executiva o número de fretamentos cresceu 60% em relação à média pré-pandemia.

Já na Flapper, conhecida como “a Uber dos jatinhos”, a busca por voos e assentos cresceu simplesmente 300% em 2021, na comparação com 2019. Alguns pedidos para Salvador, Morro de São Paulo e Barra Grande tiveram de ser recusados por falta de aeronaves disponíveis para cumprir a rota. Em aeroportos de outros points badalados de verão, o que se viu foi um movimento sem igual. Quem passou por Trancoso, Angra, Jericoacoara e Punta del Este pode vivenciar esse raro fenômeno.

 

Foto Divulgação

 

O aumento na procura por voos privativos se deveu em boa parte à pandemia, pois muita gente quer viajar, tem o dinheiro e o tempo necessários para fazê-lo, mas ainda sente insegurança na hora de encarar as inevitáveis e estressantes filas nos aeroportos e não se importa em pagar mais para ter uma viagem com mais privacidade e conforto.

Quer saber quanto significa “pagar mais”? Na Flapper, fretar um jato Embraer Phenom 300 com capacidade para nove passageiros de São Paulo para Trancoso custa R$ 77 mil. Do Rio para Jericoacoara, o fretamento de um Beechcraft King Air C90, com seis lugares, sai por R$ 117 mil. E a viagem de Belo Horizonte a Búzios, a bordo de um Cessna Caravan Grand com espaço para nove passageiros, pode ser contratada por R$ 18 mil.

Mas há também opções mais acessíveis. Na mesma Flapper, dá para conseguir um lugar num voo de São Paulo para Angra por apenas R$ 500.

 

Radar

Show do milhão
O Aeroporto Internacional de Viracopos superou a marca dos 10 milhões de passageiros em 2021 e registrou um aumento de 49,7% em seu movimento, em comparação a 2020. No ano passado, embarcaram ou desembarcaram pelo terminal 10.045.361 passageiros. A perspectiva é que esse número seja ainda maior, com a retomada a todo vapor dos voos internacionais e a contínua expansão das rotas domésticas.

Rio-Bavária
A partir do fim de março, os voos da Lufthansa partindo do Rio de Janeiro rumo à Alemanha passarão a ter um novo destino: Munique, e não mais Frankfurt. A troca pode parecer ruim a princípio, mas na verdade é um upgrade. O aeroporto Franz Josef Strauss, o hub da empresa na Baviera, é o único cinco estrelas da Europa, de acordo com a consultoria de aviação Skytrax. E os cinco voos semanais dessa rota serão operados pelo moderno, sustentável e ultra-confortável Airbus 350-900.

Variante delta
Na companhia aérea norte-americana Delta Airlines, 8 mil pilotos e comissários de bordo foram afastados por causa da Covid na virada de 2021 para 2022. Esse total representou 11% do total de 75 mil funcionários da empresa, que teve de cancelar milhares de voos no auge da temporada de festas. Na concorrente United Airlines, 3 mil dos 75 mil funcionários testaram positivo, causando o cancelamento de mais outros milhares de voos.

Em cartaz até o final de fevereiro, a mostra “Arte É Progresso” leva ao Teatro Viradalata quatro musicais cheios de brasilidade do dramaturgo mineiro Vitor Rocha

Em cartaz até o final de fevereiro, a mostra “Arte É Progresso” leva ao Teatro Viradalata quatro musicais cheios de brasilidade do dramaturgo mineiro Vitor Rocha

Produzida de forma 100% independente, a mostra “Arte É Progresso” propõe um resgate ao folclore brasileiro e uma ode ao teatro musical autoral nacional em peças repletas de lirismo roteirizadas, musicadas e performadas pelo mineiro Vítor Rocha

Do interior de Minas Gerais, vaga-se a pé até a Bahia para levar um menino e seu peixe de estimação, Sr. Cargas D’Água, para conhecerem o mar. Em seguida, bandeia-se do sertão do Cariri em um caminhão de pau-de-arara, em busca de um “Mágico Di Ó” que conceda chuva à terra da garoa. Por fim, invade-se uma sala de terapia onde dois ex-apresentadores mirins revelam os podres e as regalias da indústria televisiva do eixo Rio-São Paulo, em um “Bom Dia Sem Companhia”. Tudo isso, é claro, embalado pelas cantigas, lendas e provérbios do nosso folclore, reverenciados em “Se Essa Lua Fosse Minha”.

 

Vítor Rocha e a atriz Luiza Porto em “Bom Dia Sem Companhia” | Foto: Victor Miranda

 

Esse é o trajeto oferecido ao público da mostra de teatro musical “Arte É Progresso”, em cartaz de quinta a domingo no Teatro Viradalata, na zona oeste de São Paulo. Nessa viagem pelo imaginário brasileiro, a cada dia da semana os espectadores aportam em uma das quatro peças que compõem o festival – todas elas roteirizadas, musicadas e performadas por Vítor Rocha, ator e dramaturgo mineiro que, aos 24 anos, já acumula mais de 40 indicações a prêmios nacionais, dois troféus Bibi Ferreira e alguns milhares de fãs pelo país, cativados pelo lirismo simples e brasileiríssimo de suas produções. Munido de suas histórias, ele retorna aos palcos após dois anos de cortinas fechadas, para “celebrar o ‘resistir’ da cultura em tempos de medo e incerteza”.

 

Vítor Rocha interpreta o repentista Osvaldo no cordel cênico “O Mágico di Ó – O Clássico em Forma de Cordel” | Foto: Victor Miranda

 

“Atualmente, não há nada mais sucateado, fragilizado e mal-falado no nosso país do que a arte. Já ficou claro para os artistas brasileiros que se eles não se movimentarem, ninguém fará isso por eles. A saída, então, é unir forças, e é justamente isso que estamos fazendo”, explica. Produzidos de forma 100% independente, os quatro espetáculos têm movimentado, juntos, mais de 50 profissionais da cena artística, entre atores, diretores, coreógrafos, figurinistas, iluminadores e contrarregras. “Reunir todas as peças que já estreei em um único lugar é também juntar todos os artistas que me ajudaram nelas e mantê-los criando.”

Com sessões de janeiro lotadas e ingressos disputados, o plano é, um dia, conseguir levar o festival para todos os cantos do país. “Rodar todas as capitais e entregar esses vários Brasis diretamente aos brasileiros que os inspiraram. Nosso maior desejo é exaltar nossa cultura e provar que, apesar de desamparada, a arte nacional segue viva e florescendo.”

 

Vítor Rocha e elenco de “Se Essa Lua Fosse Minha” | Foto: Fabio Stamato

Hotéis da Brazilian Luxury Travel Association oferecem experiências exclusivas e personalizadas

Hotéis da Brazilian Luxury Travel Association oferecem experiências exclusivas e personalizadas

Mercado de viagens premium alia experiências personalizadas de conhecimento e bem-estar ao conhecido conforto de seus empreendimentos

Viajantes de luxo brasileiros são viajantes frequentes – a maioria faz entre quatro e seis viagens por ano, igualmente distribuídas em destinos nacionais e internacionais. Durante a pandemia, essas pessoas mantiveram a média de viagens nacionais, e não fizeram turismo internacional. Essas percepções são do Anuário de Viagens de Luxo – Brasil e América Latina, da ILTM e Panrotas. O relatório também mostra que o orçamento para viagens aumentou 43% e que todos que responderam à pesquisa pretendem fazer uma viagem de lazer em breve, o que coloca o setor em retomada estratégica.

“2022 será o ano de grandes reuniões pessoais. Estarão em alta viagens em grupos de amigos tanto para perto de casa quanto para o exterior”, afirma Melissa Fernandes, consultora em hospitalidade estratégica no mercado de luxo e professora da Pós-graduação de Negócios e Marketing de luxo da ESPM. No último ano, o cliente ficou mais exigente com os protocolos de saúde e está mais atento à qualidade dos serviços e aos “mimos” oferecidos pelos hotéis. “O foco nas pessoas segue fundamental, mesmo com a presença mais forte de tecnologias que melhoram a produtividade.”

 

Quarto da Pousada Trijunção, no Cerrado brasileiro | FOTO DIVULGAÇÃO

 

A preservação dos destinos e seus arredores e a priorização do turismo comunitário, para valorizar os moradores locais, é outra tendência pós-pandêmica no turismo de luxo. “Há também uma crescente busca por viagens de bem-estar e que forneçam experiências exclusivas e personalizadas. É o turismo autêntico, com identidade e que traz conhecimento, cultura e inspira. Este é o novo luxo.”

Para Melissa, alguns hotéis da Brazilian Luxury Travel Association (BLTA) absorveram esses aspectos sustentáveis e de hospitalidade, em alta neste novo momento, como: o Uxuá, em Trancoso, o Refúgio Ecológico Caiman, no Pantanal, o Cristalino Lodge, na Amazônia, e a Pousada Trijunção, na divisa da Bahia, Minas Gerais e Goiás. “Há também o Circuito Elegante, um clube de viagens com vários hotéis pelo Brasil que criou o Selo XIS, uma chancela de sustentabilidade e inovação. São diversas as iniciativas positivas em nosso país.”

 

Accor anuncia novas unidades premium mirando na volta do turismo pelo Nordeste e as viagens corporativas

Accor anuncia novas unidades premium mirando na volta do turismo pelo Nordeste e as viagens corporativas

Estimulado pela vacinação contra a Covid-19, o setor de turismo apresenta sinais de melhora no Brasil e espera que a retomada ganhe força com as festas de final de ano. A exemplo desse momento, a rede hoteleira Accor inaugurou 15 hotéis na América do Sul, em 2021. Doze deles foram no Brasil, totalizando 2.172 novos quartos no país. A previsão da empresa é abrir mais 11 hotéis na região até o final deste ano. Cinco deles estão no Brasil.

Segundo um estudo feito pela Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), realizado com o Governo de Rio Grande do Norte, em 2019, o fluxo de visitantes na região era de mais de 1,3 milhão de pessoas por ano e, somente em Natal, mais de 650 mil pessoas. Pronto para receber turistas em busca de descanso e charme, em Tibau do Sul, a 80 km da capital potiguar, a Accor inaugurou o Hotel Île de Pipa MGallery Collection.

A nova unidade, que compõe o portfólio das marcas premium da empresa, promete se aprofundar na história da cultura local e nos elementos da natureza por meio de uma oferta gastronômica descontraída, conectada com a cultura da região. Os ambientes do hotel boutique criam uma atmosfera de tranquilidade. No projeto de design, foi capturada e reinventada a essência local por meio dos objetos que valorizam a riqueza da Praia da Pipa e as falésias naturais.

 

Foto Generations

 

O hotel conta com 77 quartos, cada um com seu próprio universo estético, celebrando a elegância de materiais nobres, enquanto as paisagens das janelas revelam os espelhos d´água nas varandas e o lago artificial de água doce, com uma areia fofa, no centro do hotel.

No outro eixo do país e visando a retomada do turismo corporativo, a Accor inaugura o primeiro hotel da marca Grand Mercure na região Sul, em Curitiba. O Grand Mercure Curitiba Rayon está localizado no centro dos negócios da capital do Paraná, próximo dos principais shoppings e pontos turísticos da região.

O empreendimento conta com 159 apartamentos, dois restaurantes – sendo um deles o premiado Hai Yo, de gastronomia oriental – além de um bar, um dos maiores centros de convenções da cidade – com quatro salas para eventos com capacidade para até 500 pessoas – espaço fitness, spa e boate.

Hotel Île de Pipa MGallery Collection
Av. Baía dos Golfinhos, 414, Tibau do Sul – RN
(84) 3246-4650

Grand Mercure Curitiba Rayon
Rua Visconde de Nácar, 1424 – Centro, Curitiba – PR
(41) 3532-0150