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Luana Génot, fundadora do Instituto Identidades do Brasil, impulsiona a diversidade em empresas do Brasil

por | out 6, 2021 | Entrevista, Ideias, Pessoas, Pessoas & Ideias | 0 Comentários

É com orgulho que Luana Génot se autodenomina “filha de políticas públicas da diversidade”. Nascida no bairro da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, foi bolsista do Ciências Sem Fronteiras na University of Wisconsin, nos EUA, trabalhou como voluntária na campanha de Barack Obama em 2012 e, hoje, mestra em relações étnico-raciais, se movimenta para ampliar essas oportunidades aos seus. À frente do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), conecta estudantes e jovens negros e indígenas a oportunidades de bolsa de estudo e ajuda empresas a acelerarem a promoção da igualdade racial dentro do ambiente corporativo.

 

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Foto Kasmirski

 

“A negritude nos afasta do mercado de trabalho. O que fazemos no ID_BR é tentar romper essa estrutura, oferecendo consultorias e treinamentos que incentivem as empresas a um ambiente com mais diversidade e receptividade”, explica. Atualmente, o instituto auxilia cerca de 50 empresas nacionais, sendo 40% do setor varejista. “Essa é a área que mais busca nossos workshops, sobretudo após as tragédias racistas que envolveram George Floyd, nos Estados Unidos, e João Alberto Silveira, em Porto Alegre”, comenta.

Neste mês, Luana, que também é escritora e apresentadora, planeja o lançamento de um livro, “Mais Forte”, pela editora Companhia das Letras. “É uma reflexão sobre as vivências cotidianas que moldaram nosso povo corajoso”, afirma ela, que também aguarda a estreia de novos episódios da terceira temporada de “Sexta Black”, mesa redonda que comanda no canal do YouTube do GNT. “O programa é um convite a discussões sobre identidade, seja ela marcada pela racialidade, preta, amarela, indígena, ou por questões de gênero e orientação sexual”, pontua. Para essa nova temporada, Luana recebe nomes como os atores Mauro de Sousa e Emílio Dantas, a artista indígena Djuena Tikuna e a deputada estadual Erica Malunguinho.

Mãe de Alice, de quatro anos, a empresária é afeita às pequenas conquistas e convicta das grandes mudanças. “Eu comemoro cada passo, mas ainda sonho com um futuro grande. Quero que minha filha cresça e encontre um mercado de trabalho com 50% de pessoas pretas em cargos de liderança, no mínimo. Que ela tenha em quem se inspirar e possa inspirar muitas outras!”

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