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29HORAS em casa: O futuro das viagens

por | maio 7, 2020 | Coluna, Lifestyle | 0 Comentários

Já sabemos que a pandemia veio para mudar muita coisa. O mundo pós-pandêmico será outro. Está em todos os canais de TV, revistas e nas redes sociais. Um tema que muito nos interessa é entender como as viagens serão nesse novo normal que virá. Vamos apostar ainda em grandes pólos urbanos? Vamos explorar destinos próximos de casa? O turismo nacional vai se desenvolver mais?

Bom, do ponto de vista prático, muita coisa já começa a mudar. Algumas companhias aéreas já deixaram de vender os assentos do meio para garantir distanciamento social, outras implementaram um processo de limpeza profundo em todos os seus voos e a Emirates se tornou a primeira companhia aérea do mundo a aplicar testes de Covid-19 na sala de embarque. E passageiros de máscaras são regra em aeroportos, como nos de São Paulo. 

Em matéria especial com diversos especialistas, o New York Times Travel explorou perguntas interessantes sobre o futuro do turismo. Peço licença para traduzir os principais pontos e apostar em algumas estratégias que devem se desenvolver por aqui também.

Segundo as fontes ouvidas pelo jornal norte-americano, as pessoas procurarão por segurança quando optarem por um destino. “Viagens na estrada são uma grande oportunidade para a Califórnia ajudar a impulsionar a economia, por exemplo”, disse Caroline Beteta, presidente e diretora executiva do Visit California. “Essa sensação de liberdade com controles pessoais será ideal para pessoas que desejam segurança”.

Isso porque as viagens internacionais demorarão a voltar com tudo. Obter permissão para visitar um país provavelmente será mais burocrático, exigindo mais documentação e exames de saúde mais rigorosos. A falta de clareza sobre tudo isso irá dissuadir muitos possíveis viajantes, especialmente no início da recuperação. Aqui vai uma aposta minha: os países que estiverem alinhados às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) serão melhores vistos por estrangeiros. E o Brasil não está lá com bons holofotes internacionais. Vamos seguir pressionando para estarmos mais adequados no caminho de enfrentamento ao vírus. 

Ilha Dois Irmãos, em Fernando de Noronha
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Ilha Dois Irmãos, em Fernando de Noronha

Uma possível vantagem da pandemia é a conscientização de como os gastos localmente ajudam as comunidades, apontam os especialistas ouvidos pela reportagem. “Estamos todos familiarizados com a idéia de ajudar pequenas empresas por causa da Covid-19”, disse Jonathon Day, professor associado focado em turismo sustentável na Purdue University. “Se levarmos para o futuro esse pensamento, que o dinheiro permanecerá na comunidade, isso é algo que podemos tirar dessa experiência”. 

O New York Times Travel ainda sinaliza que,  de acordo com uma pesquisa em andamento realizada pela Destination Analysts, uma empresa de pesquisa e marketing de turismo, mais da metade dos viajantes americanos diz que planeja evitar destinos lotados quando retomar às viagens. Sendo assim, destinos na natureza tem expectativa de alta nesse novo normal. 

E, claro, grandes tendências: higienização de hóteis como grande diferencial e cada vez mais processos digitalizados. Os especialistas prevêem um check-in sem toque por meio de aplicativos e políticas de higiene que vão além do envoltório de papel sobre o assento do vaso sanitário e troca de toalhas.

Como brasileira e amante de viagens, uma esperança é clara. O Brasil tem muito potencial depois dessa crise no setor. Somos um destino com inúmeras atrações naturais, além de sermos um país continental, com oferta enorme para o turismo doméstico. Em momentos como o que vivemos, muitas tendências são impulsionadas, precisamos estar alinhados a elas e crescer junto.

Veja a matéria completa do New York Times Travel aqui.  Leia sobre o funcionamento dos aeroportos brasileiros aqui.

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