Show na Qualistage celebra os 40 anos de carreira de Paulo Ricardo, roqueiro conhecido por seu jeitão de galã, seus megahits e sua inconfundível voz rouca
Dia 8 de agosto, a atração no Qualistage é o show da turnê Paulo Ricardo XL, que celebra os 40 anos de carreira desse ícone do pop rock nacional. O espetáculo é uma viagem sonora e afetiva por quatro décadas de música, arte e emoção, com um roteiro que atravessa gerações e estilos. Do estouro nos anos 1980 à frente do RPM, com hinos como “Louras Geladas” e “Olhar 43”, até sucessos de sua carreira solo, como “Vida Real”, o tema de abertura do reality show “Big Brother Brasil”.
Com sua voz inconfundível, sua presença de palco magnética e sua assinatura estética que mistura elegância, intensidade e arrojo, o carioca Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros, aos 62 anos, mostra que ainda está em plena forma e entrega um espetáculo grandioso, com recursos audiovisuais de ponta, figurinos icônicos e um repertório que toca, emociona e eletriza.
Paulo Ricardo – foto divulgação
Qualistage Avenida Ayrton Senna, 3.000 (Via Parque Shopping), Barra da Tijuca.
Ingressos de R$ 60 a R$ 290.
Uma curadoria do que há de melhor no mercado de relógios, acessórios, bebida e tecnologia para presentear nesse Dia dos Pais
Mala de Bordo Airox Frequent Flyer Hardside, da Victorinox Pesando apenas 2,3 kg e fabricada em policarbonato virgem 100% puro, é resistente e tem sistema de abertura com fecho borboleta. As rodas proporcionam rotação de 360°. (R$ 3.295)
foto divulgação
Jean Paul Gaultier Le Male Elixir Absolu A icônica fragrância masculina ganha uma nova versão, em que a lavanda de Le Male se encontra com a ameixa e a fava tonka, criando um perfume envolvente. (R$ 759 – 75 ml)
foto divulgação
Tênis Rsv R-broox Good Luck, da Reserva Unindo a cultura street e o sport glam, o tênis tem um jogo de texturas entre couros, tecidos esportivos e acabamentos metálicos. Possui estabilizador e vem com kit de personalização com três pares charm lace. (R$ 1.199)
foto divulgação
Luminor Luna Rossa, da Panerai Com design esportivo e casual, o relógio dispõe de uma caixa de 44mm de diâmetro em aço inoxidável, pulseira feita em bi-material e resistência à água de até 100 metros de profundidade. Acompanha uma segunda pulseira em borracha preta. (R$ 44.600)
foto divulgação
Fone de ouvido Motorola Moto Buds Loop O primeiro fone de ouvido aberto da marca tem design que se molda às orelhas do usuário e conta com a tecnologia inovadora do Sound by Bose, que proporciona um áudio com altíssimo nível de nitidez e balanço. (R$ 899,10)
foto divulgação
Caneta Esferográfica Writers Edition Johann Wolfgang von Goethe, da Montblanc Dedicada ao escritor alemão, a tonalidade cinza-azulada e a sutil textura marmorizada da tampa e do corpo são inspiradas no papel de parede da Sala Juno da residência de Goethe em Weimar. (R$ 7.700)
foto divulgação
BOSS Bottled Bold Citrus Eau de Parfum Em edição limitada, a fragrância fresca apresenta uma explosão de notas cítricas de limão primofiore e bergamota, extrato de elemi, essência de gerânio Bourbon, patchouli e vetiver. (R$ 599 – 50 ml)
foto divulgação
Kit de Colares Solo Noir Prata Boho, da Hector Albertazzi Homenageando o solo e a conexão familiar, a coleção é banhada em prata boho e conta com cristais na cor noir, que destaca um preto intenso e sofisticado. (R$ 1.091)
foto divulgação
Whisky Single Malt The Glenlivet 21 anos Com acabamento triplo em barris de primeiro uso de Oloroso Sherry, Carvalho Troncais de Cognac e Vintage Colheita de Porto, a bebida tem notas de peras caramelizadas e passas, equilibradas com toques de gengibre aquecido. (R$ 2.499)
Bar Atlântico funde alta coquetelaria, gastronomia do mar para a mesa e um ambiente acolhedor e intimista
Recém-inaugurado nos fundos da boutique da designer Flávia Aranha, na Praça da Matriz de Paraty, o Bar Atlântico funde alta coquetelaria, gastronomia do mar para a mesa e um ambiente acolhedor e intimista. São apenas 26 lugares em um espaço aberto, ideal para um happy hour ao entardecer ou um jantar informal.
A carta de drinques é assinada pelos premiados Thiago Bañares e Caio Carvalhaes, dos paulistanos Tan Tan (31º colocado no ranking World’s 50 Best Bars), Kotori e The Liquor Store. Ela é composta por sete coquetéis, dois deles sem álcool. O Rumo Reto, por exemplo, é preparado com bourbon whiskey, vermute tinto, cold brew, Angostura e especiarias. Outra boa pedida é o Volta do Fiel, à base de cachaça, especiarias, maracujá e suco de limão. Dos não-alcoólicos, destaque para o surpreendente Contra Vento, que combina mel de cacau, especiarias, limões e cupuaçu.
foto divulgação
Da cozinha saem petiscos como os camarões VG à provençal e o Hambúrguer Atlântico (servido no brioche com queijo, cebola e picles) – perpetrados pela chef Fernanda Valdivia, chef executiva geral do grupo Ocanto, que também é proprietário de outros três endereços icônicos de Paraty: a Pousada Literária, a Fazenda Bananal e o Empório Daqui.
Bar Atlântico Rua Dona Geralda, 302, Centro Histórico, Paraty.
Tel. 21 3030-7198.
Zezé Motta estreia no Rio seu primeiro monólogo, planeja lançamentos na música e volta a encarnar personagens femininas marcantes no cinema
Incansável, Zezé Motta celebra um ano muito especial. A artista está em cartaz no CCBB Rio de Janeiro com seu primeiro monólogo, “Eu Vou Fazer de Mim um Mundo” – adaptação para o teatro do livro “Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola”, de Maya Angelou, que se tornou um clássico por apresentar um tocante retrato da comunidade negra dos Estados Unidos durante a segregação racial dos anos 1930-1940. A autora foi a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood. O monólogo já passou por Brasília e Belo Horizonte e depois da temporada carioca seguirá para São Paulo.
A atriz também gravou neste ano os filmes “Mãe Bonifácia” e “Somos Tereza”, ambos como protagonista e interpretando líderes importantes para a história do Brasil. “Sou sempre chamada para viver mulheres fortes, eu sinto que é uma missão”, resume. Os próximos planos incluem ainda uma turnê e um novo álbum, que devem chegar ao público em 2026.
foto Marcus Leoni
Aos 81 anos de vida, Zezé Motta percorreu uma trajetória inspiradora em suas quase seis décadas de carreira. Gravou diversos discos, fez mais de 100 personagens na TV e no cinema. Já esteve nos mais icônicos palcos do mundo, apresentou-se no Carnegie Hall de Nova York e no Olympia de Paris. E é uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), denunciando corajosamente casos de racismo. “Sou muito preocupada com a justiça”, afirma.
Em entrevista à 29HORAS, a artista conta como despertou para o ativismo antirracista, compartilha suas impressões sobre envelhecer nas artes, detalha os próximos papeis que viverá nas telonas e comemora o momento festivo e promissor do audiovisual brasileiro, que ela mesma ajudou a fomentar. Confira os principais trechos da conversa nas páginas a seguir.
“Eu Vou Fazer de Mim um Mundo”, inspirado na obra da norte-americana Maya Angelou, carrega uma força poética e política profunda. O que essa montagem significa para você como artista e como mulher? Que diálogo você quis abrir com o público ao levar essa história aos palcos? Primeiro representa um desafio grande. Fazer um monólogo baseado nesse bestseller da Maya é uma responsabilidade enorme. A história dela é intensa, dura, complicada, ela foi uma mulher que sofreu abusos na infância, tinha problemas com aceitação, é uma história difícil, mexeu comigo e fiquei com muitas dúvidas se iria dar conta de fazer. Também fiquei angustiada se o público iria gostar, mas o resultado está sendo incrível! Tanto em Brasília como em Belo Horizonte, os ingressos esgotaram em poucos minutos. E no final, o público ama, me agradece, sai chorando… É que as histórias das mulheres, principalmente das mulheres negras, sejam da Europa, da América, todas, sem exceção, são parecidas umas com as outras – todo mundo se sente um pouco naquele lugar. Mas também é uma história de superação, Maya se tornou uma das escritoras mais aclamadas, guru de inúmeras pessoas influentes, como a Oprah… Queremos mostrar essa narrativa que foi dura, mas com muita superação.
Como cantora, por vezes você também está sozinha nos palcos. Qual é a diferença de experienciar essa solitude no teatro? A música te traz liberdade, você circula no palco, fecha os olhos, entrega-se para ela, sente o barulho e o som dos instrumentos, vive aquela melodia… Interpretação, leitura, é algo bem diferente, você é realmente o centro das atenções. Na música, você divide o palco com os músicos, a banda, mas em ‘Vou Fazer de Mim um Mundo’, eu consigo mostrar meu lado atriz e o de cantora. Como a peça é pesada, fala de assuntos delicados, a gente colocou algumas canções nessa adaptação. No palco, tenho dois músicos, o Pedro Leal David e a Mila Moura, que me acompanham nas canções.
Aos 81 anos, a atriz e cantora estreia seu primeiro monólogo, que roda o país este ano – foto Bel Corção / Audible
Maya Angelou foi próxima de figuras como Martin Luther King Jr. e Malcolm X, e participou ativamente do movimento pelos direitos civis nos EUA. Quais paralelos você traça entre a trajetória de ativismo dela e a sua aqui no Brasil? Quais figuras brasileiras foram importantes, com você dividindo suas lutas e apoiando suas vozes? Quando as coisas começaram a dar certo para mim e estourei fazendo o papel de Xica da Silva, percebi que tinha alguma coisa errada, eu não tinha um discurso articulado, não conhecia a nossa história. Foi então que, ao fazer um curso de cultura negra com minha saudosa Lélia Gonzalez, eu acordei para a vida e entendi que precisava fazer alguma coisa, tinha que usar o espaço na mídia para denunciar, brigar, cobrar mesmo. Comecei a cobrar dos autores, dos diretores, o porquê dessa quase invisibilidade do artista negro. E deu certo! Você olha a televisão hoje e vê quanta gente negra está em cena… Isso foi uma luta que começou lá atrás. Tenho muito orgulho também de ter criado o Cidan (Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro), em 1984. Sou muito preocupada com a justiça. Eu sempre digo que mesmo que eu não fosse negra, faria parte do movimento. Todo ator negro que encontrava ou que tinha o telefone, eu pedia: ‘traz foto e currículo!’.
Como uma mulher octogenária, você viveu grande parte de sua vida nas artes e presenciou mudanças profundas em formatos, plataformas e representatividade. Você sente que a arte ainda é uma forma de resistência e transformação social? Com certeza! É só você olhar para a minha vida, a minha história. Eu fui transformada pela arte. Pela arte eu consegui me tornar uma mulher que é respeitada.
Vivemos um momento especial para o cinema nacional, com filmes premiados em festivais internacionais e artistas aclamados mundo afora. Como você enxerga a força da cultura brasileira hoje? Em 1976, por causa de ‘Xica da Silva’, conseguimos levar mais de 3 milhões de brasileiros para as salas de cinema. Uma época que não tinha internet e muita divulgação! Esse filme foi um divisor de águas. Fiz, inclusive, shows nos Estados Unidos, onde eles punham no cartaz ‘Show com Zezé Motta, atriz do filme Xica da Silva’. Quando estourou, eu estava fazendo uma comédia com a Eva Todor, ‘Rendez-Vous’, no Teatro Maison de France. Era um papel minúsculo. De empregada, claro. Tirava o pó dos móveis e provocava o patrão, naquela tradição de mucama que dá mole para o senhor. Entrava muda, saía calada. Antes do filme, as pessoas iam ao teatro para ver a Eva. Depois, passaram a ir para me ver também. A Eva, então, aumentou meu nome no cartaz. Estamos falando de um filme que mudou a minha vida, me levou para 16 países, e levamos o Brasil lá para fora, falando de um produto nosso. Isso me orgulha muito! Temos muita coisa boa feita aqui e tem repercutido positivamente lá fora. Isso foi e ainda é emocionante.
Zezé Motta como Xica da Silva, no filme de Cacá Diegues – foto divulgação
Você será protagonista do filme “Mãe Bonifácia”, interpretando justamente essa figura histórica, que é símbolo da luta de pessoas escravizadas na região de Cuiabá. Você pode falar um pouco mais sobre esse projeto? Eu me sinto muito honrada em poder contar a história de mais uma mulher guerreira, à frente do tempo e resiliente como foi a Mãe Bonifácia. Ainda em 2025 e no Mato Grosso, rodei outro filme chamado ‘Somos Tereza’, que conta a história de Tereza de Benguela, outra mulher guerreira. Ela foi uma líder quilombola que viveu em um lugar incerto, mas se sabe que o Quilombo do Piolho, o qual liderou, estava às margens do rio Guaporé, localizado na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, atual estado do Mato Grosso. Há pouco tempo fiz também outra protagonista, que fala sobre Esperança Garcia, a primeira advogada negra do Brasil, no Piauí. Enfim, sou sempre chamada para viver mulheres fortes e marcantes, eu sinto que é uma missão!
Você é uma das artistas mais versáteis do Brasil. O que te move a continuar criando e se reinventando? Tem algum papel que ainda gostaria de interpretar? O que me move? Amar o que eu faço, me sentir viva e lúcida, como estou agora. Personagem? Talvez uma vilã… Eu faço tantas coisas ao mesmo tempo que, sempre que me fazem essa pergunta, eu fico sem saber muito bem o que responder. Eu acredito que conquistei tudo que eu gostaria como artista. Penso em um futuro assinar algumas direções, de shows, eu já dirigi algumas vezes e gosto disso. Já tive oportunidade de dirigir Leci Brandão, Jamelão, a Ana Carolina, bem no comecinho da carreira dela. Talvez mais para a frente eu volte a explorar esse lado.
Zezé no longa “A Serpente”, de Nelson Rodrigues, em 1992 – foto Nelson Di Rago
E falando em música, no álbum “Pérolas Negras Ao Vivo”, lançado no ano passado, você canta sucessos como “Tigresa” (Caetano Veloso), “Estácio, Holly Estácio” (Luiz Melodia) e “Dengue” (Leci Brandão). Em um volume 2, quais músicas você cantaria? Tem tanta música maravilhosa que nunca tive a oportunidade de gravar. No momento estou apaixonada por ‘Amor de Índio’, do Beto Guedes, que ficou famosa na voz do Milton Nascimento. Eu canto essa música na peça, é uma obra-prima! Mas pretendo gravar meu próximo disco até o final deste ano, é sempre difícil a escolha do repertório, mas adoro, sou canceriana, romântica…
Sobre “Tigresa”, Caetano declarou há pouco tempo que escreveu a canção nos anos 70 pensando em você, encantado por sua beleza, personalidade forte, independência e presença magnética. Como foi se ouvir ali, naquelas palavras dele? E como é cantar essa música hoje, tantos anos depois, agora com sua própria voz marcando essa história? Foi um presente lindo saber que fui a musa inspiradora de ‘Tigresa’, no início de 2015. Sempre ouvi esse boato, e ficava tímida com o assunto. Realmente as unhas negras da ‘Tigresa’ sempre imaginei que fossem minhas, eu pintava com um esmalte preto comprado na boutique Biba, em Ipanema, quando esmaltes coloridos ainda eram raridade, em meados dos anos 1970. Eu fazia o estilo exótico, com os cabelos curtinhos e batom também preto. Só não trabalhei no ‘Hair’, nem namorei Caetano. Caetano disse para o Nelsinho, meu compadre – sou madrinha da Nina, filha dele com a minha saudosa amiga Marília Pêra – que eu fui uma de suas inspirações nessa música. Até então se dizia que a Sônia Braga tinha sido a fonte inspiradora dos versos. Quase tive um treco! Foi um presente lindo. Não posso reclamar da vida, tenho música feita para mim por Rita Lee, Moraes Moreira, Rosinha de Valença e Bethânia. Que sorte!
Zezé no palco em “Ciranda Cirandinha”, de 1978 – foto divulgação
Como é a vida aos 80 anos? O que essa fase tem de melhor e de pior? Como você definiria o seu envelhecimento? Eu acabei de completar 81, são 60 de carreira, graças a Deus eu tive a sorte de receber quase todos os prêmios mais importantes que uma atriz poderia receber. Eu sempre digo que essas homenagens são fundamentais para nós artistas, porque nos ajudam a seguir, nos dão força para continuarmos o trabalho nas artes. Eu realmente não penso que tenho 80 anos, é engraçado isso, as pessoas que ficam me lembrando, principalmente quando vou fazer algo sozinha, em casa, na rua, e fica todo mundo meio preocupado. Outro dia perguntaram para a minha produção se eu subia dois lances de escada, eu morri de rir! Antigamente, uma mulher de 60 anos não fazia mais nada, só bordava, costurava, e olhe lá! Hoje em dia estamos mais vivos do que nunca. Eu acho que o envelhecer está dentro da mente de cada um, nós somos aquilo que a gente imagina que é. Depois dos 60, 70, 80 eu desencanei de um monte de coisa, parei de sofrer, cansei de me cobrar, fiquei solidária comigo mesma.
Depois de tantos trabalhos marcantes no cinema, na música e no teatro, o que mais vem pela frente? Não faço muitos planos, vou seguindo o fluxo! Hoje, tenho uma equipe jovem, criativa, dinâmica, que faz planos por mim e eu adoro (risos)! Ano que vem, quero me dedicar ao meu novo show, de comemoração dos 80 anos. Com o disco também novo, por aí vai…
Aclamada por suas transformações físicas para interpretar papéis marcantes na TV e no cinema, Deborah Secco se reinventa profissionalmente e aposta também em outras facetas, como apresentadora de reality show e empresária de sucesso
Deborah Secco tem uma habilidade única de se transformar. Em 37 anos de carreira, já deu vida a dezenas de personagens marcantes e é conhecida por se entregar de corpo e alma aos seus trabalhos na TV e no cinema. Desde mudar a cor e o corte do cabelo, até emagrecer ou engordar significativamente, ela já fez de tudo.
Em 2014, por exemplo, foi elogiada por seu papel como a soropositiva Judite, no longa “Boa Sorte”, para o qual perdeu mais de 10 quilos. “Acho que o ator é uma tela em branco e tem que estar disponível para possíveis transformações”, afirma a carioca de 45 anos, que agora se prepara para viver novamente Bruna Surfistinha nas telonas e a caminhoneira Maura, no filme “Sob o Céu do Tocantins”, para o qual pretende retirar as próteses de silicone dos seios para trazer mais verdade à personagem assexuada.
foto Lucas Mennezes
Por falar em transformações, a mais recente é a sua estreia como apresentadora no reality de relacionamento “Terceira Metade”, do Globoplay. Sob a temática inédita da poligamia, o programa confinou em uma casa à beira-mar na Bahia quatro casais dispostos a incluir um terceiro parceiro na relação – e pessoas solteiras que desejam se envolver com eles, formando “trisais”. Com a participação da psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, o objetivo é ampliar o conhecimento das pessoas sobre outras possíveis relações amorosas. “Nunca tivemos um reality para todas as formas de amar, tanto na homossexualidade quanto na bissexualidade. Falar sobre isso é necessário, porque se mostra cada vez mais presente na nossa sociedade”, explica Deborah.
Sempre se reinventando, ela é também uma empresária de sucesso, sendo sócia das marcas Espaço Facial, Mais Cabello, Aceleraí, Is Bikini, Peça Rara e da recém-lançada Deb Cosméticos. Em entrevista exclusiva à 29HORAS, Deborah Secco compartilha sua visão sobre relacionamentos, conta como lida com as transformações radicais para dar vida a personagens únicas e ressalta seu lado empresária. Confira os principais trechos desta conversa nas próximas páginas.
Você estreou agora em julho como apresentadora do programa “Terceira Metade”, do Globoplay. Que tal essa nova tarefa de comandar um reality? Eu venho flertando com essa faceta de apresentadora há alguns anos e é uma área que me interessa. Depois de 37 anos atuando, a dramaturgia já é algo muito controlado e familiar para mim. Então, quando eu me proponho a fazer algo diferente, me agrada muito. Na gravidez da Maria Flor, fiz um programa para o Gshow chamado ‘Deborah Secco Apresenta’, com perguntas sobre maternidade. Depois, na Copa do Mundo de 2022, fiz o ‘Tá Na Copa’ no SportTV, que também foi incrível. Eu sou uma espectadora assídua de reality há muitos anos, quando ainda não era moda assistir ao BBB. Sou uma apaixonada por esse formato! Ter um reality para chamar de meu é realmente uma grande realização!
E o que você achou da ideia de abordar a poligamia? Achei fenomenal! Nós já temos alguns realities de relacionamento com essa temática da pegação e uma temperatura mais quente. Mas nunca tivemos um para essas formas alternativas de amar, tanto a homossexualidade como a bissexualidade. O formato da poligamia não é padrão, existem muitos modelos. Falar sobre isso é necessário, porque se mostra cada vez mais presente na nossa sociedade.
Deborah Secco com Regina Navarro Lins, no programa “Terceira Metade” – foto Maurício Fidalgo
Qual é a expectativa de retorno do público em conversas e debates? Penso que é esse olhar para a aceitação de uma sociedade mais plural, em que existem muitas formas de amar e que elas não são feias nem erradas, são apenas diferentes e todas merecem respeito. Evoluímos muito, viemos daquele modelo monogâmico não-fiel, em que os casamentos eram arranjados pelos pais, as mulheres ficavam em casa, os homens trabalhavam e geralmente não eram fiéis. Aí chegamos no amor romântico, que a Regina Navarro Lins, minha companheira no programa, tanto fala, no qual socialmente se criou essa estrutura ficcional em que as relações entre duas pessoas se bastam por completo, uma pessoa será a salvação da outra. E a gente foi vendo na prática que não é tão perfeito quanto parece nos filmes. Na vida real, esse amor romântico tem questões geradas pela nossa vida cotidiana. E aí surge essa possibilidade da não-monogamia, de relacionamentos conversados e combinados de formas diferentes.
Qual foi seu maior aprendizado com o “Terceira Metade”? Mudou a sua percepção sobre relacionamentos? Confesso que cheguei lá achando que eu era uma pessoa supermoderna, e saí achando que sou super careta, porque existem muitas possibilidades dentro da não-monogamia. Toda vez que me perguntam ‘você tem um relacionamento aberto?’, eu respondo ‘não, eu tenho um relacionamento vivo’. Hoje vivo um relacionamento monogâmico, mas ele é vivo. A pessoa que eu era dez anos atrás é completamente diferente da mulher que eu sou hoje, e será completamente diferente da que serei amanhã. Eu acredito em relacionamentos com combinados. E o que o programa me apresentou é que relacionamentos não-monogâmicos ou poligâmicos vivem de combinados. E acho que assim se constroem relações muito mais honestas e potentes.
Há planos de uma segunda temporada? A gente adoraria! Tem muitos casais e solteiros disponíveis a essa estrutura, que me param e me perguntam sobre a segunda temporada. Desejo há, de todas as partes. Enquanto isso, em breve teremos também a ‘lavação de roupa suja’, que será um reencontro com todos os participantes para saber como eles estão um ano depois.
Ainda este ano, você deve começar a gravar “Bruna Surfistinha 2”. Qual será a história desse segundo filme? Eu não posso adiantar muito, pois ainda não finalizamos o roteiro. Como no primeiro filme, é uma história ficcional, mas devemos trazê-la mais para o tempo atual, a Bruna já com as duas filhas. Se filmarmos no fim deste ano, talvez a estreia seja no fim de 2026.
Deborah no filme “Bruna Surfistinha” – foto divulgação
Além da Bruna, você está se preparando para interpretar uma caminhoneira no longa “Sob o Céu do Tocantins”, e declarou recentemente que pretende retirar o silicone dos seios para dar vida à personagem Maura. Em 2014, no filme “Boa Sorte”, você também passou por uma mudança física, em que perdeu mais de 10 quilos para viver uma soropositiva. Vale tudo pelo personagem? Adoro fazer transformações, é uma parte do trabalho de atriz que eu gosto muito. Acho que o ator é uma tela em branco e tem que estar disponível para possíveis mudanças. A Judite, de ‘Boa Sorte’, era uma personagem à beira da morte, mas com muita vida. Eu precisava, em algum lugar, trazer essa fragilidade dela, e consegui fazer isso através do físico. Logo depois, fiz um filme [‘Entrando numa Roubada’, de 2015] em que eu engordei 20 kg para interpretar uma atriz em fim de carreira. Sobre a Maura, de ‘Sob o Céu do Tocantins’, eu acho que o meu seio entrega muito que é de silicone, não parece natural e acredito que a personagem não teria. Então, faria essa intervenção só pela falta de naturalidade mesmo.
Olhando para a sua trajetória nesses 37 anos de carreira, quais foram os momentos mais memoráveis? O primeiro momento muito memorável foi o ‘Confissões de Adolescente’, na TV Cultura, que eu fiz aos 12 anos. Com ele, ganhei o Prêmio APCA de Atriz Revelação e tenho um fã clube fiel até hoje. Na Globo, o primeiro trabalho muito bom que eu fiz foi em ‘Laços de Família’, com a Íris. A Darlene, de ‘Celebridade’, também foi uma grande personagem e marcou o início da minha parceria com Gilberto Braga, que eu falo que é o meu autor, fizemos muitas coisas incríveis juntos. Ele me credibilizava tanto como atriz, que eu acabava acreditando (risos). Em ‘América’, fiz minha primeira protagonista de novela das oito, a Sol. E destaco também meus papéis no cinema, como a Bruna Surfistinha e a Judite. E, claro, agora esse papel de apresentadora!
Além de atriz e apresentadora, você também é empresária e está à frente de vários CNPJs. Como despertou para esse universo? Eu comecei a me ver empresária nos filmes ‘Bruna Surfistinha’ e ‘Boa Sorte’, em que eu fui coprodutora. Fui entendendo que Deborah Secco era mais que uma pessoa, era uma marca, e virei a CEO da minha empresa. Fui gostando dessa parte burocráticada administração de empresas e abri meu primeiro negócio, a Singu, de serviços de beleza e bem-estar em casa. Com o tempo, estudei possibilidades que faziam sentido para mim. Eu gosto de coisas reais, sou uma pessoa muito sincera para vender o que não uso. Hoje, sou sócia de empresas como a Espaço Facial, uma clínica de procedimentosestéticos; a Mais Cabello, de transplante e tratamento capilar, que eu já era cliente por causa da minha alopecia androgenética; e a Aceleraí, uma plataforma de democratização da publicidade – que tem como sócios também Cauã Reymond, Rodrigo Faro, Glória Pires, Murilo Benício e Giovanna Antonelli –, em que vendemos publicidades de grandes artistas para negócios fora das capitais. Temos um banco de imagens com frases gravadas como, por exemplo, ‘o menor preço’ e ‘vem pra cá’, que uma hamburgueria ou uma floricultura do interior pode usar para alavancar os negócios.
Deborah como a soropositiva Judite, no filme “Boa Sorte” – foto Imagem Filmes / divulgação
Outra empresa da qual é sócia é o Peça Rara, um brechó que vende desde roupas até itens para pet e objetos para casa. Ela mudou a sua forma de consumo? Mudou muito, hoje o meu armário é quase 90% de peças de segunda mão e entendo o consumo de forma mais consciente. É uma empresa em que eu acredito muito, porque ajudamos a salvar o planeta, trazemos para as pessoas possibilidades de usarem marcas que não conseguiriam comprar nas lojas de origem, e oferecemos uma renda extra para quem precisa. Nós temos um processo de curadoria enorme. As peças que não passam na nossa avaliação podem ser doadas para os bazares que fazemos em nossas lojas, em que todo o valor arrecadado é destinado ao nosso Instituto Eu sou Peça Rara, que realiza ações sociais.
Você tem muita afinidade com o universo de beleza e bem-estar. É parceira da Intt – loja de cosméticos sensuais e produtos eróticos – e acaba de lançar a Deb Cosméticos… Sim, tenho uma linha de produtos íntimos – comgel lubrificante, sabonete, clareador, desodorante e perfume – e vibradores em parceria com a Intt, em que também participei de todo o processo de desenvolvimento, desde os cheiros até as embalagens. Fico muito feliz com essa parceria, porque eu sempre fui consumidora desse tipo de produto fora do Brasil e aqui ainda não existia esse mercado. E agora acabamos de introduzir nas farmácias a Deb Cosméticos, voltada para o público mais jovem, e o nosso primeiro lançamento são os Body Splashes.
Com tantos negócios consolidados em diversas áreas e filmes engatilhados, existem planos de voltar às novelas? Hoje, para eu fazer uma novela, teria que ser uma personagem que valha muito a pena, como a Tieta, que é o meu grande sonho. A Maria, minha filha, está crescendo e estou começando a valorizar o tempo. Novela realmente é um trabalho que não caberia na minha rotina, com tudo isso que eu tenho para administrar. Se for para fazer, terei que reformular toda a minha vida, então tem que ser muito especial.
A atriz com Lázaro Ramos em “Elas por Elas”, sua última novela – foto divulgação / Globo
Sweet Kudos is a Slack bot that enhances employee recognition, rewards, and celebrations within your team. It empowers team members to express gratitude and appreciation effortlessly by giving virtual Kudos. The post How Adding Slack Bot Boosted Our Culture of Appreciation appeared first on Meks.
Running a successful online business requires an exceptional WordPress knowledge base theme that organizes documentation and helps customers. Customization options, intuitive navigation, unique layouts, and fast responsiveness are just some of the features you need. The following 10 WordPress wiki themes represent the best options for 2021 and beyond. Explore the full range to determine […]
Here is a post about how to increase the memory limit in WordPress. Allowed memory size exhausted error message showed up in your WordPress installation? No worries – this is one of the most common errors in WordPress. You can apply an easy fix by increasing the memory limit in your PHP. Table of Contents […]
Did you know that by knowing how to use the WordPress sitemap plugin you can significantly improve your site’s visibility and traffic? Although it isn’t mandatory to have a sitemap on your site, having one significantly improves the site’s quality, crawlability and indexing. All this is important for better optimization, which is why we wanted […]
You’re determined to start or improve your podcast but don’t know which podcast software to use to really make it stand out? We’ve got you! #podcasting Top 22 free and premium podcast software for your show #WordPressTips #podcasting The post 22 free and premium podcast software for your show [2021 edition] appeared first on Meks.
Wondering how to improve digital storytelling with WordPress and build more awareness and exposure of your business? Let our guide lead the way. The post Digital storytelling with WordPress – an all-in-one guide to make your web stories pop! appeared first on Meks.
Did you know you can use the WordPress autoposting plugin for your content efforts and improve not only your time management but your business and visibility as well? The post How to use WordPress autoposting plugin to improve your visibility and SEO? appeared first on Meks.
Looking for ways and means to create a personal branding site? Well, look no further ’cause we’re giving away all the how-to’s to do it yourselves! The post How to create a personal branding site? Step-by-step DIY guide appeared first on Meks.
Let’s take a look at some of the must-have WordPress content plugins and tools to use to improve both your UX and rankings. The post Top 15 WordPress content plugins and tools to improve your visibility and rankings appeared first on Meks.
Missed WCEU 2020 and all the exciting stuff from there? Here are all the key takeaways and main points to remember so, take notes! The post WCEU 2020 recap – key takeaways from the biggest online WordPress conference appeared first on Meks.
This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.
Strictly Necessary Cookies
Strictly Necessary Cookie should be enabled at all times so that we can save your preferences for cookie settings.
If you disable this cookie, we will not be able to save your preferences. This means that every time you visit this website you will need to enable or disable cookies again.
Comentários