De volta às novelas e estreando no Rio o espetáculo que produziu originalmente só para ser encenado em ruas e praças de cidades do interior do país, Cláudia Abreu festeja este momento especial de sua carreira fazendo teatro da maneira mais genuína ao lado de queridos colegas de profissão e interpretando uma personagem que leva à TV o debate sobre um tema importante como a saúde mental
Com 54 anos, quatro filhos e dezenas de prêmios conquistados por seus trabalhos na TV, no teatro e no cinema, Cláudia Abreu é uma mulher bem-sucedida e realizada profissionalmente e também no plano pessoal. Capaz de interpretar com a mesma desenvoltura a cantora de eletroforró de uma novela como “Cheias de Charme” ou uma escritora à beira do suicídio em uma peça teatral densa como o monólogo “Virginia”, ela acaba de retornar à TV aberta para ser uma das protagonistas da nova novela da faixa das 19h da TV Globo, “Dona de Mim”, e estreia no Rio o espetáculo “Os Mambembes”, originalmente concebido para ser encenado em praças de pequenas cidades do Brasil Profundo.
Soberana dos rumos de sua trajetória, Cláudia é também a produtora dessa adaptação da comédia clássica escrita em 1904 por Artur Azevedo, que conta as aventuras de uma trupe mambembe viajando pelo Brasil. A vida imita a arte para o elenco composto por atores consagrados como Cláudia, Deborah Evelyn, Julia Lemmertz, Leandro Santanna, Orã Figueiredo e Paulo Betti, que literalmente caíram na estrada em novembro de 2024, para apresentações no interior de Minas, Pará, Maranhão e Espírito Santo. No dia 15 de maio, a montagem chega ao Rio, ficando em cartaz no Teatro Casa Grande até 22 de junho, com apresentações de quinta a domingo.
Cláudia Abreu – foto Manoella Mello
“Montar ‘O Mambembe’ com amigos queridos era um sonho antigo. Uma celebração ao teatro e à alegria de atuar. Essa peça é um clássico brasileiro. Fizemos um espetáculo pensando para todo tipo de público, seja ele popular, sofisticado, jovem, idoso, de uma cidadezinha do interior ou da Zona Sul carioca”, sintetiza Cláudia.
Em conversa com a reportagem da 29HORAS, a atriz fala sobre Filipa, a mulher sonhadora e emocionalmente instável que ela interpreta na novela “Dona de Mim”, analisa os desafios que pais e mães têm de enfrentar para criar seus filhos em um mundo cheio de perigos virtuais/digitais e reflete também sobre as dificuldades crônicas vivenciadas por quem se propõe a produzir Cultura neste país. Confira nas páginas a seguir os principais trechos da entrevista.
Seu último trabalho na TV foi na novela “A Lei do Amor”, em 2016. Além da pandemia, quais as outras razões desse seu afastamento? Quando terminei a novela “A Lei do Amor”, ficou acertado com a Globo que meu próximo trabalho seria uma série. Daí fiz duas temporadas de “Desalma”, sendo que a segunda foi gravada durante a pandemia. Depois, fui morar por um ano em Lisboa. Na volta, produzi e escrevi meu monólogo “Virginia”, sobre a escritora Virginia Woolf, que estou fazendo há dois anos e meio por todo o Brasil. Uma alegria! Já levei a peça até para o México e Portugal. Fiz ainda os filmes “Silêncio da Chuva” e “Tempos de Barbárie” e fui convidada para protagonizar meu primeiro trabalho na Amazon Prime, a série médica “Sutura”. E no final do ano passado estreamos o espetáculo “Os Mambembes”, no qual atuo e também produzo. Eu tenho uma produtora, a Zola Filmes, para a qual escrevi, atuei na série infanto-juvenil “Valentins”, que criei junto com a Flávia Lins e Silva para o canal Gloob.
Sempre gostei de fazer muitas outras coisas além de novela, mas estou feliz em voltar. Quando chegou o convite do diretor artístico Allan [Fiterman] e da autora Rosane [Svartman], foi irresistível, um combo impossível de recusar. Ele é um parceiro antigo e eu já tinha um desejo de trabalhar com a Rosane. Além disso, tinha uma cobrança muito forte do público de TV aberta me pedindo para voltar às novelas. Percebi isso claramente ao rodar o Brasil com a trupe de “Mambembes”. Comecei na TV com 16 anos, esse trabalho é um reencontro com o público que me acompanha há tantos anos, muita gente que não tem acesso ao streaming, ao cinema ou aos teatros e encontra na novela o seu principal entretenimento.
Cláudia Abreu na peça teatral “Virginia” – foto divulgação
Fale um pouco para a gente sobre a Filipa, de “Dona de Mim”. A proposta é discutir saúde mental, já que é uma personagem instável emocionalmente, com picos de euforia e tristeza. Ela tem muitas questões profundas, como o fato de nunca ter se realizado como mãe, nem como artista. Mesmo assim, ela é luminosa, forte. Achei uma boa oportunidade de voltar à TV aberta falando de um tema tão relevante e que pode ser de grande ajuda para muitas pessoas. Mas obviamente não deixa de ser uma novela das sete — divertida, com cenas mais curtas e ritmo frenético. As novelas dessa faixa têm uma linguagem própria, mais leve e lúdica, e isso é muito bom. A Rosane é uma autora com uma antena fantástica para captar tudo o que está acontecendo na sociedade, a diversidade, a cultura, em segmentos diferentes.
A relação de Filipa com a filhinha adotiva de seu marido na trama, Abel (Tony Ramos), é ruim? É isso que leva a garotinha a se ligar tanto à babá Leona (Clara Moneke)? A Filipa é uma personagem alegre e solar, mas que convive com várias frustrações do seu passado. Não deu certo como artista quando nova, depois não foi capaz de criar a própria filha, que vai morar em Portugal com a avó, e, por fim, não conseguiu se fazer aceitar pela própria enteada. A Sofia é uma criança que se sente muito sozinha naquela casa, onde todos são muito diferentes dela. A relação entre as duas não encontra um ponto de afinidade ou identificação, o que acaba frustrando a Filipa nas suas tentativas de aproximação. No entanto, Filipa mantém a esperança dentro de si. Ela sempre encontra uma novidade para se agarrar, na esperança de que finalmente conseguirá realizar algo. Sempre inventando novos sonhos e propósitos. Eu acredito que, apesar da enorme fragilidade e instabilidade emocional que a caracterizam, ela nunca perdeu a fé na vida.
Você trouxe para a Filipa alguma coisa da sua relação com os seus filhos na vida real, Maria, José Joaquim, Pedro Henrique e… Felipa? Tenho uma relação completamente diferente com meus filhos, somos muito próximos, ligados. Já a experiência da Filipa como mãe não foi feliz.
A atriz ao lado de Tony Ramos, seu marido na novela “Dona de Mim”, que acaba de estrear na faixa das 19h da TV Globo, com texto escrito por Rosane Svartman – foto TVGlobo / Manoella Mello
Criar uma criança e um adolescente hoje em dia é uma tarefa cada vez mais complexa e desafiadora. Você assistiu à série “Adolescência”, da Netflix? Qual a sua “receita” para uma boa formação e um bom relacionamento entre pais e filhos? Nada é mais difícil do que educar sem ser autoritária e, ao mesmo tempo, ter autoridade para poder dar limites. Sempre converso com os meus filhos, mas nunca sabemos até onde vai a escuta deles. O ideal é ter uma relação de confiança. Assisti à série e fiquei ainda mais ligada nesse assunto. É preciso ter muito cuidado com a internet. Mesmo com os seus filhos dentro de casa, ninguém está protegido, nem livre de fazer uma besteira achando que não vai ter consequências. Todo cuidado é pouco.
E como vai ser dividir o seu tempo entre as gravações da novela durante a semana e, de quinta a domingo, as apresentações do espetáculo “Os Mambembes”, no Teatro Casa Grande? E ainda estou fazendo uma pequena turnê com “Virgínia”, que acaba na semana anterior à estreia de “Mambembes”! (risos) Sem dúvida, é um momento profissional especial. Estava programada para fazer as peças e montar o documentário que dirigi sobre a turnê de “Mambembes” pelas praças do país, mas fui surpreendida pelo convite da novela. Achei que seria uma boa oportunidade para voltar ao lado de pessoas de que gosto muito e falar desse tema de humor instável que atinge tantas pessoas. Mas agora é respirar fundo e dar conta de tudo com energia, dedicação e alegria.
Como foram as apresentações em cidadezinhas do Maranhão, do Pará, de Minas e do Espírito Santo? Conta para a gente algum fato inusitado ou imprevisto que rolou nessas performances de rua…. Inesquecíveis! Era o teatro feito da forma mais genuína, de graça e para plateias de duas, três mil pessoas. Passamos por muitos perrengues, com o ônibus da peça quebrando na estrada, chuva caindo de repente durante a apresentação etc. O documentário vai mostrar tudo isso. Foi muito lindo.
Na série “Sutura” da Amazon Prime Video – foto divulgação
Na Globo e nos filmes que você fez para o cinema, a produção é sempre caprichada e altamente profissional. Como foi fazer a turnê por esses locais sem infraestrutura, sem mimos e sem assistentes? Em primeiro lugar, não gosto dessa coisa de mimos e assistentes. Nunca foi a minha. E fazer teatro dessa maneira me reconectou ao desejo primeiro e mais profundo da minha escolha de atuar profissionalmente como atriz. No entanto, apesar de ter sido concebida para ser apresentada na rua, a peça tem uma produção super caprichada. A maior diferença foi estarmos todos disponíveis para o inesperado que podia rolar durante as apresentações.
Além de produtora, você é uma das idealizadoras do espetáculo. Como surgiu a ideia de fazer essa recriação quase literal da peça sobre uma trupe de artistas mambembes? A idealização foi minha e do diretor, o Emílio de Mello, e se traduz no desejo antigo de montar “O Mambembe” de maneira mambembe. Sair pelo Brasil com um ônibus que seria meio de transporte, camarim e cenário, com um grupo de atores amigos, parar nas praças e fazer teatro de graça. Nada mais divertido, mas bem trabalhoso também.
E o que mudou agora, nessa transposição de um espetáculo concebido para praças do interior para uma montagem num teatro de shopping no Leblon? O ideal seria continuar fazendo na rua, mas para isso dependemos de patrocínio, como o que tivemos na turnê. A solução foi adaptar a peça para um teatro, pois como muitas pessoas estão envolvidas no projeto e contam com esse trabalho, não fazia sentido parar até aparecer outro financiador. Agora passamos a ter duas versões: para a rua e para o teatro!
Cláudia Abreu com Paulo Betti em cena de “Os Mambembes” – foto Annelize Tozetto
Depois de rodar o interiorzão do país, o chamado Brasil Profundo, se apresentando para pessoas que, em muitos dos casos, estavam assistindo pela primeira vez a um espetáculo teatral, podemos dizer que a cultura é uma atividade mambembe aqui no país, por ainda ser acessível a apenas uma pequena parcela da população? Infelizmente, nem todos têm acesso à cultura, por isso foi tão importante levar teatro a lugares onde nem sempre tem um e, mesmo quando tem, nem todos podem pagar. Isso é um problema desde que “O Mambembe” foi escrito. Ter condições básicas para fazer teatro é o tema da peça, os artistas sempre estão com pires na mão. A cultura é tratada como algo menor ou como artigo de luxo que não merece um investimento permanente. Mas é justamente para poder ter condições de ser acessível a todos que a cultura precisa de investimento e de leis adequadas. É preciso também reforçar o entendimento de que cultura é a identidade de um país. Jamais poderíamos ter ido fazer teatro na beira do rio Tocantins, em Marabá, no Pará, se não tivéssemos um patrocínio.
Para finalizar, quais projetos você já tem engatilhados para depois do final da novela Após “Dona de Mim”, levaremos “Os Mambembes” a São Paulo, para uma temporada no Tuca. E pretendo montar e lançar o documentário sobre essa aventura que foi fazer a turnê da peça. Vai ser minha estreia como diretora.
Cláudia com a trupe toda do espetáculo “Os Mambembes” após a apresentação em Açailândia (Maranhão) – foto reprodução Instagram
Os Paralamas do Sucesso completam quatro décadas de clássicos, shows marcantes e parcerias com grandes nomes em turnê especial que passa por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre a partir deste mês
Com uma contribuição decisiva para a consolidação do rock no Brasil e para a construção de uma identidade musical nacional para o gênero, Os Paralamas do Sucesso completaram 40 anos de estradas, palcos, estúdios e muita música. Em quatro décadas, hits como “Meu Erro”, “Lanterna dos Afogados” e “Óculos” reverberaram pelas rádios e ajudaram a mobilizar uma legião de fãs que segue se renovando.
O trio formado por Herbert Vianna (guitarra e voz), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) foi pioneiro na fusão de rock com outros estilos, como o reggae e a MPB, e surfou nas influências internacionais do punk, do new wave e do rock alternativo, criando uma sonoridade híbrida genuinamente brasileira, capaz de integrar diversos públicos à cena rock.
Da esquerda para a direita, Bi Ribeiro, Herbert Vianna e João Barone, que celebram 40 anos de música e palcos em turnê – foto Maurício Valladares
Agora, eles levam a turnê “Paralamas Clássicos – 40 anos” ao Allianz Parque, em São Paulo, no dia 31 de maio. A banda se apresenta ainda em 7 de junho, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro; 14 de junho no BeFly Hall, em Belo Horizonte; e no dia 28 de junho, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. “Fazer shows comemorando tanto tempo de carreira é uma alegria e um atestado de longevidade da nossa arte e nossas convicções”, resume Herbert.
Em entrevista exclusiva à 29HORAS, os músicos compartilham a preparação para os próximos shows, relembram momentos marcantes de suas trajetórias e revelam os segredos para essa união longeva nos palcos e na música. Confira os principais trechos a seguir:
Como vocês pretendem passear pelo vasto repertório de 40 anos de carreira nos shows? Quais serão os recortes e os enfoques na turnê? Bi Ribeiro: Estamos preparando um roteiro que contemple todos os períodos de nossa carreira. O show tem sempre um tempo entre temas e ritmos que vamos, com a experiência, acertando. Os grandes clássicos estarão todos lá. E estamos preparando surpresas. Que serão… surpresa! (risos).
O que a passagem do tempo trouxe de melhor e de pior para a carreira musical e a sua vida pessoal de vocês? Herbert Vianna: Fazer shows comemorando tanto tempo de carreira é uma alegria e um atestado de longevidade da nossa arte e nossas convicções. A passagem do tempo traz história e experiência, o que vejo que é ótimo e muito enriquecedor.
foto Alexandre Moreira
Ainda rola um frisson antes de se apresentar para grandes audiências em estádios e arenas? O show no Rock in Rio, em 1985, foi um grande marco na história da banda. O que vocês lembram daquela experiência? B.R.: Com certeza rola a ansiedade. Ainda mais com um show tão especial. Essa será a maior apresentação solo dos Paralamas no Brasil. Já fizemos algo parecido na Argentina nos anos 1990. Sobre o Rock in Rio, foi mesmo um marco. Tínhamos apenas dois anos de carreira e tocávamos apenas em locais pequenos até então. Certamente naquele dia a ansiedade foi bem maior do que a que teremos no Allianz neste mês (risos). Mas a lembrança daqueles dois dias no RiR 1985 é de êxtase total ao final. Saímos do festival muito maiores do que éramos!
Como foi manter a química dentro da banda por tanto tempo? Qual a receita para a saúde desse bem-sucedido “casamento” de quatro décadas? B.R.: Muito amor à música, e a vontade de tocar juntos permanece até hoje. O combo é respeito mútuo, saber conviver e amizade.
Vocês foram pioneiros na fusão de rock com outros estilos, como o reggae e a MPB. Vocês enxergam que essa sonoridade híbrida brasileira persiste nos sons e nos artistas atuais? H.V.: Penso que as bandas dos anos 1990 como Chico Science e Nação Zumbi, Skank, O Rappa e Charlie Brown Jr. deram uma boa continuidade nessas fusões, cada uma com suas características. E hoje vemos muito disso sendo feito em diferentes segmentos da música, com certeza.
O vocalista e guitarrista Herbert Vianna no show histórico do Rock in Rio, em 1985 – foto divulgação
Como vocês acham que o som dos Paralamas do Sucesso ajudou a moldar o rock nacional? B.R.: Trouxemos uma proposta mais atualizada nos anos 1980, inspiradas nas bandas pós-punk inglesas. A partir daí chegamos ao reggae e à música brasileira, o que as bandas realmente ainda não faziam naquela época.
Assim como os Titãs, vocês têm um público transgeracional. Como é a interação da banda com as novas gerações? B.R.: É uma alegria total ver que nossa música transcende gerações. Ver gente bem mais jovem em shows e curtindo o som é demais, é realmente especial!
João Barone: Ao longo de todo esse tempo, tivemos um desprendimento grande, porque soubemos que o sucesso pode ser efêmero, então nunca colocamos como meta o reconhecimento do público. Para nós, é um prêmio! Ter uma música conhecida, as pessoas cantarem nos shows… é incrível! Nossa relação com o público sempre foi muito respeitosa, tratamos os fãs com tranquilidade, e continua assim com os mais novos.
Vocês surgiram na época dos LPs de vinil, pegaram o início, o meio e o fim da era dos CDs e hoje estão na nuvem e nos celulares. O que o passado tinha de melhor e de pior e o que esse novo mundo digital tem de bom e de ruim? B.R.: A magia do vinil, seu tamanho, a arte, os encartes com informações se foram. Os CDs já perderam esse enfoque de curtir um produto completo, como o vinil. Hoje, com o streaming, o lado romântico da audição e da contemplação, se foi completamente. Mas, ao mesmo tempo, o acesso a todo tipo de música e discos é sensacional. Discos saíam de catálogo e não se tinha mais acesso, era muito difícil. Ter um verdadeiro arquivo universal de todo tipo de música em seu celular é mágico!
J.B.: E a criação musical permanece nesse lugar mágico! Criar arranjos, músicas, sons e construir uma canção em cima das letras do Herbert é algo que se manteve inalterado em nosso processo, é a nossa gênese criativa, que apenas encaminhamos para as mídias vigentes. Foi assim que a gente sobreviveu a todos esses anos. Hoje em dia também usufruímos de equipamentos de ponta nos estúdios e equilibramos muito bem a inovação com a arte mais intimista.
Herbert Vianna ao lado do baterista João Barone e do baixista Bi Ribeiro em estúdio – foto Maurício Valladares
O clipe de “Ela Disse Adeus” foi estrelado por Fernanda Torres em 1998. Como é ter um vídeo protagonizado por uma atriz indicada ao Oscar? B.R.: É um orgulho e alegria imensa. Lembramos que não somos atores e ela foi nossa professora de atuação. Esse foi, segundo uma enquete da “Folha de São Paulo”, o melhor clipe brasileiro de todos os tempos. Obrigado, Fernanda Torres! E vale lembrar que ela e Débora Bloch também atuaram no clipe “Aonde Quer Que Eu Vá”. Ambos dirigidos pelo Andrucha Waddington!
Vocês já compuseram músicas de contestação falando de desigualdade (“Alagados”), de indigência cultural (“Fora de Lugar”) e de opressão (“Selvagem”). Já pensaram em escrever uma canção sobre as grandes mazelas atuais, criticando bilionários megalomaníacos, líderes políticos acéfalos ou o ódio que inunda as redes antissociais? Ou o inconformismo e a “raiva” de vocês deu aquela acalmada básica com o avançar da idade? B.R.: Isso não é premeditado. Nunca foi. São observações e vivências. Inconformismo nunca acaba, está dentro de nós. Infelizmente, as músicas citadas continuam atuais e tocamos e cantamos com total convicção ainda em nossos shows.
Herbert Vianna – foto Alexandre Moreira
As letras das músicas da banda sempre foram muito significativas. Herbert, o que faz parte de seu processo de escrever uma letra? Como é esse momento para você? H.V.: Não existe uma fórmula única. Costumo falar que são vômitos emocionais, tanto nas letras do cotidiano como nas de sentimentos pessoais. Algumas saem de uma vez e outras levam anos para serem resolvidas.
É possível elencar um show mais inesquecível ou a experiência mais marcante da carreira dos Paralamas até agora? H.V.: É uma escolha difícil! Foram muitas as experiências marcantes em nossa carreira. A primeira vez no Circo Voador, o Rock in Rio de 1985, a primeira vez no Festival de Montreux, o show no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, a gravação do nosso acústico no Parque Lage, os shows de 30 anos de carreira. São muitos momentos especiais nos palcos!
Bi Ribeiro – foto Alexandre Moreira
Vocês fariam colaborações com artistas hoje em dia? O que vocês escutam na rádio ou quem está nas suas playlists? H.V.: Escuto muito o rock clássico, reggae e artistas brasileiros. Quanto a colaborações, estamos sempre abertos a novos encontros.
J.B.: Fazemos colaborações de uma forma muito espontânea, foi assim com a parceria com Gilberto Gil, em “Novidade”, de 1987, em “Uma Brasileira”, com Djavan, teve ainda Carlinhos Brown, Marisa Monte… Foi tudo inusitado e espontâneo, não pensamos em quem chamaremos, deixamos acontecer, é muito ao acaso.
O último álbum da banda é “Sinais do Sim”, de 2017. Vocês têm material inédito, têm planos de lançar em breve um novo álbum? B.R.: Começamos a preparar esse material agora, sem pressa. E, devido à agenda de shows bem pesada dos últimos dois anos, o processo está indo no ritmo que dá.
Como vocês imaginam os próximos anos para os Paralamas? B.R.: Só conseguimos nos imaginar tocando juntos até morrer!! (risos)
Com incríveis 7 milhões de metros quadrados de pura magia, a Cacau Show apresenta como será seu parque de diversão no interior de São Paulo
Com inauguração prevista para 2027 e investimento de R$ 2 bilhões, a Cacau Show anuncia a inauguração do Cacau Park – um parque temático de chocolate, que promete ser o maior do planeta. O empreendimento se localizará na cidade de Itu, na Rodovia Presidente Castelo Branco, e deve movimentar o turismo de todo o país.
Entre os 950 mil metros quadrados de área construída, 400 mil metros serão inteiramente dedicados a atrações inéditas no Brasil. O Cacau Park vai contar ainda com um shopping a céu aberto, restaurantes exclusivos, lojas-conceito e dois hotéis temáticos com 1.330 quartos.
Simulação do Cacau Park, novo parque de diversões em Itu – foto divulgação
Desenvolvida pela Vekoma, empresa responsável por grande parte das montanhas-russas dos parques Disney, o local abrigará a maior e mais rápida montanha-russa da América Latina. A estrutura terá 55 metros de altura e rodará 120 km/h em apenas 5 segundos. O local vai reunir também carrinhos de bate-bate estilizados como Fuscas de 1988, que marcam a história de Alê Costa – CEO e fundador da Cacau Show.
O parque será dividido em cinco áreas temáticas, que mergulharão na história do cacau e do chocolate de uma forma imersiva. Os visitantes vão se divertir na Fantástica Floresta do Cacau – uma atração que remeterá a uma viagem ao coração da Amazônia, revelando os mistérios do cacau, com mais de 5 mil anos de história. Outros destaques são o Universo Dreams – uma cidade encantada onde os sonhos ganham forma e a criatividade flui livremente – e a Fábrica Show – uma jornada pelos bastidores do chocolate, em que os segredos da produção ganham vida, inspirados pelas fábricas da Cacau Show.
Há quase 40 anos, a agência de live marketing e brand experience SRCOM cria experiências imersivas e inovadoras para grandes empresas no mercado de eventos
Conectar sonhos e realizações, pessoas e marcas, experiências e momentos. Sempre acreditei que só existe memória quando toca o coração, gosto de misturar arte com emoção para contar histórias. Foi com esse propósito que decidi fundar a minha própria agência de live marketing e brand experience, a SRCOM. Há quase 40 anos, criamos experiências imersivas e inovadoras para grandes empresas por meio da atuação e produção de espetáculos nacionais e internacionais, eventos corporativos e ativações de marcas no Brasil e no exterior, em países como China, Portugal, Reino Unido, Dubai, Qatar e Estados Unidos.
Recentemente marcamos presença em Austin, no Texas, no South by Southwest (SXSW) 2025 – maior festival de inovação e criatividade do mundo. Pelo segundo ano consecutivo, a SRCOM ficou responsável pela criação e produção da São Paulo House, uma iniciativa do Governo de São Paulo, e dessa vez, demos um novo conceito ao espaço, fazendo valer o mundo de possibilidades que a economia criativa permite. A casa se tornou um hub de oportunidades de negócios, com ampla programação focada em tecnologia, cultura, sustentabilidade, impacto social, games e audiovisual. O espaço recebeu mais de 15 mil visitantes e aproximou marcas e investidores, promoveu inovação, network e conexões globais, além de destacar histórias vivenciadas por speakers de diferentes áreas e países.
São Paulo House, criada e produzida pela SRCOM, no SXSW de 2025 – foto divulgação
O SXSW 2025 foi impactante e mostrou o quanto o Brasil segue potente, conectado, criativo e cobiçado no cenário internacional. Esse lugar de destaque tem sido marcante também em celebrações. E não falo apenas da recente cerimônia do Oscar, que consagrou o país com a estatueta de melhor filme estrangeiro. Há 17 anos, por exemplo, a SRCOM criou o Réveillon de Copacabana e, desde então, produz a maior festa a céu aberto do mundo, colocando o Brasil em evidência em todo o planeta. Para a virada de 2025, a agência criou o Rio Réveillon, uma marca e plataforma de negócios para empresas patrocinadoras internacionais e nacionais que desejam proporcionar ao público experiências impactantes.
O mercado de eventos, aliás, é um dos que está em constante ascensão – segundo a Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape), o setor deve movimentar R$ 141,1 bilhões em 2025 – e são essas iniciativas criativas que encantam cada vez mais. A SRCOM segue em consonância com esse cenário, já produzimos mais de cinco mil eventos, que ganharam vida e fizeram história, como a cerimônia de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, e o Show do Século, em 2023, em que desafiamos o DJ Alok a tocar em um palco monumental em formato de pirâmide, com 30 metros de altura e visão 360°, na Praia de Copacabana.
Com unidades nas praias de Ipanema, Recreio, Barra da Tijuca e Grumari, o Clássico Beach Club agora tem também um espaço pertinho da Mureta do Leme, com variado menu de comidinhas
O Clássico Beach Club acaba de inaugurar um espaço próximo à famosa Mureta do Leme. O local, com lounges e mesas pé na areia, é uma excelente opção para quem busca curtir a praia com conforto, comodidade e segurança. De segunda a quinta das 9h às 22h e, às sextas e sábados, das 9h até a meia-noite, o beach club serve itens perfeitos para um bom café da manhã (como ovos mexidos, toasts e sucos), petiscos como batatas fritas, dadinhos de tapioca e sandubas, pratos leves como ceviches, saladas e moquecas de camarão com banana e bebidas de todo tipo, como cervejas, vinhos e coquetéis.
A marca opera também beach clubs similares em Ipanema, na Barra, no Recreio e em Grumari. Tem ainda uma unidade na Lagoa e, no Morro da Urca, possui um sunset club que, como o nome já avisa, é um lugar de onde é possível apreciar um pôr do sol que é um dos mais lindos da cidade.
Clássico Beach Club no Leme – foto divulgação
Clássico Beach Club
Avenida Atlântica, s/ nº, Leme.
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