Sheron Menezzes desfila mais uma vez como musa da Portela e estreia série e filme cheios de reflexões como empoderamento, privacidade, envelhecimento e amizade
Gaúcha de nascença, mas carioca de coração, a atriz Sheron Menezzes vive momento solar de sua carreira, que é marcada principalmente por personagens em novelas da TV Globo. Sucesso de audiência – ainda mais para um formato que agora compete com tantos outros –, “Vai na Fé” conquistou o público na faixa das 19h em 2023, mesmo ano em que a atriz completou 20 anos nas telas. Como a protagonista Sol, ela mergulhou em uma narrativa cheia de determinação, coragem e fé. “Foi uma virada de chave na minha vida, eu estava madura e pronta para receber essa personagem”, conta.
Sheron iniciou sua carreira aos 19 anos, na novela “Esperança”. Em mais de duas décadas, fez 16 personagens nas telinhas, além de filmes e séries. Aos 41 anos, agora ela é mãe e uma mulher madura, em suas palavras. A atriz também acumula o posto de musa de bateria da Portela, que neste ano cruza a Sapucaí com o samba enredo “Cantar será buscar o caminho que vai dar no sol – Uma homenagem a Milton Nascimento”. Em entrevista à 29HORAS, Sheron Menezzes compartilha um pouco da preparação e do entusiasmo para o Carnaval, elenca personagens marcantes em sua trajetória e antecipa projetos que estreiam em breve no streaming e nos cinemas.
foto Giselle Dias
Você é musa da Portela, uma escola de samba muito tradicional do Rio de Janeiro. Como começou a sua relação com a agremiação?
Sempre tive um carinho e afinidade com a Portela, amo a tradição que a escola tem e, em 2011, quando recebi o convite para ser rainha de bateria fiquei extremamente feliz e honrada. É uma emoção que não sai de dentro da gente e vai me acompanhar por toda minha vida, seja em qual posto eu estiver! Posso dizer que minha aproximação com a Portela foi mágica, é um encontro de almas eterno!
Para você, quais foram os melhores enredos e desfiles?
Nossa, foram tantos tão incríveis! Eu particularmente adorei o samba-enredo do ano passado, “Um Defeito de Cor”, que levantou a Sapucaí e ainda está bem fresquinho na memória dos portelenses, mas confesso que é difícil escolher um só… (risos)
Como você se prepara para o desfile e para viver o Carnaval? Como é a rotina de uma musa de escola de samba?
Posso dizer que me preparo durante o ano com muita atividade física, o que já faz parte da minha rotina. Mas quando chega perto dessa época, gosto de dar um gás! Para desfilar é bom estar com o cardio em dia, principalmente porque saio no chão e não em um carro alegórico, tenho que sambar, dançar e andar bastante. Também começo a frequentar mais a escola, os ensaios e os desfiles técnicos, então há uma preparação física e técnica coletiva. O meu foco é estar mais presente na Portela, com a comunidade, onde me sinto em casa – e juntos nos prepararmos para a chegada do grande dia, que é entrar oficialmente na Avenida.
Sheron Menezzes como musa da Portela – foto arquivo pessoal
Você completou mais de 20 anos de carreira como atriz. O que mudou na profissão e nas suas escolhas profissionais nesse tempo?
Quando comecei, aceitava as oportunidades e ficava muito feliz quando passava em um teste! Eu sempre me esforcei e trabalhei para a construção e o crescimento das personagens, para conquistar o espaço dentro dos trabalhos que apareciam. Hoje, posso fazer minhas escolhas artísticas e levo em consideração aquilo que estou com vontade de fazer, posso conversar com colegas e diretores sobre os meus desejos profissionais. No início, a gente não pensa muito dessa maneira, você precisa e vai no fluxo! Fiz 16 novelas, além de séries e filmes, e nenhuma personagem se repetiu, acredito que isso é o mais extraordinário na nossa profissão!
O que faz você escolher uma novela, uma série ou filme para atuar? Você tem preferido projetos nos streamings, como muitos colegas que também atuaram por muitos anos em novelas da TV Globo?
Não tenho uma preferência, adoro o audiovisual e cresci nele. Eu amo fazer novelas, é o que eu sei fazer e o que aprendi intensamente a fazer. Mas também amo séries e filmes! Gosto de estar em movimento, transitando, atuando…o que levo em conta para escolher esses projetos, realmente, é o conceito artístico, seleciono aquele em que vou conseguir colocar melhor as minhas vontades, os meus desejos, o que quero mostrar e falar. Eu não faço uma personagem só por fazer, eu acho que é sempre bom ter algo a dizer com uma história, um roteiro.
Quais trabalhos foram os mais marcantes nessas duas décadas?
A minha melhor personagem é aquela que eu estou fazendo, minha energia está toda ali. Mas não posso deixar de falar da Sol, foi uma virada de chave na minha carreira e na minha vida, eu estava madura e pronta para receber essa personagem. Teve ainda a Gisele, de “Bom Sucesso”, e Berenice, de “Lado a Lado”, que eram vilãs, e eu gosto muito de fazer vilãs. E Diara, de “Novo Mundo”, que foi incrível, porque eu estava grávida durante as gravações, e na trama a minha personagem também ficou grávida!
Adorei “Carga Máxima”, da Netflix, um filme em que minha personagem é uma pilota de Fórmula Truck, lançado em 2023. Foi muito interessante, porque consegui colocar para fora um outro lado meu, o da aventura. Agora estou apegada à minha nova personagem Laura, que é de uma série e produção original Globoplay – “Juntas & Separadas”, ela é uma mulher extremamente engraçada e, ao mesmo tempo, profunda. Por isso, te digo que não consigo escolher uma personagem, todas que fiz foram importantes, cada uma no seu momento. Com certeza a próxima personagem que eu fizer, vou usar um pouquinho de outra que já interpretei. Cada uma contribuiu de um jeito para os novos trabalhos.
A atriz no papel de Sol, em “Vai na Fé” – foto Globo / João Miguel Júnior
“Vai na Fé”, em que você interpretou a Sol, teve boa audiência e recepção do público na faixa das 19h. A novela também se destacou por ter um elenco com grande número de atores negros. A que você atribui o interesse do público pela novela? E qual foi o impacto dessa importante diversidade promovida pela produção?
A novela teve uma aceitação maravilhosa e eu acredito que foi por causa dos temas abordados, que eram cotidianos. A gente gosta de assistir a alguma coisa e se identificar com aquilo, principalmente em uma novela, que é de longa duração. Quando você vê na tela questões e problemas do seu dia a dia, rapidamente você se conecta, quer acompanhar. Quando o público se identifica visualmente, com atores parecidos com ele, a conexão é ainda maior! “Vai na Fé” foi uma novela de pessoas reais, abordando temas reais, como religiosidade, de todas as maneiras, além de lutas e batalhas da vida, como a mãe que trabalha fora e abre mão do seu sonho para manter a família unida e colocar uma filha na faculdade, o abuso, um cantor que está tentando a carreira…
Como você falou, a novela também trazia a temática religiosa para a TV aberta. Você trouxe um pouco da sua própria fé para a construção dessa história?
Acho que a gente abordou a questão da religião de uma forma muito leve, respeitosa, desmistificando alguns pontos, sabe? Falo isso porque a sociedade em geral tem muitos preconceitos e paradigmas que precisam ser quebrados e a novela trouxe esses pontos sem rótulos. Abordamos com muito respeito tanto a religião evangélica, que esteve muito presente na nossa novela, como o candomblé. Mas esses temas não viraram a questão central da narrativa, eram uma parte dela, e isso fez com que os telespectadores se identificassem com cada história. Eu mesma aprendi a gostar de uma religião que não conhecia, que não é a minha, e acho isso muito bonito! Como atriz, é maravilhoso se entregar para alguma coisa que você não conhece.
No filme “Carga Máxima” – foto divulgação / Netflix
Você está no longa “Perfeitos Desconhecidos”, versão brasileira da comédia italiana de Paolo Genovese, que deve estrear no segundo semestre. Como é a sua personagem?
Esse filme já foi rodado em muitos países, mas a versão brasileira foi um pouco atualizada para a nossa sociedade. Eu assisti ao trailer e fiquei encantada, acho que a gente vai se divertir, são temas reais colocados de uma maneira divertida. Gravamos tudo em um mês, em uma mesa de churrasco. No filme, a cena se passa em um dia, mas passamos um mês fazendo a mesma coisa! Quem não tem algo para falar? Quem não está, às vezes, sentado em uma mesa e manda mensagem para o amigo que está do seu lado para falar algo sobre aquelas pessoas? (risos). Ou seja, os conflitos já estão ali. As pessoas vão se surpreender!
E tem ainda a série “Juntas & Separadas”, do Globoplay, que será dedicada às mulheres com mais de 40 anos. Quais temas podemos esperar? E quais assuntos são os mais caros para você?
Eu estou super empolgada com essa série, porque a gente fala de mulheres maduras e assuntos de mulheres maduras. Eu nunca parei para discutir esses temas, tirando a maternidade, que é aquele que mais me coloco. Aprendi muita coisa, porque eu já me tornei uma mulher 40+. Quando fui estudar o roteiro, eu vi que se fala muito sobre a maturidade e o envelhecimento feminino em vários lugares, mas no Brasil parecemos mais fechados, porque não queremos envelhecer. Eu acho que a série vai dar o que falar, as pessoas vão querer saber os desdobramentos de tudo aquilo.
Penso que um dos assuntos que tratamos na série e que vejo como o mais interessante, é a escolha de você querer ou não ter filhos, porque ainda é um tabu, sendo que deveria ser uma escolha livre, sem preconceitos! A série traz ainda outros temas, como menopausa, namoro depois dos 40, ficar solteira, terminar casamentos, recomeçar a sua vida e mudar de carreira, que precisam ser muito mais falados!
Com o elenco de “Juntas & Separadas” – foto Acervo Pessoal
Um dos maiores sambistas do Brasil, Jorge Aragão celebra 50 anos de carreira com a turnê “Sambazin de Jorge” e é o grande homenageado do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, que promete contagiar as ruas de São Paulo neste mês
Jorge Aragão carrega uma força e uma tradição dignas de muito respeito. Não é qualquer músico e compositor que atinge a marca de cinco décadas de uma carreira recheada de sucessos e que fez história no samba e na música brasileira. E o principal: sempre com um sorriso largo estampado no rosto, de quem vive a vida com leveza, bom humor e com os pés fincados no chão. Para ele, fazer música é tão fácil como respirar.
Hoje, aos 75 anos, depois de circular muito por bandas e bares no subúrbio carioca, no icônico grupo Fundo de Quintal (do qual é um dos fundadores) e em voo solo, o artista tem uma discografia invejável, com mais de 20 álbuns gravados e inúmeros hits – como “Eu e Você Sempre”, “Lucidez”, “De Sampa a São Luiz”, “Alvará”, “Identidade”, uma versão para cavaquinho da clássica “Ave Maria” de Gounod, a vinheta “Globeleza” (feita para a TV Globo) e “Coisinha do Pai”, que ganhou uma gravação inédita em 1997 para acordar Mars Pathfinder, um robô da Nasa em Marte!
foto Yves Lohan
Apesar de celebrar a vida e a música todos os dias, 2025 é um ano de festa e promete arrancar ainda mais sorrisos do mestre: ele completa 50 anos na música, tempo contado a partir do seu primeiro samba gravado, “Malandro” – uma parceria com Jotabê e eternizado na voz de Elza Soares. E, para marcar esse feito em grande estilo, Jorge Aragão está na estrada com a turnê “Sambazin de Jorge” – cuja estreia foi no Rio em outubro – e deve percorrer ao longo deste ano mais de 12 cidades brasileiras, além de destinos internacionais como Portugal, Angola e Estados Unidos.
Neste mês de fevereiro, ele é o grande homenageado do Acadêmicos do Baixo Augusta, maior bloco de carnaval de São Paulo – com mais de 1 milhão de pessoas na folia –, sob o tema “A Força dos Nossos Pagodes!”, que defende o carnaval de rua, as rodas de samba e a ocupação cultural da cidade. O desfile gratuito acontece no dia 23 e será encerrado pelo sambista. Em entrevista à 29HORAS, o cantor e compositor discorre sobre sua trajetória na música brasileira, antecipa as expectativas para a festa e revela outros lados mais inusitados de sua personalidade.
Você será o homenageado do Acadêmicos do Baixo Augusta este ano, que tem como tema “A Força dos Nossos Pagodes!”, extraído de sua própria obra. Qual é a sua relação com o bloco?
Eu tenho minha história marcada por um dos principais bloco carnavalescos do Rio de Janeiro, o Cacique de Ramos, e fui homenageado pelo Monobloco no ano passado! Agora receber esse carinho do maior bloco de São Paulo é muito especial! Me sinto verdadeiramente honrado.
Qual é a expectativa para o grande desfile? O que pode nos adiantar sobre a sua apresentação de encerramento?
Eu e minha equipe estamos preparando tudo com muito carinho para ser um show muito especial, para festejar com muita alegria os 16 anos de história do Acadêmicos do Baixo Augusta. Posso adiantar que estamos selecionando algumas das principais canções da minha discografia e que será uma apresentação bastante animada, como pede o Carnaval. Espero que todos gostem, porque precisamos sempre dessa alegria que a música nos traz!
O cantor e compositor no “Domingão com Huck” – foto Globo / Paulo Belote
O que você acha dos blocos de rua e como enxerga esse movimento hoje em dia? De que forma eles contribuem para manter o samba vivo e a cultura do Carnaval, especialmente em São Paulo?
Eu comecei toda a minha trajetória de samba dentro de um bloco carnavalesco, que foi o Cacique de Ramos. Sinto que os antigos blocos de carnaval propiciavam outro tipo de levada e de experiência para as pessoas. Eu vi durante esses anos os carnavais de desfile se estreitarem e alongarem as avenidas, principalmente em São Paulo. É bom não só para o samba, mas para toda música popular brasileira, porque eles estão cada vez mais ecléticos e com opções para todos os gostos musicais.
O que o Carnaval significa para você?
Quando eu era pequeno, morava em Padre Miguel e ouvia o vento trazer o som da bateria da Mocidade para dentro de casa. Mas nunca frequentei escola de samba alguma. Minha relação com a batucada apenas se concretizou bem mais tarde, na quadra do Cacique de Ramos, um dos principais blocos carnavalescos do Rio, quando eu senti de verdade aquela pulsação que era estar num lugar de samba mesmo. E aí tudo começou para mim e de uma forma muito natural, foram surgindo músicas que até hoje tenho a honra de escutar no Carnaval, como “Vou Festejar” e o tema “Globeleza”.
Já experimentei ser comentarista do Carnaval do Rio de Janeiro e até mesmo a sensação de estrear na Sapucaí como compositor de samba-enredo na Unidos da Tijuca. Isso só para citar algumas das minhas experiências com a festa que, pra mim, significa muito!
Ao lado de Valesca Popozuda, Beth Carvalho, Arlindo Cruz e Almir Guineto no programa “Esquenta” – foto TV Globo / Marcio Nunes
Olhando para trás, qual balanço você faz dessas cinco décadas de carreira? Quais foram os maiores desafios e conquistas?
Desde que eu me entendo como gente eu estava escrevendo alguma coisa, mas nunca percebi que seria algo longevo. Sempre foi naturalmente musical. Eu não tinha muita noção dessa coisa de público, por exemplo. Tocava num barzinho em Copacabana e, às vezes, só tinha um casal lá dentro namorando e eu tocando, fazendo voz e violão. E quando parava para beber água, eles perguntavam ‘por que parou?’. Eu achava que estava ali só para alimentar o ambiente.
Muitas coisas aconteceram na minha vida e eu sempre achei que tive aquilo que merecia. Sempre gostei que fosse desse jeito. Não era que eu estivesse procurando mais, não… Talvez por isso a longevidade da minha carreira e por isso, também, seja difícil fazer um balanço dela. É difícil, principalmente, porque passou para mim de uma forma muito natural.
Parece tão normal quanto fazer uma comida ou outro trabalho qualquer. Claro que é um trabalho diferenciado, porque ao mesmo tempo em que é um trabalho, é também o lazer. Quando saio para trabalhar, saio para encontrar pessoas sorrindo, dançando, se emocionando… então é tão tranquilo e me traz tanta felicidade, que 50 anos passaram e eu nem percebi, não consigo mensurar exatamente o que fiz nesse tempo todo, apenas fiz. O que sei é que eu amo o samba! Essa é nossa raiz. É a maneira como eu me apresento para o mundo. O samba é minha identidade, o samba é meu sorriso, o samba é minha letra… Só não vou dizer que o samba é o ar que eu respiro, porque seria muito piegas (risos).
Você tem alguma música preferida de toda a sua carreira, ou é impossível escolher?
Listei recentemente as cinco que considero as mais importantes da minha carreira até agora e que não podem faltar na minha playlist e nos meus shows, que são: ‘Eu e Você Sempre’, ‘De Sampa a São Luis’, ‘Já É’, ‘Malandro’ e ‘Identidade’. É difícil escolher uma, porque tenho por todas um carinho especial. O curioso é que algumas eu não fiquei tão realizado compondo, mas sou grato porque foram parte do meu aprendizado.
Eu tenho histórias de tanta gente que casou e colocou a música ‘Ave Maria’ na minha interpretação. Tanta gente que ouviu ‘Papel de Pão’, ‘Malandro’ e se conheceu, se casou, se encontrou e separou. E também tomei conhecimento de que “Vou Festejar” foi a mais tocada em shows no Rio de Janeiro, em 2023.
A que atribui o sucesso de sua carreira?
Acho que tudo na minha vida, enquanto profissional e no que diz respeito à carreira, eu só posso mesmo colocar na conta de Deus. Foi Ele quem olhou por isso, quem viu isso. Você está fazendo uma coisa entre quatro paredes, e aí você até tenta gravar para que chegue também a outras pessoas, mas nunca vai imaginar que chegará num padrão como, por exemplo, ‘Coisinha do Pai’, que tocou até em Marte e virou notícia em todo canto! Você não imagina a minha alegria de sentar, olhar para o céu e pensar que minha música foi tão longe. Então, só Deus mesmo. E sempre que penso nisso, me sinto muito grato e feliz. Nunca vou parar de escrever, é isso que me mantém vivo. Se essa vontade acabar, acho que saio da vida.
Em apresentação com Zeca Pagodinho – foto TV Globo / João Cotta
Provavelmente poucas pessoas sabem, mas você é apaixonado por tecnologia, foi um dos primeiros brasileiros a comprar um iPhone, adora jogar “GTA V” e já tem um carro elétrico na garagem. O que mais te fascina nesse universo?
O primeiro iPhone que chegou no Brasil fui eu que consegui. As pessoas mais próximas me falaram: ‘Tá maluco? Como vai comprar um telefone que não liga para ninguém?’. Não tinha nem chip para o aparelho no Brasil, mas eu queria. Sempre quis ter essas novidades em primeira mão. Eu sou de um tempo em que não havia internet, nada disso existia. Então, fico doido com tecnologia! Sou fascinado pelo seu avanço e isso me instiga e me faz buscar o novo a todo instante. Seja nos games, ou agora com o meu carro 100% elétrico, ou com a experiência com a Inteligência Artificial que estamos fazendo um projeto agora… Acho incrível viver na era da revolução tecnológica!
Acadêmicos do Baixo Augusta Data: 23 de fevereiro
Concentração: 13h, na Rua da Consolação
Início: 14h
Término: 19h
DESTAQUES do Carnaval PAULISTANO 2025 2, 9 e 16/2 – Ensaios do Acadêmicos do Baixo Augusta 2025, Audio
6/2 – Bloco Forrozin, Casa Natura Musical
7/2 – Ritaleena 10 anos, Casa Natura Musical
8/2 – Festival CarnaUOL, no Allianz Parque – Christina Aguilera, Claudia Leitte, Sean Paul, Steve Aoki, Belo, Ana Castela, Tony Salles, DJ KVSH, DJ Sofia e Deekapz
15/2 – Ballena Pool Party, Bom Retiro
15/2 – Guapo Pré-Carnaval São Paulo, Komplexo Tempo
15/2 – Bloco do Johnny Hooker, Casa Natura Musical
16/2 – Bloco Abacaxi de Irará Convida Cordão da Dona Micaela, Casa Natura Musical
20/2 – Léo Santana, Pré-Carnaval do Villa, Villa Country
22 e 23/2 – Ensaios da Anitta, Parque Villa-Lobos
22 e 28/2; 1, 2 e 8/3 – Camarote 011 (Especial com Jorge Aragão no dia 28)
28/2 a 2/3 – Desfile das Escolas de Samba de São Paulo, Sambódromo do Anhembi
28/2 – Camarote Essepê com Thiaguinho e Jeito Moleque, Distrito Anhembi
28/2; 1, 2 e 8/3 – Camarote Bar Brahma, Sambódromo do Anhembi
1/3 – Camarote Essepê com Péricles e Turma do Pagode, Distrito Anhembi
1/3 – Carnaval do Tiquequê, Casa Natura Musical
1 a 4/3 – Carnaval na Cidade 2025, Centro Esportivo Tietê
2/3 – Camarote Essepê com Sorriso Maroto e Jonas Medeiros, Distrito Anhembi
3/3 – Macumbafolia com Sandro Luiz, Bar Templo
7/3 – Baile do Baleiro – Especial Carnaval, Casa Natura Musical
8/3 – Camarote Essepê com Belo e Pixote, Distrito Anhembi
8/3 – Desfile das Campeãs, Sambódromo do Anhembi
Terminal BTG Pactual expande experiência premium com serviços gastronômicos e de bem-estar no Aeroporto de Guarulhos, além de garantir eficiência aos passageiros
A espera pelo voo atinge outro patamar de conforto, rapidez e exclusividade no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Desde dezembro, o público ultravip conta com um novo espaço de embarque e desembarque, e facilidades como concierge e processos de raio X, despacho de bagagem, imigração e alfândega agilizados. Sem filas, um transfer privado da Volvo transporta o passageiro diretamente até o avião.
O Terminal BTG Pactual possui uma área de 2.400 metros quadrados, com uma entrada isolada no maior aeroporto do Brasil. “Esse projeto reforça o posicionamento de São Paulo como um hub internacional de negócios e turismo, ao mesmo tempo em que moderniza a infraestrutura aeroportuária”, enfatiza Fabio Camargo, CEO do terminal. Em entrevista à 29HORAS, o executivo detalha os serviços oferecidos aos clientes e as possibilidades de expansão da experiência premium ao viajante.
Fabio Camargo, CEO do Terminal BTG Pactual, no Aeroporto de Guarulhos – foto divulgação
Por que construir um terminal inteiramente VIP no Aeroporto de Guarulhos? O Terminal BTG Pactual é uma adição estratégica para o Aeroporto Internacional de Guarulhos e para São Paulo, sendo o primeiro terminal da América Latina a apresentar uma experiência exclusiva para passageiros da aviação comercial. Esse projeto reforça o posicionamento da cidade como um hub internacional de negócios e turismo, atendendo a uma crescente demanda por serviços premium e personalizados. A criação de um terminal inteiramente VIP responde à necessidade de passageiros que priorizam conforto, privacidade e eficiência em suas viagens, com check-in exclusivo.
Quais benefícios e vantagens os clientes do banco possuem para acesso ao terminal? Clientes do BTG Pactual, especialmente os portadores do cartão Ultrablue, têm acesso a benefícios exclusivos, como um desconto de 20% nas tarifas de lançamento. Eles desfrutam ainda de lounges privativos, gastronomia de alta qualidade e transporte executivo em parceria com a Volvo.
Lounge do terminal vip, localizado após o Terminal 3 do aeroporto – foto divulgação
Quais são os objetivos do BTG com o novo terminal? A ideia é fidelizar ou atrair novos clientes para a marca? O terminal foi concebido para reforçar a imagem do BTG Pactual como referência em exclusividade e sofisticação, fidelizando seus clientes e atraindo novos perfis de consumidores. O segmento de viagens é estratégico para o BTG e, por meio do terminal, conseguimos uma associação da marca e ampliamos a base de clientes interessados em serviços de excelência.
Além do espaço inaugurado em dezembro, existem planos de expansão da área e de infraestrutura do terminal? Há planos de expansão alinhados à evolução da demanda por experiências premium. As ampliações podem incluir novas áreas, suítes para passageiros em conexão e melhorias nos serviços oferecidos, sempre com o objetivo de elevar o conforto do cliente e acompanhar o crescimento do mercado.
Como foi a escolha de parceiros para compor as experiências oferecidas no novo terminal, como o chef Ivan Ralston, do restaurante Tuju? A intenção é trazer novos parceiros com o tempo? A escolha dos parceiros foi baseada em critérios de excelência e inovação. Ivan Ralston, chef do restaurante Tuju, duas estrelas Michelin, foi convidado para assinar a gastronomia do terminal. Outros parceiros, como Ricardo Miyazaki, do The Punch Bar, e a Moët Hennessy, reforçam a proposta de sofisticação. Para levar os passageiros diretamente à aeronave temos também a parceria com a Volvo. O terminal planeja trazer novos parceiros para expandir a variedade de serviços e manter a experiência do passageiro sempre surpreendente.
foto divulgação
Quais outros serviços aos passageiros você destaca? O terminal oferece uma gama completa de serviços para garantir conforto e praticidade, como check-in exclusivo, concierge, transporte executivo e Wi-Fi de alta velocidade. Futuramente, incluirá suítes para descanso, além de serviços de beleza e relaxamento. Destaco também a parceria com a Revo, que possibilita o transfer de helicóptero, reduzindo o tempo de deslocamento para o aeroporto (por US$ 950).
Terminal BTG Pactual • 100 passageiros ao dia • 15 companhias parceiras, como Air France, Iberia, Swiss, Lufthansa, United, Emirates, Latam e American Airlines • Acesso ao terminal por US$ 590 • Clientes do BTG Pactual têm até 20% de desconto • O terminal está disponível todos os dias da semana
Os atores Osmar Prado e Maurício Machado encenam no palco do Teatro Prio o thriller psicológico “O Veneno do Teatro”, com texto escrito por um consagrado dramaturgo espanhol
Até 9 de fevereiro, o espetáculo “O Veneno do Teatro” fica em cartaz no Teatro Prio, encrustado no Jockey Club Brasileiro. O texto contundente e já encenado em mais de 60 países é do espanhol Rodolf Sirera, um dos dramaturgos contemporâneos de maior renome na Europa. No palco, o veterano Osmar Prado divide a cena com Maurício Machado, com direção de Eduardo Figueiredo.
Na trama, um ator é convidado pelo excêntrico Marquês para interpretar uma peça teatral de sua autoria. No encontro, o nobre e egocêntrico aristocrata passa a controlar através de um jogo psicológico o ator. E, depois de muitas surpresas, o Marquês revela-se um psicopata capaz de qualquer coisa para atingir seu objetivo. A peça é uma espécie de thriller, que propõe reflexões sobre a ética, a estética, as máscaras das convenções sociais e os jogos do poder.
foto divulgação
Teatro Prio
Avenida Bartolomeu Mitre, 1.110, Gávea.
Ingressos de R$ 50 a R$ 100.
Na Serra da Mantiqueira, Monte Verde é o destino ideal para quem busca tranquilidade, romance e uma pitada de aventura em qualquer estação do ano
O Sul de Minas Gerais fica bem próximo a São Paulo. Em apenas 3 horas de viagem, está Monte Verde, instalada no alto da Serra da Mantiqueira, com paisagem composta por araucárias. A cidade vive sua alta temporada no inverno, quando as temperaturas podem chegar abaixo de zero, criando a atmosfera perfeita para se aquecer nas lareiras, comer fondue e tomar chocolate quente. Entretanto, o local oferece um leque de atrativos em todas as estações, especialmente para quem curte imersão na natureza.
O sofisticado Chalé Mirante com banheira de hidromassagem e vista panorâmica, do Mirante da Colyna – foto Marcelo Isola
Na estada não pode faltar um tour a pé pelo charmoso centrinho da cidade. Explore suas lojinhas, restaurantes e coma um chocolate artesanal ou uma Prímula (misto de alfajor e pão de mel) na Gressoney, primeira fábrica de chocolates da cidade, fundada em 1978.
Os mais aventureiros podem desbravar a topografia da região e a rica diversidade de fauna e flora em passeios de quadriciclos, jipes e carros 4X4, disponibilizados por várias agências de turismo locais. Há também uma variedade de trilhas imperdíveis, como a da Pedra Redonda e a do Platô, ambas de nível intermediário – e é necessário comprar ingresso para acessar.
Puro aconchego
Monte Verde tem hotelaria variada. Para uma viagem romântica, vale a pena investir em uma experiência mais exclusiva, com muito conforto, privacidade e gastronomia de qualidade. É o caso do Mirante da Colyna Hotel & Spa, localizado em um dos pontos mais altos da cidade, a 1.650 metros de altitude, com panorama privilegiado das montanhas. Como o nome diz, é um verdadeiro mirante em uma colina rodeada por bosques de araucárias, que permite avistar alguns dos principais pontos turísticos como Pedra Redonda, Chapéu do Bispo e Pico do Selado.
Restaurante giratório Sierra 360°, no Mirante da Colyna – foto divulgação
Ideal para casais, as 42 acomodações estão distribuídas entre chalés e os sofisticados lofts de 65 m2 recém-inaugurados, que incluem hidromassagem, lareira e varanda. Nas áreas comuns, a infraestrutura é completa, com spa holístico, piscina aquecida de borda infinita com sauna, cinema, salão de jogos, quadra de tênis e academia, além de trilha ecológica.
A grande joia do Mirante da Colyna é o novo Sierra 360º, primeiro e único restaurante giratório e panorâmico de Monte Verde. Seu giro completo – em velocidade quase imperceptível – dura 70 minutos e é muito bem acompanhado de pratos contemporâneos com toques da culinária mineira. Funciona de terça a domingo e é aberto para não hóspedes.
Para quem gosta de doses extras de romantismo, o Kuriuwa Hotel é perfeito. A 1.750 metros de altitude, em meio a um bosque nativo, o refúgio exclusivo para casais tem apenas 17 moradas independentes e privativas, todas com varanda, sala de estar, banheira de hidromassagem e lareira. As acomodações mais novas, inauguradas em junho, têm também varanda com lareira externa, piscina privativa e chaise longue dupla.
Área externa do Kuriuwa Hotel – foto divulgação
A casa sede dispõe de sala de estar, adega e um pequeno restaurante acolhedor, que serve pratos bem elaborados, além de bolos e pães artesanais derivados do pinhão. Há, ainda, uma piscina externa e um spa com salas de massagens, sauna seca e ofurô.
E a cerca de 30 minutos do centro de Monte Verde, o Corredor Ecológico da Serra da Mantiqueira abriga o Domo da Montanha, hospedagem no estilo glamping, totalmente imersa na natureza preservada da Mata Atlântica e ideal para observação de aves endêmicas, como tucanos, jacus, pica-paus, jacutingas e saracuras. Tem um lago com uma pista de caminhada e uma trilha que dá acesso à cachoeira da propriedade.
Os cinco domos geodésicos estão distantes entre si para total privacidade e podem receber até três pessoas cada, além de pets. Por dentro, cozinha completa, banheiro com ducha de aquecimento a gás, cama king size, ar-condicionado quente e frio, smart TV e wi-fi. Cada um possui seu deck privativo com hidromassagem coberta, espreguiçadeiras e espaço para fogueira. O Domo não tem restaurante, mas oferece como opcional o café da manhã, entregue na habitação em uma cesta com suco, pães artesanais, bolo do dia e produtos locais.
Domo geodésico do Domo da Montanha – foto divulgação
Mirante da Colyna Hotel & Spa
Rua do Selado, 187, Monte Verde.
Tel. (35) 3438-2613.
Diárias a partir de R$ 650.
Kuriuwa Hotel
Rua do Bosque, 309, Jardim das Montanhas, Monte Verde.
Tel. (35) 3438-1593.
Diárias a partir de R$ 868.
Domo da Montanha
Estrada de Servidão do Sitio Jaculândia KM 2, Bairro da Mata, Monte Verde.
Tel. (11) 95311-8080.
Diárias a partir de R$ 499.
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