Boas tendências na garrafa: vinhos frescos e leves são ideais para festas e refeições

Boas tendências na garrafa: vinhos frescos e leves são ideais para festas e refeições

Vinhos frescos e leves seguem em alta nas prateleiras e são alternativas estratégicas para diferentes momentos, como festas e para acompanhar refeições

Existem muitos modismos e potenciais preferências no mundo do vinho, que mudam rapidamente e são difíceis de acompanhar. Mas, entre as tendências mais consolidadas para 2025, já é possível observar a prevalência de vinhos mais leves e frescos, além de tintos de castas como Gamay, Pais, Garnacha de pouca extração, Grignolino, Dolcetto de pouca extração e Alvarelhão. Também há destaque para vinhos tipo “Palhete” – feitos de uvas tintas e brancas vinificadas juntas, que resultam em bebidas com leveza que acompanham a refeição sem pesar e que a qualquer momento caem bem, especialmente mais refrescados.

Acredito ainda que a onda dos orgânicos, biodinâmicos e naturais se solidificará no Brasil, como já aconteceu na Europa e nos Estados Unidos, onde deixaram de ser moda para serem tendência e se estabeleceram como premissa de consumo sustentável, especialmente entre o público mais jovem.

 

foto Courtneyk / iStockphoto

 

E os vinhos com Álcool Zero devem ganhar seu espaço, principalmente como opção para aqueles com problemas em consumir bebidas alcoólicas e que gostariam de estar mais inseridos nos contextos sociais e festivos – além, claro, daqueles que são “escalados” para dirigir e podem ainda participar de forma menos constrangedora do que bebendo refrigerante. Inclusive, já existem boas opções dessa categoria, como rótulos da Freixenet, Salton e Aurora – com ênfase para os espumantes, que são mais parecidos com os originais.

Listo, abaixo, vinhos que incorporam bem as tendências deste ano:

Clemens Busch VDP. Grosse Lage Marienburg Fahrlay Riesling Auslese – Biodinâmico com 7,5% de álcool na Premium Wines

Molitor Ockfener Bockstein Riesling – Biodinâmico de 9% de álcool na Weinhaus Exzellenz

Stefan Vetter Müller Thurgau – Natural de 9,5% de álcool na Natural Vinci

Selbach-Oster Sonnenuhr Auslese – Com 8,5% de álcool na Mistral

Hochheimer Kirchenstück Riesling Spätlese Trocken – Com 9% de álcool na Mistral

Bernkasteler Badstube Riesling Kabinett – Com 8% de álcool na Mistral

Moscato d’Asti Moncalvina – 5% de álcool na Mistral

Saravá Loureiro – Natural do Minho com 10% de álcool na Cellar

Phaunus Palhete da Aphros Wine – Biodinâmico com 10% de álcool na Cellar

Aphros Ouranos de Alvarelhão – Biodinâmico com 10,5% de álcool na Cellar

Mocha Mousse é a cor de 2025! Confira produtos de beleza para aderir à tendência!

Mocha Mousse é a cor de 2025! Confira produtos de beleza para aderir à tendência!

Eleita pelo Pantone Color Institute como cor do ano, Mocha Mousse é um tom marrom quente que evoca o chocolate e o café, despertando a sensação de conforto

Confira uma seleção de cosméticos no tom Mocha Mousse para aderir à tendência do ano!

Gloss Plumping em Stick Squirt, tom Simulation, da M.A.C (R$ 169)

 

foto divulgação

 

Paleta de sombras Couture Mini Clutch, cor 300 Kasbah Spices, da Yves Saint Laurent Beauty (R$ 449)

 

foto divulgação

 

Blush Iluminador Multifuncional DUO Crystal & Gold, da Care Natural Beauty (R$ 197)

 

foto divulgação

 

Bronzer em Pó Natural Chocolate, tom Golden Cocoa, da Too Faced (R$ 269)

 

foto divulgação

 

Paleta de Sombras New York by Pri Lessa, da Catharine Hill (R$ 203,88)

 

foto divulgação

 

Batom Matte, cor Favorito Nude, da Mary Kay (R$ 53,90)

 

foto divulgação

 

Caneta Delineadora Marrom QDB Pod Delas, da Quem Disse, Berenice? (R$ 47,90)

 

foto divulgação

 

High Pigment Eyeshadow, da Kiko Milano (R$ 59,90)

 

foto divulgação

 

Sombra Para Os Olhos Soul Duo Terracota, da Eudora (R$ 47,99)

 

foto divulgação

Rafa Costa e Silva comanda a cozinha do Lasai, que acaba de ser eleito o 7º melhor restaurante da América Latina

Rafa Costa e Silva comanda a cozinha do Lasai, que acaba de ser eleito o 7º melhor restaurante da América Latina

Escolhido pela 50 Best como o 7º melhor restaurante da América Latina e o melhor do Brasil, é no Lasai que o chef Rafa Costa e Silva exibe para apenas dez comensais por noite o seu talento e a sua habilidade de brincar com os diferentes sabores, cores, texturas e aromas dos ingredientes

Definitivamente, 2024 foi o ano de Rafa Costa e Silva. Celebrou a primeira década do Lasai, ganhou a segunda estrela Michelin e o prêmio pelo melhor serviço de vinho no país no mesmo guia e, por fim, foi escolhido como o melhor restaurante do Brasil pelo Latin America’s 50 Best Restaurants.

A esses triunfos, ele soma os títulos do Campeonato Carioca e da Copa do Brasil. Pois é… Rafa é flamenguista doente. Até a mudança de endereço do Lasai, há quase três anos, o chef mantinha uma camisa do clube autografada por Zico emoldurada em pleno salão. E é encontrado domingo sim e outro também no setor norte do Maracanã. Mais: quando tem jogo importante, é desses que pega avião só para ver o rubro e negro em campo.

Se é pé quente? Parecia ser na final da Libertadores, em Lima, se bem que o mesmo não se repetiu em Montevidéu…, mas para que revirar águas passadas, não é mesmo? O foco é no cozinheiro, e não do torcedor do ano.

 

foto Malgosia Minta

 

Nasce um chef

“Como eu decidi cozinhar? Eu acho que nunca decidi. Eu nunca fui de cozinhar em casa, de ajudar minha mãe, minha avó. Fiz Administração no Rio e, no meio da faculdade, já não queria mais fazer e falei: quero fazer Gastronomia. Eu era mais festeiro, queria ter um bar, um negócio assim”, confessa o destaque de 2024.

Zero romantismo, cem por cento comprometimento, Rafa “queria fazer a faculdade de Gastronomia para ter um pouco de noção, não para ser cozinheiro, mais para não ser enrolado”. Porém, como ele ressalta, “uma coisa levou à outra que levou à outra”.

Do desejo de ter um lugar para chamar de seu, foi estudar em Nova York, trabalhou três anos para o multiestelar Jean-Georges Vongerichten em um restaurante de cozinha “meio thai, meio fusion”, onde, com meia dúzia de colegas mexicanos, chegava a servir mais de 500 comensais em um dia. “No meio do serviço, tinha que tirar a camiseta debaixo do dólmã para torcer o suor”, relembra.

Não pelo cansaço físico, mas pela ânsia de cobrir todas as bases, o jovem fez uma passagem por um bistrô francês: “Lá não precisava de papel para trabalhar. Fiquei seis meses para aprender. Para mim foi muito bom, era um bistrô que ficou aberto 48 anos no mesmo lugar, com o mesmo menu e o mesmo dono, um clássico, sem inventar nada. Aprendi sopa de cebola, carré de cordeiro, batata dauphinoise…”. A papelada mencionada, diga-se de passagem, não era um detalhe.

Da prisão ao pódio

Rafael Augusto Passarelli da Costa e Silva ainda não tinha o passaporte italiano quando partiu de Nova York rumo a San Sebastián, na costa setentrional da Espanha. Aliás, o jovem cozinheiro nunca tinha ido à Europa, “nem de férias”, e chegava para estagiar no Mugaritz.

O restaurante vanguardista do chef Andoni Luis Aduriz, hoje com 25 anos, duas estrelas Michelin e desde 2006 ranqueado entre os 50 melhores do mundo, parecia coisa de outro planeta: “Nos três primeiros meses eu não conseguia entender porque eram 45 cozinheiros cozinhando para 40 pessoas”.

 

O balcão do restaurante Lasai, que recebe apenas 10 comensais a cada noite – foto Evandro Machini

 

Não que Rafa tenha mudado muito, mas vinte anos atrás, reconhece, era “super, super acelerado, tinha saído de um ambiente muito acelerado, de uma pressão muito grande e chegado em uma cozinha que era totalmente o oposto”, conta. Vai daí que ele priorizava a rapidez ao resultado: “Eu não me preocupava tanto com a qualidade, com o método de fazer ou com a precisão, me preocupava mais em fazer rápido, que era como eu tinha sido ensinado”.

Nessa transição, perdeu a conta de quantas vezes escutava “lasai, lasai”, palavra que quer dizer calma em euskera, idioma local na cidade basca. Nem precisa dizer que o nome Lasai partiu daí, né? Mas bem antes da noção de tranquilidade aterrissar no seu comportamento, Costa e Silva já era membro da brigada do Mugaritz.

“Quando estava acabando meu estágio de três meses, eles falaram, ‘a gente quer te contratar, você quer um contrato de trabalho?’ Óbvio, eu não tinha nada e queria ficar”, relembra ele, que entrou como chef na praça de peixe e, em pouco tempo, assumiu a subchefia “por baixo dos panos”.

Como era setembro, o plano era usar as férias de Natal para ir ao consulado espanhol no Brasil e regularizar a situação. O carioca fez sua parte: deu entrada nos documentos, pediu visto, tudo certinho. Dessa vez, no entanto, quem tinha pressa eram os espanhóis que, sem maiores esforços, convenceram o jovem chef a voltar ao País Basco com um passaporte novo. “Eu avisei, não posso fazer isso, porque tinham me falado na Polícia Federal que, enquanto o visto não tivesse sido aprovado, eu não poderia voltar para o país, mas eu era garoto, dava a vida por aquilo e falei ‘tá bom’.”

 

Cesto com os vegetais que serão usados no dia no Lasai – foto divulgação

 

Dito e feito, no Adolfo Suarez-Barajas, Aeroporto de Madrid, não viram maiores méritos no fato do rapaz brasileiro dar a vida, nem em ter trabalhado nove meses dentro de um restaurante premiado. Ele continuava sendo ilegal. “Lembro que o policial perguntou assim: ‘Você gosta de viajar, certo? Então sua próxima viagem vai ser de volta para o seu país’. Aí foi isso, pegam teu passaporte, pegam tuas malas e você vai para uma prisão mesmo, dentro do aeroporto”, lembra com vivacidade Rafa Costa e Silva.

O imbróglio levou alguns dias de xilindró e outros meses distante das panelas do Mugaritz para seu desespero. Contudo, entre de 2008 e 2012, ele foi chef em um dos restaurantes mais reverenciados do mundo – e como manda a lei!

O Rio de Janeiro continua lindo

No final desse período, o carioca não estava ansioso para ter um lugar para chamar de seu, mas havia a possibilidade de abrir algo em Nova York. Não rolou. O Texas de sua esposa Malena Cardiel estava fora de cogitação. O Rio de Janeiro foi a solução.

O imóvel encontrado na Rua Conde de Irajá, em Botafogo, ainda não tinha como vizinhos o paranaense Alberto Landgraf com seu Oteque e nem o Padella, do italiano Nello Garaventa, mas abrigava o restaurante mais gastronômico de Pedro de Artagão, o Irajá. E, sim, a localização estava fadada a um grande futuro gastronômico.

 

Os pratos são elaborados com verduras e legumes pouco convencionais cultivados na horta do restaurante, perto de Petrópolis. Aqui, tartelette de grão de bico com couve rábano e oxalis -foto Reprodução Instagram

 

“Eu queria um restaurante para 45 pessoas, com menu degustação, tinha tudo na cabeça”, explica o chef do que seria o Lasai. Na sua cabeça, apenas não contava com mais de um ano de obra. Para driblar o percalço, fazia jantar em casas de clientes particulares, viajava para cozinhar e plantou a própria horta na região serrana, perto de Petrópolis.

As safras vêm sendo boas desde então, mas nunca deram conta da demanda: “Agora é que vai dar. A produção foi crescendo, chegou a nove canteiros e agora a gente pegou um piquete gigante. Tem vagem, ervilha torta, ervilha amarela, mostarda de Kyoto, couve-de-bruxelas, brócolis ramoso, beterraba e cenouras coloridas”, explica.

Rafa tem também frutas de árvore, como tangerina, caqui e limão galego, que costumam inspirar as sobremesas do Lasai, embora a confeitaria, única área que jamais chefiou, não seja seu forte.

A experiência Lasai

Com ou sem vegetais de produção própria, de dez anos para cá, comer no Lasai não é a mesma coisa. A começar pelo endereço. O da Conde de Irajá converteu-se em espaço de eventos. O do atual Lasai, por sua vez, com um décimo do tamanho, está a poucos metros dali, debaixo de um predinho residencial. Detrás de uma porta discreta de madeira, o melhor restaurante do Brasil e 7º melhor da América Latina acomoda apenas dez clientes em torno de um único balcão e os serve simultaneamente, no ritmo que o chef mandar.

 

Vieira com melão-pepino – foto Reprodução Instagram

 

No show culinário e intimista de Rafa Costa e Silva, o conviva interage com perguntas. Aproxima-se tanto dos preparos que chega a se sentir parte do menu. É conduzido por um serviço impecável, receitas provocantes e uma atmosfera feliz, que reflete a segurança em que se encontra a cozinha.

De snacks para serem comidos com as mãos o mais rapidamente possível às sobremesas, a sinfonia do Lasai atinge 15 tempos. Alterna crocância e cremosidade, brinca com diferentes tonalidades de uma mesma cor, contrasta temperaturas em um mesmo bocado e, invariavelmente, destaca vegetais orgânicos, ainda que tenha frutos do mar de pesca sustentável ou carne de porco caipira na jogada.

Sem grandes spoilers, vale revelar que o flan salgado de coco e ouriço, numa livre interpretação do chawanmushi japonês, é uma loucura, e que dificilmente se comerá pão de queijo melhor do que a nuvem recheada com goiabada. A mandioca de tudo que é jeito, por sua vez, vem salpicada com ovas curadas para acarinhar estômago e coração.

Entre uma deliciosidade e outra, sem que o comensal perceba, o espetáculo se aproxima do final. A saber: chegar ao final é facinho, difícil (e por difícil considere meses!) é conseguir lugar para ser um dos privilegiados espectadores. Aliás, mais do que os prêmios, é essa alta procura a grande alegria de Rafa Costa e Silva.

 

Rafa Costa e Silva em 2021 no intervalo das gravações do reality “Mestre do Sabor”,
da TV Globo – foto Fabio Rocha / TV Globo / Divulgação

 

Arianíssimo, desses que o sincericídio é incontrolável, o chef de 45 anos confessa que nunca teve uma noite sem clientes (embora o menu degustação saia a R$ 1.250), que se tornou menos controlador e que, graças a isso, nunca teve tanto tempo para o filho Emiliano, de seis anos.

A mesma honestidade faz dele um dos grandes conselheiros de colegas da profissão. Sobretudo depois da experiência na TV, como jurado do programa “Mestre do Sabor”, da Globo, que o ajudou a contornar a própria timidez.

Lasai
Largo dos Leões, 35, Botafogo.
Tel. 21 3449-1854.

Bella Campos será a inescrupulosa vilã Maria de Fátima no remake da icônica novela “Vale Tudo”

Bella Campos será a inescrupulosa vilã Maria de Fátima no remake da icônica novela “Vale Tudo”

Ela é inteligente, talentosa e linda. Bella Campos é tudo! Escalada para o remake da icônica novela “Vale Tudo”, a jovem atriz vai interpretar a inescrupulosa vilã da trama. “A Maria de Fátima preta é o retrato do Brasil em 2025”, profetiza a mais nova estrela da constelação global

Novela de sucesso é raridade hoje em dia na TV, mas não no currículo de Bella Campos. A atriz teve participações marcantes em duas das mais exitosas produções da Globo nos últimos anos: “Pantanal” e “Vai na Fé”. Agora se prepara para o maior desafio de sua ainda breve carreira: interpretar a vilã Maria de Fátima no remake de “Vale Tudo”, com estreia prevista para o final de março.

A trama originalmente escrita por Gilberto Braga há 36 anos foi atualizada para os dias de hoje. As protagonistas, interpretadas por Regina Duarte e Gloria Pires, em 2025 serão vividas por Taís Araújo e Bella Campos. Se em 1988 Gal Costa cantava na abertura da novela “Brasil, mostra a sua cara”, a imagem mostrada agora será bem mais fiel à realidade da sociedade brasileira.

 

foto Pedro Pradella

 

E Bella se diz preparada para levar para o país todo os necessários debates sobre questões como racismo, ética, alcoolismo, ganância sem limites, machismo e violência contra a mulher. “Eu estava com sede de fazer uma personagem como essa, passei o último ano estudando e me preparando para algo assim. A expectativa é que a Maria de Fátima seja um espelho do pensamento brasileiro”, afirma a atriz.

Nascida há 26 anos em Cuiabá, Bella já virou uma cidadã do mundo, viajou a Paris, Londres, Los Angeles e Cairo para divulgar marcas internacionais como Lacoste, Burberry, Fila e Jean Paul Gaultier. Em 2025, certamente se tornará um dos rostos mais conhecidos no país — por causa de toda exposição que inevitavelmente virá a partir de sua atuação em “Vale Tudo”.

Na entrevista que concedeu à 29HORAS, Bella fala de suas expectativas para esse seu novo trabalho na TV, de sua estreia nos cinemas e de sua atuação com digital influencer — a “profissão” que é o sonho de consumo da malvada Maria de Fátima na nova versão da novela. Confira nas páginas a seguir os principais trechos dessa conversa.

Em “Vale Tudo”, você vai fazer o papel da Maria de Fátima, uma das mais perversas e odiadas vilãs da história das telenovelas. Tem noção das pauladas e ofensas que vai levar na rua e nas redes sociais?
Quando eu fui fazer o teste, já saí de casa com o peito aberto, a Maria de Fátima é uma personagem que não tem como uma atriz encarar sem estar inteira, viva e preparada para tudo o que pode acontecer. Eu me sinto muito pronta para receber todo tipo de reações. A personagem gera sentimentos nas pessoas, ela faz parte do dia a dia das pessoas. Esse é o poder das novelas, elas e o público criam coletivamente esse imaginário. E essa coisa do reconhecimento nas ruas é uma demonstração de que a nossa conexão está funcionando. Eu estava com sede de fazer uma personagem como essa, estava morrendo de vontade de interpretar alguém capaz de tomar atitudes questionáveis em nome de suas ambições, sem filtros. E que também levanta debates e discussões, além de levar diversão e alegria para o público.

 

foto Pedro Pradella

 

Quando a novela foi ao ar, em 1988/1989, você ainda nem tinha nascido. Mas você tem consciência da repercussão que essa novela teve no Brasil?
A pergunta “quem matou Odete Roitman?” sempre esteve presente na minha vida, desde criança. Quando alguém fazia algo ruim e a gente não sabia quem foi que cometeu o erro, lá em casa essa frase sempre surgia. E eu confesso que nunca havia me questionado sobre a origem dessa questão. Só agora, com todo esse burburinho sobre o remake, acabei descobrindo de onde vem esse “meme”. Ele é mais uma mostra daquilo que eu falei, sobre a criação de um repertório e de um imaginário coletivo estimulados pelas novelas. Se essa pergunta resistiu ao tempo e permanece valendo há quase quatro décadas, imagino como ela foi forte para quem participou e vivenciou toda essa adoração na época em que a novela foi exibida…

Nas últimas décadas, o mundo mudou muito e as novelas também tiveram que se atualizar. Nas três tramas atuais do horário nobre da Globo, as protagonistas são mulheres pretas. Em “Vale Tudo”, personagens que eram brancos na versão original agora serão interpretados por atores pretos. Como você enxerga essas mudanças?
Na novela original, os pretos apareciam em lugares muito estereotipados. Só havia dois personagens negros na trama: uma doméstica e um menino ladrão. A proposta agora é trazer a diversidade brasileira para a tela. Ter uma novela das nove com duas protagonistas negras mostra que somos tão capazes, que não é correto sermos relegados a papéis menores. Mas isso não aconteceu por acaso, é resultado de muita luta, muita persistência, muita resistência e muito esforço. Agora falta vermos essa mudança de chave acontecer atrás das câmeras. O mercado do audiovisual tem de se abrir também para diretores pretos, para roteiristas pretos. Nós precisamos escrever as nossas próprias narrativas, temos de assumir o comando da maneira de contar as nossas histórias.

 

Bella Campos com parte do elenco de “Vale Tudo”: Humberto Carrão, Luis Lobianco, Renato Góes, Paolla Oliveira, Taís Araújo e Alice Wegmann – foto João Cotta / TVGlobo / Divulgação

 

O racismo vai ser uma questão discutida na novela? Como vai ser a relação entre a elitista e reacionária Odete Roitman com a jovem negra Maria de Fátima?
Reduzir o racismo ao não-contato é algo vazio e simplista. O racismo se dá nas relações de poder. O racismo estrutural impede que todos tenham o mesmo acesso a determinados espaços. Mas quando nós, pretos, acessamos esses espaços, eles não deixam de ser ambientes racistas. O importante para quem é racista é que os pretos estejam ali para servir. No caso da relação entre a Maria de Fátima e a Odete Roitman isso se reproduz. Elas vão ser “parceiras” enquanto a minha personagem for útil à Odete. Ela me vê como uma ferramenta. O racismo hoje em dia está muito mais sofisticado, velado e subliminar. Existem mil maneiras de ser discriminado sem ser escancaradamente racista. A Odete Roitman não vai deixar de exercer o seu poder. Essa questão do racismo vai ser abordada na novela com muita clareza, ou melhor, com muita assertividade. Não poderia ser diferente.

 

Bella Campos em “Pantanal” com Alanis Guillen – foto João Miguel Jr / TVGlobo / Divulgação

 

Hoje nós vivemos tempos de vale tudo, com gente aplicando todo tipo de golpe: fake news, vídeos e imagens criadas por inteligência artificial para difamar, caluniar e ofender, fraudes financeiras para enganar aposentados e até a venda de remédios falsificados! Para você, até onde vai o “vale tudo” na busca de atingir um objetivo?
Eu acho que esses golpes e essas mentiras sempre existiram. De outras formas, mas estão por aí há muito tempo. Para a gente atingir um objetivo, o mais importante é uma questão interior, é dar o seu melhor, é dedicar toda a sua força mental e física para chegar aonde você quer. A maior preocupação deve ser fazer bem tudo o que está ao seu alcance, o que você pode controlar. Pisar nos adversários e rivais, a meu ver, é dar uma demonstração de que você tem uma fraqueza interna, de que você não tem fé no seu taco. Para mim, o vale tudo vai até a hora em que você começa a prejudicar outras pessoas em nome do seu sucesso. Isso não é admissível.

Você tem mais de 10 milhões de seguidores no Instagram e, além de postagens de moda e beleza, usa a plataforma para estimular debates sobre temas como o empoderamento feminino e a representatividade na política. Quais os seus objetivos com essas publicações?
Nesse último ano, eu trabalhei com muitas marcas, do Brasil e do exterior. Eu gosto de fazer isso, trabalhei como modelo dos 18 aos 22 anos. Mas gosto também de mostrar nas redes sociais as várias versões que existem dentro de mim. E, agora que eu ocupo um lugar de fala que tem essa grande reverberação, acredito que seja a minha obrigação abrir espaço para esses temas que geram mais reflexão. Fico muito feliz de ver que posso incentivar outras mulheres pretas a conhecer seus direitos. Somos um dos países com os maiores índices de feminicídio. Não somos representadas de maneira justa no Congresso e nas demais posições de poder. Não recebemos os mesmos salários que os homens. Quando uma mulher toma consciência de seu poder, dificilmente ela será manipulada. O respeito, o conhecimento e o empoderamento feminino são as mais eficazes armas para desconstruir as estruturas da sociedade machista e patriarcal em que vivemos.

 

Em cena na novela “Vai na Fé” – foto Fabio Rocha / TVGlobo / Divulgação

 

Na “Vale Tudo” de 1988, a Maria de Fátima queria ser modelo, e nessa nova versão a inescrupulosa vilã sonha em ser uma influencer. Para que tipo de produto ou serviço você jamais faria uma ação de marketing nas suas redes? Você faria o publi de alguma bet (site de apostas) no seu Insta?
Eu não faço publi de nada que eu verdadeiramente não consumiria. Se eu fizer uma ação para uma cerveja, pode ter certeza de que, quando você me vir na praia tomando uma, eu estarei com aquela marca na mão. Hoje eu posso escolher a dedo as marcas com as quais vou trabalhar, e sempre dou preferência a projetos em que eu posso dar o meu olhar criativo, possa opinar na concepção estética da campanha. Gosto de fazer propaganda de produtos e serviços que estão naturalmente atrelados ao meu dia a dia e ao meu estilo de vida, de forma orgânica, sem artificialismos. Tenho consciência do lugar que eu ocupo, da potência da minha voz. E converso com um público muito jovem, tenho de ser muito responsável. Sempre levo isso em consideração tanto ao divulgar uma marca quanto nas minhas postagens de “reflexão”.

Voltando a falar sobre os seus trabalhos como atriz, recentemente você fez dois longas para o cinema. Fale para a gente um pouco das tramas e das suas personagens em “Por Um Fio” e em “Cinco Tipos de Medo”.
“Cinco Tipos de Medo” foi um trabalho muito especial, que mora no meu coração, pois foi o meu primeiro trabalho em cinema e foi rodado em Cuiabá — minha cidade natal. Minha personagem, a Marlene, é uma mulher guerreira exatamente como aquelas que eu quero alcançar com minhas mensagens de conscientização e empoderamento. Ela estuda enfermagem e namora com o traficante do pedaço (interpretado pelo Xamã), com quem vive uma relação abusiva. A violência urbana é o pano de fundo, mas o que mais me toca é que, se a arte não tivesse me tirado daquele ambiente, eu poderia ter me tornado uma Marlene.
Já “Por um Fio”, baseado num livro do Dráuzio Varella, é uma produção densa e tocante. Ela é centrada na luta de pessoas com câncer em fase terminal pela sobrevivência e pela cura. A minha personagem é namorada de um rapaz nessa situação, e o roteiro conta uma bonita história de fé, amor e esperança. Esses dois longas devem ser lançados em 2025.

 

Nas filmagens do longa “Cinco Tipos de Medo” – foto reprodução Instagram

 

Você já tem algum projeto engatilhado para depois de “Vale Tudo”?
Tenho vários projetos engatilhados, mas todos em stand by por causa da novela. Quero fazer teatro, tenho muita vontade de desenvolver uma peça. Pretendo cada vez mais me envolver em projetos que explorem meu lado criativo e autoral. O que eu posso te adiantar é que, provavelmente logo depois da novela, deve ser lançada a série “Reencarne”, uma produção de suspense sobrenatural produzida para a GloboPlay, protagonizada pela divina Taís Araújo. Eu faço uma participação no último episódio, interpretando uma personagem que cria um gancho para a segunda temporada.

Quando anunciou sua separação do MC Cabelinho, você postou nas suas redes sociais que “nós, mulheres, precisamos sempre nos explicar: se vamos casar, se vamos ter filhos, se vamos nos separar”. Então, já que você acha que sempre tem de falar nisso, me diga: quando você pretende se casar? Quer ter filhos? Quantos?
Não faço a menor ideia de quando eu vou me casar. Esse não é um dos objetivos que eu tenho para a minha vida, mas pode ser que essa seja apenas a minha opinião nesse momento. Quanto a ter filhos, isso eu sei. Quero muito e pretendo me tornar mãe ainda jovem.

Quantos filhos? Um só? Oito?
Depois do primeiro a gente conversa…

Beauty corner: os lançamentos de beleza imperdíveis dos últimos meses de 2024!

Beauty corner: os lançamentos de beleza imperdíveis dos últimos meses de 2024!

Está em busca de produtinhos de beleza para renovar o nécessaire para 2025? Confira uma seleção dos lançamentos mais interessantes de marcas de maquiagem, skincare e perfumaria

Vitamina C Gold – Creamy
Desenvolvido para peles acima dos 30 anos, o novo sérum facial antioxidante é focado no clareamento da pele, tratando manchas, hiperpigmentação e sinais de envelhecimento. Em sua fórmula inovadora, os benefícios da vitamina C são potencializados por moléculas de ouro, que ajudam na estabilização e melhor penetração do produto, além de contribuírem para o clareamento e revitalização da pele. O produto deve ser usado diariamente, antes do hidratante e do protetor solar, tanto pela manhã quanto à noite. À venda nas lojas próprias e farmácias, por R$ 119,90.

 

Vitamina C Gold da Creamy – foto divulgação

 

Trio de colônias ‘Brésil Pé na Areia’ – L’Occitane au Brésil
Inspirado em três praias paradisíacas do litoral nordestino brasileiro – Caraíva, na Bahia, Jericoacoara, no Ceará, e Pipa, no Rio Grande do Norte -, o trio de colônias em edição limitada conta com tecnologia MoodScentz, uma abordagem da perfumaria em que as fragrâncias evocam emoções específicas ou estados de espírito. À venda no site oficial da marca, por R$ 249,90.

 

Trio de colônias ‘Brésil Pé na Areia’, da L’Occitane au Brésil – foto divulgação

 

Linha Baby & Kids – Simple Organic
Criada em parceria com a modelo e empresária Carol Trentini, coleção traz o conceito kids na versão limpa e sustentável. São 7 produtos para os cuidados com a pele, cabelos, ambiente e roupa de cama, desenvolvidos especialmente para bebês e crianças e sendo seguros para usar desde o primeiro dia de vida. Blend de Óleo Essencial de Lavanda, Água de Lençol Calm e Fresh (para ambiente), Espuma de Banho, Hidratante Corporal, Óleo Corporal e Sabonete Líquido. Disponível no site e lojas físicas da Simple Organic.

 

Linha Baby & Kids, da Simple Organic – foto divulgação

 

Mini stick 3 em 1 – Gaab Wellness
A marca de beleza e bem-estar expande de sua linha de maquiagens com o lançamento do Mini Stick 3 em 1 de blush, batom e sombra. Com vitamina C e E, ácido hialurônico e FPS 95, o produto é ideal para quem busca praticidade e está disponível nas cores coral, terracota e rosa. Disponível no e-commerce da marca por R$ 99. 

 

Mini stick 3 em 1, da Gaab Wellness – foto divulgação

 

Linha Glow Play – M.A.C
A marca relança sua linha Glow Play em cores novas e textura macia. O Glow Play Cushiony Blush (R$ 229) é um blush acolchoado que dispensa o uso de pincel e tem ingredientes condicionadores para a pele, incluindo óleos de jojoba e semente de uva – disponível em 13 tons que garantem um glow natural, com cor translúcida e construível. Já o 
Hidratante Labial Glow Play Tendertalk (R$ 159) está com uma fórmula ainda melhor, infundido com 91% de ingredientes de origem natural e uma mistura nutritiva de óleos de semente de jojoba e girassol. À venda em maccosmetics.com.br e lojas selecionadas.

Linha Glow Play, da M.A.C – foto divulgação

 

Sérum P-TIOX – SkinCeuticals
É o primeiro sérum da marca inspirado no mecanismo de ação da toxina botulínica. O produto tecnológico conta com um complexo avançado de neuropeptídeos para corrigir rugas de contração causadas pelas expressões faciais repetitivas e melhorar a textura da pele. Essa inovação promete cuidado anti-idade e também complementa os resultados de procedimento com toxina botulínica. Disponível por R$ 325 no site oficial da marca (www.skinceuticals.com.br) e nas principais farmácias e e-commerces de cosméticos do Brasil.

 

Sérum P-TIOX, da SkinCeuticals – foto divulgação

 

Linha L’Or de Méditerranée – O.U.i Paris
Inspirada na Riviera Francesa e na alegria do verão francês, as duas novas fragrâncias de edição limitada, nas versões feminina e masculina, têm o acorde fresco do espumante. Enquanto L’Or de Méditerranée Pour Femme (R$ 359, 75 ml) é um floral frutal elegante com fundo amadeirado, L’Or de Méditerranée Pour Homme (R$ 359, 75 ml) é amadeirado fresco com sparkling especiado e frutal. Há ainda uma loção hidratante feminina (R$ 89) e um Gel de Banho Corpo e Cabelo masculino (R$ 79).

 

Linha L’Or de Méditerranée, da O.U.i Paris – foto divulgação

 

Linha Chá Verde – Tânia Bulhões
Após o sucesso da linha Chá Branco, a marca lança a fragrância Chá Verde de perfumaria para casa. Fresca, leve e cítrica, também é feita da Camellia Sinensis, mas em um estágio diferenciado de maturação da planta. As notas incluem bergamota italiana, nectarina, damasco, verbena, magnólia e flor de gengibre. Disponível em diferentes versões – como aromatizador e difusor de ambiente, hidratante para mãos e corpo, vela e sabonete líquido – no site oficial da marca, com preços a partir de R$ 58.

 

Linha Chá Verde, da Tânia Bulhões – foto divulgação

 

Lápis Batom CARE + Vanessa Rozan – Care Natural Beauty
A segunda collab inédita entre a marca e a maquiadora traz um Lápis Batom feito a partir de madeira sustentável e certificada, com uma fórmula limpa, cremosa e enriquecida com ingredientes nutritivos. Disponível em 8 cores inspiradas na natureza, proporciona um acabamento semi-matte, hidratação, alta pigmentação e durabilidade. À venda no site oficial da marca e na Sephora, por R$ 89.

 

Lápis Batom CARE + Vanessa Rozan, da Care Natural Beauty – foto Gabriel Carnelós

 

Maquiagem e fragrância Idôle – Lancôme
A queridinha linha de fragrâncias Idôle cresceu e ganhou maquiagens – uma sombra multifuncional e um lip combo com balm e lápis de boca -, além de um novo perfume! Idôle Tint (R$ 249) pode ser utilizado como sombra, delineador, blush e iluminador, com acabamento mate e cintilante. Lip Idôle Squalane-12 ButterGlow (R$ 249) ajuda a dar volume aos lábios e suavizar as linhas finas. Lip Idôle Lip Shaper (R$199) é um delineador de alta precisão com fórmula matte, fácil de esfumar e à prova de água. Idôle L’Eau de Toilette (R$ 619, 50ml) é um perfume ambarado floral com notas de chá verde shincha capturadas diretamente de fontes naturais.

 

Maquiagem e fragrância Idôle, da Lancôme – foto divulgação

 

 

Amend Essencial Seca Sem Frizz – Amend
A linha Essencial da marca apresenta um leave-in finalizador que dispensa o uso do secador, chapinha ou difusor e ajuda a alinhar os fios lisos, ondulados e cacheados. Ele retém a umidade, protege do ressecamento, deixa as cutículas mais alinhadas e minimiza o frizz. À venda no e-commerce Amend e principais farmácias e perfumarias do Brasil (R$ 39,90)

 

Amend Essencial Seca Sem Frizz, da Amend – foto divulgação