Músicas e artistas brasileiros para embalar o fim de ano

Músicas e artistas brasileiros para embalar o fim de ano

Músicas e artistas brasileiros que exaltam a conexão com a natureza, o ritmo certo das coisas e a beleza dos mais diversos instrumentos

Em pleno mês de novembro, eu estaria celebrando o tempo quente, a hora de ir para a praia, a proximidade das férias e das festas de final de ano. Mas sinto que nosso país vai passar por uma temporada quente demais. Voltei da Flip, em Paraty, no mês passado, e mais uma vez confirmamos coletivamente o poder da arte na transformação. Novamente digo que a música é parte importante nesse processo e me provoquei a buscar algumas canções que possam trazer o que precisamos agora.

Voltei no tempo e achei Guilherme Arantes com “Planeta Água”, lançada em 1978, uma ode a esse tesouro cada vez mais precioso. “Refazenda”, de Gilberto Gil, é uma obra prima. O rei das metáforas fala da passagem do tempo e das lições da natureza. Tom Jobim, ligadíssimo na Mata Atlântica, nos rios, na nossa exuberante diversidade, fez maravilhas como “O Boto”, no disco “Urubu”, de 1976: “Na ilha deserta o sol desmaia, do alto do morro vê-se o mar / papagaio discute com jandaia se o homem foi feito pra voar…” canta o maestro soberano com a querida Miúcha, em um arranjo absolutamente sublime. É um dos meus discos preferidos da vida inteira.

 

Cantor e compositor Lenine – foto Daryan Dornelles / Divulgação

 

Comecei pelos anos 1970, mas temos na música contemporânea quem se preocupe com o século 21 e seus desastres ambientais e humanos. Lenine talvez seja um dos maiores exemplos. A paixão pelas orquídeas, pelo mar e pela leveza percorre sua obra. É bonito de ver e ouvir. A canção “Vivo”, parceria com Carlos Rennó gravada com o piano maravilhoso do também pernambucano Amaro Freitas, é uma dessas. Leve e suave faz pensar na resistência pela beleza nesse mundo de tanta brutalidade.

E já que falei de Amaro Freitas, esse fenômeno mundial, quero chamar a sua atenção para a música instrumental brasileira que sempre me traz alento. Heloisa Fernandes e seu piano sentimental, Paulo Bellinati e seu violão, Teco Cardoso e seus sopros divinos, Léa Freire, que toca tudo magnificamente, Joana Queiróz, Luísa Mitre, Ivan Vilela e sua viola… é muita gente boa fazendo música brasileira e levando nossos corações e mentes para lugares bons e melhores.

É o que desejo para esse verão. Um pouco de quietude e que a gente se reconecte com aquilo que faz bem de verdade. Perto da natureza e do que ela ensina. Aproveite essa lista, escute músicas, cuide do jardim, plante uma árvore, um vaso de samambaia que seja. Perceba o tempo do abacateiro, estenda a mão e pegue um caju. Faça da música a sua inspiração e respire o melhor ar que você conseguir! Bom verão!

Ella Pizzaria, no Jardim Botânico, está entre as melhores do mundo

Ella Pizzaria, no Jardim Botânico, está entre as melhores do mundo

A Ella Pizzaria, comandada pelo paulistano Pedro Siqueira, acaba de ser incluída na prestigiosa lista da Top100 Pizza, premiação que ranqueia as pizzarias mais incríveis do planeta

Inaugurada em 2017 no Jardim Botânico, a Ella Pizzaria foi a primeira pizzaria napolitana do Rio de Janeiro. Quem pilota o forno a lenha da casa é o chef Pedro Siqueira, que também comanda a Massa Trattoria, no Leblon. Agora em outubro, ele foi incluído no seleto ranking do Top100 Pizza, premiação global realizada na Itália. O restaurante figura na 79ª posição e tem a glória de ser o único representante do Rio de Janeiro na lista.

Na Ella, as pizzas são elaboradas com massa de fermentação espontânea e lenta (no mínimo 48 horas), sem aditivos químicos e conservantes. As coberturas incluem clássicos — como a Margherita e a Marinara — e outras mais inovadoras, como a Bella Caponata (de abobrinha, berinjela, cogumelos, cebola, tomatinhos e ervas) e a Parma (com tiras de presunto cru, lascas de Grana Padano e folhas de rúcula). Paulistano, Pedro Siqueira virou carioca em 2007, quando saiu de São Paulo para trabalhar na cozinha do restaurante Fasano Al Mare (no Arpoador).

 

foto divulgação

 

Ella Pizzaria
Rua Pacheco Leão, 102, Jardim Botânico.
Tel. 21 3559-0102.

Audible e Amazon Brasil lançaram a Audible Originals, com histórias originais produzidas nacionalmente

Audible e Amazon Brasil lançaram a Audible Originals, com histórias originais produzidas nacionalmente

Audible investe em produções nacionais de qualidade, que vão de ficção à investigação jornalística, de olho no crescimento do consumo de entretenimento e informação em áudio no Brasil 

Os brasileiros são grandes consumidores de conteúdo em áudio. De acordo com o estudo “Inside Áudio 2023”, da Kantar Ibope Media, 90% dos adultos no país consomem algum formato de áudio, como rádio, streaming ou podcast. E nos últimos anos, o setor de audiolivros no Brasil têm crescido.

A Audible, criadora e distribuidora de entretenimento em áudio de alta qualidade, e a Amazon Brasil lançaram, no último ano, a Audible Originals – com histórias originais produzidas nacionalmente. São conteúdos em diferentes gêneros, como entretenimento, história, educação, investigação jornalística, com tecnologia de ponta e até mesmo efeitos sonoros. “Ao longo deste primeiro ano de atuação no país, também ampliamos nosso catálogo de audiolivros para mais de 700 mil títulos, sendo 6 mil deles em português”, afirma Adriana Alcântara, diretora-geral da Audible no Brasil.

 

Artista visual e ativista Daiara Tukano e a atriz Alice Braga, que narram “Yawara – Uma História Oculta do Brasil”, disponível na Audible – foto Levi Tapuia

 

Um elenco brasileiro de peso empresta sua voz para a interpretação e narração na plataforma, incluindo Alice Braga, Cláudia Abreu, Eduardo Moscovis, Debora Lamm, Jorge Lucas, Lázaro Ramos e Paola Carosella. Os novos Audible Original estão disponíveis no catálogo para assinantes e na versão e-book na loja Kindle, uma vez que foram criados e roteirizados para serem ouvidos e lidos.

O catálogo conta com séries em áudio investigativas e com contexto histórico, como “Yawara – Uma História Oculta do Brasil”, com Alice Braga e Daiara Tukano, “Do Céu ao Inferno – O Caso Herberts Cukurs”, com Patrícia Hargreaves, e “Apartheid Tropical”, com Thiago André do História Preta. Também tem ficção com “Ninguém com Esse Nome”, estrelado por Cláudia Abreu, Eduardo Moscovis, Débora Lamm e Solange Couto. “Nem Só de Pão”, com Paola Carosella, com caráter autobiográfico e “Método Exposto”, com Jorge Lucas, que traz um humor ácido. Outro destaque da plataforma são as mais de 110 horas de conteúdo educacional com professores da plataforma de streaming Casa do Saber.

A cultura é um substantivo feminino cujo resultado só acontece no coletivo

A cultura é um substantivo feminino cujo resultado só acontece no coletivo

Ferramentas de transformação, a arte e a cultura se materializam em projetos relevantes para o país, que apenas são possíveis com o envolvimento coletivo

Fui apresentada aos palcos pela minha irmã, a bailarina Dalal Achcar, e fiquei fascinada imediatamente. Porém, minha carreira aconteceu atrás dos palcos. E fui e sou muito feliz assim! Passei 20 anos à frente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, começando como iluminadora e terminando como diretora de produção. Montei diversas óperas e balés, recebi inúmeras companhias internacionais. Aprendi muita coisa que, hoje, coloco em prática na Aventura – empresa que fundei há 15 anos, com meu sócio Luiz Calainho. Produzimos mais de 40 espetáculos e reabrimos teatros icônicos no país!

Não foi fácil superar as barreiras que enfrentei por ser mulher em um contexto majoritariamente masculino. Hoje, tenho o privilégio de ter pessoas incríveis comigo, que apostam na cultura como ferramenta de transformação. Parte importante dessas conquistas vem do patrocínio de marcas comprometidas, sem as quais não poderíamos manter nossos projetos, que são essenciais na construção de um cenário cultural vibrante e democrático.

 

Apresentação de peça infantil no Eco Villa
Ri Happy, no Rio de Janeiro – foto reprodução Instagram

 

O futuro é promissor e cabe a nós, gestores, artistas, produtores e marcas, garantir que seja repleto de novas histórias. Por falar em próximos passos, acabamos de anunciar a reabertura do icônico Teatro Alfa, agora integrado ao Beyond The Club – um clube de alta experiência em lazer, esporte, bem-estar e entretenimento, em São Paulo. O teatro, com duas salas – com 1.110 lugares e 200 lugares –, receberá um novo nome, após o roadshow para naming rights e patrocínios, liderado pelo meu sócio Luiz Calainho, Co-CEO da Aventura.

Esse ano também celebramos os oito anos do Teatro Riachuelo Rio, que ultrapassou a marca de 1 milhão de espectadores. Em novembro, parte da programação especial será em homenagem ao Mês da Consciência Negra, com a tão esperada volta de “Macacos”. Teremos também o espetáculo “Musicais in Concert”, com a orquestra Petrobras Sinfônica e grandes nomes do musical brasileiro. Já no Teatro Adolpho Bloch, no Rio, os espetáculos vão de clássicos até produções contemporâneas, com opções de altíssima qualidade.

E, na EcoVilla Ri Happy, que tem como missão manter uma curadoria cuidadosa para o público infantojuvenil, preparamos uma agenda cheia de atividades e espetáculos de fim de ano.

Vamos juntos! Afinal, a cultura é um substantivo feminino cujo resultado só acontece no coletivo. Ainda bem!

*Aniela Jordan é presidente do Instituto Evoé, diretora artística da Aventura e diretora da EcoVilla Ri Happy, único hub cultural voltado exclusivamente para crianças no Rio.

Mixologista paulistano Guilherme Santana finca seus pés no Rio com o bar Oti

Mixologista paulistano Guilherme Santana finca seus pés no Rio com o bar Oti

Premiado mixologista paulistano Guilherme Santana faz parceria com a carioca Andressa Cabral e, juntos, eles inauguram o bar Oti

O bar Oti nasceu de uma parceria entre Andressa Cabral (do Meza) e o premiado mixologista Gabriel Santana (dos paulistanos Santana, Cordial e Sarau). A casa tem todo seu conceito baseado na brasilidade. A carta de drinques, assinada por Gabriel, faz o uso de ingredientes bem brasileirinhos, como o tamarindo, o dendê e a castanha de baru. O coquetel Vieux Oti, por exemplo, é feito com cachaça lavada no dendê, bourbon whiskey, conhaque de alcatrão, vermute rosso, conhaque Benedictine e bitter de banana, enquanto o Limonada de Coco mistura tequila, coco, orgeat de baru e Cointreau. E tem ainda o Nuts, que combina cachaça, spicy rum, tamarindo, cajuína, amendoim e rapadura.

O cardápio de comidinhas criado por Andressa inclui delícias como o pirarucu defumado com emulsão de castanha de caju, banana caramelada e urucum, o escabeche de trilha com coalhada da casa e uvas verdes ou ainda a rabada rôti, servida com aioli de gim e picles de cenoura.

 

foto divulgação

 

Oti Coquetelaria Brasileira
Rua Barão da Torre, 247, Ipanema.