Fernanda Torres brilha como protagonista de “Ainda Estou Aqui”, filme de Walter Salles que estreia este mês nos cinemas

Fernanda Torres brilha como protagonista de “Ainda Estou Aqui”, filme de Walter Salles que estreia este mês nos cinemas

Camaleoa que encarna personagens tão diferentes como a neurótica Vani de “Os Normais” e a ingênua Carula de “A Marvada Carne”, a atriz Fernanda Torres brilha como protagonista de “Ainda Estou Aqui”, filme de Walter Salles que foi selecionado para representar o Brasil na corrida por uma vaga no Oscar

Fernanda Torres já disse que vive numa linha fina entre o cult e o popular. A declaração, feita em 1998 no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, faz sentido. Fernanda trilhou um caminho onde o teatro e o cinema tiveram mais relevância em sua carreira do que fazer novelas — gênero que ainda eleva a maioria dos atores e atrizes brasileiros ao status de popstar. Ainda assim, se tornou conhecida do grande público graças a papéis como a neurótica Vani da sitcom “Os Normais” (2001-2003) e a divertida Fátima, da série de TV “Tapas & Beijos” (2011-2015).

Atriz, roteirista, escritora e apresentadora, Fernanda Torres está no centro das atenções da mídia brasileira e internacional — e não seria exagero dizer que com a mesma força de uma protagonista de novela. Seu novo filme, “Ainda Estou Aqui”, vem causando impacto por onde é exibido desde sua estreia mundial, no Festival de Veneza, em setembro. Prêmio de melhor roteiro no festival de cinema mais antigo do mundo, o longa marca o retorno da parceria de Fernanda com o cineasta Walter Salles, que a dirigiu ao lado de Daniela Thomas (que também faz parte da equipe de “Ainda Estou Aqui”) em “Terra Estrangeira”, de 1994. “É um filme sobre uma família feito por uma família de cinema”, comenta Salles.

 

Fernanda como Eunice, em “Ainda Estou Aqui” – foto Alile Dara Onawale / Divulgação

 

“Ainda Estou Aqui” é o longa brasileiro mais comentado do ano e um dos mais vistos no mundo. No Rotten Tomatoes, famoso site que reúne críticas internacionais, já chega em 89% de aprovação. Representante nacional a uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025, vem percorrendo diversos festivais de prestígio – já passou por Toronto, San Sebastian, Biarritz, Pingyao, Zurich, Nova York e Londres; e estreia nos cinemas em todo o Brasil no dia 7 de novembro.
O filme é baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva e conta a história de sua família. Na trama, ambientada no Rio de Janeiro de 1970, os Paiva vivem sob a tensão da ditadura militar. Um dia, Rubens, o pai de Marcelo, é levado de casa e nunca mais volta. Cabe a sua mãe, Eunice, cuidar dos cinco filhos e lutar para esclarecer o que aconteceu com seu marido.

Walter Salles era amigo de infância de Marcelo Rubens Paiva e de uma de suas irmãs, Ana Lúcia. O diretor levou sete anos para transformar “Ainda Estou Aqui”, o livro, no filme que hoje faz sucesso mundo afora. O roteiro premiado em Veneza, assinado por Murilo Hauser e Heitor Lorega, foi escrito 15 vezes. E o que mais chama a atenção na história é a forma como Eunice encarou o desaparecimento do marido, o ex-deputado Rubens Paiva: sem drama, ela se tornou advogada de direitos civis aos 48 anos e nunca deixou de lutar para que a morte de Rubens fosse reconhecida. A forma como Fernanda Torres interpreta Eunice é o destaque do filme, o que faz da atriz, aos 59 anos, uma forte candidata na temporada de premiações, podendo repetir o feito de sua mãe, Fernanda Montenegro, que foi indicada ao Oscar de melhor atriz em 1999 por “Central do Brasil”, também de Walter Salles. “A Nanda é uma camaleoa. Ela pode fazer a Vani de biquíni e a Eunice contida, séria”, comenta Marcelo Rubens Paiva.

O reconhecimento pelo desempenho de Fernanda em “Ainda Estou Aqui” já começou: uma das premiações mais relevantes do cinema, o Critics Choice Awards (onde apenas críticos de cinema e televisão podem votar e escolher seus favoritos no ano) a elegeu Melhor Atriz em Filme Internacional na 4ª edição da Celebração do Cinema e da Televisão Latina, em cerimônia realizada em outubro, em Los Angeles, a capital mundial do cinema.

 

O diretor Walter Salles orienta Fernanda Torres no set de filmagem de “Ainda Estou Aqui” – foto Alile Dara Onawale / Divulgação

 

“Não é nenhuma loucura dizer que a performance da Nanda nesse filme é uma das melhores do ano, que está lá com a Nicole [Kidman, pelo filme ‘BabyGirl’] e Angelina [Jolie, pelo filme ‘Maria’]. E eu fico feliz por ela”, comenta Selton Mello, que interpreta Rubens Paiva no filme.

Mesmo com tantos elogios, Fernanda Torres é cautelosa sobre prêmios e indicação ao Oscar. Para ela, que já conquistou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes em 1986 por sua atuação em “Eu Sei Que Vou Te Amar”, de Arnaldo Jabor, o sucesso de sua interpretação em “Ainda Estou Aqui” se deve exclusivamente à personagem. “É a Eunice. Ela é incrível. Eu fiquei impressionadíssima com ela. Sempre soube que ‘o pai do Marcelo sumiu’ e que ‘foi morto pela ditadura’. Mas isso sempre foi pouco… é como se fosse um headline sem a matéria principal. Até que o Marcelo escreveu esse livro. Ninguém sabia [como era a família Paiva]. Ele escreve um livro e conta não só como o pai dele desapareceu, mas como era a vida deles antes e durante o Golpe de Estado com o Rubens no Congresso [Rubens Paiva foi cassado em 1964], o exílio, a volta, e sobre a descoberta do próprio Marcelo que a grande heroína da família era a mãe dele. Então, se você não sabia muito do Rubens Paiva, da Eunice Paiva você sabia nada, até esse livro aparecer.”

Fernanda conta como veio o convite para interpretar Eunice Paiva: “Fiquei muito surpresa quando o Walter me chamou. Ele me convidou para um almoço e eu achei que ele ia me convocar para escrever algo, um roteiro para ele… Quando ele falou que era para interpretar a Eunice, eu tomei um susto!” Ela destaca ainda que a construção da personagem foi delicada: “Eu me lembro que fui olhar [material sobre a Eunice] e a primeira coisa que pensei é ‘tenho que estar preparada para a primeira leitura, eu não posso ir nem para a primeira leitura sem saber nada sobre Eunice’. Aí eu peguei a Helena Varvaki, que é uma preparadora de atores extraordinária. Durante um mês a gente leu o roteiro… ela foi importantíssima para mim, para fazer todo o filme… aí eu li [o roteiro] e começou um longo processo de todos nós, porque o Walter fez um filme quase como um documentário. Quando entram as fotos reais no fim, você não sente ‘ah esses são os personagens reais’, parece que você viu aquelas pessoas durante todo o filme, é uma coisa estranha!”

Fernanda Torres divide com a mãe o papel de Eunice. Nos minutos finais de “Ainda Estou Aqui”, é Fernanda Montenegro quem aparece como a personagem. Comento que o nome de sua mãe foi aplaudido na sessão de imprensa do Festival de Veneza. Ela sorri e diz que na sessão de gala isso também aconteceu.

Reconstrução de época

O trabalho minucioso de reconstrução de época em “Ainda Estou Aqui” também chama muita atenção. Impossível assistir ao filme e não ficar impressionado com a riqueza de detalhes, que transporta o espectador para dentro da história. Fernanda Torres conta como foi esse processo no dia a dia das filmagens.

 

A atriz no papel de Eunice Paiva ao lado de Selton Mello, que interpreta Rubens Paiva – foto Alile Dara Onawale / Divulgação

 

“Quando assisti ao filme pela primeira vez, pensei ‘nossa, não pareço eu!’ Parecia um documentário! Teve uma loucura porque ensaiamos naquela casa. O [diretor de arte] Carlos Conti colocava cigarro apagado nos cinzeiros. Tudo era real. A Amanda Gabriel, que era preparadora de elenco e trabalhou principalmente o sentido de família, esteve até o fim com a gente. Nós começamos a conviver com as crianças [que interpretam os filhos de Rubens e Eunice] naquela casa, cozinhar, conviver como família. A vitrola que aparece no filme não era apenas uma vitrola. Era uma vitrola que alguém da família trouxe, as coisas tinham cheiro e tinha o processo de repetir todas as fotos minuciosamente. É um trabalho incrível, e o elenco também embarcou nesse universo”, revela.

Até mesmo a forma como o filme foi rodado, segundo Fernanda, fez toda a diferença para sua interpretação. “Começamos a filmar em Super 8. Foi um longo processo minucioso e tem o fato de ser em película. Quando se filma em digital, tem um lado incrível que é poder repetir em cima, sem parar, você pode criar coisas incríveis em digital. Mas em película tem um momento sagrado do take. Porque se você errar, ou alguém errar, vai ter que tirar o rolo, voltar… Então cria-se, e o Walter sempre criou, uma espécie de sacralidade para a cena. Concentração. Isso tudo foi ajudando a gente, a roupa velha, a casa, tudo com vida…”

Como Walter Salles conhecia e frequentou a casa dos Paiva, isso também tornou todo o projeto muito particular, o que fez com que a relação da atriz com o diretor tivesse um outro olhar por parte dela. “Era quase um fetiche do Walter recriar aquela casa. E ele foi tirado daquela casa. Não foi só a família. O desaparecimento do Rubens fechou aquela casa para ele. Aquela foi a casa que abriu para o Walter a Tropicália, o mundo fora da casa dele, que era muito mais rígida. Ele tinha um fetiche de recriar aquilo.”

A ditadura e o mundo atual

Com a ascensão da extrema direita em diversas partes do mundo, a trama de “Ainda Estou Aqui” ganha contornos ainda mais atuais. Se em Veneza os jornalistas italianos viram semelhanças entre o que o filme apresenta e a atual situação política do país, em outras cidades onde já foi exibido, o longa causa a mesma sensação de revisitar um passado que ainda está presente.

“É uma história sobre o presente, sobre as escolhas que a gente está fazendo no presente. É um filme, primeiramente, sobre memória. Porque parece que a gente perdeu [a memória]. Engraçado que a minha mãe fala isso também. Ela fala ‘eu sou do tempo da bomba atômica. Desde a bomba atômica até agora o homem desenvolveu questões como direitos humanos, igualdade, tudo isso veio depois do trauma da bomba atômica’. Mas eu não sei se foi depois das Torres Gêmeas. Não sei quando isso começou a não ser mais importante. E atualmente não se tem mais essa memória. Os direitos humanos parecem que viraram uma perfumaria da esquerda”, analisa Fernanda.

 

Com os atores mirins que interpretam seus filhos no filme – foto divulgação

 

Para a atriz, a atual situação do mundo está relacionada à trama de “Ainda Estou Aqui”. “Um filme como esse lembra que você mesmo sendo branco, de elite, pode viver sob uma ditadura militar. A Eunice lembra também o que era a mulher no seu papel de dona de casa. A Eunice representa muitas coisas e, especialmente, o quanto a mulher caminhou. E tudo isso que está sendo jogado como lixo de esquerda, tudo foi distorcido! É um filme que procura relembrar e colocar no lugar de novo o que é o quê, e através do sentimento de uma família com a qual todo mundo pode se identificar.”

Ausência e presença

Eunice Paiva só conseguiu o reconhecimento da morte de seu marido em 1996. “Ainda Estou Aqui”, que começa mostrando a alegria e união dos Paiva, aborda também como a família viveu momentos difíceis até o dia em que o governo reconheceu que Rubens Paiva estava morto. Mas, durante toda a história, Rubens nunca deixou de estar presente. E essa sensação de ausência e presença que o público sente, também fez parte da interpretação de Fernanda Torres.

“Eu fiquei surpresa, sabe, porque o Rubens entra lá no começo [do filme], e depois o Selton some. Para minha tristeza, eu senti fortemente quando ele foi embora. E depois tem um longo filme que a gente tinha que fazer. E aquele filme luminoso lá do início ficou lá. Quando juntou eu fiquei surpresa e impactada de como o Rubens é presente no filme. Ele não é algo que ficou no passado. Você sente a falta dele como a Eunice sente, como os filhos sentem. Isso aconteceu, ele não é um coadjuvante. O Rubens é protagonista com a Eunice. Isso é uma coisa bonita. Ele continua presente.”

 

foto Alile Dara Onawale / Divulgação

 

A parceria com Selton Mello é elogiada por ela, que não perde a oportunidade de terminar a entrevista brincando com o tempo de filmagem que eles tiveram neste que é o primeiro filme original Globoplay, com distribuição internacional da Sony Pictures. “Selton tem um excelente papel. Ele trabalhou apenas poucos meses, e eu ainda estava lá”, conclui, aos risos.

Lenny Kravitz traz sua turnê mundial a São Paulo neste mês, em show único no Allianz Parque

Lenny Kravitz traz sua turnê mundial a São Paulo neste mês, em show único no Allianz Parque

Lenny Kravitz traz a Blue Electric Light Tour 2024 para o Brasil, segue afirmando seu amor pelo Brasil e multiplica suas expressões artísticas em diferentes áreas, como fotografia, moda e negócios

Considerado um dos músicos de rock mais proeminentes, estilosos e cheios de atitude da atualidade, Lenny Kravitz transcendeu gênero e estilo ao longo de uma carreira musical que já dura mais de três décadas e acumula incríveis 40 milhões de discos vendidos. Depois de passar pela Europa e pelos Estados Unidos, ele agora traz a Blue Electric Light Tour 2024 para o Brasil, sendo o único show em São Paulo, em 23 de novembro, no Allianz Parque.

Sem se apresentar na capital paulista desde 2019, quando subiu ao palco do Lollapalooza Brasil, Lenny apresentará ao público canções do recente álbum e clássicos que marcaram a sua trajetória. Liniker, Frejat e a cantora e compositora britânica Lianne La Havas farão os shows de abertura da noite. “Nós acabamos de finalizar o primeiro trecho da turnê, que aconteceu no verão europeu. Fizemos algumas alterações para os shows de Las Vegas [que aconteceu em 18 de outubro] e para a apresentação no Brasil. Estamos sempre evoluindo o formato e faremos pequenas mudanças no setlist”, antecipa.

 

foto Mia Ross

 

“Blue Electric Light” é o seu novo álbum – o décimo segundo da carreira – produzido durante a pandemia e lançado seis anos após “Raise Vibration”. O projeto é uma mistura potente de funk, rock e grooves sedutores, que materializam seu domínio do multi-instrumentalismo e da produção musical. “Vejo que a pandemia em si não influenciou a sonoridade do trabalho, mas me colocou em um único lugar por um longo período. Eu fiquei no meu estúdio nas Bahamas por dois anos e meio, rodeado por natureza e com um círculo de, no máximo, dez pessoas. Eu tinha natureza, paz e tempo. Então fiz três álbuns e ‘Blue Electric Light’ foi o que senti que tinha de lançar primeiro. Foi um tempo de muita criatividade, sem pessoas dizendo que eu tenho que estar em algum lugar específico ou marcando compromissos para mim.”

Mente aberta, corpo são

Lenny Kravitz nasceu em Nova York, em 26 de maio de 1964, e cresceu em um ambiente multicultural, sendo filho de uma atriz de ascendência bahamense e afro-americana, Roxie Roker, e de um produtor de televisão judeu, Sy Kravitz. “A minha maior influência e o que mais me impactou foi ter crescido em Nova York, nos anos 1970, com um pai e uma mãe que amavam arte. Eles me levavam para todos os lugares, como teatros, museus, locais de poesia, de música. Eu vi de tudo, de todos os lados e de todos os tipos. Foi uma verdadeira vantagem para mim!”, conta.

 

Lenny com seus pais em sua juventude – foto arquivo pessoal

 

Lenny celebra as influências de soul, rock e funk dos anos 1960 e 1970 em seus álbuns, além de tocar muitos instrumentos, como guitarra, baixo, bateria e piano – autenticidade e criatividade que o fizeram ganhar quatro prêmios Grammy. O músico ainda foi recentemente homenageado com o Prêmio Ícone da Música no People’s Choice Awards 2024 e foi indicado como integrante do Rock and Roll Hall of Fame 2024.

“Ser um multi-instrumentista me permite trabalhar sozinho ou com apenas mais uma pessoa. Craig Ross, por exemplo, é meu guitarrista, engenheiro de som e parceiro de estúdio. Na maioria das vezes, somos só nós dois no estúdio. Assim consigo fazer o meu som sem a necessidade de ter de explicar para os outros o que desejo comunicar”, afirma. “Eu me vejo como um pintor: tenho a tela e os sons dos instrumentos são como as cores. Tenho vários modelos de guitarras, baixos, baterias, teclados, aparelhos analógicos, eletrônicos, instrumentos clássicos e percussão. E todos eles ficam plugados na mesa de som, prontos para serem tocados. Então eu posso ir de um para o outro aleatoriamente. Eu tenho todas essas cores para pintar e expressar o que quero.”

Além dos destaques no meio musical, o cantor recebeu neste ano uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e foi reconhecido pelo CFDA (Council of Fashion Designers of America) com o prêmio Ícone da Moda por seu papel não apenas como um dos músicos mais respeitados do rock, mas também como uma grande influência no universo fashion. E ele está à frente da empresa criativa Kravitz Design Inc., que possui um portfólio interessante e diversificado, incluindo propriedades hoteleiras, projetos de condomínios, residências privadas e trabalhos para marcas lendárias de luxo como Rolex, Leica e Dom Pérignon. “Se em algum momento não estou fazendo música ou quero dar uma pausa, eu posso usar outros meios e ainda assim me expressar”, define.

 

Lenny Kravitz com sua estrela na Calçada da Fama, em Hollywood – foto Mathieu Bitton

 

Em 2022, ele lançou sua própria marca de bebidas ultra-premium, Nocheluna Sotol, um destilado feito em Chihuahua, no México, derivado da planta sotol. O artista ainda é autor do livro “Flash”, que reúne fotografias de sua autoria, que capturam a essência do que é ser uma estrela do rock que está constantemente sob os holofotes. Sua recente autobiografia, “Let Love Rule”, lançada em 2020, também o colocou na lista de best-sellers do jornal “The New York Times”. “Minha vida é toda sobre opostos”, ele escreve. “Preto e branco. Judeu e cristão. Jackson 5 e Led Zeppelin. Eu aceitei minha alma de Gêmeos. Eu a abracei. Eu a adorei. Yins e yangs se misturaram em várias partes do meu coração e da minha mente, me dando equilíbrio e alimentando minha curiosidade e conforto.”

O músico é o rosto global da colônia da grife Yves Saint Laurent Beauty e é embaixador global dos relógios de luxo Jaeger-LeCoultre. E ele se aventurou ainda no cinema em sucessos de bilheteria como “Jogos Vorazes” e em filmes aclamados pela crítica como “Preciosa” e “O Mordomo”.

Aos 60 anos e com uma alma tão versátil, Lenny Kravitz surpreende pela excelente disposição e forma física. Em publicações nas redes sociais, ele é elogiado por fãs em fotos e vídeos que mostram sua rotina de treinos na academia. Questionado constantemente sobre o assunto em entrevistas, Lenny reforça que a idade não importa, celebra por estar vivo e faz escolhas essenciais para manter sua energia em alta, como uma dieta vegetariana.

 

Lenny segurando seu prêmio no VMA 2024, em que ganhou na categoria “Melhor Canção de Rock”, com a faixa “Human” – foto divulgação

 

Brasilidades no coração

Os brasileiros são fãs de Lenny Kravitz e ele é fã do Brasil. “O amor pelo país veio das pessoas, da cultura, da música, da arquitetura, da Bossa Nova, do Tropicalismo… Eu tive a oportunidade de conhecer esses movimentos. Cresci amando a obra do Oscar Niemeyer, por exemplo”, conta. Esse sentimento criou raízes e o cantor adquiriu uma fazenda avaliada em R$ 12 milhões em Duas Barras, município no interior do Rio de Janeiro e terra natal do mestre do samba Martinho da Vila.

O astro da música produz alimentos vegetarianos de alta qualidade no local e tem uma suntuosa casa, com academia, piscina, piano de acrílico e até uma poltrona que pertenceu a Andy Warhol. Sem visitar a propriedade desde a pandemia, ele a disponibiliza em plataformas de aluguel de casas de luxo, com diárias na faixa dos R$ 18 mil.

 

O cantor em sua propriedade no Brasil – foto divulgação

 

“O Brasil é uma mistura de tudo o que eu amo, como a natureza e a sofisticação. Eu moro nas Bahamas, onde tem toda aquela natureza; e eu moro também em Paris, que é uma cidade super sofisticada e conhecida por sua arquitetura. O Brasil, da sua maneira, junta tudo isso em um só lugar. É um país colorido, além de ter uma diversidade enorme de paisagens, sabores e culturas. Então a Bahia não é igual a São Paulo; e São Paulo é diferente do Rio de Janeiro; enquanto o Rio não é como o Recife. Não importa aonde você vá, terá sabores diferentes. Eu amo as pessoas, o espírito e a terra brasileira!”, declara.

Temporada de 2025 do Winter Play acontecerá na Serra Catarinense

Temporada de 2025 do Winter Play acontecerá na Serra Catarinense

Após 20 anos de festas memoráveis em Jurerê Internacional, Winter Play 2025 sobe a Serra Catarinense

O Winter Play chegará com uma novidade na bagagem em 2025: o evento passa a ser itinerante depois de duas décadas em Jurerê Internacional, Florianópolis, e o primeiro desembarque será na Serra Catarinense, entre os dias 11 e 13 de julho do ano que vem.

Conhecido por conciliar entretenimento premium com turismo e por surpreender através da experiência visual única, o Winter Play evidencia um tema a cada ano e leva o público para uma viagem inesquecível de som, luzes, cenografia e intervenções artísticas. Na Serra Catarinense, o evento ganhará novo formato. “Será mais seleto e com o mesmo cuidado e inovação nas experiências propostas aos players, voltando à essência original do evento. O lugar tem tudo para ser um novo destino em desenvolvimento como foi em Jurerê Internacional há 20 anos”, afirma Carolina Marcon, Head da linha premium do Grupo All. 

 

foto @greenfotografias

 

A última edição das festas em Jurerê Internacional, que marcou as duas décadas do evento, aconteceu entre os dias 6 e 8 de setembro. Durante três dias, os players – nome dado carinhosamente aos clientes que aderem ao pacote com hospedagem e passaporte para todo o evento – puderam curtir cinco festas: duas no Safari Beach; uma na Posh Club – Posh by The Botanist, que abriu as portas fora da temporada de verão, exclusivamente, para receber o público do Winter Play; uma no Music Park – Belvedere Party; e uma after party no Terraza. Entre as atrações internacionais, marcaram presença os artistas argentinos DJ Maxi Degrassi, um fenômeno da deep house, e a DJ, produtora e cantora Sofi Castañon, que tem músicas cativantes e ritmos afrolatinos.

O Winter Play já soma 66 dias de festas, mais de 350 atrações nacionais e internacionais e público de 120 mil pessoas. Grandes nomes da música eletrônica já fizeram parte dessa história, entre os internacionais Apache, Claptone, Erick Morillo, Kaskade e Matthew Koma, além dos brasileiros Alok e Vintage Culture.

Winter Play
11 a 13 de julho de 2025.
Serra Catarinense, local exato ainda a ser divulgado.
Ingressos em www.blueticket.com.br/winterplay.
Tel. 48 3028.9400. 

Segredos para viagens mais econômicas através de milhas e pontos

Segredos para viagens mais econômicas através de milhas e pontos

Gastos fixos e do dia a dia podem se transformar em pontos e milhas graças a parcerias entre diferentes serviços e companhias aéreas

O mercado de milhas e os programas de fidelidade no Brasil deixaram de ser apenas uma forma de economizar para se tornar uma verdadeira oportunidade de viagens e geração de renda extra. A prática vem ganhando mais repercussão, mas ainda é desconhecida por potenciais viajantes. E o primeiro mito que precisamos derrubar para tornar esse sonho possível é o de que o cartão de crédito é a única forma de converter pontos em milhas.

Empresas do setor aéreo, bancos e até redes de supermercados oferecem suas próprias modalidades. Os pontos são tudo aquilo que acumulamos em programas desses serviços, enquanto as milhas, por sua vez, são acumuladas nos planos de benefícios das empresas aéreas. Assim, após somar pontos, é possível transferi-los para as parcerias de milhagem. Como resultado, os consumidores têm à disposição diversas opções de acúmulo em atividades cotidianas, como abastecimento de combustível para veículos, compras do mês e até reformas em casa.

 

foto divulgação

 

É importante verificar se seu cartão participa de algum programa de pontuação. Nesse contexto, despesas fixas como contas de água, luz e internet podem ser convertidas em pontos, garantindo uma fonte regular de acúmulo. Outra dica valiosa é usar serviços de aplicativos, a exemplo da Uber, que tem parcerias com empresas de milhagem, como a Smiles. Até os gastos com cuidados para animais de estimação podem ser transformados em milhas, graças a instituições que oferecem colaboração com programas de fidelidade. 

É importante destacar ainda que esse mercado vai além do turismo: para muitos, as milhas também se tornaram uma oportunidade de renda extra. A compra e a venda de milhas são práticas consolidadas no Brasil, permitindo que os pontos acumulados se transformem em uma moeda valiosa. Já outra forma de aplicar os pontos na economia doméstica é juntá-los para a troca em outros produtos ou serviços. 

Em meio a esse cenário de expansão, em 2011, o que começou com a troca informal de dicas nos grupos de amigos e familiares, deu origem a um projeto maior. Após minha transição de carreira como engenheiro mecânico e a descoberta do potencial do mercado de milhas, surgiu a oportunidade de ajudar outras pessoas a explorar esse universo. Criei meu próprio curso, com a missão de simplificar o tema e demonstrar que, com os métodos corretos, é possível viajar gastando menos.

Meu foco tem sido mostrar às pessoas que o uso estratégico das milhas pode proporcionar maior liberdade financeira. O mercado de milhas, no Brasil, não é uma moda passageira, mas um método poderoso que continua a crescer, permitindo que novos viajantes conquistem horizontes e explorem o mundo sem comprometer o orçamento.

*Rodrigo Góes é fundador da “Fábrica de Milhas” – maior curso do segmento no país. Como aproximadamente 90 mil alunos espalhados em 47 países, já acumulou mais de 95 milhões de milhas e visitou 43 países diferentes.

Vistabela Resort & Spa oferece muito sossego em São Sebastião

Vistabela Resort & Spa oferece muito sossego em São Sebastião

Com paisagens lindas, mar calmo e estrutura para descanso e esportes, a praia de Barequeçaba abriga o Vistabela Resort & Spa, ótima opção para as férias em família

Não é necessário pegar o avião para ir a outro estado ou país em busca de praias paradisíacas. A cerca de 200 km da capital, o litoral norte de São Paulo reúne algumas das mais belas paisagens do Brasil, especialmente em São Sebastião. Além de um centrinho histórico charmoso, a cidade tem mais de 50 praias e é destino certo para os que buscam sossego, contato com a natureza e diversão.

 

Vista aérea do Vistabela Resort & Spa – foto divulgação

 

Para quem viaja pela Rodovia dos Tamoios – principal via de acesso ao litoral norte –, a praia de Barequeçaba é uma das mais próximas do centro de São Sebastião. Com mar extremamente calmo, quase sem nenhuma onda, e areia acinzentada e firme, é ideal para famílias com crianças ou para aqueles que querem praticar esportes. 

À beira-mar, no melhor estilo “pé na areia” e com acesso direto à praia, o Vistabela Resort & Spa é escolha certeira, uma vez que recebe com muito conforto e tem ótima infraestrutura para todas as idades. O serviço de praia é bem completo, com espreguiçadeiras, guarda-sóis, toalhas e menu à la carte do bar e restaurante do hotel, o Pelicano – onde também é servido o café da manhã –, que fica em frente ao mar. O cardápio inclui porções, entradas, lanches, carnes, aves, massas e risotos. Os destaques, claro, são os pescados frescos e bem-preparados. 

 

Acomodação confortável – foto divulgação

 

Recentemente, o Vistabela passou por uma grande renovação e adicionou novos quartos e um spa. Além das suítes tradicionais, disponibiliza o Apartamento Família (com cozinha e dois quartos) e a Residenze, com 200 metros quadrados, quatro suítes, varanda e piscina privativas, cozinha, lavanderia e vista para o mar. 

No quesito entretenimento, o hóspede pode aproveitar as piscinas adulta e infantil, jacuzzi aquecida, quadra de tênis e de vôlei, e sala de jogos. Há, ainda, equipamentos para atividades aquáticas, como caiaque e stand up paddle; bikes para se aventurar pelas trilhas da região; e equipe de monitoria e recreação para os pequenos. 

 

A Residenze, com 200 metros quadrados – foto divulgação

 

Vistabela Resort & Spa
Rua Dr. Paulo Costa, 653, Barequeçaba, São Sebastião.
Tel. 12 3862-7080.
Diárias a partir de R$ 800.