Indicado para Dirigente da Indústria da Comunicação no Prêmio Caboré 2024, Leonardo Chebly trabalha para fazer a diferença no setor de mídia out-of-home nacional
Leonardo Chebly, CEO e Co-Presidente da NEOOH, é uma figura atuante que transforma o mercado de mídia out-of-home (OOH) no Brasil. Sua trajetória de mais de 25 anos no setor, marcada pela capacidade de se antecipar às mudanças, resultou na indicação ao Prêmio Caboré 2024 – que acontece em 4 de dezembro, em São Paulo – na categoria Dirigente da Indústria da Comunicação, ao lado de Paulo Marinho (Diretor-Presidente da Globo) e Patrícia Muratori (Diretora do YouTube na América Latina). A indicação coroa anos de inovação, liderança sustentável e crescimento acelerado à frente de uma das empresas mais disruptivas do setor.
Leonardo Chebly, CEO da NEOOH – foto divulgação
Liderança e resultados positivos
Sob o comando de Leonardo Chebly, a NEOOH cresceu de maneira exponencial desde sua criação. No início de 2020, a empresa operava 19 ativos, entre Aeroportos e Terminais Rodoviários. Esse número saltou para mais de 350 em 2024. Somente neste último ano, a NEOOH registrou um crescimento de 50% em seu faturamento, consolidando-se como um dos três principais players do mercado de out-of-home nacional.
Esse resultado foi alcançado por meio de um modelo de gestão ágil e estratégico, que incluiu a contratação de executivos experientes, como Cristiano Muniz, ex-CEO do Grupo ABC, para compartilhar a copresidência da NEOOH. “Essa decisão foi fundamental para suportar o ritmo agressivo de expansão da companhia, nos permitindo focar no desenvolvimento de novos produtos e ativos”, afirma Chebly.
Sustentabilidade e valorização da equipe
A visão do empresário vai além do crescimento financeiro. “A NEOOH foi pioneira na adoção de práticas sustentáveis, tornando-se a primeira empresa de OOH do mundo a zerar 100% da pegada de carbono de todos os seus circuitos de mídia ainda em 2021”, conta. Essa iniciativa se tornou um diferencial competitivo importante, alinhando a empresa às mais rigorosas exigências ambientais e ao crescente interesse das marcas por práticas ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa). E a valorização e investimentos constantes na equipe foram reconhecidos em 2024 com a certificação Great Place to Work para a NEOOH.
Responsabilidade social
Outro pilar da gestão de Leonardo Chebly é o impacto social. Em 2023, ele lançou o Instituto NEOOH, que centraliza as iniciativas sociais da empresa. “O Instituto desempenha um papel crucial na transformação de comunidades, reforçando nosso papel como um agente de mudança tanto no setor de mídia quanto na sociedade.” A criação do Instituto NEOOH, liderado por Betania Chebly, já possibilitou o desenvolvimento de projetos conjuntos com a UNICEF e a Soul Code Academy, contribuindo com o desenvolvimento e a educação de milhares de crianças e jovens brasileiros.
O futuro do Out of Home
A revolução digital sempre esteve no centro da visão de Leonardo Chebly. Desde 2005, ele investe na digitalização dos ativos da NEOOH, tornando a empresa uma referência em digital out-of-home (DOOH). Hoje, mais de 90% do inventário da NEOOH é digitalizado, o que permite a integração de tecnologias de dados e programática, ampliando o impacto e a precisão das campanhas publicitárias veiculadas em suas plataformas. Esse movimento coloca a NEOOH na vanguarda da comunicação “omnichannel”, um dos grandes diferenciais da companhia no mercado atual.
Campanha do Mercado Livre no Parque Villa Lobos – foto divulgação
Em 2024, a empresadeu um importante passo estratégico com a venda de 29% de suas ações para o UOL, o principal publisher do Brasil. “Essa união fortalece ainda mais a capacidade de expansão da NEOOH. Com essa parceria, ganhamos mais robustez em nosso plano de crescimento, tanto em termos de infraestrutura quanto na capacidade de oferecer soluções mais avançadas de digital out-of-home”, explica. A presença do UOL, um gigante da comunicação digital, reforça a importância estratégica da NEOOH no cenário de mídia brasileiro, ampliando seu alcance e potencial de inovação.
Prêmio Caboré 2024
A indicação de Leonardo Chebly ao Prêmio Caboré 2024 é o reconhecimento de um líder que soube combinar inovação, sustentabilidade e responsabilidade social para revolucionar o mercado OOH brasileiro. Mais do que uma figura empresarial, Chebly é um empreendedor que molda o futuro da comunicação no Brasil. Seu trabalho à frente da NEOOH alia crescimento agressivo com impacto positivo.
Equipe de São Paulo comemora a indicação ao Caboré – foto divulgação
“Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, a NEOOH se consolidou como uma empresa que não só acompanha as mudanças, mas as antecipa, mostrando que o futuro do out-of-home já chegou – e ele é digital, sustentável e socialmente responsável”, define.
Chefs do Recife e de São Paulo vêm ao Janeiro Hotel para preparar jantares exclusivos com várias etapas e coquetéis elaborados com destilados nipônicos
Nesses meses de novembro e dezembro, o Janeiro Hotel será o palco da experiência efêmera OM.akase, que exalta a culinária japonesa e o Omotenashi, a arte de servir. O nome é uma referência a Oscar Metsavaht, designer e artista responsável pela concepção do hotel. Nos dias 7 e 8 de novembro, o consagrado chef André Saburó, de Recife, é quem prepara os jantares dentro desse projeto. Ainda em novembro, o chef Toshi Kawanami (que dirige o pequeno e promissor restaurante paulistano Yunagi Edomae-Zushi) comanda os jantares dos dias 28, 29 e 30. E, para finalizar, a chef Mari Saito chega junto com o chef Wadson Vaz, do Sushi Vaz (com unidades em São Paulo e no Rio), para encerrar a programação, nos dias 5, 6 e 7 de dezembro.
foto divulgação
Os banquetes são servidos para apenas oito pessoas em cada um dos dois turnos de cada noite (o primeiro às 19h e o segundo às 21h30). Tudo começa na varanda, com coquetéis elaborados com uísque e saquê japoneses, e prossegue no espaço The Little Pool Bar, com uma vista deslumbrante para a praia do Leblon. As joias gastronômicas são servidas em peças criadas pela ceramista nipo-paulistana Hideko Honma. O pacote que inclui o menu em várias etapas e o welcome drink custa R$ 890 por pessoa, sem as taxas.
Janeiro Hotel Avenida Delfim Moreira, 696, Leblon.
Tel. 21 2172-1001.
Famosa mundialmente pelo sucesso “Somewhere Only We Know”, a banda Keane celebra na Vivo Rio as duas décadas desse marcante lançamento
Lançado 2004, o álbum de estreia da banda britânica Keane, “Hopes and Fears”, catapultou o quarteto pop ao topo das paradas no Reino Unido e teve mais de 10 milhões de cópias vendidas pelo mundo todo – em grande parte pela repercussão causada pelo hit “Somewhere Only We Know”. Agora, duas décadas depois, o vocalista Tom Chaplin, o guitarrista Jesse Quinn, o baixista e tecladista Tim Rice-Oxley e o baterista Richard Hughes rodam o planeta com uma turnê celebrando o 20º ano daquele lançamento que mudou para sempre suas vidas.
Em seu tour pelo Brasil, eles se apresentam dia 7 de novembro na Vivo Rio, e no dia 9 em São Paulo (no Espaço Unimed). “Ainda me sinto muito conectado às músicas desse álbum”, diz o vocalista Tom Chaplin. “Quando eu as canto ao vivo, elas ainda me surpreendem, e algo vai me atingir que não havia me atingido antes, como uma nova forma de ouvir a música.”
foto divulgação
Vivo Rio Avenida Infante Dom Henrique, 85 (Aterro do Flamengo), Glória.
Ingressos de R$ 165 a R$ 620.
Camaleoa que encarna personagens tão diferentes como a neurótica Vani de “Os Normais” e a ingênua Carula de “A Marvada Carne”, a atriz Fernanda Torres brilha como protagonista de “Ainda Estou Aqui”, filme de Walter Salles que foi selecionado para representar o Brasil na corrida por uma vaga no Oscar
Fernanda Torres já disse que vive numa linha fina entre o cult e o popular. A declaração, feita em 1998 no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, faz sentido. Fernanda trilhou um caminho onde o teatro e o cinema tiveram mais relevância em sua carreira do que fazer novelas — gênero que ainda eleva a maioria dos atores e atrizes brasileiros ao status de popstar. Ainda assim, se tornou conhecida do grande público graças a papéis como a neurótica Vani da sitcom “Os Normais” (2001-2003) e a divertida Fátima, da série de TV “Tapas & Beijos” (2011-2015).
Atriz, roteirista, escritora e apresentadora, Fernanda Torres está no centro das atenções da mídia brasileira e internacional — e não seria exagero dizer que com a mesma força de uma protagonista de novela. Seu novo filme, “Ainda Estou Aqui”, vem causando impacto por onde é exibido desde sua estreia mundial, no Festival de Veneza, em setembro. Prêmio de melhor roteiro no festival de cinema mais antigo do mundo, o longa marca o retorno da parceria de Fernanda com o cineasta Walter Salles, que a dirigiu ao lado de Daniela Thomas (que também faz parte da equipe de “Ainda Estou Aqui”) em “Terra Estrangeira”, de 1994. “É um filme sobre uma família feito por uma família de cinema”, comenta Salles.
Fernanda como Eunice, em “Ainda Estou Aqui” – foto Alile Dara Onawale / Divulgação
“Ainda Estou Aqui” é o longa brasileiro mais comentado do ano e um dos mais vistos no mundo. No Rotten Tomatoes, famoso site que reúne críticas internacionais, já chega em 89% de aprovação. Representante nacional a uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025, vem percorrendo diversos festivais de prestígio – já passou por Toronto, San Sebastian, Biarritz, Pingyao, Zurich, Nova York e Londres; e estreia nos cinemas em todo o Brasil no dia 7 de novembro.
O filme é baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva e conta a história de sua família. Na trama, ambientada no Rio de Janeiro de 1970, os Paiva vivem sob a tensão da ditadura militar. Um dia, Rubens, o pai de Marcelo, é levado de casa e nunca mais volta. Cabe a sua mãe, Eunice, cuidar dos cinco filhos e lutar para esclarecer o que aconteceu com seu marido.
Walter Salles era amigo de infância de Marcelo Rubens Paiva e de uma de suas irmãs, Ana Lúcia. O diretor levou sete anos para transformar “Ainda Estou Aqui”, o livro, no filme que hoje faz sucesso mundo afora. O roteiro premiado em Veneza, assinado por Murilo Hauser e Heitor Lorega, foi escrito 15 vezes. E o que mais chama a atenção na história é a forma como Eunice encarou o desaparecimento do marido, o ex-deputado Rubens Paiva: sem drama, ela se tornou advogada de direitos civis aos 48 anos e nunca deixou de lutar para que a morte de Rubens fosse reconhecida. A forma como Fernanda Torres interpreta Eunice é o destaque do filme, o que faz da atriz, aos 59 anos, uma forte candidata na temporada de premiações, podendo repetir o feito de sua mãe, Fernanda Montenegro, que foi indicada ao Oscar de melhor atriz em 1999 por “Central do Brasil”, também de Walter Salles. “A Nanda é uma camaleoa. Ela pode fazer a Vani de biquíni e a Eunice contida, séria”, comenta Marcelo Rubens Paiva.
O reconhecimento pelo desempenho de Fernanda em “Ainda Estou Aqui” já começou: uma das premiações mais relevantes do cinema, o Critics Choice Awards (onde apenas críticos de cinema e televisão podem votar e escolher seus favoritos no ano) a elegeu Melhor Atriz em Filme Internacional na 4ª edição da Celebração do Cinema e da Televisão Latina, em cerimônia realizada em outubro, em Los Angeles, a capital mundial do cinema.
O diretor Walter Salles orienta Fernanda Torres no set de filmagem de “Ainda Estou Aqui” – foto Alile Dara Onawale / Divulgação
“Não é nenhuma loucura dizer que a performance da Nanda nesse filme é uma das melhores do ano, que está lá com a Nicole [Kidman, pelo filme ‘BabyGirl’] e Angelina [Jolie, pelo filme ‘Maria’]. E eu fico feliz por ela”, comenta Selton Mello, que interpreta Rubens Paiva no filme.
Mesmo com tantos elogios, Fernanda Torres é cautelosa sobre prêmios e indicação ao Oscar. Para ela, que já conquistou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes em 1986 por sua atuação em “Eu Sei Que Vou Te Amar”, de Arnaldo Jabor, o sucesso de sua interpretação em “Ainda Estou Aqui” se deve exclusivamente à personagem. “É a Eunice. Ela é incrível. Eu fiquei impressionadíssima com ela. Sempre soube que ‘o pai do Marcelo sumiu’ e que ‘foi morto pela ditadura’. Mas isso sempre foi pouco… é como se fosse um headline sem a matéria principal. Até que o Marcelo escreveu esse livro. Ninguém sabia [como era a família Paiva]. Ele escreve um livro e conta não só como o pai dele desapareceu, mas como era a vida deles antes e durante o Golpe de Estado com o Rubens no Congresso [Rubens Paiva foi cassado em 1964], o exílio, a volta, e sobre a descoberta do próprio Marcelo que a grande heroína da família era a mãe dele. Então, se você não sabia muito do Rubens Paiva, da Eunice Paiva você sabia nada, até esse livro aparecer.”
Fernanda conta como veio o convite para interpretar Eunice Paiva: “Fiquei muito surpresa quando o Walter me chamou. Ele me convidou para um almoço e eu achei que ele ia me convocar para escrever algo, um roteiro para ele… Quando ele falou que era para interpretar a Eunice, eu tomei um susto!” Ela destaca ainda que a construção da personagem foi delicada: “Eu me lembro que fui olhar [material sobre a Eunice] e a primeira coisa que pensei é ‘tenho que estar preparada para a primeira leitura, eu não posso ir nem para a primeira leitura sem saber nada sobre Eunice’. Aí eu peguei a Helena Varvaki, que é uma preparadora de atores extraordinária. Durante um mês a gente leu o roteiro… ela foi importantíssima para mim, para fazer todo o filme… aí eu li [o roteiro] e começou um longo processo de todos nós, porque o Walter fez um filme quase como um documentário. Quando entram as fotos reais no fim, você não sente ‘ah esses são os personagens reais’, parece que você viu aquelas pessoas durante todo o filme, é uma coisa estranha!”
Fernanda Torres divide com a mãe o papel de Eunice. Nos minutos finais de “Ainda Estou Aqui”, é Fernanda Montenegro quem aparece como a personagem. Comento que o nome de sua mãe foi aplaudido na sessão de imprensa do Festival de Veneza. Ela sorri e diz que na sessão de gala isso também aconteceu.
Reconstrução de época
O trabalho minucioso de reconstrução de época em “Ainda Estou Aqui” também chama muita atenção. Impossível assistir ao filme e não ficar impressionado com a riqueza de detalhes, que transporta o espectador para dentro da história. Fernanda Torres conta como foi esse processo no dia a dia das filmagens.
A atriz no papel de Eunice Paiva ao lado de Selton Mello, que interpreta Rubens Paiva – foto Alile Dara Onawale / Divulgação
“Quando assisti ao filme pela primeira vez, pensei ‘nossa, não pareço eu!’ Parecia um documentário! Teve uma loucura porque ensaiamos naquela casa. O [diretor de arte] Carlos Conti colocava cigarro apagado nos cinzeiros. Tudo era real. A Amanda Gabriel, que era preparadora de elenco e trabalhou principalmente o sentido de família, esteve até o fim com a gente. Nós começamos a conviver com as crianças [que interpretam os filhos de Rubens e Eunice] naquela casa, cozinhar, conviver como família. A vitrola que aparece no filme não era apenas uma vitrola. Era uma vitrola que alguém da família trouxe, as coisas tinham cheiro e tinha o processo de repetir todas as fotos minuciosamente. É um trabalho incrível, e o elenco também embarcou nesse universo”, revela.
Até mesmo a forma como o filme foi rodado, segundo Fernanda, fez toda a diferença para sua interpretação. “Começamos a filmar em Super 8. Foi um longo processo minucioso e tem o fato de ser em película. Quando se filma em digital, tem um lado incrível que é poder repetir em cima, sem parar, você pode criar coisas incríveis em digital. Mas em película tem um momento sagrado do take. Porque se você errar, ou alguém errar, vai ter que tirar o rolo, voltar… Então cria-se, e o Walter sempre criou, uma espécie de sacralidade para a cena. Concentração. Isso tudo foi ajudando a gente, a roupa velha, a casa, tudo com vida…”
Como Walter Salles conhecia e frequentou a casa dos Paiva, isso também tornou todo o projeto muito particular, o que fez com que a relação da atriz com o diretor tivesse um outro olhar por parte dela. “Era quase um fetiche do Walter recriar aquela casa. E ele foi tirado daquela casa. Não foi só a família. O desaparecimento do Rubens fechou aquela casa para ele. Aquela foi a casa que abriu para o Walter a Tropicália, o mundo fora da casa dele, que era muito mais rígida. Ele tinha um fetiche de recriar aquilo.”
A ditadura e o mundo atual
Com a ascensão da extrema direita em diversas partes do mundo, a trama de “Ainda Estou Aqui” ganha contornos ainda mais atuais. Se em Veneza os jornalistas italianos viram semelhanças entre o que o filme apresenta e a atual situação política do país, em outras cidades onde já foi exibido, o longa causa a mesma sensação de revisitar um passado que ainda está presente.
“É uma história sobre o presente, sobre as escolhas que a gente está fazendo no presente. É um filme, primeiramente, sobre memória. Porque parece que a gente perdeu [a memória]. Engraçado que a minha mãe fala isso também. Ela fala ‘eu sou do tempo da bomba atômica. Desde a bomba atômica até agora o homem desenvolveu questões como direitos humanos, igualdade, tudo isso veio depois do trauma da bomba atômica’. Mas eu não sei se foi depois das Torres Gêmeas. Não sei quando isso começou a não ser mais importante. E atualmente não se tem mais essa memória. Os direitos humanos parecem que viraram uma perfumaria da esquerda”, analisa Fernanda.
Com os atores mirins que interpretam seus filhos no filme – foto divulgação
Para a atriz, a atual situação do mundo está relacionada à trama de “Ainda Estou Aqui”. “Um filme como esse lembra que você mesmo sendo branco, de elite, pode viver sob uma ditadura militar. A Eunice lembra também o que era a mulher no seu papel de dona de casa. A Eunice representa muitas coisas e, especialmente, o quanto a mulher caminhou. E tudo isso que está sendo jogado como lixo de esquerda, tudo foi distorcido! É um filme que procura relembrar e colocar no lugar de novo o que é o quê, e através do sentimento de uma família com a qual todo mundo pode se identificar.”
Ausência e presença
Eunice Paiva só conseguiu o reconhecimento da morte de seu marido em 1996. “Ainda Estou Aqui”, que começa mostrando a alegria e união dos Paiva, aborda também como a família viveu momentos difíceis até o dia em que o governo reconheceu que Rubens Paiva estava morto. Mas, durante toda a história, Rubens nunca deixou de estar presente. E essa sensação de ausência e presença que o público sente, também fez parte da interpretação de Fernanda Torres.
“Eu fiquei surpresa, sabe, porque o Rubens entra lá no começo [do filme], e depois o Selton some. Para minha tristeza, eu senti fortemente quando ele foi embora. E depois tem um longo filme que a gente tinha que fazer. E aquele filme luminoso lá do início ficou lá. Quando juntou eu fiquei surpresa e impactada de como o Rubens é presente no filme. Ele não é algo que ficou no passado. Você sente a falta dele como a Eunice sente, como os filhos sentem. Isso aconteceu, ele não é um coadjuvante. O Rubens é protagonista com a Eunice. Isso é uma coisa bonita. Ele continua presente.”
foto Alile Dara Onawale / Divulgação
A parceria com Selton Mello é elogiada por ela, que não perde a oportunidade de terminar a entrevista brincando com o tempo de filmagem que eles tiveram neste que é o primeiro filme original Globoplay, com distribuição internacional da Sony Pictures. “Selton tem um excelente papel. Ele trabalhou apenas poucos meses, e eu ainda estava lá”, conclui, aos risos.
Lenny Kravitz traz a Blue Electric Light Tour 2024 para o Brasil, segue afirmando seu amor pelo Brasil e multiplica suas expressões artísticas em diferentes áreas, como fotografia, moda e negócios
Considerado um dos músicos de rock mais proeminentes, estilosos e cheios de atitude da atualidade, Lenny Kravitz transcendeu gênero e estilo ao longo de uma carreira musical que já dura mais de três décadas e acumula incríveis 40 milhões de discos vendidos. Depois de passar pela Europa e pelos Estados Unidos, ele agora traz a Blue Electric Light Tour 2024 para o Brasil, sendo o único show em São Paulo, em 23 de novembro, no Allianz Parque.
Sem se apresentar na capital paulista desde 2019, quando subiu ao palco do Lollapalooza Brasil, Lenny apresentará ao público canções do recente álbum e clássicos que marcaram a sua trajetória. Liniker, Frejat e a cantora e compositora britânica Lianne La Havas farão os shows de abertura da noite. “Nós acabamos de finalizar o primeiro trecho da turnê, que aconteceu no verão europeu. Fizemos algumas alterações para os shows de Las Vegas [que aconteceu em 18 de outubro] e para a apresentação no Brasil. Estamos sempre evoluindo o formato e faremos pequenas mudanças no setlist”, antecipa.
foto Mia Ross
“Blue Electric Light” é o seu novo álbum – o décimo segundo da carreira – produzido durante a pandemia e lançado seis anos após “Raise Vibration”. O projeto é uma mistura potente de funk, rock e grooves sedutores, que materializam seu domínio do multi-instrumentalismo e da produção musical. “Vejo que a pandemia em si não influenciou a sonoridade do trabalho, mas me colocou em um único lugar por um longo período. Eu fiquei no meu estúdio nas Bahamas por dois anos e meio, rodeado por natureza e com um círculo de, no máximo, dez pessoas. Eu tinha natureza, paz e tempo. Então fiz três álbuns e ‘Blue Electric Light’ foi o que senti que tinha de lançar primeiro. Foi um tempo de muita criatividade, sem pessoas dizendo que eu tenho que estar em algum lugar específico ou marcando compromissos para mim.”
Mente aberta, corpo são
Lenny Kravitz nasceu em Nova York, em 26 de maio de 1964, e cresceu em um ambiente multicultural, sendo filho de uma atriz de ascendência bahamense e afro-americana, Roxie Roker, e de um produtor de televisão judeu, Sy Kravitz. “A minha maior influência e o que mais me impactou foi ter crescido em Nova York, nos anos 1970, com um pai e uma mãe que amavam arte. Eles me levavam para todos os lugares, como teatros, museus, locais de poesia, de música. Eu vi de tudo, de todos os lados e de todos os tipos. Foi uma verdadeira vantagem para mim!”, conta.
Lenny com seus pais em sua juventude – foto arquivo pessoal
Lenny celebra as influências de soul, rock e funk dos anos 1960 e 1970 em seus álbuns, além de tocar muitos instrumentos, como guitarra, baixo, bateria e piano – autenticidade e criatividade que o fizeram ganhar quatro prêmios Grammy. O músico ainda foi recentemente homenageado com o Prêmio Ícone da Música no People’s Choice Awards 2024 e foi indicado como integrante do Rock and Roll Hall of Fame 2024.
“Ser um multi-instrumentista me permite trabalhar sozinho ou com apenas mais uma pessoa. Craig Ross, por exemplo, é meu guitarrista, engenheiro de som e parceiro de estúdio. Na maioria das vezes, somos só nós dois no estúdio. Assim consigo fazer o meu som sem a necessidade de ter de explicar para os outros o que desejo comunicar”, afirma. “Eu me vejo como um pintor: tenho a tela e os sons dos instrumentos são como as cores. Tenho vários modelos de guitarras, baixos, baterias, teclados, aparelhos analógicos, eletrônicos, instrumentos clássicos e percussão. E todos eles ficam plugados na mesa de som, prontos para serem tocados. Então eu posso ir de um para o outro aleatoriamente. Eu tenho todas essas cores para pintar e expressar o que quero.”
Além dos destaques no meio musical, o cantor recebeu neste ano uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e foi reconhecido pelo CFDA (Council of Fashion Designers of America) com o prêmio Ícone da Moda por seu papel não apenas como um dos músicos mais respeitados do rock, mas também como uma grande influência no universo fashion. E ele está à frente da empresa criativa Kravitz Design Inc., que possui um portfólio interessante e diversificado, incluindo propriedades hoteleiras, projetos de condomínios, residências privadas e trabalhos para marcas lendárias de luxo como Rolex, Leica e Dom Pérignon. “Se em algum momento não estou fazendo música ou quero dar uma pausa, eu posso usar outros meios e ainda assim me expressar”, define.
Lenny Kravitz com sua estrela na Calçada da Fama, em Hollywood – foto Mathieu Bitton
Em 2022, ele lançou sua própria marca de bebidas ultra-premium, Nocheluna Sotol, um destilado feito em Chihuahua, no México, derivado da planta sotol. O artista ainda é autor do livro “Flash”, que reúne fotografias de sua autoria, que capturam a essência do que é ser uma estrela do rock que está constantemente sob os holofotes. Sua recente autobiografia, “Let Love Rule”, lançada em 2020, também o colocou na lista de best-sellers do jornal “The New York Times”. “Minha vida é toda sobre opostos”, ele escreve. “Preto e branco. Judeu e cristão. Jackson 5 e Led Zeppelin. Eu aceitei minha alma de Gêmeos. Eu a abracei. Eu a adorei. Yins e yangs se misturaram em várias partes do meu coração e da minha mente, me dando equilíbrio e alimentando minha curiosidade e conforto.”
O músico é o rosto global da colônia da grife Yves Saint Laurent Beauty e é embaixador global dos relógios de luxo Jaeger-LeCoultre. E ele se aventurou ainda no cinema em sucessos de bilheteria como “Jogos Vorazes” e em filmes aclamados pela crítica como “Preciosa” e “O Mordomo”.
Aos 60 anos e com uma alma tão versátil, Lenny Kravitz surpreende pela excelente disposição e forma física. Em publicações nas redes sociais, ele é elogiado por fãs em fotos e vídeos que mostram sua rotina de treinos na academia. Questionado constantemente sobre o assunto em entrevistas, Lenny reforça que a idade não importa, celebra por estar vivo e faz escolhas essenciais para manter sua energia em alta, como uma dieta vegetariana.
Lenny segurando seu prêmio no VMA 2024, em que ganhou na categoria “Melhor Canção de Rock”, com a faixa “Human” – foto divulgação
Brasilidades no coração
Os brasileiros são fãs de Lenny Kravitz e ele é fã do Brasil. “O amor pelo país veio das pessoas, da cultura, da música, da arquitetura, da Bossa Nova, do Tropicalismo… Eu tive a oportunidade de conhecer esses movimentos. Cresci amando a obra do Oscar Niemeyer, por exemplo”, conta. Esse sentimento criou raízes e o cantor adquiriu uma fazenda avaliada em R$ 12 milhões em Duas Barras, município no interior do Rio de Janeiro e terra natal do mestre do samba Martinho da Vila.
O astro da música produz alimentos vegetarianos de alta qualidade no local e tem uma suntuosa casa, com academia, piscina, piano de acrílico e até uma poltrona que pertenceu a Andy Warhol. Sem visitar a propriedade desde a pandemia, ele a disponibiliza em plataformas de aluguel de casas de luxo, com diárias na faixa dos R$ 18 mil.
O cantor em sua propriedade no Brasil – foto divulgação
“O Brasil é uma mistura de tudo o que eu amo, como a natureza e a sofisticação. Eu moro nas Bahamas, onde tem toda aquela natureza; e eu moro também em Paris, que é uma cidade super sofisticada e conhecida por sua arquitetura. O Brasil, da sua maneira, junta tudo isso em um só lugar. É um país colorido, além de ter uma diversidade enorme de paisagens, sabores e culturas. Então a Bahia não é igual a São Paulo; e São Paulo é diferente do Rio de Janeiro; enquanto o Rio não é como o Recife. Não importa aonde você vá, terá sabores diferentes. Eu amo as pessoas, o espírito e a terra brasileira!”, declara.
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