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Conheça o novo tipo de franquia social

por | jun 28, 2018 | Franquias | 0 Comentários

Franquia social

Ações do Gerando Falcões na unidade da Vila Prudente/ Crédito: Andressa Silva

Para que um projeto social seja bem-sucedido é preciso encontrar um meio de impactar pessoas em diferentes localidades. E uma das formas de fazer isso acontecer é adotando o modelo de franchising. Daí surge a franquia social, que busca expandir os resultados sociais de um projeto sem visar lucros financeiros.

“O começo de tudo é uma crença de que ONG só vai sobreviver se for administrada e gerida como uma empresa”, explica Marcelo Cherto, presidente da Cherto, consultoria pioneira no Brasil em auxiliar o franchising de projetos sociais. “Portanto, a forma de crescer pode ser a mesma que as empresas usam. Por que não expandir ONGs por meio do franchising?”.

Um dos primeiros clientes da Cherto Consultoria foi a Fundação Iochpe, com o Programa Formare. A partir de parcerias com empresas de médio e grande porte, o Programa Formare oferece cursos de formação inicial para o mercado de trabalho envolvendo turmas de, em média, vinte jovens de famílias de baixa renda, todos residentes no entorno das empresas.

A capacitação dos jovens acontece dentro do próprio ambiente da empresa parceira e os funcionários atuam como educadores, ministrando as aulas como voluntários do Programa. Os cursos são desenvolvidos pela equipe pedagógica do Formare, de acordo com as características de cada empresa e a realidade do mercado de trabalho local.

Com duração de no mínimo 800 horas/aula, os cursos do Programa Formare são certificados por instituição federal de ensino vinculada ao MEC – a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Com o modelo de franchising, o Formare hoje se encontra em 68 unidades com 43 empresas parceiras e 1360 alunos em formação. No Brasil eles estão em 60 municípios, em 13 estados. Eles também contam com duas unidades no México.

Outro exemplo de ONG que recentemente adotou o modelo de franquias é o Instituto Gerando Falcões, um projeto com foco em esporte, cultura, qualificação profissional e geração de renda em comunidades carentes. O fundador, Eduardo Lyra, começou o trabalho na região metropolitana de Poá, em 2013. Com dedicação, ele conseguiu apoio de grandes investidores nacionais, como Carlos Wizard, Jorge Paulo Lemann, Daniel Castanho e Flávio Augusto.

O Gerando Falcões hoje trabalha para encontrar líderes de outras comunidades brasileiras que possam replicar o modelo que gerou tanto resultado em Poá. A ONG é outro exemplo bem-sucedido de “franquia social”, pois aposta nos líderes que assumem o comando das filiais, trabalhando em esquema de bonificação e plano de carreira, além do suporte de uma equipe que ajudará na implementação dos cursos e no treinamento de professores. A organização abriu sua primeira filial no bairro paulistano da Vila Prudente e planeja a próxima em Maceió, em Alagoas.

“O meu sonho é criar a maior rede de ONGs do planeta e ajudar a mudar as favelas do Brasil”, afirma Eduardo Lyra. “Eu quero mexer com o ponteiro social. O homem já foi pra Lua, fez o Facebook, o Twitter e o Instagram. Agora o Elon Musk está se preparando para ir a Marte colonizar o planeta. A gente tem que mudar as favelas antes do Elon Musk chegar lá. A ambição do Elon Musk não pode ser maior do que a nossa capacidade de transformação da sociedade. Não podemos aceitar isso”.

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