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Estratégia de líderes para atravessar o período da pandemia com ânimo e sucesso

por | set 1, 2020 | Negócios | 0 Comentários

Agilidade, reorganização, capacidade de adaptação, generosidade, resiliência e fé. Não há uma receita única para contornar esses tempos pandêmicos no mundo empresarial, mas ela passa sempre por uma mistura que envolve muito foco e persistência. A crise sanitária da Covid-19 atingiu todos os setores da economia e impactou fortemente vários segmentos.
Segundo o IBGE, em pesquisa divulgada em 16 de julho, 716 mil empresas fecharam as portas desde que a pandemia chegou ao Brasil. Outras tantas sofreram com demissões e suspensão das atividades. Mas houve as que conseguiram driblar a crise e até crescer, mesmo em meio à incerteza e insegurança.

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Inquietude e inovação

Para Renata Moraes Vichi, CEO do Grupo CRM (Kopenhagen, Brasil Cacau e Kop Koffee) e de uma joint-venture com a marca suíça Lindt, a agilidade foi fundamental para o sucesso do grupo nessa fase. “A Covid chegou não para mudar a regra do jogo, mas para mudar o tabuleiro. Não dava mais para jogar com as regras que conhecíamos, não adiantava visitar o passado e tentar encontrar ali uma alternativa. Tínhamos que construir, abraçar o novo, ser disruptivos, pensar em alternativas que realmente elevassem o patamar de criação de valor da Kopenhagen e da Brasil Cacau. Foi isso que nós fizemos”, afirma.

Um dos segredos, ela revela, foi evitar a ‘fase de negação’. “Não brigamos com o espelho, reagimos rápido. Tem uma inquietude positiva muito forte da minha cultura aqui”, diz Renata, que aos 38 anos já contabiliza 22 anos na empresa. Ela começou aos 16 como estagiária – depois que seu pai, Celso Moraes, comprou a Kopenhagen em 1996 – e assumiu a presidência do grupo em fevereiro deste ano. Nessas duas décadas, imprimiu um estilo próprio e expandiu vertiginosamente a rede de lojas, que hoje conta com 850 unidades e teve um faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2019.

A empresária conta que no dia 18 de março todas as equipes já estavam trabalhando em home office e ela já iniciava um trabalho com o comitê de crise, para fazer a Páscoa acontecer em plena pandemia. “O ponto marcante foi ver o quanto, nesse momento, a cultura da organização é um pilar estratégico. Eu via uma mobilização imensa dos meus times, trabalhando de forma incansável, imbuídos desse propósito que norteia a história de décadas da Kopenhagen”.

A comunicação imediata dos planos e pacotes de medidas de contingência para tranquilizar os franqueados também foi importante, assim como o investimento forte no meio digital. “Mudamos toda a nossa estratégia, que é trabalhar no ponto de venda físico, e aceleramos bastante o online. Nos quinze dias que antecederam a Páscoa, vendemos o equivalente a dois anos de faturamento do e-commerce”.

 

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Responsabilidade social e ambiental

Home office? Para Otavio Zarvos, sócio fundador da incorporadora Idea!Zarvos, o formato realmente se tornou uma necessidade mundial, mas só dá certo quando há uma relação de confiança construída com os times. Ao mesmo tempo, ele observa que o isolamento contribuiu para o mundo empresarial rever a quantidade desmedida de reuniões presenciais e viagens de trabalho desnecessárias. “Acredito que a comunicação digital seja o melhor caminho para diminuir esse excesso e tornar alguns encontros mais ágeis e eficientes”.

Para o empresário, algo que ficou ainda mais valorizado durante a pandemia foi o senso de responsabilidade social e ambiental. “Uma empresa que se preocupa e investe em um ambiente de trabalho convidativo, aspiracional, que propicie bem-estar aos funcionários, apresenta o que está em seu DNA sem precisar falar a respeito”. Ao mesmo tempo, ele é adepto da construção de edifícios com olhar sustentável: a luz natural, a ventilação, os espaços amplos e a conexão com o verde são premissas da Idea!Zarvos desde quando foi criada, em 2005. “Para nós, a qualidade de vida do morador sempre veio em primeiro lugar. Embora a gente ame arquitetura, ela deve ir muito além da estética e trabalhar sempre para melhorar a vida das pessoas. É a capacidade de uma empresa fazer as pessoas felizes que a torna verdadeiramente importante”, afirma.

Conversa e empatia

CEO do Shopping D&D, Angelo Derenze confessa que seu olhar positivo, de “ver sempre algo bom na catástrofe e convencer as pessoas de que tudo isso vai passar”, foi essencial para tocar o dia a dia com seu time no shopping paulistano especializado em decoração e design. Derenze dedicou boa parte do seu tempo para conversar com as pessoas e entender seus receios, dúvidas e medos. A prática, segundo ele, ajudou a alavancar várias medidas durante a quarentena, como o delivery, muito bem-sucedido, e algumas ações sociais, que focavam no auxílio a instituições próximas ao D&D.
Permitir a reinvenção do negócio, muitas vezes partindo de algo novo e que case com as demandas atuais; contar com a tecnologia como grande aliada na relação com os clientes; estimular a criatividade e a cultura corporativa empática na empresa; investir no bem-estar dos times e dos clientes: lições que fizeram a diferença nas empresas durante a pandemia e apontam para o sucesso no futuro próximo.

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