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Instituto Liberta lança documentário e campanha contra o abuso sexual infantil

por | nov 11, 2020 | Cinema | 0 Comentários

À frente do Libertaque busca combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentesa advogada Luciana Temer acaba de lançar a campanha #nãosecaleA frase está estampada em máscaras confeccionadas por grupos de mulheres em situação de vulnerabilidade social, em projetos de geração de renda, e a ideia é que a mensagem reverbere com força em todo o Brasil. “Estamos fazendo parcerias com empresas que queiram se conectar ao tema para produção e distribuição das máscaras na rede pública de ensino. Já doamos 130 mil unidades em São Paulo, mas queremos passar essa mensagem no Brasil inteiro”, diz Luciana.

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Fafá de Belém com a máscara da campanha #nãosecale

 

Ela abraçou essa causa há três anos, desde que foi convidada pelo filantropo Elie Horn para dirigir o Instituto Liberta“Quero fazer o país inteiro falar sobre o tema, estimulando a criação de políticas públicas. É um caminho que será construído a partir de um processo de conscientização da sociedade. Sem isso, a gente não vai enfrentar esse problema”.  

O Brasil tem 500 mil casos de exploração sexual infantil por ano, o que faz do país o segundo que mais prostitui suas meninas, depois da Tailândia. No entanto, apenas 10% dos casos são notificados. E muitas vezes a vítima é culpabilizada. A gente não pode se calar. O abuso e a exploração sexual infantil são coisas distintas, mas estão intimamente conectadas. E ambosão abafados pelo silêncio, que precisamos quebrar”. A advogada lembra que mais de 70% das violências acontecem dentro de casa. “com abusadores de todas as classes sociais”. 

O documentário “Um Crime Entre Nós”, produzido pelos institutos Liberta e Alana e pela Maria Farinha Filmes, mostra a naturalização dessa violência no Brasil. Dirigido por Adriana Yañez, conta com a participação de personalidades como o médico Drauzio Varella, a youtuber Jout Jout e o apresentador Luciano Huck, e está disponível gratuitamente na plataforma Videocamp. 

 

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Poster do documentário “Um Crime Entre Nós”

 

O encarceramento dos criminosos é essencial, mas a solução é a educação. “Essa epidemia decorre de uma cultura machista e que objetifica o corpo da mulher e da menina. Estamos falando de uma mudança de cultura com as novas gerações, para formar pessoas mais empáticas e respeitadoras, e isso tem que acontecer na escola e nas famílias”.  

Luciana ainda frisa a importância de falar nas escolas sobre violência sexual e sexualidade, e destaca um dado científico: “O Reino Unido adotou há alguns anos uma potica pública em que as escolas têm a obrigatoriedade de tratar do assunto, discutindo de acordo com a faixa etária do aluno, e as evidências mostram os benefícios. Desde a medida preventiva, para a criança entender o que acontecese proteger e denunciar, até o fato de os jovens começarem sua vida sexual mais tarde. É uma hipocrisia pensar que falar sobre o tema nas escolas incentiva a prática sexual, é exatamente o contrário. Enquanto não tivermos um espaço de escuta e conversa vamos ter consequências sociais seríssimasA gente tem que assumir a nossa responsabilidade”, conclui.

 


 

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