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A atriz franco-americana Alli Willow fala sobre “Bacurau”, filme vencedor do Prêmio do Júri em Cannes

por | set 2, 2019 | Cinema | 0 Comentários

A atriz Alli Willow

Alli assume o papel de Kate em “Bacurau”. Foto: Juliana Colinas

“Bacurau” é uma distopia. A história retrata um pequeno povoado do sertão brasileiro que sofre com a morte de Dona Carmelita, uma mulher querida na cidade. Dias depois, a comunidade não está mais nos mapas e uma série de assassinatos apavora os moradores.

A produção é de Kleber Mendonça Filho, que divide a direção com Juliano Dornelles, seu diretor de arte em “Aquarius”. No elenco do longa, que estreou nos cinemas no dia 29 de agosto, estão nomes como as brasileiras Sonia Braga e Karine Teles e o alemão Udo Kier.

O filme é uma coprodução Brasil-França, gravada no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba. Nesse cenário improvável, a atriz franco-americana Alli Willow despertou ainda mais a sua curiosidade com o cinema brasileiro e estreia no papel de Kate. “A minha personagem faz parte do núcleo americano que traz a problemática da história. Eu filmei algumas cenas violentas e fiz uma transformação física para envelhecer e ter marcas de sol. É um papel marcante e aprendi muito”, conta.

Para Alli, “Bacurau” leva a pensar, a indagar sobre o poder político do cinema. “Não é apenas entretenimento. Assim como a literatura, a filosofia, o teatro e a poesia, o cinema é um caminho para o questionamento”. Aclamado, “Bacurau” provocou impacto em Cannes, levou o Prêmio do Júri e, pela primeira vez, o país conseguiu duas premiações no festival. “Além de mostrar um Brasil profundamente brasileiro, o filme aponta para uma realidade muito parecida com a nossa atual”.

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