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Vinhos brasileiros: um passeio por rótulos imprescindíveis da nossa terra

por | ago 5, 2020 | Bebidas, Coluna | 0 Comentários

Eu sou um grande defensor do vinho brasileiro, embora nunca deixei de criticar a postura dos líderes do setor que, por vezes, consideram os importados como concorrentes e sempre tentam um protecionismo. Mas isso nada tem a ver com a qualidade de nosso vinho.

O Aurora Millésime, por exemplo, 100% Cabernet Sauvignon, é um dos grandes e está lançando sua décima edição, a de 2017. Outro vinho que destaco é o Miolo Gamay Wild SO2 free. Listo esse vinho pela iniciativa de uma gigante do setor, que produz cerca de 13 milhões de litros de vinho e faz em perfil artesanal que, embora não seja de vinhedos orgânicos, é fermentado com as próprias leveduras e custa perto dos R$ 50.

 

Vinhedo da Guaspari
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Vinhedo da Guaspari, em Espírito Santo do Pinhal

 

Outro vinho que cito é o Rio Sol Touriga Nacional Gran Reserva, produzido em Petrolina, no Vale do São Francisco, pelos portugueses da Dão Sul, um espetáculo de fruta e intensidade. Destaco também o FVLVIA Pinot Noir do Atelier Tormentas, fabricado em Canela, no Rio Grande do Sul, sem adição de SO2 e com muita classe, um vinho que já superou muito o Bourgogne em degustações às cegas.

O estado de São Paulo também tem preciosidades, como os vinhos da Guaspari como o Syrah Vista do Chá ou os vinhos naturais e de fermentação espontânea do Entre Vilas, em São Bento do Sapucaí. Os vinhos naturais da Era dos Ventos, especialmente o Peverella, produzido pelo Alvaro Escher e o Luiz Henrique Zanini, são imprescindíveis.

Vinhos brasileiros diversos
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Acima, o Era dos Ventos Peverella, o Rio Sol Touriga Nacional Gran Reserva e o Orus Pas Dosé

 

Em Santa Catarina, há vinhos de altitude excepcionais, selecionei aqui o Innominabile com cinco castas (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec, Marcelan, Merlot e Pinot Noir), produzido pela Villaggio Grando, que é espetacular. Em espumantes, então, é um show de qualidade e frescor com bons preços. Cito ainda os espumantes da Cave Geisse, qualquer um deles é de altíssima qualidade e foram, inclusive, citados pela crítica Jancis Robinson como exemplo de qualidade de espumante no novo mundo do vinho.

Os vinhos do Adolfo Lona, um craque que produz o Orus Rosé Mas Dosé, têm uma elegância rara. Destaco para finalizar esse passeio por vinhos imprescindíveis brasileiros, o Salton Brut Ouro, que custa pouco e é muito bem feito, tem consistência. Prestigie e experiente nossos vinhos, há inúmeras garrafas excepcionais. Saúde!

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