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Artistas do Norte e a riqueza musical da região

Artistas do Norte e a riqueza musical da região

Artistas que nos transportam para a região de diversos ritmos.

Nosso país é conhecido mundialmente pela diversidade cultural. Somos uma nação que possui uma variedade imensa de hábitos e costumes, onde cada região tem seus próprios trajes, comidas, danças e músicas típicas. Com essa explosão de misturas, que tal conhecer um pouco mais sobre os nossos ritmos tropicais e contemporâneos?

Nessa viagem, vamos rumo à região Norte. Atravessando a Amazônia, encontramos os mais diversos ritmos, como Lundu, Congo, Bumba Meu Boi, Marujada, entre outros. Todos possuem influências de percussão africana, um sopro dos estilos europeus e uma bela pitada de tradições indígenas. São músicas que traduzem a alegria e o colorido desse lugar, com saias rodadas, palmas e muita malemolência, e instrumentos como tambores, banjo, clarinetes e maracas que dão um show de cadência e harmonia.

Remexendo no baú musical nortista, nos anos 1980, vemos que a lambada dominou o Brasil e o grupo Kaoma tocava em todas as rádios com seu hit “Chorando Se Foi”. Na década de 1990, “Tic Tic Tac” de Carrapicho e “Vermelho” de Fafá de Belém (com participação de David Assayag) levaram as cores do Festival Folclórico de Parintins para o mundo e popularizaram de vez o Boi Bumbá.

Recentemente, o que tem predominado nos streamings das novas gerações é o Carimbó. Um gênero de dança de roda criado no Pará, cujo nome é oriundo de um tambor artesanal, chamado de “Curimbó”. Esse som vem embalando as pistas de danças e é até temas de novelas. Gaby Amarantos, Dona Onete, Felipe Cordeiro e Jaloo são exemplos de nomes conhecidos dessa cena brasileira atualmente.

 

Foto - Divulgação

Foto – Divulgação

 

Também nos encantamos com uma galera que vem mostrando toda a versatilidade que a música brasileira pode oferecer. Nelson D, ítalo-brasileiro nascido em Manaus, com seu som super experimental, a paraense Luê e seu soul-pop repleto de referências regionais, o rock manauara da República Popular, o rap com pitada de R&B de Anna Suav, o ritmo gostoso da Farofa Tropikal, entre tantos outros talentos que descobrimos a cada dia. O tempero musical do Norte é mesmo especial.

Quer curtir essa viagem com a gente? Então dá o play para ouvir os artistas citados nesta coluna na nossa playlist preparada especialmente para cada edição. Aumente o som!

 

 

 

Ritmos quentes latinos são tendência global e seguem em alta e a todo vapor

Ritmos quentes latinos são tendência global e seguem em alta e a todo vapor

Não é de hoje que a disseminação da cultura pop de países latino-americanos vem ganhando força. Com um empurrãozinho digital, vemos e ouvimos muito mais produções dos nossos vizinhos latinos, seja no audiovisual, em séries e filmes que fazem sucesso nos streamings ou nas redes sociais, que têm o poder de viralizar músicas e danças literalmente da noite para o dia.

Há poucos anos, por exemplo, vimos o reggaeton, estilo musical de maior sucesso na América Latina, ultrapassar fronteiras e ser cantado por artistas das mais diversas vertentes musicais mundo afora. O ritmo, muito comparado ao funk brasileiro por suas origens periféricas, que enfrenta tantos preconceitos e estigmas, conseguiu atingir uma popularidade gigante e agregar diferentes tipos de público. Não à toa, vemos grandes artistas do pop brasileiro atual, como Anitta e Pablo Vittar, surfando nessa tendência e unindo forças com outros nomes de peso, como J Balvin, Maluma, Bad Bunny, Daddy Yankee, entre outros. Além disso, o reggaeton é também um dos gêneros que mais cresce dentro do Spotify.

É interessante perceber como a música latina já é vista com outros olhos. Por muito tempo, ao pensarmos em faixas cantadas em espanhol, era normal vir à cabeça canções românticas ouvidas em novelas, sem conhecermos e darmos o valor merecido à tamanha riqueza musical que nossos países vizinhos têm a oferecer. Citamos aqui, então, alguns artistas contemporâneos que vão muito além do reggaeton:

Lido Pimienta

Muito conhecida no universo underground do pop latino, a cantora e compositora de origem colombiana é um nome em alta. Em seu mais recente álbum “Miss Colombia”, ela passeia por diversos estilos, de ritmos tradicionais a experimentais. A capa, que ilustra esta coluna, no estilo quinceañera, é um espetáculo à parte.

Lido Pimienta - Foto divulgação

Lido Pimienta – Foto divulgação

 

Devendra Banhart

Nascido no Texas, mas com ascendência venezuelana, o cantor é apaixonado pelos ritmos latinos. Na estrada há tempos, Devendra e seu som indie, aquele famoso “gostoso de ouvir”, canta em inglês, em espanhol e também em português. Inclusive tem músicas gravadas com Marisa Monte e Rodrigo Amarante.

Devendra Banhart - Moses Berkson

Devendra Banhart – Foto Moses Berkson

 

Buscabulla

A dupla porto-riquenha lançou “Regresa” no ano passado , seu álbum de estreia conta uma história triste, mas de amor à pátria. Após o furacão Maria devastar Porto Rico, eles saem de Nova York, voltam a sua origem e produzem um disco com muito significado, mas sem perder a identidade dançante, cheia de groove e com muitas pitadas de eletrônico.

Buscabulla - Foto Mara Corsino

Buscabulla – Foto Mara Corsino

 

Ficou interessado em escutar mais artistas latinos? Então aproveite para curtir a playlist que preparamos com os artistas citados aqui e muito mais. Dá o play!

 

2021 começa cheio de expectativas no mundo da música

2021 começa cheio de expectativas no mundo da música

Nosso radar, sempre ligado no mundo da música, já capta os nomes que prometem muito som bom neste ano. De gente nova no pedaço aos que já fazem barulho faz tempo, deixamos aqui algumas de nossas apostas e álbuns fresquinhos para já ficarmos de olho nos próximos meses.

Com apenas 17 anos, Alfie Templeman é um prodígio do indie pop e, certamente, ainda vamos ouvir falar bastante dele. O teen britânico que escreve, toca e grava suas próprias músicas desde seus 7 anos, mostra que idade não significa nada e entrega um som de qualidade. Arlo Parks é outro nome para deixar anotado. A jovem inglesa nos presenteou com a sua voz doce e letras sensíveis em singles lançados entre 2018 e 2020. Este ano, seu álbum de estreia, “Collapsed in Sunbeams”, já está com data marcada para o fim de janeiro e as expectativas são altas.

 

Alfie Templeman e Arlo Parks – Fotos divulgação

 

Ainda em terras inglesas, mas saindo do gênero indie-folk-pop, a banda Shame – e seu som post-punk para lá de bom – lança seu segundo trabalho, “Drunk Tank Pink”, após sucesso de crítica e público do álbum anterior, de 2018. E com muito mais tempo de estrada, quem lança álbum novo, em breve, é o Foo Fighters. O 10º trabalho de estúdio da banda, “Medicine At Midnight”, está previsto para o começo de fevereiro e já tem música nova nas plataformas de streaming para dar um gostinho do que vem por aí.

 

Banda Shame – Foto divulgação

 

Nas apostas nacionais, são muitos os nomes que prometem brilhar ainda mais em 2021. O pernambucano Afroito, com seu som R&B em universo afrofuturista e cheio de ancestralidade, é um deles. Tem ainda um possível novo álbum da sempre incrível Liniker, e a revelação super jovem de 2020, Ana Frango Elétrico que entrou em diversas listas gringas de melhores álbuns com “Little Eletric Chicken Heart” e promete seguir ganhando o mundo com seu talento. As faixas trazem produções de puro bom gosto em trabalhos que vão de remixes de Marcos Valle a parceiras com artistas como Curumin, Henrique Ludgério, Luluca e Bruna Croce, outro nome, inclusive, para ficar de olho neste ano.

 

Afroito, Liniker e Ana Frango Elétrico – Fotos divulgação

 

Como a música não para, seguiremos com os ouvidos atentos e buscando os melhores sons por aqui e mundo afora. Ficou curioso para ouvir os artistas citados? Então dá o play na nossa playlist com as faixas must-listen e apostas de 2021.

Os melhores álbuns de 2020

Os melhores álbuns de 2020

Dezembro chegou e, com ele, o momento de escolhermos os melhores álbuns preferidos de 2020! 

É sempre assim, fim do ano chega e a gente já começa a repassar todos os lançamentos dos últimos meses e montar uma lista dos que mais chamaram a nossa atenção. Se por um lado 2020 foi esse ano extremamente atípico em diversos sentidos, com o mundo de pernas paro ar e consequências complicadas para a indústria cultural, por outro, foi também riquíssimo em lançamentos musicais, com trabalhos excelentes de artistas novos e antigos que, sem dúvidas, deixaram os dias mais leves e repletos de música de qualidade. 

Foi tanta coisa boa que ficou difícil escolhermos apenas alguns para esta coluna, mas, entre álbuns nacionais e internacionais, seguem os que ganharam nossos corações e ouvidos, e certamente merecem atenção e aquela aumentada no som: 

 

Pop Revival 

Dois destaques vão para álbuns pops lançados neste ano que, não só chamam a atenção pela qualidade, mas também pela tendência, em alta, de um resgate musical de outras décadas. O primeiro é What’s Your Pleasure de Jessie Ware, quarto álbum da cantora inglesa, marcado pelas faixas com estilo bem disco 70s, sintetizadores e muitas pitadas de Donna Summer e Diana Ross. Outra inglesa que acertou em cheio nas referências foi a queridinha-Geração-Z Dua Lipa, com seu Future Nostalgia. Como o próprio nome já diz, o segundo trabalho de estúdio da cantora resgata batidas bem anos 1990, misturando Madonna, Olivia Newton-John e Queen em um álbum que é hit atrás de hit.  

 

Brasil Raiz 

Beleza, amor, balanço e axé. São algumas de tantas palavras que poderíamos usar para definir nossas escolhas de álbuns nacionais deste ano. Luedji Luna gravou seu disco Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água parte no Quênia e parte na Bahia, quando estava grávida. O álbum celebra a mulher negra e reverbera belezas, entre ritmos africanos e a voz suave da baiana. Quem também exalta o suingue afro-baiano é Fran, neto de Gilberto Gil, em seu álbum solo Raiz, que leva sua ancestralidade para o trabalho e caminha por faixas cheias de gingado e afeto. 

 

Cantora baiana Luedji Luna na gravação de “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água” – Foto Divulgação

 

Projetos Admiráveis 

Mais que álbunsgrandes projetos. Lá em janeiro fomos agraciados pelo lançamento de Momentary Bliss, single dos Gorillaz que deixou nossos corações acelerados e ouvidos atentos. A partir disso, a banda seguiu lançando faixas e vídeos para o álbum Song Machine: Strange Timez, lançado, completo, em outubro. O projeto conta com 17 faixas e artistas convidados para cada uma, como Elton John, Robert Smith e Beck.  

Outro projeto que merece grande destaque é o da banda anônima SAULT. Poucos sabem quem são, mas o grupo conseguiu a façanha de lançar quatro álbuns em menos de dois anos e dois deles, Untitled (Rise) e Untitled (Black Is) neste 2020, com apenas 12 semanas de diferença. Definir o som não é uma tarefa fácil, mas a gente garante, todos os discos beiram a perfeição. 

 

Bateu a curiosidade? Então aproveita para escutar a nossa playlist com os favoritos do ano. Dá o Play! 

 

 

 

Grandes trilhas sonoras do cinema

Grandes trilhas sonoras do cinema

Difícil encontrar quem não tenha maratonado séries e filmes nesses últimos meses. E quando as produções são caprichadas no som fica ainda melhor, certo? As trilhas sonoras podem até ser originais, que literalmente dão o tom das cenas, compostas exclusivamente para os filmes, e transformam e já transformaram milhares de cenas icônicas na história do cinema.

É só pensarmos em clássicos como “Star Wars”, “Tubarão” e “Indiana Jones”, com trilhas de John Williams, “O Poderoso Chefão”, por Nino Rota, “Amélie Poulain”, de Yann Tiersen, os grandes faroestes e “Cinema Paradiso”, do eterno Ennio Morricone, entre tantos outros filmes que poderiam entrar em uma lista para lá de extensa. A outra forma são as trilhas com músicas já existentes, feitas com trabalho minucioso de curadoria musical, tema que por aqui nos agrada bastante, é claro. Por isso, separamos algumas dicas de produções com soundtrack impecáveis que você precisa assistir…e ouvir.

 

High Fidelity

A série, baseada no clássico filme homônimo dos anos 1990 (“Alta fidelidade”, com John Cusack), tem Zoe Kravitz e a música como protagonistas. Com apenas uma temporada, é perfeita para ser assistida de uma vez só e pertinho do celular para salvar todas as músicas no streaming.

 

Paris Is Burning

Documentário para lá de necessário sobre a cultura drag e cena LGBT na Nova York dos anos 1980. Artístico, pesado, criativo e recheado de debates extremamente importantes, após três décadas o filme segue sendo referência e inspiração.

 

Quentin Tarantino

Impossível listar apenas um filme do diretor que tem paixão por música e preza pela trilha sonora em suas produções. De clássicos como “Pulp Fiction”, “Jackie Brown” e “Cães de Aluguel” a “Kill Bill”, “Django” e “Death Proof”, as soundtracks são incríveis, assim como os filmes.

 

Big Little Lies

O uso da música tem um diferencial na série, já que é utilizada não apenas como trilha sonora, sendo pano de fundo para as cenas, como também para a construção dos personagens. Em muitos momentos, eles de fato estão ouvindo o som nas cenas, o que gera diversos diálogos sobre artistas e playlists, que vão de Elvis Presley à PJ Harvey.

 

I May Destroy You e Euphoria

Duas séries dramáticas e recentes que dão peso à trilha sonora e, por vezes, criam uma atmosfera de clipe musical. As produções são pesadas, inteligentes e com doses certas de humor, em que as músicas somam, traduzem sentimentos e aumentam ainda mais a experiência do espectador.

 

Nossa dica é fazer bastante pipoca e maratonar com os ouvidos atentos. Aproveite e curta também a PLAYLIST que preparamos!

 

Foto divulgação

Foto divulgação