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Porta-voz do amor ao corpo, Mayara Russi vê seu trabalho como uma verdadeira causa e inspira muitas mulheres

Porta-voz do amor ao corpo, Mayara Russi vê seu trabalho como uma verdadeira causa e inspira muitas mulheres

A MODELO MAYARA RUSSI É SINÔNIMO DE BELEZA. Uma das protagonistas do reality show “Beleza GG”, do canal E Entertainment! – que acompanha a vida e a carreira de modelos – a paulistana é voz ativa contra a gordofobia e representa o corpo de milhares de brasileiras. “Mais de 50% das mulheres não estão dentro do padrão da moda, as roupas precisam ser feitas pensando nessa maioria”, diz.

Com muita aceitação, o reality show chega em sua segunda temporada neste ano e mostra mulheres que batalham juntas para vencer preconceitos, inspirar, representar a diversidade e conquistar seu espaço na moda. Diferente da visão de competitividade presente nos bastidores do meio fashion, as protagonistas buscam incentivar a solidariedade e inspirar mulheres que também compartilham dessa luta. “É muito importante estarmos na TV, ainda mais em um canal que sempre evidenciou muito os corpos e o mundo da moda, é uma forma de libertar muitas mulheres e de mais gente se enxergar nesses meios.”

 

Mayara Russi - Foto Paulo Guimarães

Mayara Russi – Foto Paulo Guimarães

 

Mayara começou a modelar adolescente, em 2004. De lá para cá, viu muita evolução na sua profissão. “Eu não encontrava roupas que gostava, tinha que ir em costureira, agora vejo muitas marcas ampliando suas numerações”, conta. Hoje, a modelo já internacionalizou sua carreira e fez trabalhos em Portugal. “Vi que no Brasil estamos muito à frente na discussão da representatividade dos corpos, me senti uma porta-voz por lá”, conta.

Campanhas para marcas como Vivara e L’Oreal fizeram da modelo umas das primeiras mulheres gordas a ocupar espaços cobiçados da moda. “Um momento marcante também foi a São Paulo Fashion Week, em que desfilei pela primeira vez em 2017, sempre sonhei em ver uma mulher do meu tamanho naquelas passarelas, não imaginei que seria a primeira.”

 

Viajante e moradora dos mares, Família Schurmann se prepara para nova expedição

Viajante e moradora dos mares, Família Schurmann se prepara para nova expedição

É impressionante e urgente. Estima-se que 14 milhões de toneladas de lixo são jogados nos oceanos todos os anos. Desses resíduos, 8 milhões de toneladas são plásticos. Segundo o estudo “Breaking the Plastic Wave”, publicado pela Fundação Ellen MacArthur, Universidade de Oxford, Universidade de Leeds e Common Seas, até 2040 os números quadruplicarão se nada for feito. Mas “não fazer” e “ficar parado” não existem no vocabulário da família Schurmann – brasileiros famosos por velejar ao redor do mundo há quase quatro décadas.

 

Família Schurmann - Divulgação - Luciano Candisani

Família Schurmann – Divulgação – Luciano Candisani

 

Para testemunhar e registrar o que está acontecendo nos oceanos, conscientizar as pessoas ao redor do planeta e principalmente buscar soluções inovadoras, Heloísa, Vilfredo, David e Wilhelm Schurmann sairão em uma nova expedição em agosto deste ano. Com o projeto “Voz dos Oceanos”, pais e filhos pretendem estimular novas vozes da sustentabilidade e da limpeza dos mares – viajando a bordo do veleiro sustentável Kat (que conta com 75% a 100% da energia renovável), do litoral de Santa Catarina até Fernando de Noronha – Patrimônio Mundial da Humanidade onde em seis meses foram recolhidos 200 quilos de plásticos nas praias.

 

Coleta de lixo promovida pela família Schurmann na ilha deserta West Fayu, na Micronésia, na Oceania - Foto divulgação - Pedro Nakano

Coleta de lixo promovida pela família Schurmann na ilha deserta West Fayu, na Micronésia, na Oceania – Foto divulgação – Pedro Nakano

 

Com duração de dois anos, a expedição vai ainda para Nova York, nos Estados Unidos, passando pela costa da Guatemala e de Honduras até a Ilha Dulcie, no Oceano Pacífico – uma das ilhas mais isoladas do planeta, distante 354 quilômetros de outra ilha deserta onde foram retiradas 18 toneladas de plástico. “Será a primeira e única expedição brasileira para o mundo, que mobilizará parceiros, como a Natura e a Ambev, que são empresas que já estão empenhadas na busca por soluções, além da sociedade civil, todos em prol do conhecimento científico”, conta David Schurmann.

 

Veleiro Kat - Divulgação Família Schurmann

Veleiro Kat – Divulgação Família Schurmann

 

Casa flutuante

Tudo começou em 1984. A pedagoga Heloísa e o economista Vilfredo transformaram a paixão por velejar em projeto de vida. “Não foi da noite para o dia, nos preparamos muito para viver em família em um barco cruzando o mundo, antes de tudo acompanhei professores e médicos para estar apta a educar e cuidar dos meus filhos”, lembra Heloísa.

Partiram de Florianópolis e passaram dez anos velejando pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. Os três filhos, Pierre, David e Wilhelm cresceram a bordo, estudando por correspondência. Wilhelm, o mais novo e então com 7 anos, permaneceu uma década inteira no veleiro. “A gente lia muito sobre navegações e aventuras, como os livros de Júlio Verne, estudávamos de manhã, em uma rotina regrada. Vejo que aprendemos a valorizar a incrível diversidade que encontrávamos em cada porto. Hoje somos adultos menos apegados aos bens materiais e às posses”, pontua David.

Foram ao todo três grandes expedições ao redor do mundo. Em 1997, partiram para outra grande aventura. Dessa vez, com uma nova tripulante: a filha Kat, então com apenas 5 anos. A “Magalhães Global Adventure” durou quase dois anos e meio, sendo concluída em Porto Seguro, na Bahia, no dia 22 de abril de 2000, quando os Schurmann chegaram dentro das comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, sendo recebidos por milhares de pessoas.

 

Família Schurmann a bordo para sua primeira volta ao mundo

Vilfredo e Heloísa com os três filhos, Pierre, David e Wilhem – Foto divulgação / Luciano Candisani

 

Em 2015, a família atravessou os mares na “Expedição Oriente”, inspirada pela teoria de que os exploradores chineses teriam sido os primeiros a navegar ao redor do mundo, conhecendo lugares como Caribe, América do Sul e Antártica, décadas antes dos europeus. “Nossas expedições remontavam as grandes navegações do passado, queríamos desvendar pistas, em contraponto a nossa próxima será sobre o presente e o futuro”, diz Vilfredo.

 

Aprendizados

Viver em poucos metros quadrados, em família o dia inteiro, é uma realidade ainda muito viva para muitas pessoas. Durante a pandemia, todos aprendemos a conviver mais, encarando manias alheias e falta de privacidade em casa. Mas isolamento e distanciamento social já eram realidade para os Schurmann antes mesmo da terrível Covid-19. “Mesmo assim, a experiência foi diferente, escolhemos levar a vida a bordo, agora todos nós não tivemos escolha, o que torna tudo mais difícil. Passamos o isolamento separados, alguns em terra e outros a bordo”, conta David.

O respeito ao espaço de cada um é um aprendizado essencial que a família vivenciou na prática. “Era uma época sem internet, mas cada um tinha seu momento, minha mãe costumava ficar na proa do barco um pouco sozinha, eu ouvia música na cama.” Outro conhecimento adquirido em anos no veleiro foi a responsabilidade. “Nossos filhos eram tripulantes tanto quanto nós, contávamos com eles para tarefas e precisavam estar atentos se fosse necessário salvar alguém no mar ou consertar o barco”, lembra Heloísa.

 

Wilhelm, Heloisa e David Schurmann em um dos momentos de aula a bordo - Foto divulgação -Luciano Candisani)

Wilhelm, Heloisa e David Schurmann em um dos momentos de aula a bordo – Foto divulgação -Luciano Candisani)

 

Foram centenas de lugares conhecidos, sem falar dos desafios enfrentados, como a fúria da natureza e até ataques de piratas. “As ondas enormes que pegamos na Nova Zelândia me marcaram, e as paisagens da Patagônia Chilena e da Polinésia Francesa me impactaram muito, jamais esquecerei”, conta Vilfredo. “Para mim, o ciclone que enfrentamos nos mares de Samoa no Pacífico Norte foi um momento desafiador, só que as pessoas podem ser ainda mais difíceis que a natureza, então os ataques de piratas que sofremos nas Filipinas me marcaram para sempre, precisamos fugir durante a noite”, lembra David.

 

Potências

Os oceanos garantem a sobrevivência de toda a raça humana. “Podemos dizer que eles são os pulmões do mundo, responsáveis por 54% de todo o oxigênio”, ressalta Vilfredo. Com o “Voz dos Oceanos”, soluções como barragens de plástico para que o lixo não chegue nos mares, entre outras inovações serão analisadas em parceria com a aceleradora Spin, que busca tecnologias industriais, fomentando empreendedores e startups que tenham como proposta encontrar soluções para diminuição ou eliminação do plástico no âmbito e escala industrial. “Soluções no Brasil e no exterior já estão no nosso radar, desde novos biomateriais substitutivos ao plástico, a novos processos de design utilizando inteligência artificial, até bactérias que consomem polímeros, são inúmeras as possibilidades tecnológicas que podem ajudar indústrias a se posicionarem como protagonistas na limpeza dos mares e oceanos”, afirma Beny Fard, CEO da Spin.

 

Lixo encontrado em ilha deserta - Divulgação Família Schurmann - Foto Pedro Nakano

Lixo encontrado em ilha deserta – Divulgação Família Schurmann – Foto Pedro Nakano

 

O projeto ainda terá grande caráter educacional, em que será desenvolvido material bilingue sobre cuidados com o plástico, e como reduzir o uso – disponibilizado gratuitamente online. E como a expedição é científica, pesquisadores serão convidados para participar de momentos da viagem para utilizar o veleiro como base para seus estudos. “Temos orgulho de grande parte da expedição ocorrer em litoral brasileiro, de usar tecnologia brasileira e vemos que o país é uma grande potência de voz dos oceanos, temos uma população jovem, que pode se engajar, adaptar e podemos ser exemplo nessa década do oceano”, finaliza David.

 

Coleta de lixo promovida pela família Schurmann na ilha deserta West Fayu, na Micronésia, na Oceania – Foto divulgação – Pedro Nakano

 

Surpreendentemente refrescantes, drinques à base de cafés e chás fazem sucesso inclusive no verão

Surpreendentemente refrescantes, drinques à base de cafés e chás fazem sucesso inclusive no verão

Já se foi o tempo em que cafés e chás se restringiam ao inverno e às xícaras. Bares oferecem diferentes drinques com essas bebidas tradicionalmente quentes – agora repaginadas para o verão. As preparações aliam todas as propriedades olfativas e gustativas com um toque gourmet em lindas apresentações.

Além do famoso Espresso Martini, feito com vodca e café espresso tirado na hora, há lista imensa de coquetéis com chás e cafés nos bares de São Paulo. “Não à toa temos um coquetel com chá preto indo como representante global no Bacardí Legacy, o maior campeonato de coquetéis do mundo”, conta o bartender Mario Oliveira, vencedor da categoria nacional do último concurso. E, segundo a lista anual da plataforma Difford’s Guide Brasil, o coquetel mais popular de 2020 foi o Carajillo, que cada vez mais ganha o público brasileiro – a receita leva café e licor de diferentes tipos, e geralmente é servido em um copo baixo com gelo.

 

ExpressoMartini_Fotodivulgação

Espresso Martini – coquetel frio feito com vodca e café expresso (Foto Getty Images)

 

“O principal benefício de se trabalhar com chás na coquetelaria, assim como com café, são as notas que ambos podem oferecer”, explica Mario. Essas bebidas têm a capacidade de ressaltar ingredientes de uma forma mais leve ou até mesmo potencializá-los. “Proporcionam mais balanço, sabor e aroma, tanto para um coquetel com álcool ou sem.”

Sempre no gosto do público e nos menus dos principais bares, há também drinques mais clássicos, como o icônico Irish Coffee – com whisky irlandês, café e creme de leite. “Assim como o famoso e quase um quentão europeu Hot Toddy, que leva chá de especiarias, whisky escocês e mel”, lembra. Outros bons exemplos são Kentucky Coffee, que segue a receita do Irish Coffee, porém à base de Bourbon, e o Chá Escocês, com whisky e chá preto.

Irish Coffee - com uísque irlandês, café e creme de leite

Irish Coffee – com uísque irlandês, café e creme de leite (Foto Getty Images)

 

 

Instituto Capim Santo profissionaliza centenas de pessoas em vulnerabilidade social

Instituto Capim Santo profissionaliza centenas de pessoas em vulnerabilidade social

Com o intuito de oferecer para pessoas em situação de vulnerabilidade social uma formação profissional de excelência na área de gastronomia, o Instituto Capim Santo muda realidades com o projeto Formação em Gastronomia Social – desde 2009, em Trancoso, na Bahia, e há 8 anos em São Paulo. Com a pandemia, amigos e parceiros se dedicaram também a outro grande projeto: a distribuição de mais de 100 mil quentinhas entre abril e dezembro – preparadas nas cozinhas do Instituto.

 

Capim Santo Solidário Itacaré

Projeto de distribuição de marmitas durante a pandemia – Foto divulgação

 

“A primeira forma de atuar durante a pandemia é a mobilização. Na verdade, ao longo de todo o ano de 2020 vimos organizações da sociedade civil, empresas, pessoas físicas, mobilizando-se em uma corrente do bem a fim de suprir aqueles que mais precisam”, conta Luccio Oliveira, presidente do Instituto Capim Santo. Para ele, os setores de entretenimento, hotelaria e gastronomia, que são alguns dos maiores empregadores do Brasil, podem ser alavancas de empregabilidade e reestruturação econômica do país.

 

Projeto de distribuição de marmitas durante a pandemia no Rio

Projeto de distribuição de marmitas durante a pandemia – Foto divulgação

 

É justamente com esse importante objetivo que a Formação em Gastronomia Social atua e já certificou mais de 1500 pessoas. “Para muitos é um início de carreira na gastronomia, para outros é a forma de viabilizar os estudos para seguir com outra carreira.  Existem enfermeiros e profissionais de RH que passaram pelo instituto e conquistaram também uma formação que os prepara para trabalhar no nosso setor.”

 

Marmitas para distribuição na pandemia - Capim Santo

Marmitas para distribuição na pandemia – Foto divulgação

 

A chef Morena Leite, do restaurante Capim Santo, desenvolveu a metodologia inicial do projeto em Trancoso, onde cresceu.  “Trancoso vinha recebendo muito investimento no turismo, com hotéis e restaurantes que demandavam mão de obra qualificada.  A comunidade local era, e ainda é, muito carente. Crescemos e hoje somos uma instituição independente, com outras quatro unidades, uma em Itacaré, na Bahia, e três em São Paulo”, finaliza Luccio.

 

Alunos do Instituto Capim Santo ao lado da chef Morena Leite

Alunos do Instituto Capim Santo ao lado da chef Morena Leite – Foto divulgação

 

 

CEOs dos principais aeroportos brasileiros falam sobre a retomada do setor aéreo

CEOs dos principais aeroportos brasileiros falam sobre a retomada do setor aéreo

A expectativa é de que os níveis de operação doméstica das companhias aéreas possam se equiparar aos de 2019 ainda no primeiro semestre de 2021, segundo o Ministério do Turismo. Após a queda no número de voos em virtude das medidas para o combate à disseminação da Covid-19, em 2020, as operadoras dos aeroportos brasileiros seguiram protocolos sanitários, reformaram pistas e terminais, diversificaram serviços e agiram para não parar. A seguir, os empresários à frente dos principais aeroportos do país avaliam a retomada do setor e compartilham projetos para o novo ano:

 

Chegada de voo em aeroporto_Will Recarey

Foto Will Recarey

 


 

Ricardo Gesse - CEO do Floripa Airport & ASeB

Ricardo Gesse – CEO do Floripa Airport & ASeB (Vitória e Macaé) – Zurich Airport Latin America 

“O espírito empreendedor e o trabalho conjunto foram estratégicos para enfrentar a crise e ficarão após a vacina. Diversificamos nossa receita e criamos serviços não dependentes das operações de voos. Em Florianópolis, temos o Boulevard 14/32, uma grande praça de entretenimento, lazer e compras em frente à entrada do novo terminal. O espaço de 11 mil metros quadrados se tornou uma opção de lazer, com áreas abertas e um leque variado de serviços como um supermercado, barbearia, salão de beleza e farmácia. Temos ainda projetos futuros que envolvem telemedicina, terminal de ônibus e uma unidade do Detran.”

 

Marcelo Mota - Diretor de Operações do Aeroporto de Viracopos

Marcelo Mota – Diretor de Operações do Aeroporto de Campinas – Viracopos Aeroportos Brasil

“Foi um ano desafiador para todo o setor, mas Viracopos atravessou a pandemia com impactos razoáveis. Seguimos com uma recuperação gradual mensal e estamos operando com 92% de nossa capacidade. Temos um terminal moderno, onde as medidas de distanciamento foram perfeitamente aplicadas, e centralizamos as ações de combate à Covid-19 em um Comitê de Gestão. Recebemos o certificado internacional de segurança em saúde pelo Airports Council International (ACI) e as pessoas perceberam que viajar é seguro.”

 

João Márcio Jordão - Superintendente do Aeroporto de Congonhas

João Márcio Jordão – Superintendente do Aeroporto de Congonhas – Infraero

“A Infraero se valeu da queda na movimentação para antecipar uma série de intervenções necessárias nas instalações aeroportuárias de Congonhas, sendo a mais importante de todas a substituição completa do pavimento da pista principal de pouso e decolagem. Agora, o sistema de câmeras de segurança está sendo aumentado e será acrescido de câmeras termográficas, para a verificação automática da temperatura individual das pessoas, como prevenção à disseminação da Covid-19. Nos últimos meses, registramos aumento no movimento de passageiros no aeroporto e esperamos que a demanda de viagens retorne progressivamente aos patamares anteriores.”

 

Júlio Ribas - CEO do Salvador Bahia Airport

Júlio Ribas – CEO do Salvador Bahia Airport – Vinci Airports

“Reconfiguramos o aeroporto com o apoio da ANAC e implementamos rapidamente tecnologias que permitiram a manutenção dos negócios, como a instalação de telas que informam a lotação de banheiros, além de painéis de energia solar que diminuem a nossa pegada de carbono e permitem a expansão de nosso terminal. As rotas também ficaram mais eficientes, há voos diretos entre Salvador e todas as capitais do Nordeste e temos conexão para todas as capitais do país. O aeroporto opera com mais de 70% do volume do mesmo período do ano passado.”

 

Santiago Yus - Diretor presidente da Aena Brasil

Santiago Yus – Diretor-presidente da Aena BrasilAeroportos de Recife, Maceió, Aracaju, João Pessoa, Juazeiro do Norte e Campina Grande

“Mesmo vendo uma queda de 90% no movimento, gerir seis aeroportos durante uma crise sanitária não foi uma tarefa simples. Mas acredito que nos saímos bem. O Aeroporto do Recife, por seu compromisso e rigor com os protocolos de prevenção à disseminação do coronavírus, recebeu o selo Turismo Seguro do governo pernambucano e o selo Safe Travels – concedido pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). Com as restrições às viagens para o exterior, o turismo interno foi aquecido, e nossos aeroportos – que estão em uma região bastante turística – estão sendo beneficiados.”

 

Andreea Pal - CEO da Fraport Brasil

Andreea Pal – CEO da Fraport BrasilAeroportos de Fortaleza e Porto Alegre

“Antes da pandemia, a média diária no Fortaleza Airport era de 22 mil passageiros. A média atual está em 11 mil passageiros/dia. No momento mais crítico, vimos nossa receita registrar uma queda de 98%. Reduzimos drasticamente os contratos de terceirizados e algumas funções passaram a ser realizadas por colaboradores da Fraport Brasil. Mesmo nesse ano difícil para a aviação, conseguimos orgulhosamente entregar a ampliação do terminal de passageiros e um novo pátio, aumentando a capacidade operacional do aeroporto e oferecendo mais espaço aos viajantes.”

 

Kleber Meira - CEO da BH Airport

Kleber Meira – CEO da BH AirportCCR e Zurich Airpots

“Estamos no caminho da retomada e no final do ano de 2020 estávamos com 75% das operações que eram realizadas na pré-pandemia. Lançamos, recentemente, uma nova plataforma de venda de passagens aéreas e o diferencial desse novo serviço está em proporcionar aos passageiros a possibilidade de adquirir bilhetes com conexão entre empresas aéreas distintas e garantir a viagem em caso de atrasos, cancelamentos e alterações de horários de voos. Além disso, o aeroporto vai inaugurar no primeiro semestre deste ano três novas rotas internacionais partindo do terminal, operadas pela Eastern Airlines.”

 

Antônio Claret - Presidente do DAESP

Antônio Claret – Presidente do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo – DAESP

“O país ainda precisa ampliar a malha aeroportuária, principalmente na aviação subregional, que alavancaria o turismo regional como um todo. As lições de gestão aprendidas com a pandemia foram, então, investir na infraestrutura, na internacionalização de aeroportos e na continuidade da concessão à iniciativa privada para uma resposta robusta à crise. Nos últimos meses, concluímos o processo de internacionalização do Aeroporto de Sorocaba, que é o mais importante na manutenção de aeronaves executivas do estado e agora possui uma torre de controle moderna, e investimos em aeroportos pequenos, como o de Barretos, onde promovemos uma intensa reforma na pista e no terminal.”

 

Jorge Arruda - Presidente da Inframerica

Jorge Arruda – Presidente da InframericaAeroportos de Brasília e Natal

“Com a pandemia, o turismo interno aqueceu e as companhias aéreas investiram em voos regionais, capitalizaram mais as malhas e Natal já desponta como destino mais procurado por pessoas que desejam viajar. Mesmo com a pandemia, nossos projetos continuaram. Em Brasília, abrimos a Praça Pick-up, um complexo moderno, construído ao ar livre, em frente ao terminal aéreo. É um centro de mobilidade urbana para os passageiros após o desembarque e um espaço de conveniência, que conta ainda com restaurantes, bares, playground para crianças, lounges de locadoras de veículos e até obras de arte.”